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5 Motivasjon for lederverv

5.3 Motivasjon til deltakelse relatert til OCB

6.

CONCLUSÕES, REBATIMENTOS E PERSPECTIVAS FUTURAS

Neste capítulo foram apresentadas as conclusões e rebatimentos diagnosticados pelo cruzamento dos dados das análises nacionais e regionais dos capítulos 4 e 5 para averiguação da validade das hipóteses do estudo formuladas na introdução. Em seguida, sugeriu-se recomendações para melhorias na matéria de InfoAU, bem como, estratégias para implementação de um plano de informatização dos CAUs com garantias de auto-gestão e de trabalhos futuros.

6.1.

Conclusões dos resultados da pesquisa

Confirmou-se a pertinência da hipótese principal de que a inserção da

matéria de InfoAU, após sua institucionalização em 1994, se processou de forma inadequada, sobretudo no que concerne à integração desta matéria com as demais dos CAUs pois:

♦ No panorama nacional constatou-se irregularidades da inserção de InfoAU, sua subutilização e a falta de integração com demais matérias, já que:

o Existiam CAUs instituídos antes de 1994 (12% da amostra pesquisada) que ainda não tinham se adequado às exigências oficiais, pois não possuíam disciplina da matéria de InfoAU;

o A grande maioria dos CAUs (42% da amostra pesquisada) elegeu o 1º período para disponibilizar como obrigatória sua única disciplina de InfoAU apenas como forma de cumprir as normas vigentes;

o Quantitativamente nas grades curriculares, a média da carga horária encontrada para InfoAU foi de 1% dentro da carga horária total dos CAUs, considerando-se só as obrigatórias, inviabilizando o aprofundamento de qualquer conteúdo;

o A predominância/exclusividade do conteúdo “CAD 2D” para InfoAU nas grades curriculares e a disponibilização deste em disciplinas ministradas nos períodos iniciais apenas como ferramentas de representação gráfica confirma a sua subutilização e a inviabilidade de integração, pois em tais períodos, invariavelmente, os alunos ainda não têm conhecimentos acumulados para usar tal ferramenta na concepção de projetos;

o A integração de InfoAU com demais matérias ficou comprometida pela sua baixa carga horária e seu conteúdo restrito, cabendo apenas aos seus

docentes de InfoAU tentativas isoladas de junção dos conhecimentos transmitidos ao alunos.

♦ Nos estudos de caso regionais, reforçou-se a validade da hipótese principal tanto em nível de conteúdo quanto de integração:

o As disciplinas obrigatórias de InfoAU eram oferecidas no início do curso na UFPE e UFPB e no meio na UFRN; correspondiam em média a 3% da carga horária total destes cursos, ficando acima da média nacional. Pela análise de suas ementas eram restritas aos conteúdos de representação gráfica 2D e 3D; comprovando a subutilização e dificultando a integração;

Vale ressaltar que na UFRN pelos mecanismos de integração contidos em seu currículo, estas eram ministradas em parcerias com outras disciplinas do mesmo período tentando-se contextualizá-las e integrá-las. Tal integração refletiu nos excelentes resultados dos seus alunos em avaliações do MEC. Na UFPE e UFPB, a idéia de trabalho em cooperação sempre foi uma meta ainda não alcançada.

As hipóteses secundárias, vistas como desdobramentos da principal, também foram validadas através dos estudos de caso regionais com a análise das grades curriculares e PPPs, pois verificou-se:

A. Quanto à forma atual da estruturação dos currículos e como eles construíram a

interface dos conhecimentos teórico-práticos estariam dificultando a operacionalização, instrumentação e sistematização destes ao relegar, a segundo plano, a matéria de InfoAU:

♦ A falta de mecanismos expressos nos PPPs que regulamentassem formas de integração. Salve exceção da UFRN, os CAUs não tratavam o princípio de integração como fundamental no processo ensino/aprendizagem, pois o deixavam por conta apenas da boa vontade dos docentes. Não se trataria, portanto, de opção do professor, ou dos alunos, mas o maior nível possível de integração de disciplinas deveria ser sempre procurado;

♦ A falta de (co)relacionamento entre os conteúdos da grade curricular foi verificada, expressa pela ausência de có/pré-requisitos, possibilitando o aprendizado de forma fragmentada;

♦ A falta de conhecimento e de uso das possibilidades da informática como mecanismo de integração de conteúdos, entre estas se incluem as TICs.

