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1.3. Reorganiseringen av Sykehuset Innlandet

1.3.2 Mobilisering og protester

Em qualquer trabalho que trate da questão ambiental, é imprescindível a abordagem conceitual de meio ambiente, devido a sua gama de definições, polêmicas e incertezas. Dentre os diversos entendimentos, pode-se considerar o meio ambiente como aquele que contemplaelementos bióticos, abióticos e alterações humanas. Logo, “sem o homem não há meio ambiente”, logo, “Meio ambiente é também o que o homem constrói para organizar sua convivência e trabalho, desde a sua morada até os grandes aglomerados urbanos, da taba à megalópole” (COIMBRA, 1985, p.29).

Abordar a problemática ambiental envolve uma gama de outros conceitos criados nessas últimas décadas. Para Coimbra (1985), “em algum momento impreciso da história, produziu-se uma ruptura na própria economia com respeito à visão global do mundo, daí resultando o conhecido mal-estar entre economistas e ecologistas”. Dessa forma, as atividades econômicas representam o principal meio de exploração e consequente depredação dos recursos naturais. No momento em que os impactos ambientais passaram a ser sentidos fora dos limites dos países, a temática ganhou uma notoriedade ainda maior. Sachs discute a forma de análise desses problemas para se chegar a um maior e melhor aproveitamento dos estudos que envolvam problemas ambientais:

Necessitamos, portanto, de uma abordagem holística e interdisciplinar, na qual cientistas naturais e sociais trabalhem juntos em favor do alcance de caminhos sábios para o uso e aproveitamento dos recursos da natureza, respeitando a sua diversidade. Conservação e aproveitamento racional da natureza podem e devem andar juntos (SACHS, 2002, p.31/32).

Eventos marcantes na agenda ambiental mundial como a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano2, em 1972, realizada em Estocolmo (Suécia) e a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, em 1992, realizada no Rio de Janeiro (Brasil), representam avanço na discussão e a

2 “Após a Conferência [...], as nações começaram a estruturar seus órgãos ambientais e estabelecer suas legislações visando ao controle da poluição ambiental. Poluir passa a ser crime em diversos países. Como decorrência dessa conferência foi criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e instituído o dia 5 de junho como Dia Internacional do Meio Ambiente (VALLE, 2006, p.20)

inserção da problemática ambiental na agenda internacional3. Tais avanços favoreceram entendimentos como o de Ignacy Sachs, que considera as instituições externas como imprescindíveis na fiscalização e correção dos excessos e deficiências das instituições de mercado (SACHS, 2002). Ou seja, a sociedade civil e o Estado como reguladores das atividades de mercado.

Conceitos e princípios norteadores foram criados ao longo das discussões em eventos e instituições científicas e, sem dúvida, expressões como desenvolvimento

sustentável e sustentabilidade representam a popularização dessa temática. Termos que padecem de ambiguidades e incertezas (BURSZTYN & BURSZTYN,

2006), resultantes de um longo processo histórico de reavaliação crítica da relação entre sociedade civil e o meio natural (VAN BELLEN, 2005), buscando a qualidade de vida humana no presente e no futuro (NUNES, 2006), como possibilidade do surgimento de um novo crescimento econômico baseado na manutenção dos recursos (DONAIRE, 1995), porém incompatível com o jogo sem restrições das forças do mercado (SACHS, 2002).

Esse contexto atingiu as empresas e como salienta Barbieri (2007, p.114), “as questões ambientais passaram a ter impactos importantes sobre a competitividade dos países e de suas empresas”. O dilema “economia ou meio ambiente” está relacionado com esse fato”. Termos como Dumping social e ambiental passaram a ser comuns, fazendo um contraste entre as empresas com alto e baixo custo com os custos ambientais e sociais. Logo, passaram a ser criados mecanismos que permitissem um “nivelamento dos custos de produção entre empresas produtoras de bens similares, situadas em países diferentes com diferentes exigências legais com respeito às questões socioambientais” (BARBIERI, 2007, p.114).

A chamada sustentabilidade empresarial é entendida como algo que visa “assegurar o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma

3 A ONU tem tido um sucesso proeminente na promoção da conscientização ambiental, incorporando-a ao conceito de desenvolvimento multidimensional. Nos 20 anos decorridos entre as conferências de Estocolmo e a do Rio, alcançou-se um substancial progresso em termos da institucionalização do interesse pelo meio ambiente, com o lançamento do Programa do Meio Ambiente da ONU e com o avanço na proteção do meio ambiente global por uma série de tratados internacionais (SACHS, 2002, p.59).

sociedade estável” (RAZZOTO, 2009, p.19). Para tanto, a sustentabilidade empresarial envolveria os pilares: econômico, social e ambiental (CORAL, 2002).

Fonte: Coral (2002)

Figura 2.1 – Modelo de sustentabilidade empresarial.

Para Coral (2002), o tripé da sustentabilidade constitui uma ferramenta conceitual de aplicação na interpretação das interações extraempresariais, bem como a ênfase em uma visão de sustentabilidade mais ampla, não restrita apenas à sustentabilidade econômica. No meio empresarial, ser sustentável passa a ser algo muito mais explícito e sujeito a pressões de outros atores sociais. No entanto, o discurso muitas vezes não condiz com as ações do cotidiano, o que Barbieri (2007) intitula de maquiagem verde4:

É importante ressaltar as palavras legítimas e verdadeiras, pois são frequentes os casos de empresas que usam o prestígio que as questões ambientais adquiriram nas últimas décadas perante as populações de muitos países para obterem benefícios sem dar uma contribuição efetiva para redução dos problemas ambientais (BARBIERI, 2007, p.127).

4 Maquiagem ou lavagem verde referem-se às práticas das empresas que se apropriam indevidamente do discurso ambiental.

Para Razzoto (2009, p.28), “essa mudança cultural está acontecendo, em ritmo lento ao necessário ainda, porém está acontecendo, isto é fato”. Mudança que representa a chamada responsabilidade social5 das empresas. Mesmo assim, a sustentabilidade continua a ser vista por algumas empresas como um modismo, enquanto que outras adotam como estratégia para si, e outras vislumbram a certeza de uma garantia de sobrevivência, por isso, a observação da sustentabilidade como algo de fato e não uma estratégia de marketing, apenas.