• No results found

Segundo Franco (2008) a identificação do ácido pantotênico deve-se a Williams em 1939, como uma substância essencial ao crescimento de leveduras. O nome derivado do grego significa “por toda parte”, indicando a extensão dessa vitamina

34 na natureza. O papel da vitamina B5 na nutrição animal foi demonstrado experimentalmente em pintos, em uma doença de carência em aves, caracterizada por lesões da pele e que foram conhecidas por serem curadas pelo filtrado de frações preparadas com extrato de fígado. Em animais a doença foi caracterizada pelo emagrecimento, perda e embranquecimento de cabelo de animais escuros, úlcera gastroduodenal e lesões em vários órgãos internos.

3.5.1 ESTRUTURA E PROPRIEDADES GERAIS

De acordo com Damadoran (2010) o ácido pantotênico ou D-N-(2,4-di- hidroxi-3,3-dimetil-butiril- -alanina), é uma vitamina hidrossolúvel composta por - alanina, com ligação por amido ao ácido 2,4-di-hidroxi-3,3-dimetil-butírico (pantoico) (Figura 8).

Figura 8. Estrutura de várias formas de ácido pantotênico de acordo com Damadoran, 2010. A vitamina B5 é facilmente solúvel em acetato de etilo e água, mas pouco solúvel em éter etílico. A sua estabilidade é altamente dependente do pH. Ao contrário de outras vitaminas do complexo B, a B5 torna-se mais estável quando o pH da solução aumenta, apresentando-se estável a pH entre 5 e 7. Abaixo e acima destes valores, as soluções de ácido pantotênico são termolábeis. Embora apresente boa estabilidade na maioria dos alimentos durante o processamento, apresenta-se susceptível à lixiviação (BALL, 2004).

35 O ácido pantotênico ocorre, em alimentos, na forma livre e ligada. Cerca de 85% do ácido pantotênico ocorre ligado à coenzima A (CoA) (GROPPER, 2009). A atividade biológica da vitamina B5 é atribuível à sua incorporação na estrutura molecular da CoA e na proteína transportadora de acilo. Como componente da CoA, o ácido pantotênico é essencial para numerosas reações envolvidas na liberação de energia dos aminoácidos, gordura e açúcares (BALL, 2004).

De acordo com Ball (2004) o homem não consegue sintetizar o ácido pantotênico, dependendo das fontes alimentares para adquirir esta vitamina. A vitamina B5 é particularmente abundante nos órgãos animais (fígado, rim, coração) e também na gema de ovo, amendoins e favas. A carne magra, o leite, a batata e hortaliças verdes contêm menor quantidade desta vitamina, mas serão importantes fontes se consumidas em quantidades suficientes.

3.5.2 ESTABILIDADE E MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO

Damadoran (2010) descreveu que em solução, o ácido pantotênico é mais estável em pH 5-7. Ele exibe estabilidade relativamente boa durante o armazenamento de alimentos, em especial com atividade de água reduzida. As perdas ocorrem na cocção e no processamento térmico, em proporção a ostentividade do tratamento e à extensa da lixiviação. Essas perdas podem variar de 30 a 80%. Embora o mecanismo de perda térmica da vitamina B5 não tenha sido totalmente determinado, uma hidrólise catalisada por ácidos ou bases da ligação entre -alanina e o grupo ácido 1,4-dihidroxi, 3,3-butiril-carboxílico parece provável. A degradação dessa vitamina durante o processamento térmico apresenta uma cinética de primeira ordem. As taxas de degradação da vitamina B5 livre em soluções-tampão aumentam com o decréscimo do pH em níveis entre 6,0 - 4,0, enquanto a energia de ativação diminui ao longo dessa faixa. As taxas de degradação dessa vitamina relatadas são muito inferiores às de outros nutrientes lábeis (p. ex. tiamina). Esses resultados sugerem que as perdas desse ácido em outros estudos de transformação de alimentos podem ser causadas mais pela lixiviação que pela destruição efetiva. Contudo, o resultado líquido de ambos os processos é o mesmo.

36 3.5.3 BIODISPONIBILIDADE

A biodisponibilidade média do pantotenato em dietas mistas tem sido relatada como sendo de aproximadamente de 50%. Há poucas preocupações em relação a eventuais conseqüências negativas da biodisponibilidade incompleta, pois a ingestão de ácido pantotênico costuma ser adequada. Nenhuma evidência de problemas nutricionais significativos, oriundos de biodisponibilidade incompleta, foi relatada, sendo que as formas de coenzima A complexada são digeridas e absorvidas com facilidade (DAMADORAN, 2010).

