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Contexto familiar e trajetória escolar antes do curso de Letras

A outra integrante deste grupo é Bárbara. Ela vem de uma família de classe média. Sua mãe é técnica em enfermagem aposentada pela prefeitura de Belo Horizonte. Seu pai, também aposentado, é formado em administração. Trabalhou inicialmente em uma empresa de logística e mais tarde foi caminhoneiro. Bárbara é a mais nova de uma família de quatro irmãos: um homem e duas mulheres.

Bárbara estudou em uma escola estadual até o quarto ano primário (o equivalente ao quinto ano do Ensino Fundamental hoje). Depois, foi para uma escola particular onde estudavam seus irmãos mais velhos, pois a escola em que estudava não oferecia o segundo

ciclo do Ensino Fundamental. Assim como Baltazar, Bárbara diz que sua experiência no Ensino Fundamental nessa primeira escola estadual foi muito feliz, o que parece ter criado nela uma percepção positiva do mundo escolar que a acompanha até hoje. Ela diz ter gostado dos professores, do ambiente e dos amigos e isso parece tê-la motivado a ser uma aluna curiosa e envolvida com o universo da escola.

Como a família se mudou para outro bairro, todos os filhos tiveram que mudar de escola novamente e dessa vez foram matriculados em uma escola estadual que, de acordo com Bárbara, é considerada referência na região. Lá, ficou até o segundo ano do Ensino Médio, quando pediu para os seus pais lhe matricularem em uma escola particular, pois tinha intenção de fazer vestibular e queria estudar em uma escola de melhor qualidade.

O contato com inglês iniciou-se na escola pública, mas segundo Bárbara, seu interesse pelo idioma surgiu pelo contato com músicas e filmes, o que a motivou a estudar inglês em um curso livre paralelamente à escola. Assim, segundo ela, mesmo não sendo uma aluna exemplar em todos os componentes curriculares da escola, sempre tinha desempenho acima da média nas avaliações de inglês Segundo ela, desde cedo se interessou por outros países e por outras línguas e tinha vontade não só de falar bem inglês, como também de aprender outros idiomas. Além disso, de acordo com Bárbara, ela tinha o sonho de viajar pelo mundo e conhecer outras culturas.

Escolha do curso de Letras e expectativas em relação à profissão docente

A opção pelo curso de Letras com habilitação em inglês foi feita ao final do Ensino Médio, em meio a algumas dúvidas em relação ao futuro profissional. De acordo com seu depoimento, Bárbara diz sempre ter tido uma verdadeira fascinação por outras culturas e idiomas. Segundo seu depoimento, Bárbara teve dúvidas entre fazer Turismo ou Letras, mas sua fala sugere que o magistério parecia ser mais próximo de tudo o que ela havia vivido até então. Além disso, ela não parecia saber ao certo como poderia trabalhar com turismo. Essa familiaridade com o ambiente escolar, adquirida em um ambiente agradável e ao longo de um percurso escolar bem sucedido, parece tê-la direcionado para a carreira docente:

[...] Quando eu fui entrar... quando eu fui fazer vestibular não tinha muita opção assim... tinha turismo que me atraía um pouco... e tinha Letras, assim... que era o mais próximo do que eu poderia fazer. Eu gostava... eu pensava já em ser professora. Ainda não tinha pensado assim... exatamente: ah! de inglês. É, desde pequena... [...] Desde criança, mesmo, aquela coisa. A escola foi legal.

