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Carl I. Hagen (FrP): Først til det generelle som Jens Stoltenberg tok opp. Jeg kan være enig i at etter et valg

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Aguinaga, catedrático emérito da Universidade Complutense de Madrid, confere ao jornalismo a condição de teoria própria, diferenciada da teoria da informação e da teoria da comunicação, desde que em 1984 defendeu a tese de doutoramento sobre a «Episte- mologia do exercício jornalístico». A formalização da sua investigação parte de ideias tradicionais que supera e de novas ideias que propõe. «A antítese do jornalismo concebi-

46 Adam, idem, p.20.

47 Hudec, Vladimir (1980), O que é o Jornalismo, Lisboa, Editorial Caminho.

48 Morin, Edgar, citado por Alsina, Miguel Rodrigo (2005), La Construcción de la noticia, Barcelona, Paidós, p.48.

do como sistema é o jornalismo como estilo. Paralelamente à tese do jornalismo como ci- ência corresponde a antítese do jornalismo como arte, do mesmo modo que ao jornalismo como modo classificatório corresponde o jornalismo como modo narrativo.»(49)

A dimensão científica do jornalismo, que o autor suscita, «situa-se não só no qua- dro das ciências sociais, mas também no da teoria do conhecimento».(50) Reconhece que

há uma «resistência tradicional» em aceitar a dimensão científica do jornalismo, a qual constitui «uma inércia que tanto procede da ignorância sobre a existência e formalização da teoria ou essência jornalísticas como da esmagadora presença dos efeitos ou resulta- dos práticos do próprio jornalismo». Funda a sua proposta em princípios enunciados por diferentes autores.

O primeiro deles é Juan Beneyto, que em 1957 criou o neologismo «periodificação» com base no conceito de periodização. A «periodificação» «consiste em agrupar as ideias e os acontecimentos em parcelas determinadas pela cronologia.» Para Beneyto, o «jor- nalista é, antes de mais nada, um ordenador de informações e opiniões».(51) Refere-se ao

conceito de actualidade de Ángel Benito, que a considera uma «invenção»(52) dos jorna-

listas, que recriam os factos para facilitar o seu conhecimento geral.

O sistema científico que preconiza assenta, como afirma o autor, em bases também reconhecíveis nas obras José de Luis Martinez Albertos, Carlos Luis Álvarez e Nunez Ladevéze, entre outros. Mas funda-se também em princípios, como o de selecção jor- nalística, com fundamentos idênticos aos utilizados por Tobias Peucer na Universidade de Leipzig, no século XVII. Recorre ainda à tabela periódica de Mendeleyev, enquanto sistema de classificação dos elementos em função dos seus pesos atómicos, à tradição da taxonomia representada por Linneo e ao princípio de indeterminação de Heisenberg. As duas primeiras como contributos para a classificação e a terceira para a aplicar à função jornalística enquanto geradora de uma nova realidade. «Toda a realidade pelo facto de ser medida é modificada».

O jornalismo é essencialmente, segundo Aguinaga, «um sistema de classificação da realidade, constituída por factos e opiniões actuais, mediante operações metódicas de selecção e avaliação, efectuadas por aplicação de factores de interesse, próprios de cada âmbito social, e de factores de importância, próprios de cada meio de comunicação jorna- lística». Tal sistema proporciona uma «imago mundi» da realidade.

A dimensão científica do jornalismo, diz, «situa-se não só no quadro das ciências so- ciais, mas também no quadro da teoria do conhecimento». A sua finalidade não é a infor-

49 AGUINAGA, Enrique de (1987b), Trabajo de investigación presentado al concurso convocado por resolución de la Universidad Complutense de Madrid, de 25 de agosto de 1987, para la provisión de la plaza de catedrático del Área de Periodismo. Madrid, Facultad de Ciencias de la Información.

50 Aguinaga, Enrique de, “Hacia una teoría del periodismo”, in Estudios sobre el mensaje periodístico, nº7, 2011, Madrid, Serviços de Publicações da Universidade Complutense.

51 Beneyto, Juan (1957), “El saber periodístico”, en Discursos pronunciados en los actos de apertura del año académico 1957-1958. Madrid-Barcelona, Escuela Oficial de Periodismo. A obra foi reeditada em 1974 pela Editora Nacional, Madrid.

mação, mas «a transformação da informação em conhecimento», isto é, «a organização do caos acumulativo dos dados em uma forma de saber que é o saber jornalístico».Se a finalidade do jornalismo não é a informação, também não é a busca da verdade. Segundo Aguinaga, o jornalismo busca a «notícia, o que não é o mesmo, nem muito menos, ainda que a notícia deva ser verdadeira».

Cita Alvarez, o qual escreve que acreditamos ser o céu estrelado «o acme da harmo- nia porque o projectamos sobre um plano e introduzimos a ordem das constelações. Mas na verdade é um caos. Assim se passa com a actualidade, onde se juntam fenómenos de toda índole de forma abrupta e por vezes arbitrária, ainda que os projectemos em seguida ordenadamente nos jornais.»(53)

«Mundo, realidade, actualidade, classificação, importância, selecção e avaliação», constituem para Aguinaga os sete termos que resumem «o repertório de ideias para iniciar uma análise científica do jornalismo». Na perspectiva teórica de Aguinaga, «a transfor- mação da informação em conhecimento, operação capital do jornalismo, é em definitivo um modo de ordenação do caos da realidade para que resulte inteligível». Aduz que o jornalismo ao «classificar a realidade de modo interpretativo, cria uma nova realidade».

Pode dizer-se, estabelece Aguinaga, que «o homem informado jornalisticamente vive uma realidade artificial, que não falsa», a qual é produto da aplicação de uma tabela de valores que distribui a importância e o interesse dos factos segundo o critério sub- jectivo do meio. O «sistema jornalístico elevou a categoria quotidiana o axioma de que só existe aquilo de que se informa». Salienta que «se renovam as ideias teóricas sobre a importância e o interesse, sobre a actualidade, sobre o conteúdo e o continente, sobre a estrutura do conjunto, sobre os actos próprios e, em definitivo, sobre a base do sistema de classificação de a realidade».

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