Kapittel 3: Kristne og jøder – historiske forhold
3.1.6 Middelalderen, inkvisisjonen og reformasjonen
Constatámos no decurso do nosso estudo que os alunos dos PALOP elegem Portugal como país que lhe há-de proporcionar uma formação superior porque acreditam na qualidade do nosso Sistema de Ensino. Deixam o seu país em busca de um grau académico e de uma sólida aquisição de competências. Almejam aceder a uma profissão que lhes garanta um futuro promissor e cujo acesso, no seu país, será facilitado por via desta qualificação.
Vêm, no entanto, muitas vezes em condições de incerteza e sujeitam-se a situações de grande fragilidade o que, por vezes, acaba por pôr em causa o sucesso e a concretização dos seus objectivos. Enfrentam obstáculos a vários níveis que se prendem com dificuldades de integração reflectidas na diferença de culturas, hábitos e língua.
Também a diferença entre os sistemas de ensino português e o do seu país os leva a sentir dificuldades de adaptação, por vezes difíceis de superar, e que os conduzem ao insucesso escolar.
A ausência da família e dos amigos, aliada a grandes dificuldades de ordem financeira, leva a que estes alunos se vejam obrigados a recorrer a formas de subsistência alternativas, como procurar um emprego ou a recorrer a empréstimos bancários, já que as
bolsas de estudo de que são titulares registam grandes atrasos no pagamento, não chegando muitas avezes a ser suficientes para as suas necessidades.
Por todas estas razões, os estudantes oriundos dos PALOP necessitam e desejam um apoio de diversa pessoas e estruturas que os ajudem a superar aquelas contrariedades, como apresentamos no Quadro 14, onde se regista, para cada opção, a situação que obteve mais respostas.
Quadro 14 - Resumo das respostas à questão 16 do questionário
Factores que influenciam a integração
Indispensável
Muito importante
Importante
Pouco importante Nada importante
O apoio dos colegas 37,90%
O gosto pelo curso 44,70%
Ter uma bolsa de estudo 39,70%
O gosto por Portugal 45,70%
O Apoio social do Instituto 38,60%
O apoio financeiro da família 55,30%
O apoio de outras pessoas 56,90%
A motivação para a integração 44,20%
Fonte: elaboração própria
Perante uma lista de factores que podem influenciar a sua integração em Portugal e no Instituto Politécnico, 55,3% dos inquiridos apontam o apoio financeiro da família como indispensável, sendo este o factor que regista um maior número de respostas naquele nível.
A motivação é classificada como indispensável em 44% das situações e o apoio dos amigos é visto como muito importante em 37,9% dos casos.
Relativamente ao apoio social do Instituto 26,9% dos inquiridos consideram-no importante, 38,6 % muito importante, sendo que 26,3% o considera indispensável.
Em suma, registamos que 91,4% dos inquiridos atribuem importância ao apoio da Instituição que os acolhe.
Embora não consigamos estabelecer uma ligação entre os Apoios Sociais concedidos pelos SAS de cada Instituto e a preferência dos estudantes por essa Instituição, consideramos que as dificuldades sentidas pelos alunos, atrás referidas, obrigam a uma resposta concreta por
parte dos responsáveis do país que os recebe e em particular da Instituição de Ensino Superior que os acolhe.
Pela análise dos questionários, registamos que a esmagadora maioria dos estudantes oriundos dos PALOP desenvolve expectativas quanto ao apoio que Portugal lhe possa conceder no prosseguimento dos seus Estudos Superiores, designadamente através dos Serviços de Acção Social do Instituto que frequentam. Recorde-se que 91,3% daqueles alunos dão importância ao apoio social do Instituto e 64,7% consideram-no muito importante ou indispensável. Apenas 26,9% dos inquiridos estão satisfeitos com o apoio do Instituto.
Observamos no ponto 7.2. que, na generalidade, se tratam de estudantes com graves carências económicas e por isso necessitados de um apoio Institucional mais próximo e urgente.
Por força do diploma legal que os coloca no Ensino Superior português, é expectável que estes estudantes sejam já detentores de uma bolsa de estudo, estando por isso vedada a atribuição daquele apoio por intermédio da Acção Social no Ensino Superior. No entanto, verificamos que uma percentagem elevadíssima dos inquiridos actualmente não é bolseira. Sobrevive em Portugal com o apoio da família e nalguns casos com recurso a verbas auferidas enquanto trabalhador estudante.
A ausência de bolsa de estudo justifica-se, nalgumas situações, pela perda do seu direito resultante da falta de aproveitamento escolar. Noutras situações, relatadas por alguns dos inquiridos, as bolsas de estudo obtidas no país de origem muitas vezes não chegam a ser pagas, ou quando o são registam vários meses de atraso no seu pagamento.
Estamos, pois, perante uma situação de grande fragilidade vivida por estes estudantes. Registámos que é muito reduzida a percentagem de alunos dos PALOP, matriculados no Ensino Superior português com família em Portugal29. Estes jovens estão, por isso, desprovidos de qualquer tipo de suporte e apoio familiar que lhes permita enfrentar as dificuldades materiais e humanas decorrentes da frequência de um curso superior. Estas dificuldades são agravadas por se tratar de estudantes afastados do seu país de origem.
O apoio que recebem da família em termos financeiros nem sempre é suficiente e por vezes tarda em chegar. São estudantes que permanecem em Portugal durante todo o tempo em que decorre a sua formação sem possibilidade de visitarem o seu país e a sua família, pelas dificuldades económicas já referidas.
Indiscutivelmente, são alunos que precisam de apoio e, por isso as Instituições que os acolhem devem promover acções para melhor as condições físicas e humanas da sua permanência em Portugal.
Capítulo 8
Sugestões para uma Política de Acção Social dirigida aos
estudantes dos PALOP