B. Quanto à formação dos docentes de InfoAU e das demais matérias estariam

contribuindo na utilização inadequada da informática nos CAUs ao considerar fundamental a capacitação na redução de problemas de ensino/aprendizagem:

♦ 80% dos professores pesquisados tinham mais de 10 anos de magistério, contudo, nenhum passou por capacitação com intuito de otimizar a atualização dos recursos informáticos com foco na sua prática acadêmica e direcionada à sua área de atuação;

♦ 67% dos professores pesquisados se graduaram até 1985 (antes da popularização do uso de microcomputadores) assim, não tiveram disponíveis os recursos informáticos em sua formação o que pode implicar na inabilidade com esta ferramenta;

♦ 60% destes docentes se pós-graduado até 1996 (antes da popularização do uso da internet) o que não garante que se atualizaram em recursos informáticos após a graduação, principalmente em TICs.

No contexto mais amplo, delineado no capítulo 2, constatou-se que a estratégia política do país quanto aos fins da educação tinha ainda como tarefa principal potencializar a estrutura de produção econômica nacional contribuindo para a formação de recursos humanos qualificados; apesar de no discurso a justificativa da introdução das tecnologias de informática na educação ser apresentada como uma tentativa de colocar a Escola em consonância com as necessidades atuais da sociedade. Ou seja, o processo político-educacional do país apresentou-se ainda tecnicista, elitista e excludente por estar subordinado ao padrão tecnológico internacional levando as inserções nacionais da informática na educação seguirem este comportamento, inclusive a da matéria de InfoAU nos CAUs brasileiros.

Pôde-se verificar este fato no relato histórico-cronológico dos principais projetos nacionais de inserção da informática na educação brasileira no capítulo 2 e averiguou-se a sua persistência dentro dos CAUs com as análises do panorama nacional e dos estudos de casos regionais.

Com essa visão instrumentalista, a inserção de InfoAU foi implementada com o uso de tecnologias da informática na educação amarrando o processo educativo a uma visão limitadora; sujeitaram professores e alunos à modelos impostos; dificultaram suas capacitações; inviabilizaram proposições de projetos próprios e, principalmente, não utilizaram as TICs para novas relações e processos de ensino/aprendizagem.

Os docentes de InfoAU ficaram quase à margem desse processo de introdução da informática nos CAUs e os currículos e PPPs refletem esta falta de engajamento. O uso das tecnologias da informática na educação envolveu técnicos e especialistas de áreas correlacionadas, enquanto os docentes, diretamente comprometidos com a informática no processo ensino/aprendizagem, não participaram como agentes propulsores.

Os relatos regionais corroboraram neste sentido. Através deles, constatou-se que InfoAU era percebida como uma matéria muito dinâmica, sendo difícil questioná-la para inferir e intervir em seus passos e rebatimentos dentro dos CAUs. E, os principais entraves relacionados ao avanço desta matéria nos CAUs brasileiros foram a falta de:

♦ Cursos contínuos de aperfeiçoamento para os docentes de InfoAU e das demais disciplinas;

♦ Estratégias sócio-pedagógicas claramente expressas nos PPPs e refletidas diretamente na organização da grade curricular (com pré/có-requisitos amarrando os conteúdos sem a perda da liberdade do aluno para a composição do perfil desejado);

♦ Política acadêmica e administrativa no gerenciamento e autogestão dos seus laboratórios.

Especificamente, na análise regional do cruzamento das opiniões entre docentes de InfoAU, das demais matérias e coordenadores (vide Quadro 14), registrou-se como preocupações sobre InfoAU nos CAUs: o seu uso predominantemente para a representação gráfica; a dificuldade na sua operacionalização por falta de recursos financeiros, a adequação dos benefícios trazidos pela informática ao processo pedagógico; a definição e a aquisição de softwares adequados que cubram as várias matérias do ensino de AU para efetiva implantação de InfoAU; e, a necessidade de: cursos de capacitação para o uso das ferramentas informáticas direcionadas para a prática pedagógica e política contextualizada de inserção, reestruturação e autogestão da matéria.

CRUZAMENTOS DE Q1, Q2 E Q3