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2. THE MODEL

m iniaturas e ilum inuras dos m anuscritos.

Consult ando out ro, o Dicionário Elet rônico Houaiss:

„adj etivo de dois gêneros

Estatística: pouco usado.

1 relativo a brasa

adj etivo e substantivo de dois gêneros

Estatística: pouco usado.

2 (a1557)

relat ivo ao Brasil ou o que é seu natural ou habitante, esp. o indí- gena brasileiro

adj etivo de dois gêneros e substantivo m asculino

Estatística: pouco usado.

3 diz-se de ou a cor da m adeira do pau-brasil e da brasilina

substantivo m asculino

Estatística: pouco usado.

4Rubrica: quím ica. Estatística: pouco usado.

m .q. brasilina

Tem os que significado da palavra brasil rem et e- nos à cor verm elha, pela relação com a brasa e sua coloração incandescent e, por referência ao pigm ent o verm elho ut ilizado para t ingir t ecidos, para colorir ilum inuras nos m anuscrit os e na produção de cosm ét icos faciais averm elhados usados pe- las m ulheres.

Quando os port ugueses desem barcaram aqui por esses lados do A- t lânt ico em 1500, um dos seus prim eiros at os foi cort ar um a árvore, fazer um a cruz e rezar um a m issa celebrando o feit o. Sob esse sím bolo crist ão, a esquadra t inha singrado os m ares – ut ilizando est e sinal t ant o com o su- port e às convicções religiosas, com o sendo elem ent o de prot eção espirit u- al. Além do m ais, a Ordem dos Cavaleiros de Crist o bancara t al em preit ada e sendo o soberano lusit ano um crist ão, nada m ais j ust o. Dest e m odo, nascia a Terra de Vera Cruz ou t erra da cruz verdadeira. Porém , por consi- derar um t ant o herét ico est e nom e, D. Manuel I ordenou que o subst it uís- sem por Terra de Sant a Cruz; o m onarca considerava verdadeira som ent e a m adeira na qual Jesus Crist o havia sido crucificado. Dest a m aneira se form ou o prim eiro nom e dest e país para o m undo europeu.

A princípio, o lugar não despertou tanto alvoroço ao ser descoberto, pois os espanhóis já haviam encontrado mais ao norte civilizações repletas de ouro, prata e pedras preciosas. Neste lugar, metal não havia, somente homens primiti- vos e “apenas uma infinidade de árvores de pau-brasil138”. Quando conferiram a

importância da espécie, isso mudou. As cortes européias, mais o clero, se para- mentavam em sua maior gala com vestimentas tingidas de vermelho — era mar- ca de status — com pigmentos de uma árvore asiática (chamada Caesalpinia

sappan L., encontrada na Tailândia, nas I lhas Molucas e no Japão) que recebia também os nomes de bakham (árabe), shappan (maláyalam) e patanga (sânscri- to) (apud, ROCHA, 2004 p.179). Porém, esta árvore tinha um custo maior e pos- suía melhor qualidade de pigmento que a espécie descoberta nas terras do Mun- dus Novus mais ao sul.

A partir de então, a derrubada de um número imenso da árvore começou, desde o princípio do século XVI até no século XI X, mais precisamente outubro de 1856, quando um químico inglês de apenas 18 anos chamado William Henry Per- kin sintetizou a malveína139, um corante artificial avermelhado até então somente

conseguido pelas Caesalpinias sappan e echinata. Por volta de 1875, o corante sofreu declínio até praticamente terminar sua comercialização em grande escala.

Foram quase quatro séculos de comercialização irracional por portugue- ses, franceses, holandeses140, espanhóis, ingleses e, por último, os brasileiros,

todos participaram da extração quase levando a espécie à extinção. A região da Terra de Santa Cruz passou a ser conhecida como Costa do Brasil, igualmente às denominações usuais na África litorânea: Costa do Marfim, Costa dos Escravos, Costa da Mina e Costa do Ouro. Assim, então, passou a se chamar Terra do Pau- Brasil, depois Terra do Brasil e, por fim, Brasil.

