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1-O QUE ERA O NÚCLEO NA ÉPOCA QUE PERTENCIA A CESP? FALE DOS PONTOS FORTES E FRACOS.

2-O QUE E A CIDADE DEZ ANOS APÓS TER SE EMANCIPADO E SE TORNADO MUNICÍPIO? FALE DOS PONTOS FORTES E FRACOS 3-NA SUA OPINIÃO O QUE MAIS MOTIVOU A POPULAÇÃO A QUERER SE DESVENCILHAR DA CESP? COMO AVALIA O

RESULTADO DO PLEBISCITO QUE APROVOU A EMANCIPAÇÃO DE ILHA SOLTEIRA DE PEREIRA BARRETO, NO DIA 19 DE MAIO DE 1991 EM QUE APENAS 96 ELEITORES DISSERAM “NÃO” E 7,5 MIL DISSERAM “SIM”?

4-O QUE ESPERAVA QUE FOSSE O PAPEL DA CESP APÓS A EMANCIPAÇÃO? FRUSTRAÇÃO? CONCORDÂNCIA? OU CONFORMADO?

5-QUEM SENTIU MAIS OS IMPACTOS DA EMANCIPAÇÃO? OS EMPREGADOS E EX-EMPREGADOS? A POPULAÇÃO “AGREGADA”? 6-EM UMA PALAVRA OU FRASE: O QUE REPRESENTAVA A CESP PARA A COMUNIDADE? O QUE REPRESENTA HOJE?

ANEXO A – A EMPRESA – CESP RESUMO HISTÓRICO

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) ainda é a maior produtora de energia elétrica do Estado de São Paulo, com potência total instalada de 7.455,30 MW, e a terceira maior do Brasil, possuindo seis usinas hidrelétricas integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Formação

A CESP foi inicialmente constituída, em 5 de dezembro de 1966, pela fusão de onze empresas de energia elétrica que atuavam isoladamente, a fim de centralizar o planejamento e racionalização dos recursos do estado de São Paulo no setor energético, recebendo o nome de Centrais Elétricas de São Paulo.

As onze empresas fusionadas, das quais cinco eram empresas de economia mista com participação majoritária do governo estadual, eram:

Usinas Elétricas do Paranapanema (Uselpa),

Companhia Hidroelétrica do Rio Pardo (Cherp), que detinha o controle acionário de:

Central Elétrica de Rio Claro (Sacerc) e de suas associadas; Empresa Melhoramentos de Mogi Guaçu;

Companhia Luz e Força de Jacutinga e Empresa Luz e Força de Mogi Mirim

Centrais Elétricas de Urubupungá (Celusa),

Bandeirante de eu sei que eh dificil mas acredite Eletricidade (Belsa), que controlava:

Companhia Luz e Força de Tatuí e Empresa Luz e Força Elétrica de Tietê

A CESP, a partir de sua criação, passou a ser a maior empresa de geração de energia elétrica brasileira.

Primeira alteração

Em 27 de outubro de 1977, a razão social da CESP foi alterada para Companhia Energética de São Paulo. Com isso, procurava-se ampliar a atuação da empresa, abrindo espaço para o desenvolvimento de outras formas de energia que não somente a hidrelétrica. Assim teve início o estudo de fontes alternativas de energia, como o hidrogênio e o metanol. Passou, então, a ser uma empresa reconhecida mundialmente em função de sua tecnologia desenvolvida nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Os trabalhos desenvolvidos na área de meio ambiente e hidrovia foram pioneiros no setor elétrico brasileiro, e serviram de referência ao setor.

Porto Primavera

Em 1980, durante o governo de Paulo Maluf, iniciou-se a construção da Usina hidrelétrica Porto Primavera nos municípios de Rosana (paulista) e Bataiporã (sul-matogrossense). Embora prevista para ser colocada em funcionamento em 1988, por desvio de verbas a obra atrasou-se até o fim da década de 1990.

Devido ao pouco reclive do local, o tamanho da área a ser inundada para a criação da barragem da usina era gigantesco – o maior lago artificial do Brasil e um dos maiores do mundo, com 2.250 Km², ou 225 mil hectares, maior que o de Itaipu, e aumentando em nove vezes o leito do rio Paraná. Tudo isso para produzir uma quantidade muito pequena de energia elétrica, 1.800 megawatts, o que fazia da Usina de Porto Primavera a terceira mais ineficiente do mundo em termos de custo e benefício.

