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Microstructure might reveal physiology and growth pattern

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Anjo Auxiliar de Deus Desobediência - Espada Espada Ordenou Poder + Refúgio Natureza Nos tranqüilizar Paz + Monstro Caricaturas Negativo Lado negativo do homem -

Cíclico Energia Facilita a vida Vida + Personagem Fantasma Criança Alegria +

Água Rios e mares Nos doa a vida, poder e alimentos Poder e generosidade +

Animal Alegria/Peixe Paz Beleza +

Fogo Essência Vida Poder +

positivo

V= 6 M= 3 V= 6 M= 3

6.2.2 Protocolo n.º 2: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Folhas Mudança Renascimento + Espada Espada Brincadeira Socializar + Refúgio Jardim Refúgio Sossego +

Monstro Fantasma Bem Paz +

Cíclico Lago Regar Vida (água que gera vida) + Personagem

Água Lago/rio Regar Vida +

Animal

Fogo Fogo Queimar Depurando +

Positivo

6.2.3 Protocolo n.º 3: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Uma pessoa Maratona Corpo humano +

Espada Espada Ajudar Magia + Refúgio Árvore Apoio Refúgio + Monstro Gafanhoto Medo Monstro -

Cíclico Cachoeira Gerar Ciclo da vida + Personagem Superman Voar Vitória +

Água Torneira aberta Sair água Higiene +

Animal Borboleta Alegria Liberdade + Fogo Lenha/fogueira Cozer Prazer +

positivo

V= 7 M= 0

V= 8 M= 1

6.2.4 Protocolo n.º 4: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Folhas Outono Natureza +

Espada Espadas Ferir Arma -

Refúgio Serras Refúgio Paz +

Monstro Ser humano Mãe Negativo - Cíclico Engenhoca Passar sede Alimento +

Personagem Mãe Amor Ninar +

Água Rio Vida Natureza +

Animal Peixe Alimento Natureza + Fogo Fogueira/Aquecer Iluminar Conforto +

positivo

6.2.5 Protocolo n.º 5: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Vaso de flores Enfeitar Alegria + Espada Espada Instrumento de arte Travessuras -

Refúgio Casa Aconchego Um lar +

Monstro Lobo Assustar Medo -

Cíclico O sol Iluminar Energia + Personagem Menino maluquinho Fazer travessuras Criança travessa -

Água Meio ambiente Acolher o peixe Natureza +

Animal Peixe Alimento Pescaria + Fogo Fogueira Aquecer Um modo de assar peixe +

positivo

6.2.6 Protocolo n.º 6: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Chuva Impedimento Chuva - Espada Espada Brinquedo Alegria +

Refúgio Igreja Oração Paz +

Monstro Cigarro Doença Morte - Cíclico Cérebro Pensar Razão + Personagem Anaconda Lazer Anaconda +

Água Rio Contemplar Passeio +

Animal Peixe Beleza Natureza + Fogo Fogueira Aquecer Calor +

positivo V= 7 M= 2 V= 7 M= 2 V= 6 M= 3

6.2.7 Protocolo n.º 7: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Maduro Alimento Coco + Espada Espada Cortar o coco +

Refúgio Bicicleta Correndo +

Monstro Policial Incompreensivo -

Cíclico O boneco Mau -

Personagem POLICIAL Peixe +

Água Praia Fonte de vida +

Animal Peixe Mergulho +

Fogo Queimadas Destruindo -

positivo

6.2.8 Protocolo n.º 8: AF

Elemento Representado por Função/papel Simbolizando

Queda Copo Utensílio doméstico Matar a sede +

Espada Espada Arma Espada +

Refúgio Refúgio Esconder Toca + Monstro Monstro Devorar Lobo mau -

Cíclico Lâmpada Iluminar Lâmpada - Personagem Pica-pau Bebendo água Pica-pau +

Água Chuva Dificuldade Obstáculo - Animal Ovelha Animal Animal +

Fogo Fogo Destruir floresta Destruição -

positivo

A análise “funcional” – Vida/ Morte – dos protocolos dos sujeitos da pesquisa apresentou um imaginário positivo, quando da realização do teste.

V= 5 M= 4 V= 6 M= 3

(IN)CONCLUSÃO

Universo Mítico Revelado: para uma organizacionalidade antropolítica

[...] o imaginário – concebido como o universo das configurações simbólicas e das práticas sociosimbólicas, culminando na dinâmica sociocultural e organizacional dos mitos, pois o aparelho simbólico encontra no mito, e em suas elaborações societais, a dinâmica e o epicentro – tem sua razão de ser na reação contra a angústia do tempo e da morte [...]. R. Bastide ao comentar o enforque mitanalítico de Durand, evidencia que toda época vive, no mínimo, dois mitos – lembremos que o mito é a formação por excelência do imaginário (PAULA CARVALHO, 1990, p. 142-144).

Definido os objetivos da pesquisa que deu base a esta dissertação “Conhecer o imaginário de um grupo encarregado pelos cuidados assistenciais cotidianos dos idosos, asilados no Parque Assistencial Jorge Cauhy, ILPI, em Brasília, DF”, elegeram-se os pressupostos teóricos, de modo a permitir que lentes embaçadas fossem clareando e iluminando faculdades como a de observar, de refletir, de sentir, de compreender, de analisar e de pensar, para os encaminhamentos às respostas.

O AT-9, a escuta, bem como a teoria do imaginário de G. Durand, a teoria gerontológica e a bibliografia consultada e registrada nesta dissertação constituíram o meio para a realização da dissertação.

O conhecimento do imaginário dos sujeitos-autores, por meio da análise efetivada, confirmou o entendimento de Loureiro (2004a), como explicitado no item 3.1 desta dissertação, ser o imaginário “a forma de vencer o medo, que se expressa na visão própria de mundo, lutando, acomodando-se ou convivendo com ele”. As representações, desenhadas e ditas oralmente e ou por escrito, de forma individual e grupal, permitiram a leitura da paisagem mental configurada no grupo de cuidadores de idosos, no trajeto antropológico. Trajeto antropológico que relembramos, com Durand (1989, p. 29), ser “a incessante troca que existe no nível do imaginário entre as pulsões subjetivas e assimiladoras e as intimações objetivas que emanam do meio cósmico e social”.

Born (2008, p. 5) referindo-se aos idosos anota que “uma grande parte da violência contra essa população acontece dentro da família ou em Instituições de Longa Permanência para Idosos frequentemente, por falta de preparo do cuidador”. Pode-se constatar na ação dos cuidadores de idosos do asilo, ações desinformadas

e trato inadequado àquela população. Escutar o imaginário do grupo de cuidadores de idosos colocou em relevo a imprescindibilidade de uma maior e melhor formação destes: cuidados eficazes, eficientes e relevantes ao idoso institucionalizado, como uma forma de prevenção à violência.

Tendo se caracterizado como pesquisa qualitativa culturanalítica com o objetivo declarado, agora, em um processo urobórico, apresenta-se o imaginário do grupo de cuidadores, sujeitos da pesquisa.

Os dados advindos da análise estrutural revelam que o imaginário do grupo, constituído por oito cuidadores de idosos, se configura com uma durandiana estrutura sintética. A antifrasia se fez presente no imaginário do grupo em dois destes oito sujeitos. A desestrutura, quer dizer, a ausência de estrutura, a falta de coerência mítica, apareceu em um sujeito; a presença do heroísmo (impuro, pois deixou se imiscuir nele, laivos de antifrasia), foi detectado em um sujeito. Em síntese, a pesquisa identificou no grupo:

• Quatro protocolos que revelaram estrutura sintética do imaginário;

• Dois protocolos que deixaram emergir a estrutura mística do imaginário; • Um protocolo desestruturado, com tendência à disseminação;

• Um protocolo revelou um imaginário com estrutura heróica impura.

O quadro abaixo evidencia a predominância da estrutura sintética detectada nos protocolos e, de forma sintetizada, alguns pontos das respectivas análises:

Sujeito Microuniverso mítico

Os sujeitos dos protocolos 1, 2, 3 e 4 foram os que revelaram um universo mítico com estrutura sintética.

O n.° 1 apresentou-se tanto em sua postura/conduta cotidiana quanto no teste e na escuta movimentos de ir e vir, indo à luta heroicamente, mas recolhendo-se preferencialmente na costura.

O n.°2 imagina-se em ação heroica, altruísta de fazer o bem ao semelhante, mas em outros momentos evidencia imagens místicas, até mesmo relatando o medo/insegurança em cuidar do idoso, quando opta em trabalhar na confecção de fraldas.

Com o n.° 03 ocorre redobramento do personagem no elemento queda (uma pessoa) e no elemento personagem (superman) caracterizando a forma 1 Sintético dramático

disseminatório 2 Sintético simbólico 3 Duex sintético

sincrônico, com laivos de desestrutura

4

Duex

sintético/sincrônico

sincrônica de duplo universo existencial sincrônico. Segundo Durand (1988, p.16), “[...] os duplos universos sincrônicos representam simultaneamente duas ações temáticas”. A característica sintética é evidenciada nas ações imaginárias do elemento personagem, quando este reage ante “as angústias do passar do tempo e do medo da morte”, redobrando-se em superman para livrar-se do perigo, mas no momento seguinte, não ataca o monstro, prefere fugir, característica da estrutura mística. O elemento monstro é representado por um gafanhoto, que segundo Durand (1989) simboliza o arquétipo do caos, da agitação. Na sua vida pessoal o sujeito-autor vive momentos de dificuldades e quase desestruturada, pois se trata de chefe de família mulher, separada, migrante e desempregada.

O cuidador n.° 4 dá ao elemento monstro a função de mãe, simbolicamente negativo para ele. Mas no desenho é mãe carinhosa e na narrativa aparece “bailando” (embalando) o filho, representando o movimento. A disseminação se evidencia no próprio movimento do personagem/mãe “bailar” (embalar) o filho, e no moer a cana, redobrado em outro personagem.

5 Místico/ antifrásico

Os sujeitos dos protocolos 5, 6, 7 e 8 são os cuidadores formais contratados pela ILPI e não são da religião espírita.

Tem-se no protocolo 05 um monstro representado pelo lobo mau, identificado, no quadro do teste, com o papel de assustar, simbolizando medo. Porém, não é o que ocorre na narrativa, pois o lobo mau não ataca e consequentemente não assusta o personagem e esse não vai ao ataque heroicamente com o uso da espada para se defender, até porque a espada é instrumento de arte de um menino maluco. O heroísmo aparece como impureza em um cenário místico.

No protocolo 7, o elemento monstro se representa com a imagem de um policial, monstro que não ataca, O personagem manifestou vontade de eliminá-lo da narrativa e respondeu às perguntas: “se tivesse de participar da cena composta, onde estaria? O que faria? gostaria de ser o peixe do mar que pulava de alegria, Esta projeção (no peixe) deixou emergir presença da estrutura mística.

7 Místico/antifrásico

6 Desestruturado com

tendência à disseminação

O sujeto-autor do protocolo 6 aparece, no início da narrativa, como “pessoa muito perturbada”; depois há confusão da anaconda como monstro arrepiante e personagem, e aparece no quadro como protagonista da dramatização imaginada (eu).

Na escuta, o sujeito-autor revelou ser esta pessoa perturbada, pois vive um momento difícil em sua vida pessoal, o que a faz fumar mais, causando danos à saúde. A desestrutura se apresentou na narrativa e também no desenho. Contudo, observou-se tendência à disseminação, pois na narrativa confusa aparecem as estruturas heroica e mística.

8 Heroico e impuro, com traços de desestrutura

O protocolo 8 apresentou microuniverso heroiico, embora impuro e com traços de desestrutura. Na escuta, o cuidador mostrou-se consciente da sua importância junto aos idosos e relatou que se coloca a serviço deles, (assim como no protocolo do teste, deixa registrada a tentativa de defesa da ovelha em perigo), tentando dar-lhes o amparo que a instituição deve oferecer a eles. Tal relato desvela a coincidência com os dados míticos encontrados por meio do teste AT-9.

A última resposta do teste: Se tivesse de participar da cena composta, onde você estaria? O que faria?- Eu seria a pessoa que mataria o monstro. O heroísmo impuro está evidente com traços de desestrutura.

O imaginário colhido nas representações imagético-simbólicas, contidas nos microuniversos míticos do grupo sujeito deixou evidente a presença de um imaginário com estrutura localizada no regime noturno das imagens. Esta é a paisagem mental do grupo de cuidadores: sintética/disseminatória. Durand (1988, p.

15), referindo-se ao microuniverso sintético, diz que: “há tendência de o universo místico emergir nas reações heróicas, e inversamente [...]”, aspecto percebido no imaginário do grupo de cuidadores, uma vez que na maioria dos protocolos observam-se características da estrutura heróica e da estrutura mística.

Considera-se positivo o imaginário do grupo de cuidadores, quer dizer, a idéia de vida se sobrepõe à idéia de morte no imaginário sintético/disseminatório do grupo. Assim, o imaginário detectado no grupo os favorece, conforme a demanda que se apresentar nas suas atividades de cuidadores. Mas a desestrutura apresentada no imaginário de um dos sujeitos e embebendo outros precisa ser considerada e revista. Durand (1989) chama atenção para o fato de que o que importa é a maneira de carregar o mundo e não meramente efetuar uma classificação de estruturas. A desestrutura apresentada pode estar relacionada com a dificuldade encontrada na atividade de cuidar, com o estresse que a atividade pode causar e à necessidade de maiores informações quanto a tarefa a desempenhar, especificamente, em uma ILPI. Saber o que é a velhice, como pode se dar de formas diferentes o processo de envelhecimento a as realidades dos idosos, notadamente do idoso afastado de seus familiares dos seus cantos e recantos amados fora do asilo, da solidão e das possíveis doenças trazidas ou adquiridas no asilamento e por conta dele, é de fundamental importância. Saber que mesmo no voluntariado estes conhecimentos precisam ser considerados, passados e repassados, relembrados e confirmados sempre é fundamental.

No que se refere aos pontos fortes dos cuidadores, observam-se a paciência, a honestidade, a solidariedade e a boa vontade em assistir os idosos, seja lidando diretamente com eles ou em outras atividades do asilo, que reverta no seu bem- estar. Os cuidadores que não revelaram religiosidade também se mostraram solidários e dispostos a fazer o melhor pelo idoso, mesmo os que relataram ter como motivação ao trabalho a necessidade financeira. Essas características são importantes e fazem parte de alguns componentes básicos do cuidado definido por May (apud FRAGOSO, 2008) explicitado no item 2.3.2 da dissertação.

Apesar da ressalva feita sobre a forma como ocorreu a realização do teste, a análise dos protocolos e a escuta efetuada apontaram aspectos negativos, relacionados à insegurança nas tarefas do cuidado diário, o que deixa aparecer uma insatisfatória formação desses cuidadores, e evidencia a carência de conhecimentos a cerca da velhice, do envelhecimento e dos componentes básicos prioritários para

se cuidar de idosos, conforme explicitado por Fragoso (2008), no item 2.3.2 da dissertação.

Fragmentos dos relatos, colhidos na escuta com os sujeitos da pesquisa, evidenciam esta constatação:

Lidar diretamente com o idoso é como cuidar de um recém-nascido quando não se sabe. No máximo eu me arrisco de vez em quando em dar comida na boca do idoso, pois me sentiria muito insegura em cuidar da higiene do idoso, tocar diretamente no seu corpo (protocolo n°2, teste e escuta);

“Quando eu chego, passo em todos os pavilhões e procuro saber se está tudo bem, se vejo que algo precisa ser feito, chamo o monitor” (protocolo

n°1, teste);

“não sabemos por que eles tem que viver assim no asilo, uns rejeitados pela família, outros nem família tem, só quem sabe é Deus”. (escuta protocolo n°

4);

“muitos deles são assim... como crianças, não têm noção de nada” (escuta protocolo n.° 5)

“com esse idoso você não consegue se comunicar.” (escuta protocolo n°7); “são disponibilizadas muitas atividades, passeios para eles, mas eles não gostam de participar não, só participam com gosto mesmo, quando é passeio em chácaras” (relato de um cuidador, confirmado por vários); “os idosos não podem colaborar na cozinha, não é um ambiente seguro, pois tem os materiais perfurantes” (escuta de um cuidador ratificado por muitos)

“atividades? Tem sim, mas como você pode ver no jogo de dominó, artesanatos, é sempre esse pequeno grupinho que participa, a maioria não se interessa”. (escuta protocolo n.° 8).

Estas falas dos cuidadores de idosos formais contratados e informais voluntários da ILPI deixam transparecer a tendência mística, a acomodação, na estrutura sintética desvelada no imaginário do grupo de cuidadores de idosos do asilo. A estrutura mística do imaginário, como já informado, se localiza no regime noturno das imagens. Durand (1989, p. 185) escreve que “há na profundidade da fantasia noturna uma espécie de fidelidade fundamental, uma recusa de sair das imagens familiares e aconchegadoras”, ou seja, há a idéia de acomodação, de não luta. Esta característica detectada no imaginário dos cuidadores, evidencia a realidade da falta de um plano que valorize o potencial e a participação dos idosos, o que tem levado à inatividade/passividade dos mesmos, reclamação recorrente entre os asilados, o que poderia ser minimizado com a ação mais heróica dos cuidadores. Há uma pedagogia do imaginário onde a psicologia pode interferir nestes casos, interferindo no imaginário detectado, fazendo surgir atitudes de luta saudável para a melhor qualidade de vida dos asilados.

Foram encontrados traços de desestrutura nos protocolos do grupo, de forma mais evidente nos sujeitos 3, 6 e 8. As imagens/desenhos nos protocolos apareceram identificadas pela escrita dos nomes dos desenhos e em alguns

protocolos dos testes, os desenhos se “apresentam explodidos”, o que encontra concordância, para esses traços de desestrutura, na teoria durandiana, explicitada, com Loureiro (2004a) e Yves Durand (1899), no item 3.5 da dissertação. Lembrando que, entre os fatores de diferenciação a respeitar na análise dos protocolos, Durand (1988, p 138) chama atenção para o nível de instrução. Dessa forma, considerou-se o nível de instrução dos sujeitos da pesquisa, os cuidadores: 2 cuidadores possuem nível fundamental de formação e 4 revelaram ter cursado o ensino médio, mas, ao se expressarem e responderem de forma escrita ao teste, demonstraram um nível de aprendizagem muito aquém ao nível cursado.

O preenchimento do protocolo do teste foi feito às pressas, ficando visível as dificuldades da pesquisa, pelas exigências do método AT-9 e a realização da escuta, efetuados no dinamismo imposto pela rotina do asilo e pelas exigências dos idosos.

Considerou-se, portanto, como limitação na realização da pesquisa, o pouco tempo que cada um disponibilizou para tal. Mas mesmo relutando, preocupados com os afazeres cotidianos a eles atribuidos no asilo e as exigências da coordenação instituída das suas atividades, os cuidadores ofereceram, neste escasso tempo - entre um cuidado e outro -, os dados informacionais importantes para que esta dissertação pudesse se processar.

Para maior apoio às análises, no capítulo 8 estão incluídos quadros com cada um dos nove elementos do teste: a representação, a função e o simbolismo atribuídos a cada um dos 9 elementos encontrados em cada um dos oito protocolos. No capítulo 9, apresenta-seo resultado da análise funcional vida/morte, dos 9 elementos, dos oito protocolos, em que o grupo de cuidadores de idosos simbolizaram a angústia do passar do tempo e o medo da morte, de forma positiva, no momento em que realizaram o teste. Os monstros imaginados, na dramatização registrada nos protocolos do teste, não atacam e também não são atacados, porque em muitos casos os personagens não lutam, fogem; apenas um relatou que “gostaria de ser a pessoa que mataria o monstro”.

Assim, culminando esta dissertação, julga-se não ser demais insistir na importância da atenção ao idoso institucionalizado, promovendo um melhor cuidado, o que requer que se leve em consideração o imaginário desvelado dos seus cuidadores,

É preciso assegurar o cumprimento das leis reguladas às pessoas idosas asiladas, que, como se viu nesta dissertação, as políticas públicas a alcançam

minimamente. O irrisório percápta disponibilizado para esta ILPI, é o mesmo para as demais ILPIs brasileiras, aspecto que sem dúvidas, exige uma maior participação e reivindicação de idosos, das instituições vinculadas à área da gerontologia e geriatria, em prol de ações revitalizadoras das ILPIs, e também da efetivação e disponibilização à sociedade de modalidades alternativas à institucionalização.

Espera-se que os resultados desta pesquisa, bem como, outros dados disponibilizados por meio de estudos afins, possam sensibilizar o poder público, resultando em um olhar mais operativo em favor das ILPs e da qualidade de vida dos idosos que nelas residem.

Relembrando o dizer de Trein (apud PY, 1996, p.37) referindo-se às questões filosóficas: “o problema é real, mas não deve imobilizar-nos. Seu significado não está só na sua solução, mas no próprio processo de sua conquista”.

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crise contemporânea, questão social e serviço social. Brasília: CEAD-UNB, 1999.

BADIA, Denis. Imaginário e ação cultural: as contribuições de Gilbet Durand e da Escola de Grenoble. 1993. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Artes)– Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.

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