A aceitação do nome não foi tarefa simples, apesar de se popularizar, da- dos os acontecimentos ligados a este bem mercadológico. Em meados de 1570, o cronista português Pero de Magalhães Gandavo lidava por rest it uir o nom e da província, j ulgando a m udança t er sido arquit et ada “ pelo dem ônio, que t ant o t rabalhou e t rabalha por ext inguir a m em ória da Sant a Cruz e des-

139 BUENO, 2002, p. 36.

140 Foram os franceses e os holandeses destes todos os que m ais lucraram com a com ercialização

t errá- la do coração dos hom ens” ( apud, BUENO, 2002, p. 28) . Tam bém , o frei Vicent e do Salvador ( 1564 - 1639) , considerado o prim eiro hist oriador do Brasil, acredit ava que a subst it uição do “ divino pau que nos deu t int a e virt ude [ ...] por um pau com que t ingem pano” provinha de obra do “ cape- t a” ( I dem p. 28) . O t am bém o frei e hist oriador Ant ônio Jaboat ão ( 1695- 1764) ut ilizou- se de um a explicação secular at ribuindo à “ indiscret a polít i- ca dos hom ens e sua im prudent e am bição” o acont ecim ent o de que o “ i- nest im ável preço do sagrado m adeiro” se t ornasse “ m enos est im ado do que o valor desses paus verm elhos, de que dependem lucros t em porais” ( I dem p. 28) . Cont udo, assim se fêz: out ra vez o com ércio, o m ercant ilis- m o se im põe às t radições, crenças e cult uras.

Não é bem clara a origem da palavra brasil. Exist em diversas t eorias, algum as plausíveis, out ras t ant as fant asiosas. Livros int eiros foram produzi- dos com est e int uit o, por exem plo, o Est e Nom e: Brazil, de Adelino José da Silva d’Azevedo, publicado em 1967, cont endo 400 páginas. D’Azevedo des- cart a com o sendo descabidas as t eorias de F. de Assis Cint ra expost as em um livro de 1920, cham ado O Nom e Brasil, com s ou z, no qual coloca pos- síveis origens da palavra a part ir do t upi ibira- ciri, “ pau eriçado” ; do guarani paraci, “ m ãe do m ar” ; do ariano parasil, “ t erra grande” ; do sânscrit o brad- shit a e do grego brázein. Assim , d’Azevedo após um exaust ivo est udo filo- lógico, chega a conclusão que “ Brazil” ( grafa- se com z) é de origem célt ica ( I dem , p.29) . Sim , o t opônim o141 ‘Brasil’ é conhecido bem ant es de Cabral

t er descobert o essas t erras.

141Nom e geográfico próprio de região, cidade, vila, povoação, lugar, rio, logradouro público etc.

Segundo Bueno142, o com eço do uso da palav r a est á ligado aos fe-

nícios. Eles det inham o segredo da fabr icação da púrpura, a m íst ica e m a- j est osa cor da Ant igüidade. Ela er a ex t r aída do óx ido de est anho, pr odut o que os fenícios obt inham com os celt as, pov o m ineiro e m et alúrgico, que o r et ir av a de m inas localizadas desde a I r landa at é a I bér ia. Os celt as cham av am o est anho de breazail ( “ v er m elhão” ) . Com o fim do com ér cio do “ v er m elhão” ent r e os fenícios e os celt as, os fenícios passar am a habi- t ar a im aginação e a m it ologia dos celt as com o um pov o m ít ico e afor t u- nado, que j am ais ret ornou à I r landa, pois sim plesm ent e v iv ia na lendária e par adisíaca ilha de Hy Br eazil, “ a nação dos v er m elhos” ou “ o lugar on- de v iv em os descendent es do v erm elho” . Est e Hy Br eazil celt a se t r ans- for m a na O’Br azil dos m onges ir landeses, pela decor r ent e associação des- t a ilha m ít ica e fabulosa com as lendas v inculadas às per egr inações de São Br andão, m íst ico cr ist ão do século VI que se desiludir a com as t or pe- zas da hum anidade, e em 565 d.C. par t e r um o ao oest e inex plor ado. Após um a v iagem r eplet a de per igos e enor m es pr esságios, quando o bar co em que v iaj a é ‘t r anspor t ado nas cost as de um a baleia’, e chega a um a ilha esplêndida que o sant o r econhece com o a fabulosa Hy Br eazil.

