• No results found

5.1 Presentasjon av Case bedrifter

5.2.1 Motivasjon

Da metodologia

O meio utilizado para o ensaio foi a saliva artificial, ou solução mimetizante de saliva, desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP. Por ser sintetizada em laboratório podemos padronizar a solução e assim não interferir nos resultados. É de fácil obtenção, baixo custo, reprodutibilidade da condição da cavidade bucal onde o material será utilizado e é um meio presente em grande parte dos estudos de liberação de flúor na literatura (Carvalho e Cury, 1999; Karantakis, 2000; Willians et al., 2001).

O método de leitura do íon fluoreto através do eletrodo seletivo para esse íon, é o método preconizado por quase a totalidade dos autores desse tipo de estudo por ser preciso, confiável e não ter a necessidade de um número excessivo de amostras, sendo então este método o mais indicado (Freudenthaler e Pseiner, 2008).

Neste estudo o número de amostras foi de oito corpos de prova para cada material, sendo que na literatura se observa um número que varia entre três e seis para cada grupo, o que garante a confiabilidade deste estudo.

O ionômero de vidro modificado por resina de nano-partículas (Ketac N100) é novo e, portanto não existe na literatura nenhum trabalho sobre a liberação de flúor deste material. Usamos então em nossa discussão os cimentos de ionômero de vidro modificados como forma de comparação.

_____________________________________________________________________________Discussão 51

Dos resultados

De acordo com Chan et al. (2006), existe uma alta taxa de liberação de flúor no primeiro dia e uma queda significante até o sétimo dia dos ionômeros modificados por resina, o que concorda com nossos estudos. Yap et al. (2002) observaram uma liberação importante de flúor no primeiro dia e no dia 14 e dia 28, com os materiais imersos em água deionizada a 37º C.

Em um estudo de 28 dias, Araújo et al. (1996) relataram alta liberação inicial com queda significativa nos dois primeiros dias, uma manutenção nos cinco dias subseqüentes e queda significante a partir do sétimo dia, também observados em nossos estudos como pode se ver na tabela y. Comparativamente nesse estudo, o ionômero convencional liberou mais flúor do que o resinoso, porém manteve muito semelhante os dias de queda e manutenção da liberação.

Os compômeros, ionômeros modificados e ionômeros conencionais foram comparados em um estudo de Vermeersch et al. (2001), que concluíram que os ionômeros modificados liberam bem menos quantidades de flúor do que os ionômeros convencionais e tem efeito anticariogênico bem diminuído. Os compômeros têm liberação do flúor estatisticamente insignificante. Este é um estudo de 98 dias e garante que a liberação mensurável e significante estatisticamente se dá até o décimo quarto dia, onde após isso se observa valores de todos esses materiais estudados em níveis muito baixos.

Podemos dizer que em nossa metodologia os resultados seguiram o que a literatura sinaliza, com significante liberação de flúor nos dois primeiros dias seguido de uma queda que se manteve relevante até o sétimo dia. Também concorda com outros estudos no que se refere à diferença do ionômero convencional para o resinoso, ocorrendo uma liberação menor para este último.

_____________________________________________________________________________Conclusão 53

6C

ONCLUSÃO

Tendo como base as metodologias empregadas e os resultados obtidos com o ionômero de vidro resinoso nanoparticulado KetacTMN100 nos estudos de resposta tecidual em

subcutâneo de camundongos isogênicos, avaliação da tensão de contração de polimerização e avaliação de liberação de flúor, pudemos concluir que:

• O KetacTMN100 apresentou resposta tecidual favorável quando em contato com tecido

conjuntivo de camundongos isogênicos.

• A contração de polimerização deste material in vitro, é intermeriária, e se aproxima mais em valores a uma resina do que a um ionômero de vidro convencional.

• Ocorreu liberação de flúor quando o KetacTM N100 foi imerso em saliva artificial apenas

nos dois primeiros dias de forma significativa e com valores um terço menores do que no ionômero de vidro convencional.