4. ULTRASSOM

Ultrassom é definido como ondas de som com frequência que excede o limite de audição do ouvido humano (~ 20 kHz). Alguns animais utilizam a frequência de ondas de som para navegação (golfinhos) ou caça (morcegos). O ultrassom é classificado como uma tecnologia emergente a qual foi desenvolvida para minimizar o processamento, maximizar a qualidade e garantir a segurança dos produtos alimentares. O processamento por ultrassom é aplicado a conferir efeitos positivos no processamento de alimentos tais como a melhoria na transferência de massa, conservação de alimentos, auxiliares de processos que envolvam tratamentos térmicos e análise de textura (KNORR et al., 2011).

4.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O ULTRASSOM

Segundo Fellows (2006) no processamento de alimentos, é feita uma divisão entre o ultrassom de baixa intensidade (< 1 W/cm2) utilizado como ferramenta analítica não destrutiva, e o ultrassom de alta intensidade (10-1000 W/cm2), usado em frequências mais altas (até 2,5 MHz) para causar o rompimento físico de tecidos, criar emulsões, limpar equipamentos ou promover reações químicas como, por exemplo, a oxidação.

Com base na faixa de freqüência, as ondas de aplicações em alimentos, tanto no processamento e controle de qualidade podem ser divididos em baixo e alto consumo energia. Baixo consumo de energia (baixa intensidade de potência) ultrassom

37 com frequências superiores a 100 kHz em intensidades a baixo de 1W ·cm2, que pode ser utilizado para a análise não invasiva e monitoramento de alimentos durante o processamento e armazenamento para garantir alta qualidade e segurança. Ultrassons de baixa potência tem sido utilizado de forma não destrutiva a apoiar os programas de melhoramento genético e para avaliar a composição de produtos de carne crua e fermentados, peixes e aves. É também utilizado para o controle de qualidade de produtos hortícolas frescos e frutas, tanto no queijo pré e pós-colheita, durante o processamento, óleos de cozinha comerciais, pão e produtos cerealíferos, a granel e emulsionado de gordura à base de produtos alimentares, géis alimentares, alimentos congelados e gaseificados. Outras aplicações incluem a detecção da falsificação de mel avaliação do tamanho do estado de agregação, e do tipo de proteína (AWAD et. al 2012).

Segundo Fuente-Blanco (2006) e Tarleton (1998), as ondas ultrassônicas podem causar uma série rápida de compressões e expansões de uma maneira bem similar a esponjas quando são espremidas e liberadas repetidamente e as forças envolvidas por este mecanismo podem ser mais elevadas do que a tensão superficial que mantém a umidade dentro do material criando os canais microscópicos e podendo remover a umidade mais fácil.

As oscilações de compressão ou descompressão das ondas ultrassônicas causam oscilações no arranjo molecular da amostra, que responde com forças de atração ou repulsão intermoleculares (BUCKIN et al., 2003). As amplitudes de deformação nas ondas ultrassônicas empregadas na determinação são extremamente pequenas, tornando a técnica não destrutiva, o que representa uma oportunidade única na caracterização de produtos alimentícios de base líquida, incluindo amostras opacas como o leite (BUCKIN et al., 2003; DUKHIN et al., 2003; NELLIGAN, 2003).

As ondas de ultrassom são capazes de gerar cavitação acústica, que pode ser caracterizada como a formação, crescimento e implosão de bolhas de gás em uma solução (NASCENTES et al., 2001). Em meios não elásticos, como as soluções aquosas, compressão e rarefação são responsáveis pela formação de bolhas e colapso violento. As bolhas de cavitação produzidas por rarefação implodem durante a compressão resultando na produção de intensas ondas de choque (STANGA, 2010).

38 As bolhas geradas pela cavitação têm uma maior área de superfície durante o ciclo de expansão, o que aumenta a difusão do gás, fazendo com que surja uma bolha de expansão. Chega um ponto onde a energia ultrassônica não é suficiente para manter a fase de vapor na bolha, então o colapso é rápido. As moléculas colidem violentamente criando ondas de choque. Além do processo mecânico da cavitação a sonificação pode gerar efeitos químicos através da geração de espécies reativas. O fenômeno envolvido na cisão homolítica de ligações O-H é denominado de sonólise da água, o qual leva à produção direta dos radicais livres H• e HO• no meio que ocorrem por meio de cisão das ligações H-O nas moléculas de água e produção de peróxido de hidrogênio no meio irradiado (KORN, ANDRADE e BORGES, 2003).

O processo de cavitação e as temperaturas geradas no colapso são fortemente dependentes da pressão de vapor do solvente. Assim, moléculas de solventes com altas pressões de vapor (moléculas de água) podem penetrar nas cavidades e, no momento do colapso, sofrerem sonólise, resultando na formação de novos produtos (H2

e H2O2) (BORGES e KORN, 2002).

