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Realiza-se nessa seção a apresentação de todo o processo prático operacional em que se desenvolveu o estudo, demonstrando as fases e atividades com base no arcabouço metodológico caracterizado.

Inicialmente realizou-se a pesquisa bibliográfica na qual buscou-se na teoria da Ciência da Informação a construção dos capítulos iniciais do estudo que tratam de realizar a revisão de literatura sobre o tema Gestão da informação e suas variáveis constitutivas.

Após a construção do referencial teórico partiu-se para a coleta dos dados, etapa fundamental do estudo e que está representado no fluxo (Figura 13), que

apresenta cada passo seguido para que se obtivessem respostas para o problema definido e, conseguisse, atingir os resultados pretendidos.

Figura 13 - Fluxo de atividades do estudo

Fonte: Elaborado pelo autor, 2014.

A primeira etapa do fluxo de atividades do estudo é a etapa de discussão teórica, já relatada. Dessa primeira etapa, resultaram categorias definidas conforme obras consideradas como fundamentais para a gestão da informação, adotadas para o corpus de análise, quais sejam: a publicação de McGee e Prusak (1994)

“Gerenciamento Estratégico da Informação: aumente a competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma ferramenta estratégica”; de

Davenport (1998) “Ecologia da Informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação” e de Choo (2003) “A Organização do Conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões”.

GESTÃO DA INFORMAÇÃO • Pesquisa bibliográfica sobre o tema e suas variáveis constitutivas

CATEGORIAS DO PROCESSO DE GESTÃO

DA INFORMAÇÃO • Definição das categorias para

investigação e análise

COLETA/BUSCA DE TEORIA RELACIONADA A

CATEGORIA DEFINIDA • Busca nas bases de dados definidas conforme os descritores

estabelecidos

ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS Análise e interpretação dos

dados por meio da técnica análise de conteúdo

CONJUNTO DE INDICADORES DE QUALIDADE PARA A GESTÃO DA INFORMAÇÃO

Apresentação dos indicadores de qualidade para avaliação dos processos de gestão da informação

Essas obras são consideradas clássicas para o estudo da gestão da informação e foram estudadas sob a perspectiva de análise de seus processos para que se efetivem os objetivos estabelecidos. Os estudos de Detlor (2010) e Ponjuán Dante (2011) não foram considerados devido a abordagem contemporânea e distante do objetivo do estudo que relaciona-se a modelos de gestão da informação que possuam relação estreita com o ambiente organizacional.

As categorias de investigação correspondem as etapas/fases comuns entre os modelos apresentados, e são destacados no quadro 5:

Quadro 5 – Etapas/fases dos modelos de Gestão da informação

McGee e Prusak (1994) Davenport (1998) Choo (2003)

Identificação de necessidades e requisitos de informação Determinação das exigências de informação Identificação das necessidades de informação Aquisição e coleta de informação;

Obtenção de informação Aquisição de informação Classificação e

armazenamento/tratamento e apresentação da

informação

Distribuição da informação Organização e armazenamento da informação

Desenvolvimento de produtos e serviços de informação

Utilização da informação Desenvolvimento de produtos e serviços informacionais Distribuição e disseminação da informação Distribuição e Uso da informação

Análise e uso da informação

Fonte: Elaborado pelo autor, 2014.

A partir das obras citadas, realizou-se o emprego da técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (2010), que constitui-se como a pré-análise, na qual foram definidas as categorias que representam a literatura consultada, após a realização de uma leitura ‘flutuante’ nas obras de McGee e Prusak (1994), Davenport (1998) e Choo (2003), especificamente nos capítulos dos livros citados que tratam de modelos de gestão da informação. Portanto, as categorias de investigação correspondem a:

 Determinação das necessidades de informação;  Aquisição da informação;

 Tratamento da informação;

 Desenvolvimento de produtos e serviços de informação;  Distribuição e uso da informação.

