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Mineral resources in norway

In document Strategy for the Mineral Industry (sider 32-37)

4.4.1 - Colina de Sant’Ana

A composição da Colina de Sant’Ana procura comunicar o ambiente multicultural e frenético do bairro. Por ter a praça principal da baixa de Lisboa (o Rossio), está sempre povoada, ocupada por vozes e ruídos de trânsito, manifestações e eventos, numa mistura de vozes de turistas e locais. Assim, com a parte referencial pretendi aludir a esse ambiente vivo e povoado, sendo que, na parte acusmática, escolhi destacar o cariz multicultural do bairro através de uma melodia de inspiração “arabesca”.

A composição referencial deu relevância aos seguintes elementos sonoros:

● Ambiente multicultural: conversas em diferentes idiomas

Sons de skaters

● Ambiente de manifestação no Rossio

● Senhora cega a cantar o fado e a pedir esmola

● Música indiana proveniente de um transístor ● Sons de trânsito e sirenes

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos sonoros:

● Parte melódica:

○ Voz da senhora a cantar o Fado ○ Vozes de africanos

○ Música indiana

● Parte rítmica:

○ Som de um espanta espíritos de uma loja dos chineses ○ Sons de skate a bater no chão

4.4.2 - Colina de Santa Catarina

A composição da Colina de Santa Catarina explora o ambiente movimentado da zona, nomeadamente do Chiado e Largo de Camões. Sendo um local turístico e comercial por excelência, está sempre povoado de lisboetas e turistas, que entram e saem de lojas e restaurantes ou que conversam animadamente nas esplanadas. Outros elementos importantes são os músicos de rua e os típicos eléctricos, que passam a todo o momento. Na abordagem acusmática comecei por explorar o badalar dos sinos da Igreja de Santa Catarina, juntamente com o som dos eléctricos que sobem a Calçada do Combro. Sendo uma rua relativamente estreita e com edifícios altos, o ecoar dos ruídos acentua-se. Para sublinhar essa característica e o carácter movimentado do local, optei por aplicar reverb no ruído dos eléctricos e construir a partir dele uma base rítmica marcada. Como num percurso a pé, descemos até ao Chiado para terminar na Rua do Carmo com o ecoar de Carlos Paredes.

A composição referencial pretendeu dar relevância aos seguintes sons:

● Eléctricos

● Sinos

● Trânsito / veículos motorizados

● Conversas / pessoas a passar / turistas

● Músicos de rua

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica: ○ Sinos

○ Motor do eléctrico

● Parte rítmica:

○ Diversos sons mecânicos do Eléctrico ○ Sinos em reverse

4.4.3 - Colina do Castelo

A Colina do Castelo é provavelmente a zona de Lisboa onde melhor se escuta o som dos pássaros. Constituída pelo bairro da Mouraria e pelos diversos bairros da costa do Castelo, esta colina caracteriza-se por uma grande adesão turística e por um estilo de vida mais pacato por parte de quem lá vive. Até porque, é uma zona maioritariamente vedada aos carros, em que o eléctrico aparece como principal protagonista. Neste sentido, a composição acusmática aproveita o chilrear dos pássaros, como base de um registo calmo e relaxante, quase como um passeio por entre as ruelas num dia de sol.

A composição referencial explorou os seguintes sons:

● Pássaros

● Vozes de turistas

● Conversas dos autóctones

● Som do eléctrico como ambiente de transição entre a zona do Costa do Castelo e os bairros da Mouraria

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica: ○ Pássaros

○ Conjunto de ambiente utilizado na criação de drones (síntese granular) ● Parte rítmica:

○ Nuances rítmicas do ambiente

4.4.4 - Colina das Chagas

A Colina das Chagas corresponde ao Largo do Carmo e ruas circundantes. O Largo do Carmo é um espaço tranquilo com um pequeno chafariz central, um quiosque e várias esplanadas, onde turistas e lisboetas conversam, as crianças brincam tranquilamente e um ou outro músico de rua faz o seu negócio. As mesmas árvores que tornam o local mais fresco e agradável, largam as folhas que o varredor vai organizando em montinhos. A composição começa por fazer referência aos elementos citados, transformando-se, na parte acusmática, numa espécie de lenga-lenga melódica alegre e tranquila, como a tarde no Largo do Carmo. A ideia por detrás do tom ligeiramente mais naive desta composição é transmitir a aura castiça e

A composição referencial explorou os seguintes sons:

● Vozes de turistas e guias turísticos

● Sons das esplanadas

● Músico de rua

● Som de crianças a brincar

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica:

○ Modulação de voz de senhora no quiosque ● Parte rítmica:

○ Sons do varredor de lixo

4.4.5 - Colina de São Roque

A Colina de São Roque contém o Bairro Alto, o largo do ”cauteleiro” e o Miradouro de São Pedro de Alcântara. É aí que começa o percurso que serve de base à composição. A parte referencial alude ao miradouro ladeado por uma rua movimentada. É tarde de jogo do Benfica e entre as conversas ouve-se o relato. Seguimos para o largo, onde se situa a igreja de São Roque, acompanhados pelo som do amolador, vamos ao encontro das badaladas do sino que ecoam à nossa chegada. A entrada na parte acusmática é súbita, tal como o corte que representa a entrada no Bairro Alto (como quem atravessa a rua e se embrenha numa das

ruelas). Esta parte da composição, pretende representar o som dessas ruas estreitas, que durante o dia são calmas, sem carros, e onde nos podemos perder num labirinto mais ou menos fechado sobre si próprio. O tom etéreo da composição acusmática pretende marcar a ideia de que o silêncio diurno do bairro é feito de ecos (como se a cidade morasse lá fora).

A composição referencial pretendeu dar relevância aos seguintes elementos:

● Amolador

● Relato do jogo Benfica X Juventus

● Sino da igreja de São Roque

● Trânsito

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica:

○ Modulação do som da flauta do amolador ○ Ecoar do sino

● Parte rítmica:

○ Som da corrente da bicicleta do amolador a afiar ○ Trechos do ambiente na criação do padrão rítmico

4.4.6 - Colina de São Vicente

A Colina de São Vicente corresponde ao Bairro de Alfama. Um dos bairros mais populares da cidade. É uma bairro populoso, com fortes laços de vizinhança, sendo por isso muito importante nesta composição o som das vozes em conversa. Tal como na Colina do Castelo, o som dos pássaros tem grande protagonismo e a ausência dos carros é notória. Afinal, este é outro dos bairros históricos em que o trânsito é fortemente condicionado. A especificidade de Alfama, que pretendi registar nesta composição, é a intrincada teia de vozes composta pela sobreposição de conversas nos recantos do bairro e em vários níveis. Ora são as vizinhas que conversam de janela para janela, ora são conversas que mesmo tendo palco no espaço doméstico, se ouvem do lado de fora, ora são os homens que conversam nas tascas, as mulheres à porta das mercearias, as crianças a brincar na rua, os jovens que fumam cigarros nas escadas. Sendo a dimensão humana central nesta composição escolhi destacar também os assobios (da parte referencial para a parte acusmática) e uma conversa entre o treinador e atleta que numa das colectividades de Alfama praticavam boxe (qual Belarmino de Fernando Lopes). Assim sendo, o tema de Alfama faz-se da tranquilidade e das melodias que nascem de assobios (dos homem e dos pássaros).

A composição acusmática utilizou os seguintes elementos:

● Conversas entre vizinhos em Alfama

● Vozes de turistas

● Pássaros

● Conversa entre treinador e atleta no grupo de Boxe

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica:

○ Modulação dos assobios

○ Modulação do som dos pássaros ● Parte rítmica:

○ Trechos captados de sons de obras

4.4.7 - Colina de Santo André

A Colina de Santo André resume-se ao Largo da Graça e imediações. O largo é o centro do bairro, que por si só funciona como uma vila dentro da cidade. O coração do bairro é um espaço ruidoso com muito movimento de comércio tradicional, muitos carros, autocarros e eléctricos. O facto da Graça ser uma muito zona residencial e não estar servida pela linha de metropolitano da cidade, faz com que a importância dos autocarros e dos eléctricos seja especialmente notória. As paragens estão cheias de locais e turistas que criam um burburinho de conversa enquanto esperam. À porta dos cafés e das lojas e nos bancos corridos dispersos nos cantos da praça, grupos de idosos põe a conversa em dia. À medida que saímos do largo e nos dirigimos para o miradouro, o ruído dos carros vai diminuindo e abre-se espaço para o agradável som dos chafariz. Chegados ao miradouro ouve-se a música e o fim de tarde convida a apreciar a vista sobre Lisboa. Na parte acusmática decidi fundir os dois lados da

Graça, o ruído do largo e da rua principal juntamente com a tranquilidade das ruas circundantes que nos levam a um pôr do sol no miradouro.

A composição acusmática deu relevância aos seguintes elementos:

● Eléctrico ● Transito ● Conversas ● Lojas tradicionais ● Pássaros ● Turistas

Na abordagem acusmática foram utilizados os seguintes elementos:

● Parte melódica:

○ Modulação do som dos pássaros

○ Drone extraído de um trecho do ambiente ● Parte rítmica: ○ Sons de trânsito ○ Buzinadelas ○ Sons de eléctricos

4.5 - Apresentação das composições: website “Sete Colunas”

De forma a apresentar a investigação decidi elaborar um website onde pudesse reunir todo o material desenvolvido no âmbito deste estudo. No website relativo a esta investigação é possível escutar cada um dos temas elaborados para cada uma das colinas, acompanhado por uma fotografia representativa do espaço. É apresentada também um breve descritivo da investigação e é possível fazer download do presente documento.

O website pode ser consultado em: www.setecolunas.net

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