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9. Market efficiency at Nord Pool

9.2 Model 2

Não podemos negar que a Informática faz parte do cotidiano das crianças e adolescentes, uma vez que o contato com o computador tem-se dado com muita frequência, quando não em casa, em lan houses ou casa de amigos. De alguma forma, o computador tem provocado novos tipos de relações sociais e virtuais ou, ainda, tem gerado novas formas de aprender.

Nesse contexto, consideramos importante discorrer sobre a Internet, pelo fato de ela possuir algumas características extremamente relevantes, quando se pensa em globalização, produção de cultura e conhecimento.

A Internet tem disponibilizado a tecnologia da informação a um grupo imenso de pessoas, que podem conectar-se à rede, tanto como receptoras quanto como criadoras do universo de informações organizado no mundo inteiro, compartilhando experiências em comum, participando de ambientes motivadores, interativos, colaborativos e cooperativos.

Contudo, o fato de a Internet oferecer uma infinidade de informações leva- nos a refletir sobre suas mais variadas fontes, muitas vezes de qualidade duvidosa, que são lançadas a todo instante dentro da rede e na mente de quem a acessa. Essa preocupação é levantada por Carneiro (2002), por considerar que o acesso à informação não significa a possibilidade de mais conhecimento, pois essa rapidez pode resultar em um entendimento superficial da informação, isto é, na sua assimilação direta, sem reflexão.

RODRIGUES, R. V. R. unesp

Por outro lado, toda essa diversidade de informações provém de acontecimentos sociais, econômicos, políticos e naturais do mundo, de sorte que não podemos ignorá-las. Na visão de Carneiro (2002), o interessante é que a escola aprenda a lidar com as informações trazidas por seus alunos, buscando sua veracidade, pertinência, profundidade e relações, transformando-as em conhecimento, estimulando, assim, o pensamento crítico dos alunos.

Esse fenômeno é fruto da transição que vivemos, de uma sociedade industrial, voltada para a produção de bens materiais, para a sociedade da informação e do conhecimento, empenhada na produção intelectual com o uso intensivo de tecnologia, acarretando em avanços tecnológicos que nos atingem a grande velocidade, modificando os sistemas financeiros, econômicos, políticos, sociais e educacionais.

Ao invés de uma sociedade homogênea, as pessoas tem criado seus próprios caminhos, em uma perspectiva de diversidade. Antes, quando a realidade era caracterizada por uma sociedade fabril, o trabalho intelectual era restrito, o pensamento era mais facilmente guiado por regras. Agora, este cenário mudou radicalmente, muito motivado pela disponibilização e acesso a informação promovida pelas tecnologias. Então, o que fazer diante da sua repercussão nos ambientes de aprendizagem? Para onde ir? A “máquina programável” já existe, não precisamos mais do homem trabalhando como um robô, de sorte que o “saber fazer” precisa ser substituído pelo “saber pensar” (LIMA, 1998).

Acreditamos que este momento contemporâneo pode ser entendido como um processo de transformação sócio-histórica que atinge os diversos modos de produção e comunicação cultural.

Somos sujeitos comunicadores enraizados historicamente num contexto sócio-cultural. É a partir desse nosso existir que elaboramos nossas autorias comunicacionais em diferentes graus e modos de consciência, de saber, de atuação como pessoas, ao mesmo tempo emissoras e recebedoras, nas tramas do processo comunicacional de cultura. (FUSARI8, 1994, apud BELLONI,

2001, p. 13).

Junto ao impacto do avanço tecnológico, surge a necessidade de se rever as estruturas existentes, que representam um modelo de sociedade organizada hierarquicamente, fragmentada, a qual aspira a objetividade e a racionalidade. E de buscar uma concepção que responda por essa nova ordem histórica, social, cultural e política, que há tempos não segue mais uma ordem ou sequência.

