• No results found

A The Metropolis-Hastings Algorithm

Andrews (2001) define a concentração mínima inibitória como a concentração mínima de um agente antimicrobiano capaz de inibir o crescimento dos microganismos, após um período de incubação de 18-24 horas. Este método é usualmente considerado uma ferramenta fundamental para a determinação do perfil de suscetibilidade dos microganismos aos agentes antimicrobianos. Utiliza um meio líquido e, através de diluições sucessivas, determina-se a concentração mínima do composto que inibe o crescimento bacteriano.

Na Fig. 26 apresentam-se os resultados obtidos na determinação da MIC dos OE das plantas em estudo que no antibiograma inibiram o crescimento da bactéria

Figura 26: Resultados obtidos na determinação da concentração mínima inibitória (MIC) dos óleos essenciais de Cinnamomum camphora (A), Eucalyptus globulus (B), Origanum vulgare (C),

Rosmaninus officinalis (D), Thymus mastichina (E) e T. vulgaris (F) em relação a Erwinia

amylovora.

Rosa – com desenvolvimento bacteriano; o OE não inibiu o crescimento bacteriano; Azul – sem desenvolvimento bacteriano; o OE inibiu o crescimento bacteriano.

CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE

De modo a facilitar a análise dos resultados, na Tabela 10 encontram-se as concentrações dos OE utilizadas em cada um dos poços.

Tabela 10: Quantidade de óleo essencial (µL óleo/mL de meio) administrados em cada um dos poços para a determinação das Concentrações Mínimas Inibitórias (CMI) em relação a

Erwinia amylovora

Poço n.º Quantidade de óleo no poço (µL/mL)

1 86,90 2 44,95 3 23,25 4 12,03 5 6,22 6 3,22 7 1,66 8 0,86 9 0,45 A B C D E F CP CN 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Nas Tabelas 11 a 16, encontram-se apresentados os valores obtidos para as MIC para cada um dos OE que no ensaio inicial apresentaram efeito inibitório do crescimento da E. amylovora.

Analisando a Tabela 11, verifica-se que, quando se transferiu o conteúdo de cada um dos poços para placas de Petri, das seis repetições efetuadas, apenas a concentração 86,90 µL/mL do OE de Cinnamomum camphora inibiu o crescimento da bactéria, tendo-se observado esta inibição em quatro das seis repetições efetuadas.

Tabela 11: Valores de concentração mínima inibitória (MIC) de Cinnamomum camphora em relação a Erwinia amylovora.

Poço 1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN

Ensaio 1 - - - - - - - - - - + Ensaio 2 + - - - - - - - - - + Ensaio 3 + - - - - - - - - - + Ensaio 4 + - - - - - - - - - + Ensaio 5 - - - - - - - - - - + Ensaio 6 + - - - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora; (-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora. CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE Relativamente ao OE de Eucalyptus globulus, constatou-se que a inibição do crescimento bacteriano ocorreu em todos as repetições, na concentração de 86,90 µL/mL, no entanto, em duas repetições essa inibição também ocorreu na concentração de 44,95 µL/mL (Tabela 12). Tabela 12: Avaliação da concentração mínima inibitória (MIC)do óleo de Eucalyptus globulus em relação a Erwinia amylovora. Poço 1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN Ensaio 1 + - - - - - - - - - + Ensaio 2 + - - - - - - - - - + Ensaio 3 + + - - - - - - - - + Ensaio 4 + + - - - - - - - - + Ensaio 5 + - - - - - - - - - + Ensaio 6 + - - - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora;

(-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora.

CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE

O OE de Origanum vulgare, de um modo geral, teve um efeito inibitório superior no crescimento de E. amylovora ao dos OE das duas plantas anteriores. Na primeira repetição, observou-se inibição do crescimento da bactéria até à concentração de 3,22 µL/mL, nas segunda e terceira verificou-se inibição até à concentração 6,22 µL/mL. No entanto, nas repetições 4 e 6 essa inibição só ocorreu à concentração de 44,95 µL/mL e na repetição 5 só na concentração de 86,90 µL/mL (Tabela 13).

Tabela 13: Avaliação da concentração mínima inibitória (MIC) do óleo essencial de Origanum

vulgare em relação a Erwinia amylovora.

Poço

1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN

Ensaio 1 + + + + + + - - - - + Ensaio 2 + + + + + - - - - - + Ensaio 3 + + + + + - - - - - + Ensaio 4 + + - - - - - - - - + Ensaio 5 + - - - - - - - - - + Ensaio 6 + + - - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora; (-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora. CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE No caso do OE de Rosmarinus officinalis, a inibição do crescimento bacteriano ocorreu à concentração de 23,25 µL/mL nas repetições 1, 3, 4 e 6. Na repetição 2 a inibição de crescimento observou-se à concentração de 12,03 µL/mL, enquanto que na repetição 5 apenas foi observada na concentração de 44,95 µL/mL (Tabela 14). Tabela 14: Avaliação da concentração mínima inibitória (MIC) do óleo essencial de Rosmarinus officinalis em relação a Erwinia amylovora. Poço 1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN Ensaio 1 + + + - - - - - - - + Ensaio 2 + + + + - - - - - - + Ensaio 3 + + + - - - - - - - + Ensaio 4 + + + - - - - - - - + Ensaio 5 + + - - - - - - - - + Ensaio 6 + + + - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora;

(-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora.

CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE

O efeito inibitório do OE de Thymus mastichina foi observado em todas as repetições nas concentrações de 86,90 e de 44,95 µL/mL, tendo-se ainda observado na concentração de 6,03 µL/mL, contudo, apenas na repetição 2 (Tabela 15).

Tabela 15: Avaliação da concentração mínima inibitória (MIC) do óleo essencial de Thymus

mastichina em relação a Erwinia amylovora.

Poço

1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN

Ensaio 1 + + + - - - - - - - + Ensaio 2 + + + + + - - - - - + Ensaio 3 + + + - - - - - - - + Ensaio 4 + + - - - - - - - - + Ensaio 5 + + - - - - - - - - + Ensaio 6 + + - - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora; (-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora. CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE O OE de T. vulgaris apresentou um comportamento muito semelhante ao de O. vulgare. O OE T. vulgaris inibiu o crescimento bacteriano até à concentração de 44,95 µL/mL em todas as repetições. Na primeira repetição obteve-se o maior efeito inibitório, tendo inibido o crescimento da bactéria até à concentração de 1,66 µL/mL. Na segunda repetição, ocorreu inibição até à concentração de 6,22 µL/mL, no terceiro ensaio inibiu ate à concentração de 12,03 µL/mL (Tabela 16). Tabela 16: Avaliação da concentração mínima inibitória (MIC) do óleo essencial de Thymus vulgaris em relação a Erwinia amylovora. Poço 1 Poço 2 Poço 3 Poço 4 Poço 5 Poço 6 Poço 7 Poço 8 Poço 9 CP CN Ensaio 1 + + + + + + + - - - + Ensaio 2 + + + + + - - - - - + Ensaio 3 + + + + - - - - - - + Ensaio 4 + + - - - - - - - - + Ensaio 5 + + - - - - - - - - + Ensaio 6 + + - - - - - - - - +

(+): inibição de crescimento de E. amylovora;

(-): não observada inibição de crescimento de E. amylovora.

CP: Controlo positivo: meio de cultura + inóculo bacteriano; CN: Controlo negativo: meio de cultura + OE

Em suma, e de um modo geral, após a observação das microplacas, verifica- -se que todos os OE inibiram o crescimento da bactéria E. amylovora no poço 1, ou seja, na concentração de 86,90 µL/mL. Esta foi a única concentração inibitória para C. camphora (cânfora) e para E. globulus, eucalipto.

Harkat-Madouri et al. (2015), no seu ensaio verificaram que as bactérias gram- negativas eram muito sensíveis ao OE de E. globulus tendo obtido MIC a variar entre 0,28 a 9,13 µL/mL, dependendo das bactérias estudadas. No entanto, no estudo aqui apresentado a MIC para E. amylovora foi superior, tendo a concentração de 44,95 µL/mL inibido o crescimento apenas em duas repetições.

O OE de O. vulgare (oregão) inibiu o crescimento bacteriano nas cinco repetições na concentração de 44,95 µL/mL. Este valor é bastante mais elevado do que o obtido no estudo de Pesavento et al. ( 2015), que constatou que o OE desta planta inibia o crescimento das de outras bactérias gram-negativas numa concentração de 0,125 µL/mL.

O OE de R. officinalis (alecrim) inibiu o crescimento da bactéria em todas as repetições até à concentração 44,95 µL/mL tendo havido inibição do crescimento em cinco repetições na concentração de 12,03 µL/mL. No estudo de Pesavento

et al. (2015), o valor da MIC do OE de R. officinalis para bactérias gram-negativas

foi de 0,5 µL/mL.

No caso dos OE de T. mastichina (tomilho-bela-luz) e de T. vulgaris (tomilho- -vulgar, considerando a totalidade das seis repetições, pode dizer-se que a MIC foi de 44,95 µL/mL, à semelhança do que se observou para o OE de R. officinalis. No entanto, salienta-se o facto do OE de T. vulgaris ter sido o que apresentou menor MIC, 3,22 µL/mL, assim como o OE de O. vulgare, tendo os OE destas duas plantas apresentado resultados semelhantes.

Pesavento et al. (2015) verificaram que o OE de T. vulgaris tinha um elevado efeito bactericida noutras bactérias gram-negativas, tendo a MIC inferior sido 0,5 µL/mL.

3.3 DETERMINAÇÃO

DA

CONCENTRAÇÃO

MÍNIMA