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No ano de 1831, Charles Darwin integra-se a uma expedição da coroa inglesa, que duraria cinco anos, para uma viagem ao redor do mundo, cujos principais objetivos eram a análise geológica dos continentes.

Durante as inúmeras paradas do Beagle (nome da embarcação ocupada por ele), Darwin, que já possui um grande interesse na biologia, fica fascinado pela grande variedade de espécies observadas, passando a se questionar sobre qual fator estas espécies seriam levadas a tão grande variedade (TEIXEIRA, 2005). A viagem do Beagle encontra-se na figura 2.2, a seguir.

F

Na costa do Equador, Darwin estudou com grande in estes, ele pode concluir que o bico e ao tipo de alimento. Est 13 espécies distintas.

Ao voltar à Inglaterra modificavam de alguma forma suas anotações, elaborando somente quando, chegou-lhe Malthus (1766-1834), que Da 1999).

Malthus afirmava que produção de alimentos cresc quantidade muito pequena de a

Figura 2.2 – A viagem do Beagle.

Fonte: (TEIXEIRA, 2005)

or, a expedição fez escala no arquipélago de G interesse os pássaros do grupo dos fringilídeos. E e os mesmos apresentavam diferentes adaptaçõe

stas adaptações, segundo GOWDAK et al. (1991

ra, Darwin trazia consigo a convicção de que o ma, adaptando-se ao meio. Durante vinte anos, D hipóteses que tentavam justificar essas mud e às mãos o livro “Um Ensaio Sobre Populaçõ Darwin chegou às suas conclusões finais (FAVA

ue a população crescia em proporções geométri escia em proporções aritméticas. Com o temp

e alimentos para uma população muito grande.

Galápagos, onde . Em observação a ões em relação ao 91), consistiam em os seres vivos se Darwin organizou udanças. Mas foi ções”, de Thomas VARETTO et al.,

tricas, enquanto a mpo haveria uma

Darwin supôs que os fatores alimento e espaço controlariam o tamanho das populações, uma vez que, durante seus estudos, embora houvesse motivos para as populações selvagens apresentarem um grande número de indivíduos, ele não havia encontrado nenhuma população nessas condições, pois estas sempre se encontravam em equilíbrio.

Sendo assim, Darwin concluiu que, nas circunstâncias expostas, haveria uma grande luta pela sobrevivência, onde apenas os mais aptos sobreviveriam e deixariam mais descendentes de sua variabilidade. Esta seleção feita pelas condições impostas pelo ambiente foi chamada de Seleção Natural (GOWDAK et al., 1991).

A Seleção Natural de Darwin é bem explicada através da reflexão apresentada no início do capítulo quarto de sua célebre obra:

Como o esforço pela existência (...) pode agir no que diz respeito à variação? Pode o princípio de seleção, que como já podemos ver é tão potente nas mãos do homem [neste trecho, ele está se referindo a criação de raças de cavalos e cães de forma artificial] ser aplicado na natureza? Eu penso que veremos que ele age exatamente de forma semelhante e ainda mais eficaz. Deixe pensar que o interminável número de estranhas peculiaridades de nossas produções domésticas, e num grau menor, as provenientes da natureza, variam; e o quão forte é a tendência da hereditariedade. (…) Deixe pensar o quão infinitamente complexo são as relações mutuas entre todos os organismos vivos, nas condições físicas de vida. Pode então, desse modo, ser improvável que, se as variações esperadas pelo homem ocorreram, as variações úteis de alguma forma a cada ser vivo na grande complexa batalha pela vida, pode algumas vezes ocorrer no curso de milhares de gerações? Se isso realmente ocorrer, podemos nós duvidar que indivíduos possuindo alguma vantagem, ainda que superficial, sobre os outros, teriam a melhor chance de sobreviver e perpetuar a sua espécie? E em contrapartida, nós poderemos afirmar que qualquer variação prejudicial em algum grau seria rigorosamente eliminada. Essa

Um exemplo clássico FAVARETTO et al. (1999), o Uso e Desuso de Lamarck, par Na figura 2.3, os três q em que, à medida que os alim passaram a esticar os seus pe Na seção B, a explicação da diversidade que possuía pesco alimentos, as girafas de pescoç predominou perpetuando-se at

Figura 2.3 – Exem

Apesar da grande mud este recebeu sérias críticas em tinha como ser comprovada. U atuais de evolução, uma vez qu

Outra crítica foi a falta específica e os fatores que leva

o utilizado para explicar a teoria de Darwin, é o , onde é confrontada a Seleção Natural de Darw

ara explicar o pescoço longo das girafas.

s quadros superiores (seção A), utilizam a explica imentos passaram a se localizar em árvores mais pescoços, fazendo com que estes crescessem ao l

darwinista é aplicada, afirmando que entre as g coços mais longos, com o aumento das árvores q

oço menor foram sendo eliminadas e a variação d através da reprodução (seleção natural).

mplo da girafa e a comparação: Darwin x Lam

Fonte: (FAVARETTO, 1999)

udança de paradigma e progresso trazida pela te m alguns pontos em que sua teoria não conseguia . Uma das principais críticas foi a falta de exem que este é um processo extremamente lento. lta de explicação convincente para as causas da d evavam ao afastamento de espécies que descendia

o apresentado em rwin com a Lei do

icação lamarckista is altas, as girafas o longo do tempo. girafas, existia a que continham os de pescoço maior marck. teoria de Darwin, ia explicar ou não mplos concretos e diversidade intra- am de um mesmo

LOPES (1998), buscou explicação para a hereditariedade no que ele chamou de Teoria da Pangênese.

Segundo essa teoria, todos os órgãos e componentes do corpo produzem suas próprias cópias em miniatura infinitamente pequenas, denominadas gêmulas, que são carregadas pela corrente sanguínea até os gametas para serem utilizadas durante a fecundação.

Com o acréscimo de outras teorias e descobertas de diversos pesquisadores posteriores a Darwin, muitas questões da seleção natural foram explicadas. Esta agregação deu origem ao que hoje é chamada de Teoria Sintética da Evolução ou Neodarwinismo, exposta no item a seguir.

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