3. Teori og metoder
3.3 Hydraulisk modellering
3.3.2 Modflow-2005
Na sequência das preocupações com este recurso e dos valores de consumos em Portugal, o PNUEA fornece indicações práticas para a otimização da utilização deste recurso e minimizar os riscos de stress hídrico. O objetivo geral deste programa é contribuir para a consolidação de uma nova cultura da água em Portugal e assim levar a que este recurso seja valorizado e preservado. Este documento enumera 87 medidas, das quais 50 são aplicáveis ao uso urbano, 22 ao uso agrícola e as restantes 15 ao uso industrial.
19 As medidas que contemplam o aproveitamento de água pluvial em usos urbanos não potáveis estão referenciadas através de: 8 medidas que se referem à reutilização ou uso de água de qualidade inferior, 38 das medidas, faz referência à utilização da água da chuva em jardins e similares e 45 das medidas referência a utilização da água da chuva em lagos e espelhos de água. Estas medidas são apresentadas em Anexo I.
A necessidade de aumento de eficiência no uso da água, corresponde ao imperativo ambiental sustentabilidade, a uma necessidade estratégica face aos riscos de stress hídrico e a um interesse económico das entidades e dos cidadãos, que pode ser concretizado sem prejuízo da sua qualidade de vida e da salvaguarda da saúde pública, devendo-se considerar o Principio dos 5R’s.
Reduzir consumos, passa pela adoção de produtos ou dispositivos eficientes, sem prejuízo de outras medidas de carácter não técnico. É, talvez, a atuação mais importante ao nível da eficiência nos edifícios e os sistemas de certificação e rotulagem de dispositivos tem aqui um papel importante.
Reduzir as perdas e os desperdícios, pode envolver intervenções como, por exemplo, o controlo de perdas em dispositivos ou a instalação de circuitos de circulação de água quente sanitária.
Reutilizar a água e Reciclar a água, cuja diferença resulta de se considerar uma utilização “em série” ou a reintrodução da água no início do circuito (após tratamento), estando ainda a ser objeto de investigação e desenvolvimento em diversos países, visando estabelecer os padrões de qualidade adequados a cada utilização, bem como alcançar soluções economicamente viáveis.
Recorrer a origens alternativas que envolve o aproveitamento de águas pluviais, de águas freáticas ou mesmo de águas salgadas [6.01].
De um modo geral, a avaliação da eficiência hídrica de produtos tem sido implementada em diversos países, maioritariamente com carácter voluntário, por meio de sistemas de rotulagem e certificação. É apresentado em Quadro II.2 o tipo de Sistema de Eficiência Hídrica aplicado por alguns países, considerando o tipo de caráter e os níveis aplicados.
Quadro II.2 – Sistemas de Avaliação de Eficiência Hídrica [3.01]
O sistema português de certificação de produtos associado a uma rotulagem de eficiência hídrica foi desenvolvido dentro das propostas do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA) pela ANQIP (Associação Nacional para a Qualidade das Instalações Prediais) e permite avaliar a eficiência hídrica de produtos desde autoclismos, chuveiros e sistemas de duche, torneiras e fluxómetros e máquinas de lavar que é atestada através da utilização de rótulos, em Anexo II [5.06].
Um dos desafios da Humanidade passa pelo aproveitamento de águas pluviais como forma de reduzir o consumo de água potável, sendo assim uma oportunidade de poupar água potável em locais onde esta é dispensável. Tomar medidas sustentáveis passa por prever e avaliar a performance de todas as ideias segundo vários critérios, sejam: conforto, estética, energia, impacto, economia, etc. Assim, administrar a água da chuva como um bem escasso e valioso é uma forma de evitar as restrições e travar o processo de desertificação de que Portugal sofre [6.01].
II.5 Ciclo Hidrológico
As águas que caem nos continentes têm três destinos: penetram no solo, escorrem diretamente para os cursos de água ou evaporam-se [1.08], são estes três considerados como os três reservatórios principais de água: os oceanos, os
21 continentes e a atmosfera [1.03]. A parcela da água que percola no subsolo atravessa-o lentamente, alcançando os rios que a encaminham até aos mares, onde existe uma circulação continua. É o chamado Ciclo Hidrológico, um “circuito fechado” em escala planetária, e funciona como tal há biliões de anos, sustentando a vida e participando no seu ciclo biológico [1.08].
Falando-se em Ciclo Hidrológico fala-se em Hidrologia como a ciência que trata o estudo da água na Natureza, ligado ao movimento e à troca de água nos seus diferentes estados físicos. É parte da Geografia Física e abrange, em especial, propriedades, fenómenos e distribuição da água na atmosfera, na superfície da Terra e no subsolo, que ocorrem na Hidrosfera, entre oceanos, as calotes de gelo, as águas superficiais, as águas subterrâneas e a atmosfera [1.03]. Sua importância é facilmente compreensível quando se considera o papel da água na vida humana. Ainda que os fenómenos hidrológicos mais comuns, como as chuvas e o escoamento dos rios, possam parecer suficientemente conhecidos, devido à regularidade com que se verificam, basta lembrar os efeitos catastróficos das grandes cheias e secas para constatar o inadequado domínio do Homem sobre as leis naturais que regem aqueles fenómenos e a necessidade de se aprofundar o seu conhecimento. A correlação entre o progresso e o grau de utilização dos recursos hidráulicos evidencia também o importante papel da Hidrologia na complementação dos conhecimentos necessários ao seu melhor aproveitamento [1.08].
Imagem II.5 – Água em três estados2 [5.07]
A água pode ser encontrada em estado sólido, líquido ou gasoso (Imagem II.5); na atmosfera, na superfície da Terra, no subsolo ou nas grandes massas constituídas pelos oceanos e lagos. Em sua constante e permanente movimentação, configura o
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que se convencionou chamar de ciclo hidrológico, apresentado em Imagem II.6; muda de estado ou de posição com relação à Terra e devido ao Sol, que fornece energia para elevar a água da superfície terrestre para a atmosfera, e à gravidade que faz com que a água condensada caia, seguindo assim as linhas principais desse ciclo (precipitação, escoamento superficial ou subterrâneo, evaporação), mantendo no decorrer do tempo uma distribuição equilibrada, do que é uma boa evidência a constância do nível médio dos mares [1.03] [1.08].
O progresso desse ramo da Ciência não fugiu à regra geral, constatada para os demais sectores do conhecimento humano. Pode-se considerar que toda a água utilizável pelo Homem provenha da atmosfera, ainda que este conceito tenha apenas o mérito de definir um ponto inicial de um ciclo que, na realidade, é fechado. A água pode ser encontrada na atmosfera sob a forma de vapor ou de partículas líquidas, ou como gelo ou neve.
Do volume que atinge o solo, grande parte dele infiltra-se no solo, outra parte escoa pela superfície e outra evapora, quer diretamente, quer através das plantas.
A quantidade de água e a velocidade a que esta circula nas diferentes etapas do ciclo hidrológico são influenciadas por diversos fatores: coberto vegetal, altitude, topografia, temperatura, tipo de solo e geologia.
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