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Min og vår historie

In document Georg Johannesens Ars moriendi (sider 69-73)

Neste capítulo procurou-se responder aos objetivos da investigação. Antes de se descrever a metodologia propriamente dita, interessa realçar a formação dos presidentes de câmara do distrito de Viana do Castelo e desde quando é que estão à frente das respetivas autarquias. O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo, é licenciado em Direito e está no comando da autarquia arcuense desde 1993. A presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa é licenciada em Filosofia e é presidente desde 2001. José Emílio Moreira é presidente da Câmara de Monção desde 1997 e também é licenciado em Filosofia. O autarca do Município de Paredes de Coura, António Pereira Júnior, não tem curso superior e é presidente da Câmara desde 1993. António Vassalo Abreu, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, também não possui curso superior e está à frente da autarquia desde 2005. O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, é licenciado em Engenharia Química e assumiu a presidência da Câmara em 2009. José Manuel Carpinteira é o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira desde 1989 e também é licenciado em Engenharia Química.

Assim, com as entrevistas pretendeu-se: confirmar se os presidentes de câmara contaram, desde a primeira hora, com os serviços de um gabinete de comunicação; averiguar as mudanças que têm ocorrido ao nível das necessidades de comunicação; validar a importância dos gabinetes de comunicação no desenvolvimento das políticas autárquicas; averiguar se os municípios praticam a comunicação municipal ou a comunicação política; analisar e comparar os objetivos, conteúdos, metas e estratégia global da comunicação municipal; determinar os públicos da comunicação municipal; confirmar se as assessorias assumem ou não funções estratégicas na tomada de decisão; apurar o número de municípios que tem um diretor de comunicação, qual o seu papel e tarefas que desenvolve; analisar e comparar o papel e tarefas dos gabinetes de comunicação; apurar quais são os municípios que assumem a utilização de práticas de marketing político ou de marketing eleitoral; analisar e avaliar a relação dos municípios com os media local, regional e nacional; avaliar a aceitação que os media dão à

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comunicação dos municípios; apurar se os líderes de opinião influenciam a comunicação municipal; verificar se o partido político que apoia o município ou o governo central influenciam a estratégia da comunicação municipal; apurar se os municípios recorrem a sondagens de opinião; verificar se os municípios já aderiram às novas ferramentas de comunicação; avaliar as principais vantagens e oportunidades, bem como as ameaças e desvantagens da comunicação em rede; analisar o que pensam os autarcas dos sítios municipais, enquanto veículos de informação privilegiada; avaliar a importância que os presidentes de Câmara atribuem ao Facebook e ao Youtube na estratégia de comunicação; apurar se os media tradicionais devem ser colocados em segundo plano; com a proximidade das eleições autárquicas, esclarecer se os autarcas vão alterar a estratégia de comunicação; apurar o que é que os diferentes públicos podem esperar da comunicação municipal e investigar quais os desafios comunicacionais para cada um dos autarcas entrevistado.

Com os inquéritos pretendeu-se: analisar desde quando é que existem os gabinetes de comunicação nos vários municípios; apurar se os gabinetes de comunicação fazem parte do organigrama do município e de quem dependem hierarquicamente; verificar a composição dos gabinetes; aferir o número de gabinetes que tem diretor de comunicação; apurar a percentagem de municípios em que os gabinetes de comunicação são imprescindíveis para o desenvolvimento da política autárquica; determinar se os municípios praticam a assessoria de imprensa ou de comunicação; validar a percentagem de gabinetes de comunicação que participa na agenda política do(a) presidente e dos vereadores, que prepara com o presidente(a) e ou vereadores as entrevistas a conceder aos media, que elabora os discursos para o/a presidente ou vereadores e que acompanha o presidente e ou os vereadores nos atos públicos; analisar e comparar as tarefas que os gabinetes desenvolvem; apurar quais são os suportes de comunicação mais eficazes; observar e comparar o tipo de informação que os gabinetes elaboram; avaliar a relação dos gabinetes de comunicação com os media; analisar as áreas de intervenção do plano de comunicação, bem como a sua periodicidade; aferir quais os municípios que têm um plano de comunicação de crise; validar se os municípios influenciam a imprensa regional; aferir a percentagem de municípios que tem página na rede social Facebook e contas no Youtube e no Twitter; analisar a comunicação na era das Redes Sociais; averiguar o que mudou na estratégia da comunicação do município com a utilização das novas ferramentas de comunicação; descobrir quais os próximos desafios para a comunicação municipal.

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Tendo em conta o objeto de estudo - A Comunicação Municipal no distrito de Viana do Castelo – e os objetivos da investigação acima descritos, a opção estratégica metodológica adotada foi a de triangulação de metodologias quantitativas e qualitativas. Com esta escolha, quis-se obter informação tão completa quanto possível no prazo para a elaboração do trabalho.

