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Descrição Mesoscópica: rocha maciça formada por fragmentos de outros litotipos cimentados por

matriz afanítica escura. Os fragmentos são angulosos, variam de dimensões milimétricas a centimetricas e possuem contatos retos bem definidos. A composição predominante dos fragmentos é de rochas ácidas, embora haja resquícios de litotipos intermediários. Na amostra o litotipo está sendo cortando por um veio com 3cm de espessura, composto por quartzo, feldspato potassico, mica (zinnwaldita) e topázio. O contato entre veio e rocha é abrupto levemente ondulado. O veio não aparentemente não apresenta zoneamento bem definido, embora as bordas sejam mais ricas em quartzo e topázio, formando delgada camada difusa.

Descrição Microscópica:

Estrutura/Textura: a textura do veio é faneritica equigranular, com mega cristais apresentando

granulação média a grossa em uma estrutura maciça, alguns cristais mostram bordas retas bem formadas. No contato veio/zona de borda a granulação diminui para fina, com raros cristais maiores, todos recristalizados com bordas corroídas, textura faneritica muito fina a afanitica e estrutura em parte maciça, parte levemente orientada (minerais micáceos entre cristais maiores com fluxo para a zona de borda). Na zona de alteração a textura é faneritica média com cristais micaceos menores entre cristais maiores ou em agregados policristalinos, a estrutura é em geral maciça com alguns cristais levemente estirados, não seguindo uma direção preferencial. Os cristais micaceos mostram em geral uma orientação subparalela ao contato.

Composição modal estimada visualmente: Veio: Microclínio (± 94%) Fluorita (± 3%) Quartzo (± 1%) Zinnwaldita (± 1%) Topázio (± 1%) Cassiterita (traços) Esfalerita (traços) Opacos (traços) Zona intermediária: Zinnwaldita (± 68%) Microclínio (± 15%) Topázio (± 10%) Quartzo (± 5%) Fluorita (± 2%) Cassiterita (traços) Opacos (traços) Zona de Alteração: Quartzo (± 52%) Zinnwaldita (± 32%) Fluorita (± 8%) Opacos (± 4%) Topázio (± 3%) Cassiterita (± 1%) Esfalerita (traços)

Descrições e relações mineralógicas e texturais: Veio:

O quartzo ocorre em raros cristais anedrais pequenos (média de 400ȝm) próximos ao contato apresentando bordas corroídas.

O microclínio ocorre sob forma de grandes cristais subedrais a euedrais (> 2,5mm) com a maioria apresentando bordas retas e geminação característica. Alguns poucos cristais menores mostram bordas corroídas. Há cristais maiores englobando cristais de quartzo.

A fluorita ocorre como cristais com ate 300ȝm, mostrando na maioria deles coloração violeta. Os cristais são anedrais, embora alguns mostrem bordas retas.

A cassiterita e esfalerita ocorrem dispersas em cristais anedrais fraturados com até 200ȝm, em geral dentro do microclínio e próximo a fluorita.

Os minerais opacos ocorrem sob forma de pequenos cristais anedrais fraturados associados aos cristais de cassiterita, esfalerita e fluorita, aparecendo nas bordas dos mesmos.

A zinnwaldita ocorre como pequenos cristais anedrais e agregados associados aos cristais de fluorita, com bordas corroídas.

O topázio ocorre como cristais anedrais com até 100ȝm concentrados próximos do contato em geral semi arredondados.



Veio pegmatítico com cristais anedrais de microclínio, quartzo e topázio. Cristais e fluorita nos interstícios dos cristais maiores.



Grandes cristais encontrados no veio apresentando estrutura maciça.

Zona Intermediária:

A zinnwaldita ocorre como raros cristais subedrais com bordas levemente corroídas junto ao feldspato potassico, sendo composta predominantemente por agregados policristalinos de pequenos cristais anedrais no contato com a zona de borda. Esses agregados são relativamente orientados (fluxo) em direção a zona de borda. A zinnwaldita aparece correndo o quartzo.

O microclínio ocorre como cristais anedrais a subedrais com bordas corroídas com até 600ȝm. Ocorrem no contato com a zona interna. Há pequenos cristais de quartzo que ocorrem dentro do microclínio. O feldspato parece estar sendo corroído pelo quartzo, topázio e zinnwaldita.

O topázio aparece como pequenos cristais e agregados no contato com a zona de borda, associados ao microclínio e quartzo, corroendo ambos. A granulação média é < 100ȝm.

O quartzo aparece como cristais anedrais (média de 300ȝm) com bordas corroídas principalmente pela zinnwaldita em volta.

A fluorita ocorre como pequenos cristais anedrais envolvendo os demais minerais. Esses cristais ocorrem subparalelamente ao contato e estão associados aos minerais opacos e a zinnwaldita, parecendo ser corroída pela mesma.

Os minerais opacos ocorrem como cristais anedrais fraturados com bordas corroídas e granulação média < 100ȝm.

A cassiterita ocorre em raros cristais anedrais fragmentados em meio a zinnwaldita próximo a cristais de fluorita.



Contato brusco entre veio pegmatítico e zona de alteração. Contato bem marcado pela presença da zinnwaldita.



Contato mostrando diminuição brusca da granulação do quarto, microclínio e topázio, alem do aparecimento dos agregados de zinnwaldita.



Contato brusco com alguns cristais do veio alongados perpendicularmente a zona de alteração.

Zona de Alteração:

O quartzo ocorre em cristais (média de 500ȝm0 anedrais em arranjo tipo mosaico, levemente estirados subparalelamente ao contato. Em contato com a zinnwaldita mostra bordas corroídas e menor granulação.

A zinnwaldita ocorre como pequenos cristais anedrais (média de 100ȝm), agregados nos interstícios dos cristais de quartzo e em grandes agregados juntamente com a fluorita e os opacos. Apresentam bordas corroídas e orientação de fluxo.

O topázio ocorre como pequenos cristais anedrais a subedrais (média de 200ȝm), principalmente como “gotas” dentro do quartzo.

A fluorita, cassiterita, esfalerita e opacos ocorrem em raros cristais anedrais dispersos, fraturados, com bordas corroídas, estando a maioria de seus cristais concentrados nos agregados de zinnwaldita, seguindo seu fluxo. A cassiterita tem um único cristal com 300ȝm, fraturado e corroído. A granulação média dos opacos é de 200ȝm e da esfalerita 300ȝ.



Cristais de quartzo aglomerados na zona de alteração com zinnwaldita microcristalina nos interstícios cristalinos.



Aglomerados de zinnwaldita microcristalina mostrando aparente direção de fluxo para a encaixante.



Cristal de esfalerita na zona de alteração.



Aglomerados de zinnwaldita envolvendo cristais de quartzo. Cristais de fluorita e cassiterita associados a zinnwaldita.