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5 Empiri

5.2 Tidligfaseprosessen

5.2.1 Utviklingsplanfasen

As investigações acerca das dimensões neuropsicológicas da abordagem dinâmica e sistémica de Luria já existem e tem sofrido um aumento considerável nos últimos anos. No entanto é necessário abordar a sua complexidade para compreender o funcionamento cerebral, faz se necessário disponibilizarmos instrumentos que forneçam investigações únicas, que contenha a informação necessária para uma correta investigação neuropsicológica. As técnicas existentes empregues nas avaliações são de diferentes aspectos cognitivos foram desenvolvidas em diferentes tempos, em lugares diferentes, com diferentes populações, para diferentes habilidades e níveis de maturação, com diferentes sistemas de classificação tornando-se estandardizadas. E em conjunto são uma amálgama não sistematizada de testes padronizados, técnicas intrumentais, auxiliares de observação que provaram ser úteis somente para mostrar a perda ou disfunção de alguma função ou atividade cognitiva.

O objetivo desta investigação vai ao encontro com os pressupostos de Anokhin, 1982; Luria, 1977; Vigotsky, 1960 que de acordo com a abordagem sócio-histórica consiste em determinar a especificidade qualitativa da perturbação ou subestruturação e não somente em constatar a existência da alteração da função.

Observamos vários estudos que alcançam resultados contraditórios mesmo quando estão inseridos na abordagem Dinâmica e sistémica de Luria. Um exemplo clássico foi a construção da Luria-Nebraska Neuropsychological Battery, uma bateria fixa, com apresentação estandardizada e validada, permitindo identificar as funções comprometidas. Tudo o que é contrário a abordagem Luriana em termos de investigação neuropsicológica, o que levou Penã-Casanova, (1991) a chamar de Luria sine Luria, isto é Luria no nome, mas não no conteúdo.

O desconhecimento da teoria neuropsicológica de Luria levanta naturalmente dificuldades na utilização do instrumento principalmente quando se perde a essência qualitativa e passa a quantificar os instrumentos. De acordo com Luria (1970), o processo de investigação diagnóstica é diferente de uma avaliação padronizada e estandartizada.

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A qualificação é essencial uma vez que ela orienta à análise e o modo como se realizam as tarefas, à natureza e tipo de dificuldades e apoios que possam ser úteis para o êxito da execução da tarefa (Glozman, 1999, 2002, Khomskaya, 2002; Luria, 1977).

As funções mentais superiores são constituídas no social, em um processo interativo possibilitado pela linguagem e que antecede a apropriação pessoal, Vigotsky também vê a pesquisa como uma relação entre sujeitos, relação essa que se torna promotora de desenvolvimento mediado por um outro (Freitas, 2002, p.21).

Essa posição tem importantes consequências para a investigação, é possível perceber a mediação do pesquisador provocando alterações de comportamentos que possibilitam a compreensão do desenvolvimento das crianças.

Quando falamos em investigação trata-se de uma pesquisa clínica minuciosa que possibilita o entendimento das causas de uma determinada síndrome, apresentando as funções íntegras e as não-íntegras. Exatamente o que foi proposto na validação da BIN.

Em consequência, a BIN como um todo está didaticamente dividida em: investigação dos analisadores visual, auditivo, somatocinestésico, motor, atencional, intelectual, memória, executivo, fala. Estrutura que nos permite investigar qualitativamente o funcionamento das funções nervosas superiores.

Luria (1970), empenhou-se no estudo do sucesso da restauração das funções que depende, muitas vezes, da correta investigação ou diagnóstico. Em alguns casos, ocorrem lesões ou sub-estruturações funcionais em conseqüência da perda provisória de uma atividade em determinadas áreas do cérebro, em outros casos, as disfunções funcionais resultam da destruição do tecido do cérebro e a perda é permanente, não existe nenhum método específico para reavivar o complexo sistema funcional danificado. E entendemos que estes dois tipos de disfunções são completamente diferentes e devem ser tratados particulamente. Por outro lado, o surgimento do trabalho, o uso de instrumentos e, o mais importante de tudo, a presença da linguagem que sustenta “o segundo sistema de sinais do cérebro”, permite sistemas funcionais de plasticidade extrema. Consideramos que, qualquer área cortical pode adquirir um significado funcional novo e, assim, pode ser incorporada em qualquer sistema funcional.

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O que nos remete ao pensamento de que, o que quer que o ser humano perca em possibilidade regenerativa é compensada por uma flexibilidade funcional maior que podem ser restaurados por meio da reorganização (Luria, 1970, p. 382).

A recuperação de funções pela reorganização sistêmica funcional é a forma mais eficaz de recuperação na maioria dos casos de lesões cerebrais focais ou sub- estrurações. Existem duas formas de reorganização funcional: uma é a reorganização intersistêmica e a outra é a transferência da execução da função para os níveis superiores de processos corticais, isto é, a transformação de funções mecânicas ou automáticas em funções conscientes e autorreguladas. (Luria, 1970).

A reorganização de um sistema funcional geralmente inclui uma mudança fundamental na estrutura e na verbalização da atividade previamente não-verbal.

A atividade reestruturada é incorporada num sistema de associações verbais e torna-se o objeto especial da consciência. [...] O que era previamente uma operação inconsciente e parte de um processo automático é transformada em um movimento independente que deve ser executado em um nível consciente. A consciência ou o alerta é uma condição necessária para qualquer função que é para adquirir um sistema novo de aferenciação [...] (Luria, 1970, p. 386).

Existe a possibilidade da função ser recuperada pela incorporação em um novo sistema funcional, pelo acréscimo de uma nova conexão aferente para compensar o elo danificado. A operação inconsciente não verbal é transformada em atividade consciente por isso a reorganização requer verbalização.

Gradativamente, a função reorganizada vai tornando-se voluntária e esta automatização consiste na abreviação e consolidação dos novos processos que são incorporados na função danificada. Tais processos são internalizados e vão se tornando mais e mais independentes da estimulação externa. A principal diferença entre a função nova e a função normal está no seu caráter mediador.

Diante das animadoras possibilidades de reorganização e restauração do complexo sistema funcional encontramos pela frente problemas, em relação aos instrumentos utilizados para esse tipo de investigação, uma vez que é escasso no mercado atual instrumentos de investigação padronizados que permitam realizar uma análise

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qualitativa com ênfase na estrutura dinâmica e sistémica proposta por Luria. Surge então, a necessidade de validar a BIN, um instrumento sensível, que possibilita o entendimento do conjunto de fatores comprometidos, ou em subestruturação, no processo de execução das tarefas solicitadas.