___________________________________________________________________________Referências 55

R

EFERÊNCI AS

1. 3M ESPE - Ketac™ N100 Light Curing Nano-I onomer Restorative [ folder] . Disponível em:

http:/ / multimedia.mmm.com/ mws/ mediawebserver.dyn?6666660Zjcf6lVs6EVs66SJMhC OrrrrQ-. Acesso em: 17 de agosto de 2007.

2. Andrzejewska E, Andrzejewski M, Socha E, Zych-Tomkowiak D. Effect of polyacid aqueous solutions on photocuring of polymerizable components of resin-modified glass ionomer cements. Dent Mater. 2003 Sep;19(6):501-9.

3. Aranha AM, Giro EM, Souza PP, Hebling J, de Souza Costa CA. Effect of curing regime on the cytotoxicity of resin-modified glass-ionomer lining cements applied to an odontoblast-cell line. Dent Mater. 2006 Sep;22(9):864-9.

4. Bayindir YZ, Yildiz M. Surface hardness properties of resin-modified glass ionomer cements and polyacid-modified composite resins. J Contemp Dent Pract. 2004 Nov 15;5(4):42-9.

5. Bayindir YZ, Yildiz M. Surface hardness properties of resin-modified glass ionomer cements and polyacid-modified composite resins. J Contemp Dent Pract.2004 Nov 15;5(4):42-9.

6. Carvalho AS, Cury JA. Fluoride release from some dental materials in different solutions. Oper Dent. 1999 Jan-Feb;24(1):14-9.

7. Catro A, Feigal RE. Microleakage of a new improved glass ionomer restorative material in primary and permanent teeth. Pediatr Dent. 2002 Jan-Feb;24(1):23-8.

8. Cattani-Lorente MA, Dupuis V, Moya F, Payan J, Meyer JM. Comparative study of the physical properties of a polyacid-modified composite resin and a resin-modified glass ionomer cement. Dent Mater. 1999 Jan;15(1):21-32

___________________________________________________________________________Referências 56

9. Chan WD, Yang L, Wan W, Rizkalla AS. Fluoride release from dental cements and composites: a mechanistic study. Dent Mater. 2006 Apr;22(4):366-73.

10. Condon JR, Ferracane JL. Assessing the effect of composite formulation on polymerization stress. J Am Dent Assoc. 2000 Apr;131(4):497-503.

11. Condon JR, Ferracane JL. Reduced polymerization stress through non-bonded nanofiller particles. Biomaterials. 2002 Sep;23(18):3807-15.

12. Costa CA, Oliveira MF, Giro EM, Hebling J. Biocompatibility of resin-based materials used as pulp-capping agents. I nt Endod J. 2003 Dec;36(12):831-9.

13. Coutinho E, Cardoso MV, De Munck J, Neves AA, Van Landuyt KL, Poitevin A, Peumans M, Lambrechts P, Van Meerbeek B. Bonding effectiveness and interfacial characterization of a nano-filled resin-modified glass-ionomer. Dent Mater. 2009 Jul 10.

14. Crisp S, Wilson AD. Reactions in glass ionomer cements: I . Decomposition of the powder. J Dent Res. 1974 Nov-Dec;53(6):1408-13.

15. Daou MH, Tavernier B, Meyer JM. Clinical evaluation of four different dental restorative materials: one-year results. Schweiz Monatsschr Zahnmed. 2008;118(4):290-5.

16. De Araujo FB, García-Godoy F, Cury JA, Conceição EN. Fluoride release from fluoride- containing materials. Oper Dent. 1996 Sep-Oct;21(5):185-90.

17. De-Goes MF. Materiais e técnicas restauradoras. Como escolher e aplicar materiais dentários. I n: Cardoso RJA. e Gonçalves EAN. Odontologia: Dentística Laser. São Paulo: Artes Médicas; 2002, p.115-131.

18. Dos Santos MP, Passos M, Luiz RR, Maia LC. A randomized trial of resin-based restorations in class I and class I I beveled preparations in primary molars: 24-month results. J Am Dent Assoc. 2009 Feb;140(2):156-66; quiz 247-8.

