2.4 Oil and gas equities in the GPFG . 26
2.4.5 The Ministry’s assessment
Grande parte dos jovens, diz sentir-se ou demonstra-se insatisfeito com o seu corpo, e encontramos duas razões para os jovens de sentirem insatisfeitos, alguns de forma de constante.
Alguns, não se sentem satisfeitos porque não se consideram magros, e outros, porque se consideram magros demais. Ou seja, os que se consideram gordos, queriam ser magros, porque acham que essa é a normalidade, e os que se consideram magros demais, queriam ser magros “normais”. No final de contas, esta insatisfação gira à volta da normalização dos corpos de acordo com o biopoder, que não se deve ser nem gordo demais nem magro demais, correspondendo aos padrões de beleza médico-sociais (Maestre, 2008; Teixeira, Freitas e Caminha, 2012; Augusto, 2015; Pogrebinschi, 2004; Soriano e Sedó, 2008; Poulain, 2009; Silva, 2002).
(…) não sinto que tenho o corpo que desejo (…) (T1; mulher; 24 anos; 1,64 cm; 63 kg);
(…) tenho noção de que se fosse gorda talvez não fosse assim (não se sentiria bem). Penso que as pessoas consideradas gordas terão sempre mais dificuldade em lidar com o seu corpo. (T2; mulher; 24 anos; 1, 64 cm; 48/50 kg);
Por vezes também nos deparamos por pessoas magras a queixarem-se do seu peso, o que indiretamente também acaba por afetar pessoas que possam apresentar um peso
saudável, mas mais kg do que essas pessoas que se queixam. (T5; mulher; 25 anos; 1, 56 cm; 53 kg);
Em relação ao meu corpo também tem dias: continuo a não gostar muito de ir às compras, nem da pressão do Verão (prefiro o Inverno). (T6; mulher; 25 anos);
Graças ao peso que ganhei, ganhei celulite uma maldita no mundo feminino. Possuo baixa auto estima, embora muita gente diz que não tenho razões. Coloco muitos defeitos na minha aparência, no meu corpo. (…). Dou graças por ter curvas e gosto delas! Mas existe aquela barriguinha ou aquele papo de celulite abaixo do rabiosque. Devido às comparações que faço com aquela que tem uma barriga bonita ou a outra que não tem vergonha de estar na praia. (T7; mulher; 22 anos; 1,65 cm; 55/58 kg);
(…) tenho umas gordurinhas. (T8; mulher; 28 anos; 1, 73 cm; 63 kg);
A imagem que tenho do meu corpo nem sempre é a mais positiva, pois existem certos aspetos que gostaria de mudar (…). Atualmente sinto-me bem com o meu corpo, mas já me senti melhor (…) (T9; mulher; 23 anos; 1, 58 cm; 60 kg);
Houve uma altura que me considerava com dois ou três quilos a mais, e isso fazia-me sentir um pouco desconfortável na presença dos outros. (T11; mulher; 19 anos; 1, 68 cm; 53 kg);
Se é espetacularmente definido como desejava? (T13; mulher; 26 anos; 1, 54 cm; 49 kg);
Não adoro o meu corpo, é verdade, mas é rara a mulher que adore. Vejo-me ao espelho e começo a observar as imperfeições, o que devia ser diferente e por vezes esqueço- me das minhas qualidades. (…) sou feliz quando me olho ao espelho, não sou perfeita, mas já gosto de me ver com um vestido. (T14; mulher, 19 anos);
Não gosto do meu corpo, acho feio, queria que fosse liso e esbelto, magro. (T15; mulher; 20 anos; 1, 59 cm; 78 kg);
(…) em relação ao meu corpo sinto-me bem embora não seja nenhuma modelo e muito menos me considere uma rapariga “toda boa”. (…) e provavelmente gostaria mais de mim pois sei que tenho gordura abdominal a mais. (T16; mulher; 22 anos; 1,64 cm; 63/67 kg);
(…) estou aos poucos e poucos a fazer as pazes com o meu corpo. Sou e sempre fui magra, desde bebé. A minha mãe também era assim! E eu não posso mudar isso... Mas, gosto dos meus olhos, da minha barriga lisa, das minhas mãos (ocasionalmente até do meu cabelo!). (…) tenho-me reconciliado aos poucos com o meu corpo. (T17; mulher; 24 anos; 1, 58 cm; 45 kg);
