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6. Oppsummering og konklusjon

6.4 Undersøkelsens validitet og reliabilitet

Dois exemplos já citados anteriormente nessa análise demonstram a ocorrência dessas fases.

“A gente estava almoçando lá [no restaurante universitário] e vimos

um cartaz geral que o Perspectiva [grupo de atividade de extensão da

universidade que realiza atividades relacionadas a arte, teatro, música]

fez falando sobre todas as atividades deles...disso [desse exemplo,

dessa idéia], conversamos e surgiu a idéia de fazermos também um

cartaz geral, com alguns conceitos básicos sobre reciclagem que, sirva para todos os públicos” (entrevistado 1).

O trabalho em grupo necessário para criar a interação e iniciar a fase de compartilhamento faz parte do dia-a-dia, da cultura do programa.

“Sozinho a gente não faz nada, sempre com mais pessoas, a gente trabalha bem juntos” (entrevistado 3).

Esse trecho demonstra uma idéia que surgiu através de uma conversa informal entre os membros do programa, durante um almoço. Esse ato almoçarem juntos e assistirem a um show juntos proporciona o compartilhamento do conhecimento tácito através da interação, já que eles utilizavam esses momentos também para conversar sobre as questões do programa.

Através do diálogo, da conversa informal, decidiram fazer também cartazes para espalhar pela universidade chamando a atenção dos alunos para o programa (seguindo o exemplo do Perspectivas). Só que na discussão optou-se por trabalhar alguns conceitos básicos diários sobre práticas sustentáveis que os alunos poderiam adotar e não apenas divulgar as atividades realizadas pelo programa como fazia o Perspectivas. Ou seja, eles viram um exemplo, discutiram, modificaram alguma coisa e criaram o próprio conceito, realizando a etapa de criação do conceito. Nesse momento eles também exerceram a terceira fase, de justificação do conceito, onde se avalia se ele é aplicável ou não, se a idéia é viável.

“...discutimos se ela (idéia, experiência) é viável ou não, dentro da proposta que a gente tem...a gente senta para discutir, não é aplicada assim: Ah, veio uma idéia e vamos fazer né?!” (entrevistado 2).

Depois disso, eles criaram um esboço do que seria o cartaz, o que representa a fase de construção do arquétipo.

A difusão do conceito aconteceu em todo o processo, do início ao fim, já que todos os membros do programa participaram de todas essas etapas.

Outro exemplo é o do professor coordenador que tinha uma verba e não sabia onde empregar, necessitando de idéias, convocou uma reunião para discutirem. Dessa vez, a idéia surge em uma reunião, ou seja, em um diálogo mais formal, diferente do exemplo anterior, em que ela surge durante um bate-papo informal. Isso demonstra que, para criar algo novo, eles costumam provocar essa interação necessária, segundo a teoria, que nesse caso é a reunião.

Nela, a segunda e a terceira etapas se completam, as idéias são discutidas e os conceitos criados.

Depois disso as idéias sempre são filtradas, como exige a justificação dos conceitos. Nesse caso um filtro foi a falta de verba.

“Mas o mínimo que podíamos fazer era 500 unidades, só que o dinheiro não dava para isso” (entrevistado 1).

Novamente são realizadas discussões, conversas para que surjam as idéias.

“Aí ele foi buscar um patrocinador. Então nós pagamos metade”

(entrevistado 1).

Surgiu a idéia de buscar um patrocinador que estivesse relacionado a carro - no caso uma loja mecânica e de venda de peças para automóveis - para pagar metade do valor (já que o programa poderia pagar a outra metade) e colocar a sua propaganda nas lixeirinhas de carro.

Uma idéia do que eles queriam, como sacolinha para servir de lixeira para carro foi feita e difundida aos usuários.

O exemplo das caixas, citado anteriormente, também demonstra a ocorrência das fases.

O programa precisava de caixas de coleta de material, mas não possuía verba para tal. Buscando resolver esse problema, eles fizeram reuniões, onde motivaram a interação e o compartilhamento, originando o conceito.

Para criar o conceito, aos poucos eles vão apresentando todas as necessidades e exigências para se atingir o conceito final. Ao mesmo tempo, vão justificando-o.

Não havia verba para investir nessa idéia, era necessário que fossem caixas padronizadas, não poderiam ser vazadas e teriam que ser de algum material que permitisse a

colocação de um decalque (o símbolo do Recicla e a função da caixa). Todas essas eram necessidades que iam formando o conceito. E também o justificavam de acordo com a possibilidade de aquilo ser viável, caber no orçamento, etc.

“Como não tínhamos dinheiro a gente foi buscar caixas no supermercado e apenas colocamos um decalque do Recicla. Assim, a gente não precisou fazer as caixas, pegamos todas as caixas padronizadas de um supermercado, que dôo e colocamos o símbolo do Recicla. Então é entre nós que vão surgindo as idéias”

(entrevistado 1).

Construíram as caixas (arquétipo) e aprovaram a idéia ao perceber que ela exercia a função de que eles precisavam inicialmente, a de caixa coletora de material.

E então difundiram esse conceito aos usuários para que passassem a utilizar aquelas caixas em seu dia a dia.

Assim, as duas primeiras fases - o compartilhamento e a discussão e o diálogo para se criar um conceito - ficam claras na ocorrência de reuniões.

“A gente se reuni, faz reunião a cada 15 dias, alguém fala “Ah, eu vi isso em tal lugar”, numa revista, na TV, em um site” (entrevistado 3).

Bem como a justificativa que em todos os exemplos foi citada.

“A gente tem idéias, mas a gente sempre discute para ver o que a gente pode fazer” (entrevistado 1).

Por exemplo, “Eles queriam fazer a Feira da Barganha... [como sempre reuniões foram realizadas e depois de conversas, discussões e muito diálogo optou-se por não realizá-la esse semestre devido a justificativa de conceitos que demonstrou que não havia tempo necessário]... mas para fazer a feira precisa ser antes, precisam ser

Na realidade, não há verba para se construir protótipos e “ficar experimentando”. Essa fase pode ser considerada como a realização da idéia na prática mesmo, a construção do que será feito.

E a difusão entre os membros ocorre durante todas as fases, já que o programa é pequeno e todos os membros participam de todas as atividades do início ao fim. Já a difusão aos usuários do programa ocorre exatamente nessa ordem. Dentro desse mesmo conceito de difusão, quanto à atualização dessa criação nada foi citado.