10. Metode for utvikling av referansemodell
10.3 Modell for energi- og effektprofiler på områdenivå
O Quadro 3 expõe, sob a forma de legenda, as ocorrências encontradas que sugerem a relação entre os riscos e agravos à saúde e as atividades/trabalhos exercidos pela população pesquisada, no qual se estabelecem a relação entre Trabalho e Saúde:
Cód. Variáveis – Riscos e Agravos
Dados descritivos – PESQUISA das Variáveis
1ª Meio Ambiente de Trabalho Precário (Condições Precárias de Infraestrutura e Meio Ambiente Insalubre entre outros)
2ª Falta de equipamentos (Precariedade de equipamentos e de assistência técnica)
3ª Contaminação química (Envenenamento por agrotóxico, fertilizante, uso de veneno, formicida) 4ª Envenenamento por animais peçonhentos (Cobra, escorpião, aranha)
5ª Trabalho degradante (Trabalho escravo, trabalho infantil, prostituição) 6ª Longa jornada de trabalho
7ª Falta de equipamento técnico (Falta de EPI- Equipamentos de Proteção Individual, falta de instrumentos adequados de trabalho e orientação)
8ª Risco de acidente de trajeto (Condições precárias de estradas e transporte, transporte irregular, deslocamento por motos e bicicleta)
9ª Informalidade das relações de trabalho (Trabalho como diarista, trabalho sem carteira assinada, falta de informação)
10A Área de conflito (Pressão dos fazendeiros) 11A Falta de atendimento médico-hospitalar
12A Mutilações (Acidentes em serraria)
13A Acidente de morte (Acidente por derrubada, morte no trânsito, acidente de moto)
14A Assédio Moral (Sofrimento psíquico, baixa autoestima, baixo autoconceito de mulheres, crianças e homens, machismo, submissão da mulher ao trabalho rural) 15A Alcoolismo/ droga (Maconha e álcool)
16A Excesso de exposição no sol (Condições precárias de infraestrutura e meio ambiente insalubre , etc.)
As questões de saúde e riscos notificados nos municípios componentes do território Alto Sertão sergipano (N. S. de Lourdes, Graccho Cardoso, Feira Nova, Porto da Folha, Cumbe e Gararu) trazidas como demandas das populações identificadas na região, apresentam-se de forma
articulada, conforme demonstração no Gráfico 6. Em Sergipe, chama atenção a presença de certa paridade entre os fatores de risco referentes a precariedade do meio ambiente, falta de equipamentos técnicos, contaminação química e a informalidade das relações de trabalho. Segue o referido cenário no estado de Sergipe.
Gráfico 6
Fonte: Diagnóstico Rápido Participativo – Mapeamento das Condições de Vida e Saúde – CONTAG 2009
No estado de Sergipe, Alto Sertão, 23% dos registros tratam da falta de equipamentos, acompanhado de 20% da denúncia de meio ambiente precário. A contaminação química (17%) e a informalidade das relações de trabalho (15%) aparecem compondo um quadro
de precariedade da vida no meio rural. Não menos importante é a falta de médicos e de hospitais com 8% das referências.
De acordo com o mapeamento da condição de Saúde, constata-se que em 86% dos municípios do território Alto Sertão há postos de saúde, evidenciando as mudanças no acesso aos serviços de saúde pelos trabalhadores rurais advindas com a criação do SUS. Não é por outra razão que o principal destaque trazido pelos trabalhadores rurais/camponeses como expressão do SUS no meio rural é a equipe de Saúde da Família, voltada para a atenção básica (clínico geral, prevenção da saúde da mulher, pediatria, psiquiatria, hipertensos e diabéticos) e a Saúde Bucal no atendimento odontológico. Também foram apontadas pelos trabalhadores rurais a urgência e a emergência por meio dos serviços de ambulância e a instalação de centro de reabilitação para dependentes químicos.
Apesar da forte influência do modelo assistencial médico-hospitalocêntrico do SUS, os saberes e as práticas tradicionais de cura, contudo, não desapareceram. A população declara que utiliza ervas medicinais e prática de benzedeiros. Essas práticas ocorrem concomitante ao tratamento alopático, na impossibilidade de acesso a este, ou mesmo na crença da cura pelos meios tradicionais da cultura camponesa. A existência de parteiras também é destacada, entretanto, segundo os trabalhadores, elas não podem realizar partos no povoado, sugerindo uma proibição pelo poder público (SUS).
Relativo aos pontos críticos da saúde, destacam-se: 1. Poucos profissionais para atender a comunidade.
2. Não existe acompanhamento médico nos povoados, comunidades, assentamentos. 3. É urgente e necessário aumentar o número de equipe de PSF.
4. É necessário atuação do Conselho de Saúde, sobretudo para questionar a restrição de atendimento feita pelos médicos.
5. É preciso pensar o problema da fila, o longo tempo de espera, a ausência de médicos nos municípios pequenos, a falta de especialistas.
6. Destaca-se, ainda, na fala dos trabalhadores rurais a falta de transporte municipal para conduzir a população rural cedo ao posto médico.
O que não há são postos de saúde na grande maioria dos povoados; hospital para atender a população; aparelhagem; médicos suficientes para atenderem as demandas da população; programa específico de saúde para atender as populações do campo.
Referente aos processos de trabalho e impacto na saúde, em geral, existem problemas com o uso dos agrotóxicos e a ausência de equipamentos de proteção prejudicando assim a saúde do trabalhador. Existem também a não utilização de equipamentos de segurança no uso dos agrotóxicos, bem como a falta de preparo dos trabalhadores para manusear o maquinário agrícola. Os pontos críticos destacados são doença e morte, falta de atendimento adequado; falta equipamento de segurança para extração de pedras e para o uso de agrotóxicos; acidente de trabalho.
4.4 Equipamentos Sociais de Qualidade de Vida e Saúde
No estado de Sergipe, sete municípios participaram da pesquisa. No item Educação, foi possível observar que, apesar de haver ensino fundamental e médio, são diversos os problemas relatados. É possível destacar a falta ou precariedade do sistema de transporte, precariedade da estrutura das escolas, falta de merenda, falta de material escolar, falta de professores, que pode estar relacionada à baixa remuneração. Faz-se crítica a pouca formação da categoria. Outro aspecto importante destacado pelos participantes de Porto Folha se relaciona a ausência de abordagem de temas que tratam dos problemas de opressão e exclusão social, bem como das questões da classe trabalhadora. Apenas os participantes de Itabi e Cumbe elogiam a educação dos seus respectivos municípios.
É dado destaque à execução de Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), em Gararu. Esse município é o único a fazer referência à existência de creches e a presença de uma universidade.
A educação se encontra defasada. Em alguns municípios é oferecida apenas ensino fundamental e médio, mas em outro existe creche, grupo escolar, o programa Federal PETI e o Polo da Universidade do Vale do Acaraú. Existe transporte público para os estudantes, pequena evasão escolar, cobertura educacional em nível estadual e municipal, além disso, em alguns municípios, quase todos os professores possuem nível superior.
Sobre os pontos críticos da Educação destacam-se: A falta de professores em algumas escolas.