Meu primário foi muito bom...Gostava muito dos professores. [...] Gostava muito das professoras, achava legal... brincava... (BÁRBARA)

O contato com a língua inglesa no curso de idiomas e, segundo Bárbara, o gosto por músicas em inglês e por filmes americanos parecem ter fomentado nela o desejo de falar outros idiomas e de conhecer outras culturas. Um indicativo disso era seu interesse pelo curso de Turismo, que, apesar de atraente, não a fazia vislumbrar um futuro profissional. Apesar de dizer não haver por parte dos pais cobrança por fazer determinado curso superior, inicialmente Bárbara não teve o apoio deles para fazer Letras. A mãe, técnica em enfermagem, queria que a filha fizesse medicina. Já o pai achava que administração seria uma boa opção:

E aí quando eu falei que ia fazer Letras eles acharam ruim. Minha mãe queria que eu fizesse ou enfermagem ou medicina. Eu tenho horror... E meu pai queria que eu fizesse administração. Que talvez seja um pouco mais próximo do meu perfil. Mas eu não queria também. Eu queria alguma coisa... eu queria ser professora. E na época eu estava estudando um curso... fazendo um curso de inglês, eu gostava muito. (BÁRBARA)

De acordo com Bárbara, o contato de sua mãe com médicos no ambiente de trabalho, fazia com que ela desejasse que sua filha, cursasse medicina. Segundo Bárbara, nem o pai nem a mãe viam na profissão de professor muito futuro, mas também não impediram a filha de fazer o curso que queria. Apesar da desaprovação inicial dos pais, o depoimento de Bárbara não demonstra que ela tenha sofrido qualquer pressão de amigos ou dos irmãos mais velhos por fazer um curso diferente ou mesmo que tenha sentido alguma reprovação por parte daqueles com quem convivia. Ser professora em seu meio social não parecia ser motivo de reprovação de uma escolha profissional.

Segundo Bárbara, já que optara por um curso de licenciatura, era importante fazê-lo na melhor faculdade e por isso optou pela UFMG. Bárbara tentou o vestibular de Letras na UFMG duas vezes sem sucesso. No entanto, depois da segunda tentativa, reconsiderou sua decisão e decidiu prestar o vestibular da PUC no meio do ano. De acordo com Bárbara, ela foi aprovada entre as melhores colocações do curso de Letras da PUC. Em vez de iniciar o curso, motivada pelo bom desempenho nesse vestibular, Bárbara decidiu que prestaria novamente o vestibular da UFMG no final do ano. Nessa terceira tentativa, Bárbara, finalmente, foi aprovada e iniciou o curso de Letras com habilitação em inglês em 2002. De acordo com Bárbara, a opção pela licenciatura foi feita mais pelo receio de apresentar uma monografia de conclusão de curso de bacharelado do que pela certeza da carreira docente:

Quando eu fiquei sabendo que tinha que fazer monografia eu tremi nas bases, falei: eu monografia? (risos) É.... foi mais por causa disso. Eu falei: nossa, monografia, apresentar isso, nó! Eu era muito travada. Eu não dou conta, não. Aí fui pra... na licenciatura mesmo. E como eu sabia assim... por fazer Letras era... eu fui vendo ao longo do tempo que você podia fazer “N” coisas no planeta. É... então assim... aí eu falei: ah! Posso ficar na licenciatura mesmo. Alguém até comentou: ‘ah! Porque você não faz mestrado?’ Para quê? Mexer com pesquisa? Tipo assim... não preciso. Estou bem. Está dando certo... (BÁRBARA)

Aliado ao gosto pelo idioma, o componente internacional relacionado ao curso de Letras, representado pela oferta de habilitação em diferentes idiomas e pelo contato com a cultura legítima de países estrangeiros, parece ter tido para Bárbara um peso maior do que para os outros egressos do grupo da ascensão social. Ao longo de todo seu depoimento foi possível notar que paralelamente à vontade de ser professora, Bárbara tinha, desde o início, o desejo genuíno de ter contato com outras culturas e aprender outros idiomas.

Percurso acadêmico e profissional

Bárbara optou pela graduação em Letras com a intenção de ser professora de inglês. Antes de entrar para a faculdade, Bárbara já havia estudado inglês em um curso livre e gostava do idioma. Além disso, parecia ter uma imagem positiva da profissão de professora, construída a partir de sua vivência na escola e no curso de idiomas. Durante o período entre a conclusão do Ensino Médio e a entrada na UFMG, trabalhou como auxiliar em uma escola de ensino infantil e, segundo ela, gostou da experiência de trabalhar em uma escola.