___________________________________________________________________________Referências 57

19. Feilzer AJ, De Gee AJ, Davidson CL. Quantitative determination of stress reduction by flow in composite restorations. Dent Mater. 1990 Jul;6(3):167-71.

20. Freudenthaler JW, Pseiner BC. I n-vitro fluoride release. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2008 Jul;134(1):7.

21. Gerdolle DA, Mortier E, Droz D. Microleakage and polymerization shrinkage of various polymer restorative materials. J Dent Child (Chic). 2008 May-Aug;75(2):125-33.

22. Guggenberger R, May R, Stefan KP. New trends in glass-ionomer chemistry. Biomaterials. 1998 Mar;19(6):479-83.

23. I kemura K, Tay FR, Nishiyama N, Pashley DH, Endo T. Multi-purpose bonding performance of newly synthesized phosphonic acid monomers. Dent Mater J. 2007 Jan;26(1):105-15.

24. I rie M, Suzuki K, Watts DC. Marginal gap formation of light-activated restorative materials: effects of immediate setting shrinkage and bond strength. Dent Mater. 2002 May;18(3):203-10.

25. Kakaboura A, Eliades G, Palaghias G. An FTI R study on the setting mechanism of resin- modified glass ionomer restoratives. Dent Mater. 1996 May;12(3):173-8.

26. Karantakis P, Helvatjoglou-Antoniades M, Theodoridou-Pahini S, Papadogiannis Y. Fluoride release from three glass ionomers, a compomer, and a composite resin in water, artificial saliva, and lactic acid. Oper Dent. 2000 Jan-Feb;25(1):20-5.

27. Lan WH, Lan WC, Wang TM, Lee YL, Tseng WY, Lin CP, Jeng JH, Chang MC. Cytotoxicity of conventional and modified glass ionomer cements. Oper Dent. 2003 May-Jun;28(3):251-9.

28. Markovic DLj, Petrovic BB, Peric TO. Fluoride content and recharge ability of five glassionomer dental materials. BMC Oral Health. 2008 Jul 28;8:21.

___________________________________________________________________________Referências 58

29. McCabe JF. Resin-modified glass-ionomers. Biomaterials. 1998 Mar;19(6):521-7.

30. Meyer JM, Cattani-Lorente MA, Dupuis V. Compomers: between glass-ionomer cements and composites. Biomaterials. 1998 Mar;19(6):529-39.

31. Mitra SB. Adhesion to dentin and physical properties of a light-cured glass-ionomer liner/ base. J Dent Res. 1991 Jan;70(1):72-4.

32. Mount GJ. Glass ionomer cements and future research. Am J Dent. 1994 Oct;7(5):286- 92.

33. Nelson Filho P, Silva LA, Leonardo MR, Utrilla LS, Figueiredo F. Connective tissue responses to calcium hydroxide-based root canal medicaments. I nt Endod J. 1999 Aug;32(4):303-11.

34. Nicholson JW, Czarnecka B. The biocompatibility of resin-modified glass-ionomer cements for dentistry. Dent Mater. 2008 Dec;24(12):1702-8. Epub 2008 Jun 9.

35. Ozbas H, Yaltirik M, Bilgic B, I ssever H. Reactions of connective tissue to compomers, composite and amalgam root-end filling materials. I nt Endod J. 2003 Apr;36(4):281-7.

36. Pollington S, van Noort R. A clinical evaluation of a resin composite and a compomer in non-carious Class V lesions. A 3-year follow-up. Am J Dent. 2008 Feb;21(1):49-52.

37. Qvist V, Laurberg L, Poulsen A, Teglers PT. Eight-year study on conventional glass ionomer and amalgam restorations in primary teeth. Acta Odontol Scand. 2004 Feb;62(1):37-45.

38. Sakaguchi RL, Wiltbank BD, Murchison CF. Contraction force rate of polymer composites is linearly correlated with irradiance. Dent Mater. 2004 May;20(4):402-7.

