2.4 Anerkjennelse og tilbakemelding
2.4.1 Motivasjons- og trivselsfaktorer
Como vimos na seção 4.3.4, no ambiente sob encomenda, a liberação de trabalho para o fluxo de valor, as Process Lanes, não deve ser feita de acordo com cada ordem do cliente, pois cada ordem pode conter um volume muito diferente das demais. A liberação deverá ser feita em incremento de tempo padronizado, chamado PITCH, definido de acordo com a capacidade do CCR da linha. Esse PITCH será a unidade básica de programação de produção para uma determinada família de produtos.
Portanto, a idéia central desta etapa será a de liberar pequenos e constantes incrementos de trabalho, baseado em incrementos de tempo e na capacidade do CCR, para cada Process Lane, estabelecendo um ritmo de trabalho nivelado, garantindo um fluxo contínuo e uniforme em todas as etapas de geração do valor. Dessa forma, o CCR, o Processo Cadenciador, cadencia o ritmo para toda a Process Lane.
Em linhas de produtos mais repetitivas, o incremento de tempo pode ser o próprio Takt Time, à medida que nesse ambiente de produção de grandes equipamentos sob encomenda, uma
unidade de uma família repetitiva de produtos intermediários já pode representar um incremento de trabalho uniforme para a Process Lane, onde o incremento de tempo igual ao Takt Time é suficiente para controlar a linha e detectar possíveis problemas no fluxo. Ou seja:
Pitch (linha repetitiva) = Takt Time ≈ TC CCR
Isso significa que a cada Takt Time, uma ordem de fabricação deve ser liberada no início da linha, e essa ordem de fabricação conterá exatamente o volume de trabalho de um Takt Time no CCR.
Por exemplo, uma linha de produtos que tenha um Takt Time de dois dias, ou seja, para atender à demanda ela precisa fabricar um produto intermediário a cada dois dias, deverá liberar uma ordem de produção para o início do processo a cada dois dias, e essa ordem de fabricação deve conter dois dias de volume de trabalho para o CCR da Process Lane, nesse caso, a usinagem (figura 5.5).
Figura 5.5 - Liberação de Trabalho em Incremento Pitch = Takt Time = TC CCR
Já, para Process Lanes menos repetitivas, por onde passam famílias de produtos com maior grau de variedade, será necessário estabelecer procedimentos para determinar esse incremento de trabalho constante, já que nesse ambiente de alta diversificação, cada produto pode representar um volume de trabalho muito diferente dos demais, sendo muito difícil estabelecer um ritmo constante de produtos finalizados que possa ser controlado em cada etapa do processo.
Para esses casos, o incremento de tempo deverá ser definido de acordo com as características de cada linha de produto. Esse incremento deverá levar em consideração os volumes de trabalho e os tempos de ciclo de todos os produtos daquela família de produtos,
devendo ser possível fabricar qualquer produto dessa família dentro de incremento PITCH, ou seja.
Pitch (linha não repetitiva) ≥ Maior TC do CCR
Deve-se relembrar que o tempo de ciclo (TC) pode variar de acordo com a alocação de recursos humanos de cada centro de trabalho e, portanto, um mesmo volume de trabalho pode representar um TC diferente de acordo com a quantidade de recursos alocados.
Para facilitar a definição do PITCH, será necessária a introdução do conceito de unidade padrão conforme Spearman (1989), apresentado na seção 3.8.2:
a) Unidade Padrão (UP): Uma unidade padrão será o volume de trabalho do CCR contido em um produto de referência da família de produtos.
Esse produto de referência pode ser, por exemplo, o menor produto da família, ou seja, aquele com o menor volume de trabalho no CCR ou o produto mais repetitivo dessa família. Todos os demais produtos dessa família deverão ser classificados de acordo com essa unidade e irão representar um múltiplo dessa UP.
Dessa forma, o PITCH representará uma quantidade de UPs possíveis de serem produzidas no CCR nesse incremento de tempo definido, podendo representar quantidade diferentes de produtos intermediários.
No exemplo da figura 5.6, uma linha não repetitiva, tem o mesmo Takt Time de dois dias, ou seja, ela tem que produzir em média um produto intermediário a cada dois dias para atender à demanda de sua montagem. Porém, pela variedade de produtos que a linha fabrica, decidiu-se por liberar as ordens de fabricação em um PITCH de 6 dias, o que significa que a cada 6 dias, são liberadas as ordens de fabricação para 6 dias de trabalho do CCR. Esse PITCH de 6 dias pode representar, nesse exemplo hipotético, fabricar de dois a 4 produtos no mesmo intervalo de tempo, porém, representa sempre a mesma quantidade de unidades padrão (UP), nesse caso, 6 UPs.
Um dos resultados esperados desse procedimento é diminuir a variação de carga de trabalho em todo o fluxo de valor. Porém, quanto menos repetitiva for a linha, menos se conseguirá obter o mesmo nivelamento para todos os processos.
Figura 5.6 - Liberação de Trabalho em Incremento Pitch do CCR
A figura 5.7 ilustra a variação das cargas de trabalho em uma linha de fabricação de produtos intermediários sem nivelamento. Nota-se nessa ilustração, que a variação do volume de trabalho causado pela liberação das ordens de fabricação sem considerar o incremento constante de trabalho, pode fazer com que o CCR flutue entre os processos do fluxo de valor.
Figura 5.7 - Ocupação dos Recursos Antes do Nivelamento: CCR Flutuante
Já, a figura 5.8, ilustra variação das cargas de trabalho da mesma linha de fabricação nivelada conforme o PITCH do CCR. O resultado esperado é que, pela variedade de produtos, não se consiga o mesmo resultado de nivelamento em todos os recursos, porém, o nivelamento do CCR e a menor variação nos demais recursos, pode ser suficiente para fixar o CCR.
Figura 5.8 - Ocupação dos Recursos Depois do Nivelamento: CCR Fixo (linha menos repetitiva) Ao nivelar e fixar o CCR podem-se esperar dois resultados decorrentes da TOC:
b) Pela definição de CCR, apresentado anteriormente, o nivelamento atingido para o CCR será o nivelamento de toda a linha de fabricação.
c) Dependendo do nível de repetição da linha, deverá ser mantido maior ou menor nível de capacidade protetora nos recursos não-restritivos.
Como ilustração desse segundo resultado, a figura 5.9 mostra o resultado do nivelamento em uma linha repetitiva e sua menor capacidade protetora necessária para lidar com a variabilidade da linha.