Dependendo do processo que está sendo considerado, os efeitos químicos da cavitação acústica podem ser vantajosos ou desvantajosos. Quando o radical hidroxil (OH•) é produzido, por exemplo, pode afetar a qualidade de algumas substâncias alimentares, mas também pode melhorar a funcionalidade de alguns ingredientes.

Ashokkumar et al., (2008) observaram que há influência da frequência do ultra-som no rendimento da produção de radicais livres. Na frequência de β0 kHz o OH• gerado é mínimo. Com aumento da frequência para 358 kHz é observada uma maior geração de OH•. No entanto quando a frequência passa a 1062 kHz há uma diminuição do rendimento de OH•. A β0 kHz as bolhas de cavitação são transitórias, enquanto bolhas estáveis são geradas a freqüências mais altas. Com a cavitação estável e aumento no número de bolhas ativas é esperado que haja maior rendimento de OH• gerado com o aumento da frequência. Porém a redução de OH• na frequência de 106β kHz pode ser devido ao tempo relativamente menos disponível na fase de expansão da bolha. Em frequencias altas o ciclo acústico é muito curto, o que restringe a formação de vapor de água que evapora na bolha durante a expansão. A redução da quantidade de vapor durante o colapso reduz a geração de OH•.

39

4.2 ULTRASSOM EM ALIMENTOS

De acordo com Lopez-Malo, Guerrero e Alzamora (1999) o processamento ultrassônico, também denominado sonificação, é uma tecnologia não térmica que tem se mostrado eficaz na inativação de micro-organismos e enzimas (LÓPEZ et al., 1994; LÓPEZ e BURGOS, 1995; VERCET e LOPEZ, 1997; VILLAMIELe DE JONG, 2000) , permitindo dessa maneira, o tratamento de alimentos termossensíveis (HUNTER et al., 2008).

Pingret et al., (2013) relataram que estudos mostraram algumas alterações nos parâmetros de qualidade de alimentos tratados por ultrassom, o que pode resultar em deficiências de segurança ou aceitação inferior do produto final pelo aparecimento de off-flavors, mudança de cor, redução de teor de açúcar, e/ou modificações de alguns compostos. A Tabela 4 resume os efeitos sobre os produtos alimentícios tratados com ultrassom.

40

Tabela 4. Efeitos sobre alguns produtos alimentícios tratados com ultrassom.

Matriz Alimentar Parâmetros Observações Referências

Suco de Tomate Cor e ácido ascórbico Modificações na cor e degradação do ácido ascórbico

Adekunte et al, (2010)

Polpa de Tomate Licopeno Redução da bioacessibilidade do licopeno e mudanças na viscosidade

Anese et al, (2013)

Sucos de abacaxi, uva e cranberry

pH e cor Mudanças no pH e Cor Bermúdez Aguirre e Barbosa- Cánovas (2012)

Suco de maçã e Cranberry

Cor e Antocianinas Escurecimento das amostras sonificadas, detecção de sabores e diminuição do teor de antocianinas.

Caminiti et al, (2011)

Agrião (Nasturtium officinale)

Cor Aumento da cor verde Cruz et al, (2007)

Cascas de Caranguejo e Amido de Milho

Quitosana e Amido Degradação de quitosana e amido

Czechowska et al, (2005)

Suco de laranja Cor e Ácido ascórbico Mudança de cor e degradação de ácido ascórbico

Gómez-López et al, (2010)

Amido de milho Amido Destruição da estrutura granular Jambrak et al, (2010) Suco de Laranja Ácido ascórbico Escurecimento e redução do teor

de ácido ascórbico

Lee et al, (2005)

Tomates Licopeno Isomerização de licopeno, com aumento de 14% dos isomêros cis e76% de redução de isômeros trans.

Eh e Teoh (2012)

Mousse de Chocolate

Cor e Lipídios Após sonificação cor escura e aparecimento de off-flavors e redução viscosidade.

Pingret et al, (2011)

Suco de Melancia Ácido ascórbico, Fenólicos e Licopeno

Degradação de ácido ascórbico, fenólicos e licopeno

Rawson et al, (2011)

Mirtilos Antocianinas e fenóis totais

Diminuição de compostos fenólicos econteúdo de antocianinas.

Stojanovic e Silva (2007)

Suco de Morango Antocianinas e ácido ascórbico

Redução do teor de antocianinas e ácido ascórbico

Tiwari et al, (2008)

Suco de laranja Ácido ascórbico Formação de radicais hidroxila, interação entre radicais livre e ácido ascórbico.