A palav r a passou por div ersas t r ansfor m ações sem ânt icas, Ber sil, O’Br assil, Br azir ou Br easail143, assev er ando Bueno ser a palav r a Hy Br ea-

zil sinônim o de “ v er m elhão” ; o brasil ( com ‘s’) t er ia or igem no celt a br ess, origem do inglês bless — abençoar . Logo, est e O’Br asil nada m ais er a que a “ ilha abençoada” ou “ ilha da bem - av ent ur ança” . ( I dem , p.30) .

142 BUENO, Eduardo. Pau- Brasil, São Paulo: Axis Mundi, 2002.

143 ROCHA, Ibirapitanga: História, Distribuição Geográfica e Conservação do Pau-brasil do Descobrimento à A-

A par t ir de 1351, indo at é 1721, o nom e er a v ist o em quase t odos os m a- pas e globos, ainda que a localização v ariasse desde o lit or al da I r landa at é as Ant ilhas, e de passagem pelos Açor es, onde, ainda nos dias at uais, ex ist e um a “ ilha do Br asil” . A busca dest a quase ‘ilha da fant asia’ dur ou at é por v olt a de 1624, quando ex pedições m ar ít im as ainda a pr ocur av am .

Na t ese de dout or ado do Pr of. Dr. Yur i Tav ar es Rocha, apr esent ada ao Pr ogr am a de Pós- gr aduação em Geogr afia Física do Depar t am ent o de Geogr afia,da Faculdade de Filosofia, Let r as e Ciências Hum anas da Uni- v er sidade de São Paulo, em 2004, I birapit anga: Hist ór ia, Dist ribuição Ge- ogr áfica e Conser v ação do Pau- brasil do Descobr im ent o à At ualidade, o aut or cit a Alex ander Von Hum boldt144, que afir m a que o nom e br asil er a

usado para nom inar um a m adeir a t int orial ( negociada há m ais de dez sé- culos at r ás do Or ient e par a a Eur opa, ex ist indo r egist r os com er ciais ár a- bes dat ados de 851 d.C.) e cuj a ut ilização possui r egist r o fr ancês de 1085; em docum ent os cat alães, flam engos, ingleses, por t ugueses e ir lan- deses dos séculos XI I ao XVI apar ecem r efer ências a esse pr odut o. ( Ma- pas, 1993 apud ROCHA, 2004, p. 178)

Rocha expõe que, de acor do com Cor r êa ( 1938) , o v ocábulo Br asil e suas v ar iações er am conhecidos da Eur opa j á no século XI , apar ecendo par a designar cor ou cor ant e:

x 1160: r om ance de Per ceval le Galois, “ I ndiana j aquet a cor de anil, Cam isa e br agas de per feit a alv ur a, Com pr idas m eias t int as em ‘br esil’” ;

x 1151: docum ent o genovês em lat im , const ando que “ m andam os que pagueis a Philippe de Lam ber t o Guezzi cem li-

144 Friedrich Heinrich Alexander, Barão von Humboldt, (14 de setembro de 1769, Berlim - 6 de Maio de 1859, Ber-

lim), mais conhecido como Alexander von Humboldt, foi um naturalista e explorador alemão, e o irmão caçula do Ministro e lingüista prussiano Wilhelm von Humboldt. Sua viagem exploratória pela América Central e América do Sul (1799-1804) e pela Ásia Central (1829) tornaram-no mundialmente conhecido ainda antes da sua morte. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_von_Humboldt> Acesso em 11 set. 2005, 20:27.

br as, a quar t a par t e em dinheir o, a quar t a par t e em liv r os, a quar t a par t e em pim ent a, a quar t a par t e em ‘Br asil” ( ‘in br azi- lem ’) ” ;

x 1190: papel languedociano em hebr aico, “ dizem out r os que é o pau de t int a v ulgar m ent e cham ado ber sil” ;

x 1193: docum ent o ferr ar ense em lat im bárbar o, “ Ant iga- m ent e ficou ent endido que de cada um a das seguint es coisas dev em pagar os bolonheses por car ga m uar ; a saber , de t odos os panos de algodão, de pedr a hum e, de gr ã, de ‘Br asil’ ( ‘de Br azile” ) ” ;

x 1208: docum ent o fr ancês em lat im , “ os Senhor es de Bal- neolo [ ...] r ecebem [ ...] de um quint al de Br ezel ( ‘de quint alo Br azelli’) quat r o dinheir os” ;

x 1221: docum ent o cat alão em lat im , “ Car ga m uar de Br asil ( Car r ega de Br asill’) paga dois soldos, quer de v enda, quer de com pr a, e set e dinheir os e um óbolo de passagem ” ;

x 1243: docum ent o cat alão em lat im , “ car ga collonha de ‘Br ezil’ ( ‘faix de br ésil’) quat r o m ilar esios de pr at a” ( sic) . RO- CHA, 2004, p. 178- 179.