Bárbara escolheu fazer a licenciatura já no início do curso, não somente porque queria realmente ser professora, mas, segundo ela, por não querer escrever uma monografia e se dedicar a pesquisa acadêmica. O depoimento de Bárbara parece indicar que depois da entrada na graduação e do contato com outros alunos de Letras ela descobriu que o curso poderia habilitá-la para outros trabalhos, principalmente relacionados a áreas em que o domínio de um idioma é algo valorizado, como comércio exterior e turismo. Assim, Bárbara diz ter concentrado seus investimentos na aprendizagem de inglês, em experiências de vivências no exterior e, como será visto mais adiante, na aprendizagem de outros idiomas. Em seu depoimento, Bárbara se mostra tranquila em relação à opção por uma via de menor prestígio acadêmico, como a licenciatura, principalmente por ter descoberto outros mercados de trabalho, por vezes mais valorizados que o trabalho

docente, que poderiam valorizar o domínio de idiomas, algo que ela parece ter prazer em aprender.

Bárbara diz que somente depois de ter iniciado o curso percebeu que não falava inglês tão bem quanto imaginava. Apesar de não parecer ter sofrido um choque como Baltazar e Juliano, Bárbara não sabia que o curso pressupunha que os alunos tivessem um conhecimento prévio de idioma e parece ter se assustado com a exigência em relação ao domínio do idioma:

Bom, assim quando eu cheguei, coisa que parece que ninguém sabia era que você tinha que ter um nível ‘x’ para poder fazer a matéria de inglês. [...] Na verdade eu tinha... mas só que ainda era... para mim era muito difícil. (BÁRBARA)

Como tinha grande interesse em dominar o inglês e em conhecer outros países, desde o início do curso Bárbara diz ter se informado sobre intercâmbios no exterior. Por meio de colegas da graduação, ficou sabendo do trabalho no acampamento da ACM, o mesmo que Juliano fez, e resolveu que essa era uma boa maneira de aprender inglês sem precisar pagar por isso. Em 2004, depois do terceiro semestre cursando Letras, Bárbara foi para os Estados Unidos trabalhar como monitora de um acampamento de crianças e adolescentes durante três meses. Ao voltar, começou a trabalhar em um curso franqueado de uma grande rede de escolas de idiomas, mas percebeu que eles pagavam mal e não registravam as turmas na carteira, algo frequente nesse mercado de trabalho, como visto no capítulo 2 deste trabalho. Deixou o trabalho em menos de seis meses e começou a lecionar no CENEX.

Segundo Bárbara, sua família não dependia da ajuda financeira dos filhos. Por isso, ela juntava o dinheiro que ganhava como professora para fazer outras viagens para o exterior e decidiu ir para os Estados Unidos novamente em 2005. Dessa vez, além de suas economias, precisou da ajuda financeira do pai para pagar o intercâmbio de trabalho. Bárbara trancou a matrícula na faculdade por um semestre e, com uma colega da faculdade, trabalhou durante cinco meses como camareira e recepcionista em um hotel. Ao chegar, continuou trabalhando no CENEX por mais um ano e foi convidada para trabalhar na agência de intercâmbio que tinha organizado sua própria viagem. Segundo Bárbara, ela não queria deixar de dar aulas, pois era algo de que gostava fazer. Assim, continuou lecionando aos sábados no CENEX e trabalhava na agência durante a semana selecionando os candidatos para intercâmbio. De acordo com Bárbara, além de ter um

salário melhor trabalhando na agência, ela tinha oportunidade de falar inglês em situações reais de comunicação e também de usar outros idiomas, principalmente o francês, que já tinha bastante conhecimento por ter feito disciplinas dessa habilitação:

