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Motivation till efter- och vidareutbildning

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Os procedimentos de recolha de informação passaram pelas seguintes fases:

Figura 4.3: Procedimentos de recolha de informação

Fonte: elaboração própria

Apoio logístico

Foi realizada uma primeira abordagem ao Vice-presidente da CMM-Vereador da Cultura, e seguidamente ao Presidente da CMM, através de correio eletrónico, que rapidamente mostrou toda a disponibilidade por parte dos serviços para facilitar a realização do estudo. Apoio documental

Na Biblioteca Municipal, foram consultados dossiers de arquivo onde constam todos os artigos de imprensa que se referem ao Festival Islâmico, nas suas várias edições. Foram ainda solicitados ao vereador da cultura outros dados relacionados com o festival.

Procedimentos de recolha de informação Apoio logístico Instalações Técnicas de recolha e análise de informação Apoio documental

Instalações

As entrevistas aos visitantes decorreram no secretariado do Festival, pois é preciso procurar que a entrevista se desenrole num ambiente e num contexto adequados, “é inútil esperar uma entrevista aprofundada e autêntica se esta se desenrolar na presença de outras pessoas, num ambiente barulhento e desconfortável…” Quivy e Campenhoudt (1992:74). Os visitantes foram abordados na saída do festival. No decorrer de cada entrevista, foi utilizada uma folha de resumo, onde foi feito o resumo do encontro (cujos apontamentos foram úteis para uma mais fácil e correta categorização) onde se incluiu:

 informação sobre o entrevistado (nervoso, confiante…);  Temas que mais destacou;

 Novas hipóteses ou ideias a explorar em entrevista seguintes;

Estes apontamentos foram úteis para uma mais fácil e correta categorização.

Técnicas de recolha e análise de informação

As técnicas de recolha e análise de informação utilizadas nesta investigação foram baseadas em Poirier et al (1999), com as etapas:

1. A pré-análise

Antes das gravações das entrevistas, foram criadas novas pastas no computador de trabalho. Uma pasta para Entrevistas, dentro desta pasta duas pastas: Residentes e Visitantes.

Dentro de cada uma das pastas, foram devidamente colocadas as respetivas entrevistas, gravadas com o mesmo nome que aqui surge quando a mesma é mencionada (R1, V3… e assim sucessivamente)

Aquando da recolha dos dados, foi classificada cada uma das entrevistas, atribuindo a cada um dos entrevistados uma letra e um número. Aos visitantes “V1, V2, V3…” e aos Residentes “R1, R2, R3…”, juntamente com cada entrevista foram anexados também alguns complementos que poderiam eventualmente ser utilizados aquando do tratamento

das mesmas (o que não se veio a verificar, dado o estudo ter sido realizado através de uma entrevista semiestruturada)

No que se refere à transcrição, as entrevistas foram facilmente transcritas do oral para o texto escrito, apesar de no que se refere às entrevistas dos Visitantes haver sempre um barulho de fundo com Sons do Festival.

2. Clarificação das entrevistas

Foram considerados todos os elementos das entrevistas realizadas, reconhecendo a sua homogeneidade em alguns pontos, pois cada entrevista constitui um caso particular, mas a cada entrevista que foi acontecendo, foram surgindo elementos caraterísticos que permitiram esquematizar as mesmas, sem que o seu conteúdo fosse alterado, retendo assim a singularidade de cada experiência, mas tentando situá-la num conjunto.

Nesta fase começaram então a ser delineadas as categorias em que foram então divididas as temáticas, tendo em atenção a pertinência, selecionando os pontos mais direcionados para o objetivo que se pretende alcançar, ou como sustentam Lima e Pacheco (2006:109) “Em termos gerais, a categorização é a operação através da qual os dados (invocados ou suscitados) são classificados e reduzidos, após terem sido identificados como pertinentes, de forma a reconfigurar o material ao serviço de determinados objetivos de investigação.”

3. Compreensão das entrevistas

Não existe uma exagerada discrepância no que se refere ao tipo de vocabulário utilizado pelos entrevistados, o que mais se destaca são apenas pequenos termos aos quais se podem chamar “bengalas linguísticas” que alguns dos entrevistados utilizaram.

No final deste ponto, ficaram então definidas as categorias temáticas sobre as quais foram trabalhadas as entrevistas recolhidas, voltando inúmeras vezes aos textos das entrevistas, É através destas releituras que podemos perceber onde estão as grandes repetições, e são estas que justificam as escolhas das temáticas.

Análise categorial

Foi feita uma análise de conteúdo das narrativas das entrevistas que serviu de base à construção da categorização que encontramos nas respetivas tabelas construídas para uma fácil leitura, no capítulo V.

Dado que as categorias não foram definidas antecipadamente, trata-se aqui de um procedimento exploratório.

Carmo e Ferreira (1998) dizem-nos que a escolha das categorias é fundamental na Análise de conteúdo, e que as categorias podem ter as seguintes caraterísticas (tabela 4.1):

Tabela 4.1: Caraterísticas na categorização

Caraterísticas

O que significa

Exaustivas

Todo o conteúdo que se tomou a decisão de classificar deve ser integralmente incluído nas categorias nas categorias consideradas, sendo no entanto possível não considerar alguns aspetos do conteúdo (entrevistados que relatam factos ou opiniões que estão fora dos objetivos da investigação);

Exclusivas

Os mesmos elementos devem pertencer a uma e não a várias categorias;

Objetivas

Os mesmos elementos devem pertencer a uma e não a várias categorias;

Pertinentes

Devem manter estreita relação com os objetivos e com o conteúdo que está a ser classificado.

Fonte: baseado nos textos de Carmo e Ferreira (1998: 255) A organização categorial

As respostas recolhidas através das entrevistas estruturadas foram transcritas e categorizadas com recurso à técnica de análise de conteúdo (Bardin, 1977) e ao Software informático N-VIVO, versão 10 para Windows, que permite um apoio à investigação qualitativa com uma componente de análise de dados organizados em formato tabelar. Permitindo desenvolver um projeto de pesquisa, armazenar e organizar os dados em diversos tipos de fontes, identificar elementos significativos para análise e conclusão e obter uma descrição subjetiva e sistemática do conteúdo da informação.

Para cada uma das entrevistas, foram recolhidas as unidades de registo, que como descrevem Carmo e Ferreira (1998) é o segmento mínimo de conteúdo que se considera necessário, para proceder à análise, colocando-o numa dada categoria.

Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas, tendo ainda sido tomadas algumas notas aquando da gravação da mesma.

Como se processaram os momentos das entrevistas:

As entrevistas aos residentes duraram cerca de 20 minutos e foram realizadas no local de trabalho de cada um dos entrevistados, ou no espaço da Biblioteca Municipal.

As entrevistas aos visitantes duraram cerca de 10 minutos cada uma e foram realizadas no Secretariado do festival, numa sala fechada. A mesma pessoa recolheu todas as entrevistas.

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