Os nom es europeus para a m adeira t int orial vinda da Ásia e que le- gou o nom e para a árvore sul am ericana foram : “ bresil, bressil, bresili, bresillum , brisilium , brasilly, braxile, braxilis ou grana de brasile, t odos o- riginados dos nom es it alianos verzino, verzi, verzil, versil, vresil, berzino, berzi, bersi e bersil” . ( BARROSO, 1961; PALMEI RA, 1997; SAMPAI O, 1952; SOUZA, 1939 apud ROCHA, 2004)

Com o bem pudem os aferir, o nom e brasil est á int im am ent e ligado a cor verm elha. O subst ant ivo com um pau- brasil, t am bém conhecido na épo- ca com o ‘pau- de- t int a’ significa m adeira verm elha ou com o cham avam os nat ivos de ibirapit anga ( Ybirá: “ pau” ou “ árvore” ; pit anga: “ verm elho” ) . Há out ros nom es pelos quais o pau- brasil é t am bém cham ado: bois- brésil, brasilwood, legno brasilo, brasilienholz, t ernam bukholz, papo brasil, pau verm elho, pau- rosado, pau Pernam buco, pau- de- t int a, araborit an, brasile- t o ( VI ANNA, 1944 apud ROCHA, 2004) .

Dest e m odo, volt o a repet ir, t em os um problem a de com unicação, de inform ação, de sim bologia evident e no lindo pendão da esperança. Nele

nada apont a para o nom e Brasil, im possível achar nele qualquer relação, não há índice qualquer, um sinal, um sim bolism o, um a im agem . Pior, no local possível assent a- se um sím bolo que pouco t em a ver com o Brasil, com os brasileiros.

Figura 106: Detalhe do Atlas Lopo-Hom em -Reinnéis, c. 1519.145

No ent ant o, podem os not ar, na figura 106, o det alhe de um m apa de 1519 m ostrando parte do território brasileiro com índios transportando a m a- deira da árvore sím bolo do País. Observem os o quant o de verm elho essa fi- gura possui; vej a que a inscrição ‘Terra Brasilis’, à esquerda abaixo, est á so- bre um a faixa verm elha. Ora o autor do trabalho, assim com o toda a socie- dade da época, sabia ser est a a cor caract eríst ica do veget al e do nom e. Des- t e m odo, ut ilizar t al m at iz era t arefa não só corret a com o nat ural, referencial.

O atual pavilhão não possui em sua estrutura cores vibrantes, tropicais. Tem os basicam ente quatro cores constituintes do pendão: verde, am arelo, azul e branco. A am arela é considerada por Rousseau com o cor quente (1980, p.104), ligada ao sol, ao ouro, ao brilho, m as, a rigor, pode ser considerada in- term ediária, ou m orna, servindo de ponte entre o azul e o verm elho – um a cor do m eio na trindade crom ática: azul (fria) / am arelo / verm elho (quente). Mas, o grande problem a é fundam entalm ente a inexistência da cor verm elha, a única cor ligada à palavra Brasil.

Pior ainda é a alegação exist ent e de ser essa cor sím bolo do com u- nism o, idéia propagada no país principalm ent e no período dit at orial, logo m om ent o parco de desenvolvim ent o sócio- polít ico e educacional, quando a m áquina est at al bania e buscava anular a int elect ualidade brasileira; e m ais, com o agravant e de em burrecer e est upidificar o país com o um t odo.

Um a das alegações para essa falta é a de ser o povo brasileiro pacífico. Pacífico? Manso? As est at íst icas at uais sobre a violência no país são est arre- cedoras. E nem se pode dizer que hist oricam ent e era diferent e: o fat o de t er havido a escravidão não perm it iria., t odas as rebeliões cont ra a Coroa Port u- guesa, o I m pério, a República e, recentem ente o m assacre do Carandiru.