A região inundada pelo lago, em sua maior parte no estado de Mato Grosso do Sul, tratava-se da maior e melhor reserva de argila da América do Sul, era um importante sítio arqueológico e abrigava quase duas mil famílias ribeirinhas. Também se tratava de um dos ecossistemas de maior

biodiversidade do Brasil e do mundo, com características semelhantes às do Pantanal, abrigando dezenas de espécies animais e vegetais em extinção. Po r esses e outros motivos, várias ações judiciais passaram a ser movidas contra a CESP.

Quando, em novembro de 1998, a companhia conseguiu se livrar de uma ação do Ministério Público de Presidente Prudente, iniciou, sem licença ambiental, o apressado enchimento do reservatório de Porto Primavera. Por ter a área muitos varjões, até mesmo as tentativas de capturar os animais ali localizados haviam fracassado e, assim, milhares deles, muitos em extinção, morreram afogados. Em um mês, 253 dos 257 metros do reservatório estavam cheios. Este foi considerado o maior desastre ecológico da história do Brasil. Era intenção da CESP e de seu presidente, Andrea Matarazzo, completar os trabalhos na Usina de Porto Primavera para que se pudesse dar procedimento à privatização da companhia.

Privatização

O governo do Estado de São Paulo promoveu, a partir de 1996, o processo de privatização do setor de energia do Estado com a regulamentação por lei estadual número 9.361/96 e coordenado pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED).

Em 5 de novembro de 1997, foram vendidas 60,7 % do total de ações ordinárias da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), controlada pela CESP desde 1975. Em 1º de junho de 1998 foi criada a Elektro - Eletricidade e Serviços, subsidiária da CESP. A Elektro reunia os serviços de distribuição de energia elétrica, com um milhão de clientes distribuídos por 228 municípios nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A privatização da Elektro ocorreu em 16 de julho de 1998, com a venda de 90% das ações ordinárias em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Em abril de 1999, a CESP passou por uma cisão parcial.

Foram criadas três empresas de geração e uma de transmissão de energia elétrica. A empresa de transmissão, chamada de Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, permanecerá sob controle do governo. Das empresas de geração, duas já foram privatizadas: a Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema, cujo

leilão na Bovespa ocorreu em 28 de julho de 1999, e a Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, privatizada em 27 de outubro de 1999.

A CESP também alienou sua participação na Companhia de Gás de São Paulo

(Comgás), vendendo em leilão na Bovespa, em 14 de abril de 1999, os 61,9 % que tinha do capital social daquela empresa.

O Governo do Estado de São Paulo decidiu dia 15 de maio de 2001, por recomendação do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização, adiar a realização do leilão de venda de ações do capital social da CESP, objeto do edital SF/006/2001, que seria realizado dia 16 de maio de 2001, nas dependências da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em São Paulo.

O adiamento decorreu de circunstâncias supervenientes alheias à vontade do Governo do Estado, relacionadas com a indefinição quanto às medidas de contenção do consumo de energia elétrica, que ainda não haviam sido anunciadas pelo Governo Federal que poderiam influenciar significativamente o comportamento do mercado em geral. Em consequência do adiamento, o Governo do Estado fará publicar oportunamente novo cronograma geral da licitação designando nova data para a realização do leilão.

Usinas

A CESP possui seis usinas hidrelétricas: Três instaladas no Rio Paraná:

Ilha Solteira;

Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera); e Engenheiro Sousa Dias (Jupiá);

Uma localizada no Rio Tietê: Três Irmãos; e

Duas na bacia do Rio Paraíba do Sul: Paraibuna, no Rio Paraibuna; e

Todas as usinas da CESP são integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e despachadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os reservatórios de Ilha Solteira e Três Irmãos são interligados pelo canal

Pereira Barreto, que é navegável, possibilitando que embarcações oriundas da bacia do Tietê possam ter acesso à bacia do Paraná e vice-versa.

Mercado

O mercado consumidor suprido pela CESP é composto pelas principais distribuidoras de energia elétrica do estado de São Paulo: Eletropaulo, Bandeirante energia, CPFL e Elektro.