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4. EL TRANSPORTE EN LAS ISLAS BALEARES

4.3. TRANSPORTE AEREO

4.3.2. Movimiento de pasajeros:

Um dos grandes desafios existentes nas empresas hoje é perceber a importância de elevar o seu nível de consciência corporativa, compreendendo e se comprometendo em assumir a função transformadora na sociedade e no seu próprio ambiente (CAVALCANTI, 2006). Segundo Barrett (2000) consciência é um estado de conhecimento do eu baseado num conjunto de crenças e valores pelo qual a realidade é interpretada. Já Ferreira (2000) define consciência como um atributo altamente desenvolvido na espécie humana e que se define por uma oposição básica: é o atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo (e, posteriormente, em relação aos chamados estados interiores, subjetivos) aquela distância em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integração. Conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica ou física.

O desafio de elevação da consciência corporativa vem surgindo nas grandes empresas recentemente devido à observação de que somente a análise de resultados através de relatórios com números e percentuais de uma forma fria não resolve todos os problemas, nem permite à empresa uma estrutura ou planejamento que a possibilite manter-se no nível em que se encontra ou atinja o crescimento desejado. Esse tipo de análise apresenta resultado somente em curto prazo, com tomadas de decisões imediatistas, visando somente os problemas que aparecem com um nível de urgência elevada. O foco na resolução de problemas acaba sendo a maior carga de trabalho dos gerentes, pois eles nunca param de surgir e, consequentemente, o tempo de trabalho acaba sendo direcionado para a resolução destes, deixando de lado aspectos importantes como acompanhamento dos membros da equipe, integração, organização, qualidade, etc.

Segundo Roberto Ziemer, uma tendência em gestão de pessoas que deve ganhar força nos próximos anos é a de liderança servidora. “O movimento vem sendo bancado por executivos que não tem vergonha de levar a palavra amor para o universo executivo e acredita-se que

o sucesso profissional passa pela consciência de seu papel no mundo”. (Você S/A, idem) Para que isso ocorra é necessário que organização e líderes elevem seus níveis de consciência.

Não só as pessoas, mas as organizações também têm necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais que precisam ser satisfeitas. Sendo assim, surgem novos aspectos a serem tratados pelas organizações tendo em vista um contexto mundial que envolve responsabilidade ambiental e social, bem como preocupação com a qualidade de vida e com o bem-estar de seus colaboradores (Barret, 2000).

Segundo Barret (idem), seu modelo de avaliação, apesar de simples, tem se mostrado efetivo na medição e mapeamento das culturas organizacionais, com as quais tem trabalhado, apresentando um resultado complacente da cultura atual e desejada, ao analisar a percepção dos funcionários sobre os valores organizacionais atuais e o que eles acham que seria desejável para o sucesso da empresa e de seus próprios valores pessoais. O modelo pode ser aplicado na medição da percepção dos parceiros e clientes também, e seus resultados apresentam três perspectivas, a humana, a de desenvolvimento organizacional e a de negócios. Nos limites deste trabalho serão mencionadas somente as perspectivas humanas e organizacionais.

A história da humanidade é um reflexo da história da evolução da consciência humana. Richard Barret (2004) comenta que, por trás de todo evento histórico há uma matriz de crenças que revela o estado de consciência dos indivíduos e grupos naquele período de tempo. Assim, examinando as crenças e comportamentos que prevalecem durante períodos específicos da história, é possível localizar a evolução da consciência humana. O modelo dos Sete Níveis da Consciência não só reflete a evolução da consciência da humanidade como também explica o seu passado coletivo.

Estão resumidas no quadro 6 a seguir, as sete eras que correspondem à evolução da consciência da humanidade, envolvendo aspectos desde a era dos clãs onde o estágio de consciência era a sobrevivência até a era do globalismo onde a consciência é voltada para a unidade.

QUADRO 6 – Sete eras correspondentes à evolução da consciência humana

Estágio Consciência Era Descrição

7 Unidade Globalismo

Estabelecimento de instituições globais de governança para promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental da humanidade e do planeta.

6 Inclusão Regionalismo Formação de alianças estratégicas de apoio mútuo entre nações que têm crenças semelhantes e interesses comuns

5 Coesão Democracia Criação de um forte senso de identidade nacional e espírito comunitário baseado em visão e valores compartilhados.

4 Transformação Nacionalismo Estabelecimento de limites territoriais fixos e formas de governança que unem grupos de indivíduos que compartilham uma herança comum.

3 Auto-estima Feudalismo Luta por reconhecimento pela acumulação de poder e territórios. 2 Relacionamento Tribalismo Desenvolvimento de estruturas sociais complexas para apoio mútuo de agricultores. 1 Sobrevivência Clãs Sobrevivência física de pequenas unidades familiares de caçadores. FONTE: Richard Barret, 2004.

A figura 9 apresenta os sete níveis de consciência tanto corporativa quanto da liderança exercida na empresa. O modelo criado por Barrett é uma extensão da pirâmide de Maslow, pois se baseia no fato de que as empresas são formadas por pessoas e se comportam como entidades vivas através dos indivíduos que se integram entre si.

Figura 9 – Consciência corporativa e consciência de liderança Fonte: Cavalcanti, 2006, p. 23

A figura 10 faz um paralelo entre os quatro primeiros níveis de consciência organizacional de Barret com a pirâmide de Maslow, mostrando que os pontos tratados na pirâmide atendem somente ao interesse próprio do ser humano. Com relação aos aspectos motivacionais e as necessidades humanas a figura 10 faz um relacionamento com todos os sete níveis de consciência organizacional e pessoal.