Um exem plo de significado bem m arcant e do verm elho, e nada liga- do ao com unism o ou qualquer dout rina de esquerda, paira na bandeira da França: nela, o verm elho significa o povo146. Port ant o, pode- se dizer que a

ausência da cor do povo na bandeira brasileira t em um a base hist órica: as proclam ações da I ndependência e da República não t iveram part icipação popular, foram fat os ligados essencialm ent e às elit es governant es.

Pont uando novam ent e, o que ocorreu foi a aceit ação da bandeira at u- al sem ponderação pelas pessoas em geral, desde os discursos dout rinários nos bancos escolares. Mal sabem os o que foi e o que é o pau- brasil, de onde veio de fat o o nom e do Brasil, o que significa de fat o. O que t em os com o cert o são feriados nacionais de 7 de set em bro e de 15 de novem bro, que servem m ais com o dias de diversão, lazer, do que de com em oração pat riót i- ca. E um dia da bandeira que prat icam ent e ninguém com em ora, sendo cit a- do de form a quase velada pelos m eios de com unicação.

Capítulo 4

Proposta de Bandeira.

A validade de um símbolo é função do seu significado. Assim, o símbo- lo não é imutável, mas, ao contrário, deve ser atualizado tantas e quantas vezes isto se torne necessário para que seja preservada a sua capacidade de representação cabal.

Milton Luz, A História dos Símbolos Nacionais: a bandeira, o brasão, o selo, o hino.

Vem os acim a o quanto se torna necessária a atualização dos sím bolos, não só pátrios, m as em geral, com risco deles perderem sua validade inform ati- va, com unicativa, caso esse procedim ento não aconteça.

Atualizar bandeira por m otivos relevantes já é fato relativam ente com um na história das nações. Exem plos m ais ou m enos recentes são a do Canadá, em 15 de fevereiro de 1965147e a de Hong Kong, quando a adm inistração da cidade

passou dos ingleses para os chineses em 1º de julho de 1997148. Houve tam -

147 Disponível em : < ht t p: / / www.aircanada.com .br/ canada/ default .aspx?pageid= 69 > Acesso em :

10 out . 2005.

bém , com o desm em bram ento da Checoslováquia em duas repúblicas, em 1 de Janeiro de 1993, a criação de um a bandeira para a Eslováquia, ficando a Repú- blica Checa com a bandeira até então utilizada pela antiga form ação política. Di- versas outras foram alteradas com a queda da União Soviética, em 25 de de- zem bro de 1991. A definição de Milton Luz m ostra bem o porquê deste fato:

Bandeiras e estandartes, escudos e brasões d´ arm as, selos e sinetes não são simples composições artísticas idealizadas ao sabor dos ca- prichos e fantasias de poderosos reis e m andatários. Ao contrário, e- las refletem um a realidade histórica e são as crônicas vivas de um a nação. (LUZ, 1999, p. 39)

Assim sendo, esta dinâm ica está sem pre atuando nos sím bolos das so- ciedades hum anas, constituída de seres em desenvolvim ento, a se reflet ir nos sím bolos e seus significados e estes nas atitudes norteadoras dos indivíduos,

caracteres das culturas.

Uma outra citação de Alexander Wollner referente a Bandeira Nacional a- parece no livro de Luz, não como crítica, mas como exemplificação:

Um a m arca nasce com o o sinal de um a instituição e surge sem o co- nhecim ento do público. A ela se dá um a significação, um a conotação, e depois de um certo tem po este sinal se cristaliza e se transform a em um em blem a, que é o estágio da m arca quando ela atinge o do- m ínio público. Ela só é m otivada por questões de m ensagem . É o ca- so da Bandeira Nacional. Quando ela foi criada, recebeu o impacto de coisa nova, m as com o correr do tem po todo mundo se acostum ou a ela, porque não ocorreu nenhum a m ensagem nova. Houve a Copa do Mundo (1970) e a bandeira com eçou a retom ar o aspecto de sinal, m otivou o público. I sto acontece também em tempo de guerra. (WOLLNER apud LUZ, 1999, p. 38)

Partindo da constatação de que palavra brasil significa verm elho, apre- sento um projeto buscando representá-lo no lábaro pátrio. Para isso, busco a construção estrutural dentro das norm as da heráldica, da boa form a, dos conhe- cim entos crom áticos, das form as fundam entais da geom etria com o suporte ao