Na impossibilidade de se estudar a população total (308 municípios), recorreu-se a uma amostra com base em informantes privilegiados, isto é, a um conjunto de pessoas selecionadas intencionalmente, com informação e profundo conhecimento dos assuntos relacionados com o objeto de estudo em causa, para se obter a informação relativa às características da população, ou seja, para se obter a informação relativa aos dez municípios do distrito de Viana do Castelo. A seleção dos participantes realizou-se através de contacto telefónico. As entrevistas dirigiram-se aos 10 presidentes de câmara municipais do distrito de Viana do Castelo e foram realizadas 8. É de salientar que desta investigação apenas constam 7, já que o presidente da Câmara Municipal de Valença não autorizou a sua publicação, pelo que se optou por não inclui-la no trabalho. Também não foram realizadas as entrevistas com os presidentes das câmaras Municipais de Ponte de Lima e de Melgaço, apesar da insistência da autora. Os questionários foram direcionados aos 10 responsáveis pela área da comunicação de cada um dos municípios referidos.

Segundo Freixo (2010) caracteriza-se a amostra, deste estudo, como não probabilística, cuja técnica utilizada foi a amostra por seleção racional.

O presente estudo contém dados primários, obtidos através dos inquéritos e das entrevistas, e dados secundários, recolhidos através da Internet, nos sítios, Youtube e Twitter dos municípios em causa.

Os instrumentos de recolha de dados primários utilizados foram o inquérito por questionário e a entrevista, ambos elaborados pela autora para o efeito.

A entrevista é composta por 36 questões101. A maioria (32) das questões colocadas foi aberta, com vista a não direcionar as respostas e a dar maior liberdade ao entrevistado. Contudo, ainda contempla 3 questões fechadas e uma escala de Likert. As entrevistas foram realizadas por correio eletrónico, entre os meses de março e maio de 2012. Não obstante a disponibilização da autora para realizar as entrevistas presencialmente, os presidentes preferiram enviar via e-mail.

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O questionário inclui 42 perguntas102. A maioria das questões tem resposta fechada (as possibilidades de resposta estão previstas antecipadamente), e algumas destas questões têm a possibilidade de resposta múltipla. O guião do inquérito contém também sete questões abertas, sobre as novas tecnologias e a comunicação municipal, de modo a proporcionar uma maior liberdade ao entrevistado e obter informação mais rica qualitativamente. Foram colocadas diversas questões semiabertas, de modo a obter uma informação mais rica. O inquérito foi administrado por via indireta (sem a presença do entrevistador), entre os dias 19 de março e 31 de maio de 2012, nos municípios referidos, ao responsável pela comunicação. Os inquéritos foram todos respondidos via email.

Os dados secundários foram recolhidos e analisados nos endereços abaixo descritos no dia 13 de junho de 2012.

Desde o início da investigação, a informação quantitativa e qualitativa revelaram-se essenciais para permitir o exame exaustivo do objeto de estudo.

No que respeita ao tratamento de dados, as entrevistas, tal como já foi referido, foram respondidas por escrito e recebidas via email. Depois de registadas, procedeu-se à análise de conteúdo, mais concretamente à análise temática categorial, ou seja, procedeu-se ao cálculo e comparação das frequências de certas características, por se considerar que este seria o método mais adequado. É de referir ainda que as categorias foram formuladas a priori, ou seja, foram predeterminadas, por se considerar que existiam unidades de registo bem definidas quer pela determinação das hipóteses e elementos associados, quer pelo enquadramento teórico, quer pela experiência profissional da autora. Algumas questões foram analisadas isoladamente. Noutras compararam-se os pontos comuns e os diferentes e foram justificadas com as afirmações dos autarcas. Outras questões foram agrupadas, por estarem, na opinião da autora, estreitamente ligadas e por se complementarem. Foram agrupadas as questões 5 e 7; 8 e 9; 12, 13, e 14; 15, 16 e 17; 19, 20 e 21; 27 e 28; e as 30 e 31. Os autarcas são referidos pela ordem alfabética dos municípios que lideram.

No que respeita ao tratamento de dados dos questionários, procedeu-se a uma análise quantitativa e a uma análise qualitativa, isto é, de conteúdo. De modo a cumprir os objetivos e hipóteses propostas, as respostas fechadas foram tratadas com recurso ao programa informático SPSS - Statistical Package for Social Sciences (versão 19), ou

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seja, utilizaram-se os procedimentos básicos de estatística descritiva. Já para as questões abertas e semi abertas, tal como nas entrevistas, recorreu-se à análise de conteúdo, já explicada anteriormente. É de salientar que as questões sobre dados numéricos dos sítios municipais e das páginas das redes sociais são aquelas que apresentam maior taxa de não-resposta, ainda que não invalide os resultados obtidos. Todas as outras questões foram respondidas pela maioria dos responsáveis pela área da comunicação dos respetivos municípios. Dada a sua complementaridade, foram agrupadas as questões 13, 14 e 15; 16, 17 e 18; 24 e 25; 28, 29, 30 e 31; 32, 33, 34 e 35; 36 e 37; 38 e 39.

Os dados secundários foram analisados comparativamente.

Capítulo III - Os presidentes de câmara revelam como comunicam as

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