FIGURA 10–RELAÇÃO ENTRE MOTIVAÇÕES E OS SETE NÍVEIS DA CONSCIÊNCIA

FONTE: ADAPTAÇÃO DE BARRETR.,2000

De acordo com Barret(2000) os três primeiros níveis ilustram a preocupação com a organização financeira da empresa.

Nível 1

- Consciência Organizacional – Sobrevivência

- Pela perspectiva da organização este nível refere-se à necessidade de sobrevivência através de saúde financeira objetivando lucro e crescimento. O medo da falência gera ações que não respeitam explorações materiais, ambientais e pessoais.

- Consciência do líder – Autoritário

- Ponto Positivo – Apresentação de atribuições como habilidade para lidar com crises e calma em tomadas de decisões.

- Ponto Negativo – A liderança, nesse nível, exerce um controle de todas as ações e de todos os envolvidos, pois decisões difíceis são

tomadas para manter a empresa viva. A confiança nas pessoas é muito pequena. O autoritarismo dos líderes aparece deixando de lado necessidades individuais da equipe.

Nível 2

- Consciência Organizacional – Relacionamento

- Relações harmoniosas são trabalhadas juntamente com a comunicação aberta entre todos os envolvidos no projeto. A qualidade é trabalhada para elevar a satisfação do cliente e minimizar conflitos.

- Consciência do líder – Paternalista

- Ponto Positivo – O líder protege a equipe em troca de lealdade, obediência e disciplina.

- Ponto Negativo – A perda do controle ou da consideração pessoal (rejeição da liderança) pode transformar o líder em um manipulador. Nível 3

- Consciência Organizacional – Auto-estima

- Utilização das melhores práticas de negócio visando qualidade, processos e produtividade com o objetivo de obter promoção e garantir destaque no mercado como uma das melhores no setor que atua.

- Consciência do líder – Administrador

- Ponto Positivo – O alcance das metas é o principal compromisso do líder nesse nível.

- Ponto Negativo – Problemas de medo e inferioridade podem transformar o líder obcecado por uma posição ou status, fazendo com que o mesmo trabalhe a ampliação de sua área de controle e poder.

O quarto nível é a transformação da consciência de organização e de seus líderes.

Nível 4

- Consciência Organizacional – Transformação

- A organização não deixa de lado as suas necessidades básicas, mas inicia uma transformação deixando de olhar somente para os seus interesses próprios e direciona suas atenções para a consciência do bem comum. A organização busca o desenvolvimento e o fortalecimento de sua marca através da mudança de cultura e da valorização da transparência, do incentivo e da confiança em seus colaboradores.

- A consciência da liderança atuando como facilitadora é uma transformação de colaboradores que atuavam como gerentes e, através da elevação do nível de consciência, passam a atuar como líderes, sendo os esforços direcionados para o desenvolvimento de equipes, solução de conflitos, aprendizagem contínua e liberação dos medos valorizando o próprio eu.

Os três maiores níveis objetivam a criação de uma visão, missão e valores para uma organização.

Nível 5

- Consciência Organizacional – Organização

- A construção e valorização de uma cultura organizacional que possua confiança, transparência, espírito de equipe e coesão interna torna-se o objetivo da organização.

- Consciência do líder – Colaborador

- Os líderes que superam o nível 4 passam a ter o papel de gestores de pessoas no nível 5, deixando de lado o interesse próprio e a aprovação de seu desempenho, visando apenas a busca pelo significado do trabalho, paixão e entusiasmo pelo que faz. É criada por eles uma visão organizacional que traga significado para a vida das pessoas buscando confiança na sua palavra e comprometimento dos colaboradores.

Nível 6

- Consciência Organizacional – Comunidade

- A valorização do ser humano e de suas necessidades físicas, emocionais, espirituais e mentais torna-se foco da organização através de ajudas comunitárias realizadas pela empresa e por seus funcionários. É trabalhado pela empresa o sentido de cidadania, solidariedade e respeito ao próximo.

- Consciência do líder – Parceiro/Servo

- Os líderes nesse nível estão sempre a disposição de seus liderados, executam tarefas que ultrapassam as suas funções e servem à organização criando parcerias e alianças estratégicas com outras empresas.

Nível 7

- Consciência Organizacional – Sociedade

- No nível mais alto de consciência organizacional, a conexão interna e externa, direciona a organização para a responsabilidade social, serviços à sociedade e ao planeta. Questões como visão organizacional, perdão e

compaixão são tratados como valores internos; ética, justiça social, direitos humanos, paz e preocupação com gerações futuras, todos ligados ao desenvolvimento sustentável, são tratados como valores externos.

- Consciência do líder – Sábio/Visionário

- O foco de liderança é o serviço à humanidade e ao planeta. Paz, justiça social, ética e ecologia fazem parte das preocupações dos líderes nesse nível. Estão sempre cientes dos acontecimentos mundiais. Preocupam-se com o impacto de sua organização no mundo, são visionários, pacientes, muito comprometidos, gostam de momentos de solidão e meditação.

Segundo Barrett (2000), as organizações mais bem sucedidas no mercado, apresentam seus níveis de consciência entre o quatro e o sete. O quadro 7 a seguir apresenta o foco que as empresas traçam e qual o nível de consciência que elas devem desenvolver para atingir as metas desejadas.

QUADRO 7–Mapeamento do nível de consciência que a organização deve desenvolver

Foco Nível

Longevidade 4

Liderança no seu respectivo mercado 5 Manutenção da liderança no seu respectivo mercado e proteção contra choques potenciais 6 Relevância futura nos olhos da sociedade 7 Fonte:: o autor