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Kapittel 3: Studieområdet og simuleringsmodellen

3.5 MOUSE

Do ponto de vista da forma composicional, observamos que texto atende aos requisitos estruturais de um artigo de opinião: está escrito em prosa; organizado em05 parágrafos visivelmente demarcados; possui um caráter dissertativo e argumentativo, o que nos faz reconhecê-lo como pertencente à ordem do argumentar, com verbos no presente, caracterizando ser o tema atual e contextualizado na sociedade na qual o aluno-participante está inserido, como os que transcrevemos a seguir: “sou”, na linha 1; “cometem”, na linha 4;

“faz”, na linha 21.

FICHA DE ORIENTAÇÃO PARA REESCRITA 1º parágrafo

1. Na linha 1, ao afirmar: “Sou a favor....”, você consegue perceber a falta de alguma informação?

2. Atente para o uso da grafia correta das palavras da linha 1.

3. O segundo período, começado pela palavra “Todos”, na linha 4, não ficaria melhor escrito se começasse por um conectivo (uma conjunção)? Qual poderia ser?

4. Quando você afirma “.... devem ser tratados da mesma forma”, na linha 5, está se referindo a quem?

Segundo parágrafo

1. Atente para o uso da pontuação empregada na linha 6.

2. Ao afirmar: “Quem é contra”, na linha 6, você não acha que a ideia precisa ser completada? Que expressão poderia completar esse trecho?

3. Na linha 8, você usa a expressão: “Eu acho”. Você pode omiti-la, porque num texto argumentativo como o artigo de opinião, tudo que for dito por você, configura suas opiniões. Então emita seus pontos de vista de forma direta, sem esta expressão.

4. Na linha 11, você afirma: “Eles não...”, não ficaria mais claro se você substituísse o pronome “eles” pelo substantivo que o representa?

Terceiro parágrafo

1. Na linha 13, você afirma: “Eu gostaria de diminuir ...”. Não seria melhor você substituir esse trecho por: “Eu gostaria que diminuísse?”

2. Na linha 15, atente para o uso da pontuação. Nesta mesma linha, você utiliza a expressão: “a tal ato...”. Não seria melhor substituí-la por outra? Observe se o termo “tal” está bem empregado ou está, nesse caso, com um sentido vago.

Quarto parágrafo

1. Na linha 19, você emprega a expressão: “Eu acho” novamente. Procure reescrever esse trecho eliminando-a.

2. Na linha 23, você empregou o pronome “eles”. Procure substituí-lo pelo nome que ele representa e veja se, dessa forma, o texto fica mais claro.

3. Assine seu artigo de opinião, pois, como já aprendemos, esse gênero do discurso é um texto que circula com uma assinatura.

Pelos elementos identificados, podemos notar que o artigo produzido possui as características dos gêneros textuais veiculados na esfera jornalística: o uso da língua padrão; defesa de um ponto de vista; conteúdo temático condizente com o gênero; estrutura própria da tipologia dissertativa.

Sobre a materialidade linguística empregada, constatamos que, no tange à voz

enunciativa, o participante optou pelo emprego da primeira pessoa do singular, transmitindo

ao texto marcas de subjetividade. Destacamos os seguintes trechos do artigo produzido em que essa escolha linguística fica evidenciada: “Eu sou [...]”,na linha 1; “Eu acho [...]”, nas

linhas 7 e 19; “Eu gostaria [...]”, na linha 13.

Observando as possíveis estratégias argumentativas utilizadas pelo participante para fundamentar a sua tese, identificamos as seguintes:

Emprego de operadores argumentativos com a ideia lógico-semântica de causa, nas linhas 1 e 14, respectivamente: “Eu sou a favor, porque existem muitos adolescentes que cometem crimes graves [...]”; “Eu gostaria de diminuir a maioridade penal para 14 anos, porque nenhum criminoso deve ser impune [...]”; de oposição, na linha 3:

“[...] muitos adolescentes cometem crimes graves e não sofrem nenhuma punição [...]”; de condição, na linha 8: “[...] se diminuísse a maioridade penal, diminuiria a quantidade de crimes cometidos por adolescentes”; de concessão, na linha 17: “[...] as mães dos

adolescentes dão tudo para eles, mesmo assim eles entram na vida do crime”.

Uso de argumento de consenso, ou seja, de uma proposição que por si mesma é

universalmente aceita com um efeito de verdade. Podemos identificar que o participante usou essa estratégia argumentativa na linha 14: “[...] nenhum crime deve ser impune [...]”.

Quanto aos componentes da tipologia dissertativa, percebemos que o participante empregou os seguintes:

O título relacionado ao tema sugerido: “Sou a favor da redução da maioridade penal”; a introdução que contém a tese ou o ponto de vista sobre o tema a ser defendido em

todo o texto. No artigo em análise, a introdução é formada pelo primeiro parágrafo que compreende da linha 1 à linha 5; o corpo ou desenvolvimento da argumentação que se estende do segundo ao quinto parágrafo, ou seja, da linha 6 até à linha 24; a tese, eixo central do artigo de opinião a qual contém a opinião do articulista sobre o tema, encontra-se logo na introdução, na linha 1: “Eu sou a favor [...]”. Fica claro que o participante posiciona-

se favorável à redução da maioridade penal; a conclusão, componente que não foi contemplado no artigo em análise, uma vez que o participante não elaborou o fechamento da discussão travada no corpo do seu texto, terminando seu texto com a exposição de

argumentos para fundamentar sua tese; a assinatura também foi um componente que o participante não empregou na produção do seu artigo de opinião;

Em relação ao conteúdo temático, observamos que o participante atendeu ao que foi solicitado, pois seu texto não fugiu ao tema proposto que era “A redução da maioridade penal”.

No tocante ao estilo adotado pelo participante na produção do artigo de opinião em análise, percebemos que ele empregou alguns recursos estilísticos, que apresentaremos a seguir.

Expressões reveladoras do seu estado emocional durante a abordagem do tema, na linha 19, ao considerar uma “doença” o fato de algumas pessoas, que são contra a

redução da maioridade penal, afirmarem que os menores infratores não sabem o que fazem. O trecho contendo esse recurso é: “Eu acho uma doença as pessoas dizerem „Eles não sabem

o que fazem‟”. Fica implícito na expressão selecionada, o sentimento de indignação do

participante.

Termos utilizados com a intenção de provocar o efeito de sentido de que nem

sempre o que leva os menores a cometerem atos infracionais é a sua condição de pobreza, já que há aqueles que mesmo pertencendo a famílias de poder aquisitivo elevado praticam esses atos. Esses termos estão localizados no quarto parágrafo, nas linhas 16 a 18: “Às vezes, as mães dos adolescentes dão tudo para eles, mesmo assim eles entram na vida do crime”.

O interdiscurso ou outra voz para fortalecer sua veia argumentativa. O

participante fez uso desse recurso ao referir-se às pessoas que são contra a redução da maioridade penal. Afirma que elas posicionam-se dessa maneira porque não pensam nas famílias das vítimas de atos infracionais, praticados por menores, nem nas próprias vítimas. Percebe-se então o discurso da indiferença dos que são contra a redução da maioridade penal. O trecho do texto no qual consta esse interdiscurso está nas linhas 6 e 7: “Quem é contra não pensa na família das vítimas ou na vítima”.