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No presente capítulo, expor-se-á o modo como se solucionou a ausência do conhecimento inicial dos custos de transporte entre todas as origens e destinos assim como se determinou o centro de gravidade da rede de distribuição com base nas metodologias apresentadas no capítulo anterior. Assim, e tendo em consideração a caracterização da rede de distribuição apresentada no Capítulo 3 e as metodologias apresentadas no Capítulo 4, refere-se que a presente abordagem tem como fim primordial, a tentativa de obtenção dos melhores planos de distribuição que permitam quer a redução dos custos de distribuição suportados até à data, pela empresa, quer a manutenção do nível de serviço prestado aos seus clientes.

5.1 Estimação dos custos de transporte

O primeiro problema que surgiu foi o desconhecimento dos custos de transporte terrestre, que teriam que ser suportados para abastecer os clientes que a empresa pretende conquistar assim como os clientes que se perderam ao longo dos últimos anos, assim como o custo de transporte desde um determinado porto marítimo até um determinado cliente que não estivesse a ser abastecido por essa origem, devido à inexistência de dados referentes a este assunto. Assim, e com o intuito de os poder estimar, dado que uma consulta ao mercado que se evidenciasse fidedigna, consumiria uma elevada quantidade de tempo e de recursos, recorreu- se a sistemas de informação geográfica (SIG) que nos fornecessem, de um modo rápido e expedito, quer as distâncias existentes entre a empresa e os seus clientes quer a existente entre estes e os portos marítimos operados no norte da Europa.

Estas ferramentas mostraram-se bastante úteis, não só pela rapidez com que disponibilizaram a informação pretendida mas também, pelo rigor e actualidade da informação que forneceram assim como pelo modo bastante intuitivo de com elas trabalhar.

Assim, e depois de ter sido recolhida a informação acerca das distâncias a percorrer entre a empresa (ponto de origem da rede de distribuição) e os seus clientes (pontos de destino da rede) assim como entre os portos marítimos (pontos intermédios) e os seus clientes, recorreu- se a modelos de regressão para determinar o custo de transporte rodoviário entre os pontos referidos.

Relembre-se de momento que inicialmente foram fornecidos valores reais sobre o custo unitário de transporte, neste caso de uma tonelada de mercadoria, de vários vectores (origem -

destino) desde as diversas origens (empresa e portos marítimos) até a diversos clientes, logo foi possível estimar a correlação existente entre a distância a percorrer e o custo de transporte.

Gráfico 1: Correlação Custo de Transporte – Gráfico 2: Correlação Custo de Transporte –

Distância verificada na região onde se encontra Distância verificada na região onde se encontra a empresa. o Porto Marítimo n.º 1.

Gráfico 3: Correlação Custo de Transporte – Gráfico 4: Correlação Custo de Transporte –

Distância verificada na região onde se encontra Distância verificada na região onde se encontra o Porto Marítimo n.º 2. o Porto Marítimo n.º 3.

Estimou-se assim a correlação distância-custo de transporte, para cada uma das situações existentes, isto é, a correlação existente entre a distância e o custo para transportar mercadoria a partir de cada uma das origens. Esta tarefa foi efectuada devido à grande disparidade de preços praticados pelas empresas transportadoras sediadas nos diversos mercados. Depois de determinadas as correlações, verificou-se que para as várias regiões, os valores de R2 (fracção da variação total que é explicada pela regressão) eram sempre elevados, entre 85,5 e 95,3%, decidindo-se assim, determinar os custos desconhecidos por meio da equação da recta formada pelo modelo de regressão, uma vez que à partida, os dados seriam de boa qualidade. As correlações e os seus dados estatísticos podem ser observados nos Gráficos 1 a 4.

5.2 Estimação do centro de gravidade da rede de distribuição

Depois de conhecidos os custos de transporte entre todas as origens e destinos, assim como a localização dos diversos pontos que constituem a rede de distribuição, tornou-se claro que, seria de elevado interesse determinar o centro de gravidade da rede de modo a passar-se a

y = 0,028x + 4,056 R² = 0,953 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 1.000 2.000 3.000 4.000 Cu st o  po to n  (€ ) Distância  (Km) y = 0,038x + 6,299 R² = 0,855 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 0 200 400 600 800 1000 1200 Cu st o  po to n  (€ ) Distância  (Km) y = 0,047x + 4,283 R² = 0,902 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 0 200 400 600 800 1000 Cu st o  po to n  (€ ) Distância  (Km) y = 0,039x + 3,925 R² = 0,94 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00 0 200 400 600 800 1000 Cu st o  po to n  (€ ) Distância  (Km)

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conhecer se as distâncias rodoviárias a percorrer poderiam ser minimizadas e se com isso se reduziria o custo de distribuição.

Claro está que, nesse local teria que ser edificado um centro de distribuição onde as mercadorias pudessem ser consolidadas e depois expedidas, e que esse centro representaria

per si, novos custos que posteriormente deveriam ser estimados. Recorreu-se ao método do

centro de gravidade e por consequência às suas expressões de recorrência para que, ao fim de um determinado número de iterações se pudesse saber a localização exacta do centro da rede. Relembramos que este método entra em consideração com as distâncias e com o volume de carga transportada. Assim, o centro de gravidade não será o centro geográfico mas sim, o local que minimiza a distância total percorrida para fazer todas as entregas de mercadoria. Este local foi determinado, e situa-se no sul de França tal como se pode observar na Figura 5.

 

Figura 5: Localização do Centro de Gravidade da Rede de Distribuição.

Depois de obter as coordenadas deste local, tornou-se claro que se teria que estimar os custos de transporte que teriam que ser suportados quer para o abastecer quer para abastecer a partir dele, os diversos clientes. Assim, e dado que um dos portos utilizados se situa neste território e dado que os custos de transporte nele operados eram conhecidos, utilizou-se a expressão da recta obtida pela regressão linear utilizada para estimar o custo de transporte a partir do porto marítimo até aos clientes para estimar o custo de transporte a suportar desde o centro de distribuição até aos clientes. O mesmo método foi utilizado para estimar o custo rodoviário para abastecer este centro a partir da empresa.

5.3 Síntese

No presente capítulo demonstrou-se o modo como se determinaram os custos de transporte entre os diversos pontos da rede de distribuição que importava conhecer. Também se apresentou o local onde se situa o centro de gravidade da rede de distribuição. No capítulo seguinte, apresentar-se-ão os resultados obtidos por via da utilização da ferramenta informática desenvolvida, que implementa o algoritmo tradicional do Modelo de Transportes, assumindo os custos unitários determinados e as quantidades de mercadoria a transferir para os diversos locais.

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6. Estudo e análise de cenários alternativos de