Não me considero gorda, mas a barriguinha e as pernas grossas estão cá, e a celulite então meu deus (…). Não tenho complexos com o meu corpo, mas quando olho para algumas amigas penso que gostava de ser mais como elas (…). mas sou eu própria que por vezes olho ao espelho e penso que gostava de ser mais magrinha. (T18; mulher; 20 anos; 1, 61 cm; 59 kg);
Geralmente lido bastante bem com a minha aparência (…). Mas tenho que admitir que por mais de uma vez não saí de casa por olhar ao espelho e me sentir uma autentica porcaria... (T19; mulher; 19 anos; 1, 60 cm; 54 kg);
Se gosto de tudo no meu corpo? Mas existe alguém que goste? Eu acho que não! Há sempre coisas que mudávamos, e se for a pensar bem não são poucas (…). Ninguém tem tudo que quer. Ninguém é exatamente como quer. Temos de gostar de nós como somos e acentuar os nossos pontos fortes. (T20; mulher; 30 anos; 1, 65 cm; 51 kg);
Engordei 3 kg desde dezembro de 2015 e senti-me ótima, aliás queria aumentar mais 1 ou 2 kg mas não é nada fácil (…). Claro, tenho os meus momentos de olhar para o espelho e achar que tenho uma gordura a mais ou se calhar não devia ter comido isto ou aquilo, mas é natural. (Contraditório) (T24; mulher; 22 anos; 1, 60 cm; 52 kg);
Gostava de ser mais tonificada e magra. Sim gostava. (T25; mulher; 16 anos; 1, 58 cm; 55 kg);
(…) é claro que há sempre uma outra parte do corpo ou uma gordurinha a mais que nos pode deixar não tão confiante com o nosso corpo e pode afetar um pouco a nossa auto estima. (T26; mulher; 24 anos);
(…) já tinha passado por toda uma experiência da perda de peso e, com menos 20kg, em vez de me sentir melhor, a minha opção de me concentrar nas calorias tinha o efeito contrário (…). É um processo. Há dias bons e dias menos bons, mas os comentários já não me afetam tanto, e eu controlo aquilo que quero usar, não aquilo que me faria passar despercebida aos olhares indesejados. O meu corpo tem imperfeições. Tem estrias, celulite, marcas. (T27; mulher; 25 anos);
Sinto-me bem, mas sempre com o objetivo de perder alguns "kilinhos". Nunca acontece. (T28; mulher; 29; 1, 70 cm; 70 kg).
Vemos jovens que não se sentem satisfeitas com o seu corpo, apesar de terem um peso/altura considerado normal para a medicina e sociedade, ou seja, a insatisfação não vem apenas de pessoas que medicamente estão fora da normalidade, como é o caso dos testemunhos 1, 9, 13, 16, 18, 19, 25 e 28. Depois vemos jovens, com um discurso semelhante, mas mais sofrido, pois consideram-se fora da normalidade e sofrem por isso, sendo que muitas delas não divulgam o seu peso, talvez por vergonha, como é o caso dos testemunhos 6, 14, 15 e 27. Ou seja, vemos que jovens que estão dentro ou fora da normalidade podem ter discursos muito semelhantes no que diz respeito à insatisfação corporal.
Existem ainda jovens que se sentem insatisfeitos com o seu corpo, demonstrado certos traços da lipofobia, visto que têm alguma fobia à gordura, e anseiam sempre melhorar o seu corpo, mantendo-o magro e definido, alguns querendo mesmo alcançar a perfeição (Teixeira, Freitas e Caminha, 2012; Soriano e Sedó, 2008; Maestre, 2008).
(…) não derivado a comentários por parte de outras pessoas, mas porque quero sentir que tenho o corpo que desejo e até para aumentar a minha autoestima já que sofri em relação a isso. (T1; mulher; 24 anos; 1,64 cm; 63 kg);
(…) estou motivada para fazer melhor, para me sentir melhor e ter o meu corpo da maneira como quero. (T9; mulher; 23 anos; 1, 58 cm; 60 kg);
Se quero ainda ficar melhor, claro que quero, ainda nem estou lá perto, mas só tenho de pensar em mim e na minha opinião! (T10; mulher; 22 anos);
Ainda não tenho o meu peso perfeito, mas em breve chegarei lá. (T14; mulher, 19 anos);
Estou focada e motivada nos meus objetivos, importa o que eu vejo e estou muito contente por todos os progressos que tenho conseguido. (T24; mulher; 22 anos; 1, 60 cm; 52 kg).