RODRIGUES, R. V. R. unesp

A nossa ação educativa vive hoje uma profunda contradição: praticamos a educação treinadora do não pensar voltada para uma realidade - a industrial que precisava de máquinas humanas operadoras de algoritmos - que já não existe mais; em compensação temos uma nova realidade que exige mentes que a pensem para criar os novos conceitos que a tornem compreensível e administrável para a comunidade humana. Enfim, temos uma educação que forma não pensadores numa realidade que exige pensadores. (LIMA, 1998).

O que se vê é um grande descompasso entre a escola e o seu contexto social, onde os alunos estão sendo formados para uma sociedade que não existirá mais ou, ainda, que já não existe, em muitos contextos.

Todavia, discordamos da ideia de que, para estabelecer um equilíbrio entre a formação do aluno e sua realidade, a escola deva atender às constantes mudanças do mundo do trabalho. Isso significaria reduzir o conhecimento a algo passageiro, e distanciar-se do papel da escola de trabalhar crítica e reflexivamente o conhecimento.

Confunde-se aqui a necessidade de informar-se sobre o mundo com o formar-se no mundo, dissolve-se e superficializa-se o processo de conhecer, esquecer-se da necessidade de agirmos como sujeitos, e não objetos de nossa própria história. (CARNEIRO, 2002, p. 52).

Contudo, manter-se inerte aos instrumentos pedagógicos que as TIC oferecem é entregar essa situação ao “mercado de consumo”, à “superficialidade” e ao “acesso seletivo” (CARNEIRO, 2002).

A educação, como espelho dos anseios da sociedade, é responsável pela formação do indivíduo enquanto parte integrante e ativa da mesma. Nesse sentido, cabe à escola contribuir para que as crianças e adolescentes utilizem as TIC de modo ativo, criativo e crítico, e não como meros consumidores.

Para tanto, é necessário negar a ideia linear e mecânica sobre o uso das mídias, é preciso que professores e alunos elaborem e transformem ideias, sentimentos, atitudes, valores, utilizando articuladamente múltiplas mídias, escolares e não-escolares. (LIBÂNEO, 2002).

Quando qualidades como imaterialidade, instantaneidade, mobilidade, fluidez, adaptabilidade, coletividade, impessoalidade, multiplicidade e interatividade são empregadas em favor da grande finalidade da escola – de educar para cidadania e não apenas para o mercado de trabalho – as TIC assumem um papel transformador, na Educação. (BELLONI; CARNEIRO, 2001/2002, 2002)

RODRIGUES, R. V. R. unesp

Dessa forma, assumimos as TIC como ferramentas pedagógicas extremamente ricas e proveitosas, as quais, apropriadas ao sistema educacional, podem mobilizar a melhoria da qualidade do ensino e a ampliação dos referenciais de mundo dos usuários.

A partir dessa concepção, consideramos que a Informática na Educação se refere à integração do computador, no conjunto de ações que envolvem o ensino e a aprendizagem dos conteúdos escolares, em que essa tecnologia é um recurso pedagógico, o professor mediador e o aluno protagonista do seu próprio processo de aprendizagem.

Além disso, o grande potencial aglutinador e mobilizador de que as TIC dispõem é capaz de proporcionar ao usuário, através de um simples clique, associações múltiplas entre palavras, sons e imagens. Esse caráter multifacetado permite e enfatiza a interdisciplinaridade, enquanto processo de integração recíproca entre vários conceitos e áreas do saber, rompendo com a fragmentação do processo do conhecimento.

Os processos e concepções de ensino e aprendizagem devem aproveitar ao máximo as potencialidades comunicacionais e pedagógicas dos recursos tecnológicos, pois essa realização integrativo-interativa ampara o planejamento de um imenso conjunto de ações que interligam forma-conteúdo na criação de materiais digitais.

Este é o caso dos objetos de aprendizagem, compostos por atividades interativas definidas a partir de recursos digitais atraentes, apresentam-se como um instrumento auxiliar à visualização, compreensão e interpretação dos conteúdos escolares. (PRATA et al., 2007)