Lá (na agência) eu fazia... eu trabalhava nos bastidores para selecionar, fazia as entrevistas em inglês, tinha que fazer às vezes em francês, currículo em várias línguas... Ah! Você mexia com a língua. Porque não era só o pessoal que ia pros Estados Unidos, era gente que ia para Alemanha, para Espanha, Itália. Muita gente para ir para Itália, França. Então assim... eles aprovei... me aproveitaram ao máximo que eles podiam porque como eu tinha contato com as outras coisas então eu sabia um pouquinho de tudo. Eu tenho uma boa noção de italiano, assim... para mexer com papéis, o francês eu sei bem e alemão eu corri atrás do... se precisasse eu corria atrás. Então assim... eu gostava dessa parte que podia... eu servia para várias línguas e eu estava sempre selecionando as pessoas. Aí eu tinha que olhar currículo, conversar com o pessoal no exterior... Essa parte era muito legal. (BÁRBARA)

Em seu depoimento, Bárbara se mostrou entusiasmada com a natureza internacional de seu trabalho na agência. O fato de falar outros idiomas e ter conhecimento sobre a vida em outros países parecia valorizar sua formação, acrescentando um traço de prestígio a uma formação que poderia ser vista como menos prestigiada por ser uma licenciatura. Assim que começou a trabalhar na agência, Bárbara se formou na habilitação em inglês, em 2006, e pediu continuidade de estudos para fazer a licenciatura em francês. Como era aluna da graduação regularmente matriculada, pode continuar dando aulas no CENEX e, com isso, permaneceu com a rotina de lecionar inglês aos sábados, trabalhar na agência e estudar à noite. Durante o período em que trabalhou na agência de intercâmbio, Bárbara teve oportunidade de levar um grupo de estudantes para a Nova Zelândia e para a Austrália. Além de acompanhar grupos de alunos para outros países, Bárbara tinha descontos nas escolas do exterior e fez um curso de francês na França. Na Itália, ficou durante um mês em visita a seu namorado, estudante de Letras, que fazia a habilitação em italiano no Brasil e estava fazendo um intercâmbio universitário nesse país. Todas essas viagens parecem ser percebidas por Bárbara como um investimento na aquisição de um capital cultural de caráter internacional cujo prestígio é reconhecido não somente no mercado de trabalho, mas também entre sua família e amigos.

Em 2010, Bárbara se formou em francês. Continuava com o trabalho na área de turismo e com as aulas de inglês aos sábados, mas os sócios da agência se separaram e, na divisão, ela teria que trabalhar na área comercial. Segundo Bárbara, como isso era algo que não lhe interessava, decidiu sair. É interessante notar que no depoimento, Bárbara explicita que seu maior interesse pelo trabalho na agência era exatamente o fato de poder

ter o contato direto com a outros idiomas e com outros países. Não lhe interessava vender produtos, ainda que eles fossem relacionados a cultura, idiomas e viagens internacionais. Segundo ela, na área de vendas não era necessário falar tão bem outros idiomas nem ter a formação que ela tinha adquirido ao lidar com questões da vida no exterior. Assim, deixou o emprego e, com o dinheiro que havia juntado, passou três meses fazendo curso de francês em Québec, no Canadá.

Quando voltou para o Brasil, começou a dar aulas de inglês e francês em uma grande rede de escolas de idiomas. No entanto, Bárbara diz ter se convencido de que não era possível se sustentar com esse trabalho e resolveu ficar lá somente o tempo suficiente para poder ter experiência também como professora de francês. Conversando com amigos, decidiu mandar currículo para uma outra escola de inglês, onde, segundo eles, ela conseguiria ter mais estabilidade. Atualmente, Bárbara leciona inglês nessa escola e tem alguns alunos particulares. Além disso, abriu um restaurante com seu marido e sua irmã na região nordeste de Belo Horizonte. O marido de Bárbara fez a graduação em italiano e em alemão e italiano na UFMG, dá aulas particulares, mas, segundo ela, os dois queriam investir em algo que pudesse dar maior retorno financeiro que as aulas. De acordo com Bárbara, como ela e o marido, além de gostarem de cozinhar, fizeram cursos de culinária até no exterior, acharam que esse seria um bom negócio para investir. Além disso, o pai de Bárbara ofereceu um terreno para que eles construíssem o restaurante e, com o apoio dele, parece ter sido um pouco mais fácil tomarem essa decisão.