39. Swift EJ Jr. An update on glass ionomer cements. Quintessence I nt. 1988 Feb;19(2):125-30.

___________________________________________________________________________Referências 59

40. Souza PP, Aranha AM, Hebling J, Giro EM, Costa CA. I n vitro cytotoxicity and in vivo biocompatibility of contemporary resin-modified glass-ionomer cements. Dent Mater. 2006 Sep;22(9):838-44.

41. Tarim B, Hafez AA, Cox CF. Pulpal response to a resin-modified glass-ionomer material on nonexposed and exposed monkey pulps. Quintessence I nt. 1998 Aug;29(8):535-42.

42. Tolidis K, Nobecourt A, Randall RC. Effect of a resin-modified glass ionomer liner on volumetric polymerization shrinkage various composites. Dent Mater. 1998 Nov;14(6):417-23.

43. Uysal T, Yagci A, Uysal B, Akdogan G. Are nano-composites and nano-ionomers suitable for orthodontic bracket bonding? Eur J Orthod. 2009 Apr 28.

44. Valera VC, Navarro MF, Taga EM, Pascotto RC. Effect of nail varnishes and petroleum jelly combinations on glass ionomer dye uptake. Am J Dent. 1997 Oct;10(5):251-3.

45. Vermeersch G, Leloup G, Delmée M, Vreven J. Antibacterial activity of glass-ionomer cements, compomers and resin composites: relationship between acidity and material setting phase. J Oral Rehabil. 2005 May;32(5):368-74.

46. Vermeersch G, Leloup G, Vreven J. Fluoride release from glass-ionomer cements, compomers and resin composites. J Oral Rehabil. 2001 Jan;28(1):26-32.

47. Wan AC, Yap AU, Hastings GW. Acid-base complex reactions in resin-modified and conventional glass ionomer cements. J Biomed Mater Res. 1999;48(5):700-4.

48. Williams JA, Billington RW, Pearson GJ. A long term study of fluoride release from metal-containing conventional and resin-modified glass-ionomer cements. J Oral Rehabil. 2001 Jan;28(1):41-7.

49. Wilson AD, Crisp S, Ferner AJ. Reactions in glass-ionomer cements: I V. Effect of chelating comonomers on setting behavior. J Dent Res. 1976 May-Jun;55(3):489-95.

___________________________________________________________________________Referências 60

50. Wilson AD, Kent BE. A new translucent cement for dentistry. The glass ionomer cement. Br Dent J. 1972 Feb 15;132(4):133-5.

51. Wilson AD. Developments in glass-ionomer cements. I nt J Prosthodont. 1989 Sep- Oct;2(5):438-46.

52. Wilson KS, Zhang K, Antonucci JM. Systematic variation of interfacial phase reactivity in dental nanocomposites. Biomaterials. 2005 Sep;26(25):5095-103.

53. Xie B, Dickens SH, Giuseppetti AA. Microtensile bond strength of thermally stressed composite-dentin bonds mediated by one-bottle adhesives. Am J Dent. 2002 Jun;15(3):177-84.

54. Xie D, Brantley WA, Culbertson BM, Wang G. Mechanical properties and microstructures of glass-ionomer cements. Dent Mater. 2000 Mar;16(2):129-38.

55. Yap AU, Cheang PH, Chay PL. Mechanical properties of two restorative reinforced glass- ionomer cements. J Oral Rehabil. 2002 Jul;29(7):682-8.

56. Yap AU, Mudambi S, Chew CL, Neo JC. Mechanical properties of an improved visible light-cured resin-modified glass ionomer cement. Oper Dent. 2001 May-Jun;26(3):295- 301.

57. Yap AU, Pek YS, Cheang P. Physico-mechanical properties of a fast-set highly viscous GI C restorative. J Oral Rehabil. 2003 Jan;30(1):1-8.

AUTORI ZAÇÃO PARA REPRODUÇÃO

Autorizo a reprodução e/ ou divulgação total ou parcial da presente obra, por qualquer meio convencional ou eletrônico, desde que citada a fonte.

Edélcio Garcia Júnior Universidade de São Paulo

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social Avenida do Café, s/ n - CEP 14040-904

Ribeirão Preto – SP 2009