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5.3 Gode læringsmuligheter

5.3.2 Mindre farlig å prøve og feile

Através desta pesquisa percebemos que não precisamos de laboratórios abarrotados de reagentes e equipamentos para desenvolver nos alunos o conhecimento científico. Basta utilizarmos materiais do cotidiano para fazer entender que a experimentação é de fundamentação importância na compreensão da Química, que é uma ciência essencialmente experimental, tornando necessária a combinação de aulas teóricas e práticas de maneira planejada e organizada. Com a realização das aulas práticas e a realização dos experimentos, os alunos construíram uma ferramenta de extrema importância no desenvolvimento da reflexão e assimilação do conteúdo, ferramenta que possibilitou uma aprendizagem mais significativa. No decorrer da pesquisa observamos um maior entrosamento entre os alunos devido às aulas práticas serem trabalhadas em equipes, o que favoreceu um melhor relacionamento. Verificou-se também uma nova tomada de consciência e postura dos alunos, pois passaram a se posicionar de forma crítica diante dos assuntos trabalhados em sala.

Na aplicação dos questionários, percebemos que o rendimento dos alunos esteve acima da média, gerando um ótimo aproveitamento dos conteúdos trabalhados ao longo do ano letivo. Entretanto, surgiu uma preocupação, pois os alunos têm problemas de relacionar as outras disciplinas (como matemática e português) com a Química. Os alunos tiveram dificuldades com conteúdos elementares, como regra de três para aplicar em cálculos estequiométricos, e não conseguiram interpretar os problemas. Notamos também que muitos alunos não estudam Química no 9ª ano e, assim, chegam ao ensino médio sem ter noção do que essa disciplina estuda. Esses alunos se deparam com os conteúdos que exigem certo conhecimento prévio (matérias bases) que deveria ter sido visto no ensino fundamental, como é o caso dos fenômenos físicos e químicos para compreender que a matéria sofre transformação, ou dos elementos químicos para entender compreender as ligações químicas e funções inorgânicas. Desse modo, os alunos não compreendiam as etapas do método científico. Não podemos fazer com que os alunos consigam aprender tudo em um ano, pois eles precisam de uma base que deveria ter sido construída no ensino fundamental; mas podemos demonstrar as estratégias desta pesquisa rumo a uma melhor compreensão dos alunos, proporcionando aulas bem planejadas e organizadas, testando antes as experiências dos alunos para adquirir alguma noção do que pode ou não ser feito. O fator tempo também é muito importante, pois a realização desta pesquisa teve dedicação exclusiva a essas turmas, dispensando a elas mais tempo do que o normalmente empregado num ano letivo comum.

As soluções para melhorar o ensino de Química, tanto no ensino fundamental quanto no médio, dizem respeito a uma aprendizagem de qualidade de determinada disciplina curricular. Nesse tipo de aprendizagem, são fundamentais as relações que os alunos começam a estabelecer entre os diversos conteúdos expostos em sala de aula, relacionando-os com as situações práticas. As situações de sala de aula e as vivências dos alunos permitiram esses níveis de aprendizagem em Química. A linguagem da Química, sua nomenclatura, fórmulas, equações e símbolos químicos, mais do que objetos de estudos específicos, foram sendo introduzidos para permitir a formação do pensamento químico sobre as situações cotidianas dos alunos. Criou-se, com isso, a possibilidade de que os alunos pensassem a Química para além da escola. Essas soluções não surgirão simplesmente de pretensas formas de ensino propostas por pessoas que estão distantes da realidade da escola. Elas podem brotar de dentro dos contextos problemáticos da realidade escolar, e é o professor que desempenha o papel necessário para perceber isso, pois ele está todos os dias com os alunos, acompanhando suas dificuldades. Ele só precisa colocar em prática seus projetos para que os alunos tenham um ensino de qualidade.

Espera-se que esta pesquisa de ensino possa servir como um guia para desmistificar um pouco a Química, que é atualmente ensinada em sala de aula e que se limita somente ao esquema “quadro, giz (ou pincel), professor e livro texto (teoria)”. Desse modo, a Química está sendo imposta aos alunos abstratamente, esquecendo-se de que ela é uma ciência experimental que está acontecendo a todo o momento e em todo lugar. A principal finalidade desta pesquisa é uma mudança do paradigma educacional na área de Química. Entendemos que os processos experimentais foram de grande importância para que os alunos entendessem que a Química está em seu dia-a-dia, pois observaram que os reagentes trabalhados no laboratório estão presentes em seu cotidiano.

Recentemente, a Escola Estadual de Ensino Profissional Manoel Mano foi reconhecida pelo ministério da educação pelo excelente desempenho no exame nacional do ensino médio, Enem-2010. A escola está na 125ª posição na classificação do ENEM, mas foi a melhor entre as escolas não militares mantidas pelo governo do estado Ceará. “Esta obteve média 573,73 no Enem e participação de 83,8% dos alunos do ensino médio”, destacou o G1, portal de notícias da Globo.

Com essa pesquisa, concluímos que as sementes foram plantadas. Agora estamos colhendo os frutos de um trabalho bem planejado e organizado que contou com sincera dedicação do professor, resultando num grupo de alunos mais interessados e responsáveis pela

sua aprendizagem. Houve, assim, uma melhoria na qualidade da aprendizagem, no sentido de que um rendimento acima da média e uma regularidade de desempenho foram obtidos durante todo o ano letivo, visando à manutenção dos resultados visualizados.

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APÊNDICE

APÊNDICE A – Questionário aplicado aos alunos da EEEP. Manoel Mano. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO