• No results found

KAPITTEL 2 - KUNNSKAPSGRUNNLAG

2.3 MI OG DANNELSE

A metodologia utilizada foi, com relação aos métodos científicos, dedutivo e indutivo. Marconi e Lakatos (2010, p. 88) relatam que o método dedutivo “[...] se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese”. No trabalho, por causa da lacuna de falta de dados demonstrativos deduziu-se que os indicadores sociais fossem avaliadores de melhores resultados sociais em municípios que utilizam Orçamento Participativo há um tempo considerável.

O modelo indutivo é um método responsável pela generalização, isto é, parte de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral. Para e Marconi e Lakatos (2010), essa generalização não ocorre mediante escolhas das respostas, visto que essas devem ser repetidas, geralmente com base na experimentação. Isso significa que a indução parte de um fenômeno para chegar a uma lei geral por meio da observação e de experimentação, visando a investigar a relação existente entre dois fenômenos para se generalizar.

Segundo Richardson et al. (2011, p. 36), “[...] o método indutivo parte das premissas dos fatos observados para chegar a uma conclusão que contém informações sobre fatos ou situações não observadas. O caminho vai do particular ao geral, dos indivíduos às espécies, dos fatos às leis.” Foi visto isto quando comparou-se indicadores sociais particularmente de cada município, colocando-os num grupo e generalizando a evolução dos grupos.

Pode-se afirmar, conforme Gil (2012), que o método indutivo é inverso ao dedutivo: parte do particular e coloca a generalização como um produto posterior do trabalho de coleta de dados particulares.

O presente estudo classifica-se, quanto aos métodos de procedimento, como um trabalho monográfico, pois de acordo com Marconi e Lakatos (2010), a monografia trata-se de um estudo sobre um tema específico ou particular, com suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia. Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas em todos os seus ângulos e aspectos, consiste no estudo de determinados indivíduos com a finalidade de obter generalizações.

Ainda com relação aos métodos de procedimentos, o método da pesquisa é comparativo. Segundo Marconi e Lakatos (2010), o método comparativo explica os fatos analisando dados concretos induzindo os elementos constantes, abstratos e gerais.

Gil (2012) comenta que o método comparativo procede pela investigação de indivíduos, classes fenômenos ou fatos, com vistas a ressaltar as diferenças e as similaridades entre eles. No trabalho, compararam-se médias de municípios que aderiram Orçamento Participativo antes de 2006 (pois precisou de um tempo para os índices apresentarem evoluções) e municípios que aderiram após esta data, e também municípios que não aderiram.

Com relação ao tipo, a pesquisa é de caráter exploratório quanto aos objetivos, que segundo Gil (2010) tem a finalidade de proporcionar familiaridade do aluno com a área de estudo a qual está interessado.

Também há caráter descritivo, que Gil (2010), descreve as características de determinadas populações ou fenômenos. O principal objetivo da pesquisa descritiva é descrever alguma coisa, normalmente características ou funções de mercado. Segundo Richardson et al. (2011), a descrição é realizada com o propósito de fazer afirmações para descrever aspectos de uma população ou analisar a distribuição de determinadas características ou atributos. O trabalho descreveu gestão pública e orçamento participativo.

Quanto à natureza, será uma pesquisa quali-quantitativa, pois levanta informações a respeito dos dados do assunto, descrevendo-os e analisando-os.

Beuren (2012), afirma que na pesquisa qualitativa há análises mais profundas em relação ao fenômeno que está sendo estudado que visa destacar características não observadas por meio de um estudo quantitativo, haja vista a superficialidade deste último. O trabalho descreveu orçamento, qualificando quanto a utilização.

Martins e Theóphilo (2009) afirmam que durante a construção de um trabalho científico, o pesquisador poderá fazer uma pesquisa quantitativa interpretando os dados numéricos coletados, podendo tratá-los através de aplicação de técnicas da Estatística. O trabalho utilizou dados numéricos conforme já mencionado para comparar médias de indicadores sociais.

Os delineamentos utilizados serão pesquisa bibliográfica, documental e survey. Pesquisa bibliográfica, para Gil (2010), é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. A pesquisa foi elaborada a partir de material publicado em livros e publicações disponibilizado na Internet.