Ao ser perguntada se tem a intenção de abandonar a docência, Bárbara diz que pretende continuar trabalhando como professora até se aposentar. No entanto, não pretende aumentar o número de horas trabalhadas, pois considera a natureza do trabalho desgastante, principalmente devido ao uso da voz. Bárbara também não parece ter a intenção de trabalhar em agências de turismo, pois, ao que parece, com sua formação e experiência, ela seria indicada para assumir funções comerciais, área em que não gosta de trabalhar, mesmo, segundo ela, sendo melhor remunerada. De acordo com Bárbara, seu salário atual na escola é menor que seu salário na agência em 2010, mas ela diz gostar da escola, ter turmas pequenas em horários compatíveis com seu trabalho no restaurante e ter uma carga horária relativamente pequena, de 16 horas semanais. Em seu depoimento Bárbara parece demonstrar um gosto genuíno por ser professora de inglês. É importante observar que ela nunca teve a intenção de trabalhar em escola regular, por acreditar que

esse é um lugar onde o idioma é pouco valorizado e o trabalho é mais desgastante e maior que em cursos de idiomas.

Rendimentos materiais e simbólicos do diploma de licenciatura em inglês para Bárbara

A graduação em Letras proporcionou a Bárbara rendimentos significativos tanto em capital econômico, como em capital cultural, simbólico e social. Em termos econômicos, através do trabalho na agência de turismo e com as aulas de inglês em cursos livres, Bárbara diz ter conseguido um carro, o apartamento onde mora, e viajado para vários países do mundo. Segundo ela, ao se comparar com os outros membros de sua família, mesmo tendo um diploma desprestigiado, Bárbara acredita ser a pessoa que está em melhor situação:

Eu sou a mais bem sucedida da família. Apesar de ser professora, eu tenho uma vida melhor. Eu tenho minha casa própria, meu carro próprio... Eu sou a mais nova... Para eles eu sou o ‘bicho’: viajei o mundo inteiro, já casei, tenho casa e tenho carro. (BÁRBARA)

Em seu depoimento, Bárbara parece feliz e realizada com a escolha feita. Mesmo estando ciente do pouco prestígio da profissão e do contexto pouco atraente da carreira docente, Bárbara acredita ter feito uma boa opção. É importante salientar que a ascensão econômica de Bárbara parece estar mais relacionada à época em que trabalhou na área de turismo e não como professora. Apesar de nunca ter parado de dar aulas de inglês, na época em que trabalhou na agência de intercâmbio, Bárbara lecionava somente aos sábados e essa não era sua atividade principal. Segundo Bárbara, ela não teria conseguido fazer tudo o que fez em termos econômicos se tivesse sido apenas professora durante todo esse tempo.

Além de se considerar bem sucedida em termos econômicos, Bárbara também colhe os rendimentos simbólicos de uma escolarização que lhe proporcionou um contato direto com o ambiente internacional. Bárbara morou nos Estados Unidos em dois períodos distintos ainda na graduação e, depois, viajou por vários países do mundo a trabalho e, também, estudando. Além disso, investiu na aprendizagem de outros idiomas, principalmente o francês, tendo se formado na habilitação de língua francesa pela UFMG, feito cursos do idioma na França e no Canadá. O domínio de inglês e francês, o conhecimento de outros idiomas – como italiano, espanhol e um pouco de alemão, e a desenvoltura no ambiente internacional parecem proporcionar a Bárbara um grande

prestígio entre aqueles com quem convive – seus amigos e sua família. A própria Bárbara acredita que o traço internacional de sua trajetória é percebido como sofisticado pelo seu grupo de amigos:

Isso te dá status também. Isso cria aquela imagem que você é assim... Chique demais....internacional. Minhas amigas me chamam de ‘amiga internacional’. (BÁRBARA)

Esse caráter internacional da formação de Bárbara parece ter lhe proporcionado a aquisição de outras competências além do domínio de inglês e do francês. Bárbara teve