Definidas as categorias de investigação, realizou-se a coleta/busca de dados por meio de um levantamento bibliográfico em duas bases de dados. A primeira base de dados foi o ‘Portal de Periódicos da Capes’. Trata-se de uma biblioteca virtual (também entendida como uma base de dados) que reúne um significativo número de produção científica disponibilizada por meio de bases referenciais e bases textuais, possui abrangência internacional e indexa os principais periódicos da Ciência da Informação.

A outra base de dados selecionada para a pesquisa foi a ‘LISA’ (Library and

Information Science Abstracts), base de dados referencial especializada em Ciência

da Informação e reúne mais de 440 periódicos publicados em 68 países e está disponível desde o ano de 1969.

Os critérios definidos para a coleta/busca de dados correspondem a: textos em língua portuguesa, espanhola e inglesa; o período de investigação equivale a 5 (cinco) anos, compreendendo o interstício de janeiro de 2009 a abril de 2014; as fontes de informação analisadas foram as já citadas: artigos científicos, teses, dissertações, capítulos de livros.

O período selecionado para a coleta de informações é justificável devido a cobertura temporal e também baseou-se na pesquisa de Kleinubing (2010) que estudou a produção científica da gestão da informação por intermédio da bibliometria. Os resultados demonstraram que no período de 2003 a 2008 houve um exponencial crescimento em pesquisas. Esse fato colaborou para que definíssemos o período de 5 anos para a obtenção dos dados. O ano de 2014 teve sua opção devido a abrangência da cobertura de trabalhos mais atuais que se adequassem aos limites metodológicos definidos.

Os dados coletados foram analisados por meio da técnica Análise de

Conteúdo. A análise de conteúdo se deu conforme a proposição de Bardin (2010,

p.95): (a) pré-análise; (b) exploração do material; (c) tratamento de dados, inferência e interpretação. A fase de pré-análise já fora realizada com a constituição das categorias de investigação, após isso foi realizada a segunda parte da interpretação dos resultados.

A segunda parte da análise de conteúdo, após a definição das categorias de investigação, foi a utilização deste instrumento para a concepção dos indicadores de qualidade, pois, a partir da interpretação das informações coletadas e analisadas e que se construíram os indicadores, estruturados da seguinte forma: (a) nome do

indicador; (b) objetivo do indicador; (c) justificativa; (d) método; (e) fatores que afetam o indicador; (f) fontes de informação.

Essa estrutura de representação dos indicadores de qualidade teve a finalidade de caracterizar o indicador para formular um conjunto desses e propô-los como metodologia para avaliação dos processos de gestão da informação. Em síntese, os itens (a), (b) e (c) da estrutura dos indicadores, caracterizam-nos demonstrando a sua funcionalidade. O item (d) apresenta o método de avaliação proposto para validar esse indicador. Por fim, os itens (e) e (f), o item (e) correspondem a fatores que afetaram a validação do indicador, o item (f) corresponde às fontes de informação utilizadas para a construção daquele indicador.

5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Este capítulo analisa e discute os dados da pesquisa obtidos por meio do levantamento bibliográfico realizado. Os resultados estão expostos conforme cada categoria de investigação estabelecida na metodologia da pesquisa e compreendem a sequência das etapas/fases dos processos de gestão da informação.

Inicialmente realizou-se a discussão teórica a respeito do conceito geral de cada categoria na visão dos autores McGee e Prusak (1994), Davenport (1998) e Choo (2003), conforme definidos na metodologia, oferecendo com isso uma base conceitual e pragmática para entendimento da compreensão teórica do tema, a qual se apoia a literatura analisada.

Após isso, são apresentados os resultados obtidos, correlacionando-os com cada categoria para assim procedermos com a fase de inferência e interpretação da análise de conteúdo proposta por Bardin (2010), que influenciará diretamente na apresentação dos indicadores de qualidade que estão representados no capítulo seguinte.

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