A pesquisa documental, segundo Gil (2010), é muito parecida com a bibliográfica posto que as duas utilizam dados já existentes. A diferença está na natureza das fontes, a bibliográfica fundamenta-se em material elaborado por autores com propósito específico, já a documental vale-se de toda forma de documento, elaborado com finalidades diversas. Além de analisar os documentos “de primeira mão” (documentos de arquivos, igrejas, sindicatos, instituições, etc.), existem também aqueles que já foram processados, mas também podem receber outras interpretações, como relatórios de empresas, tabelas, etc.

Marconi e Lakatos (2010) afirmam que a característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias.

Segundo Vieira (2009), a expressão levantamento de dados por amostragem é muito genérica, e é usada para descrever o que, em Língua Inglesa, é chamado de survey, palavra que segundo a autora, não tem tradução para o português.

Através da observação foram identificados pontos planejados e executados que Beuren, (2012, p. 128 e 129) afirma:

A observação é uma técnica que faz uso dos sentidos para a obtenção de determinados aspectos da realidade. Consiste em ver, ouvir e examinar os fatos ou fenômenos que se pretendem investigar. Contribui para o pesquisador obter a comprovação dos dados sobre os indivíduos observados, os quais, às vezes, não têm consciência de alguns fatos que orientam em seu comportamento. A técnica da observação desempenha importante papel no contexto da descoberta e obriga o investigador a ter um contrato mais próximo com o objeto de estudo.

A técnica de coleta de dados foi a partir de informações de documentação indireta nas páginas web do IBGE, página da FIRJAN e de prefeituras municipais dos municípios estudados.

Amostragem não probabilística, que segundo Gil (2012), não apresenta fundamentação matemática ou estatística, dependendo unicamente de critérios do pesquisador, é muito mais crítica em relação à validade de seus resultados.

A técnica de escolha da amostragem foi por acessibilidade, citando Gil (2012), constitui o menos rigoroso dos tipos de amostragem, é destituído de rigor estatístico. O pesquisador seleciona os elementos a que tem acesso, admitindo que estes possam representar o universo. Aplica-se em estudos exploratório onde não é requerido elevado nível de precisão.

5.2 Definição da amostra

A análise dos dados utilizou análise descritiva e teste de comparação de médias de indicadores sociais dos 150 municípios brasileiros, dos quais 75 participam da Organização Rede OP Brasil. A Rede OP foi criada em 2007 com o propósito de coordenar cidades que têm interesse de desenvolver a estratégia do orçamento participativo. Incluiu-se também na amostra outros 75 municípios das mesmas regiões e porte similar, que não adotam orçamento participativo. Esta não adoção foi considerada em função da não adesão à Rede OP e não haver nenhuma menção na página web da Prefeitura a este respeito.

Tentou-se o contato com as prefeituras, em abril de 2015, para confirmar a não adoção sem haver retorno. Foram enviados comunicações às prefeituras que adotam o orçamento participativo para indagando sobre a informação da data de adesão à estratégia de orçamento participativo. Também não foi obtida resposta a esta indagação tendo que restringir esta informação à resposta da Rede OP Brasil que não dispõe deste dado de adesão para todos os municípios. A informação que foi obtida da Rede OP é que as adesões mais recentes à Rede correspondem a adoções mais recentes à estratégia de orçamento participativo.

Os indicadores sociais dos municípios foram obtidos página web do IBGE, de onde se coletou o IDH, e da página web da FIRJAN, de onde se coletou o índice IFDM.

Inicialmente pretendia-se comparar municípios que eram integrantes da Rede Brasileira de Orçamento Participativo com os que não usam Orçamento Participativo, conforme a Tabela 1. No entanto, como muitos municípios que usam Orçamento Participativo só aderiram essa ferramenta recentemente, não poderia ser verificado a eficiência da evolução dos índices que só são apresentados até 2011. Então, estipulou-se a comparação dos municípios que aderiram ao Orçamento Participativo até 2006 com os que aderiram após 2006 e os que aderiram ao Orçamento Participativo até 2006 com todos os demais municípios da amostra, ou seja, o que adotaram após 2006 e os não adotantes.

Tabela 1 - Municípios da amostra

Está rede OP Frequência %

Sim 75 50

Não 75 50

Total 150 100