41 Além das alterações nas características organolépticas dos produtos alimentares, alguns componentes são afetados pelo tratamento ultrassônico e pode resultar em uma menor aceitação por parte dos consumidores ou a deterioração em qualidade. Alguns estudos mostram a degradação de antioxidantes presentes nos produtos alimentares após sonificação. A degradação do licopeno em tomate assistida por ultrassom também tem sido observada.

42

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. ADEKUNTE, A. O., TIWARI, B. K., CULLEN, P. J., SCANNELL, A. G. M., E O’DONNELL, C. Effect of sonication on colour, ascorbic acid and yeast inactivation in tomato juice. Food Chemistry, v. 122, n.3, p.500-507, 2010.

2. AGARWA, L.A., RAO, A.V. Tomato lycopene and its role in human health and chronic diseases. Canadian Medical Association Journal, v.163, 739–744, 2000. 3. AGARWAL, S.; RAO, A. V. Tomato lycopene and its role in human health and

chronicAgricultural and Food Chemistry, v.48, p.472-478, 2000.

4. AHUJA. K; PITTAWAY. J; BALL. M. Effects of olive oil and tomato lycopene combination on serum lycopene. lipid profile. and lipid oxidation. Nutrition .v. 22. Issue 3. p 259-265. 2006.

5. ANESE, M., MIROLO, G., BERALDO, P., e LIPPE, G. Effect of ultrasound treatments of tomato pulp on microstructure and lycopene in vitro bioaccessibility. Food Chemistry, v. 136, n.2, p. 458-463, 2013.

6. ASHOKKUMAR, M., SUNARTIO D., KENTISH S., MAWSON, R.,SIMONS L., VILKHU K., VERSTEEG C.K.,Modification of food ingredients by ultrasound to improve functionality: A preliminary study on a model system. Innovative Food Science and Emerging Technologies, v. 9, p. 155-160, 2008.

7. AWAD T.S., MOHARRAM H.A., SHALTOUT O.E., ASKER, D. ,YOUSSEF M.M. Applications of ultrasound in analysis, processing and quality control of food:A review.Food Research International v. 48, p. 410–427, 2012.

8. AZEREDO, H.M.C. Fundamentos de estabilidade de alimentos, Ed. Técnica – 2ed. rev. e ampl. – Brasília, DF : Embrapa, 326p., 2012.

9. BALL, G.F.M. Vitamins: Their Role in the Human Body. Blackwell Publishing. London, 2004.

10. BALL, G.F.M. Water-soluble vitamin assays in human nutricion. London:Chapman e Hall, p. 416, 1994.

11. BERDANIER, C. D. Em Advanced Nutrition Micronutrients; Wolinsky, I., ed.; CRC Press: Florida, cap. 4, 1998.

12. BERMÚDEZ-AGUIRRE, D., & BARBOSA-CÁNOVAS, G. V. Inactivation of Saccharomyces cerevisiae in pineapple, grape and cranberry juices under pulsed and continuous thermo-sonication treatments.Journal of Food Engineering, v. 108, n.3, p. 383-392, 2012.

13. BIANCHI, M.L.P.; ANTUNES, L.M.G. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Revista Nutrição, Campinas, v.12, n.2, p.123-130, Aug. 1999.

43 14. BIANCHINI, R., PENTEADO, M. V. C. Vitamina E. In: BATISTA, E. C. S.; COSTA, A. G. V.; PINHEIRO-SANT’ANA, H. M. Adição da vitamina E aos alimentos: implicações para os alimentos e para a saúde humana. Revista Nutrição, Campinas, v. 20, n. 5, p. 525-535, 2007.

15. BOBBIO, F. O. e BOBBIO, P. A., Introdução à Química de Alimentos, 2º ed. São Paulo, Varela, 1989.

16. BOILEAU, A. C., MERCHEN, N. R., WASSON, K., ATKINSON, C. A. & ERDMAN, J. W., JR. cis-Lycopene is more bioavailable than trans-lycopene in vitro and also in vivo in the lymph-cannulated ferret. J. Nutr. v. 129, p. 1176-1181, 1999.

17. BORGES SS, KORN M. Química Nova, v. 25, n. 4, p. 558., 2002.

18. BORGUINI. R. G.; OETTERER. M.; SILVA. M. V. Qualidade nutricional de hortaliças orgânicas. Boletim da SBCTA. Campinas. v. 37. n. 1. p. 28-35. jan./jun. 2003.

19. BOSCOVIC, M.A. Fate of lycopene in dehydrated tomato products: carotenoid isomerization in food system. Journal Food Science, Chicago, v. 44, n.1, p. 84-86, 1979.

20. BRAMLEY, P. M. Is lycopene beneficial to human health? Phytochemistry, v. 54, n. 3, p. 233-236, 2000.

21. BRITTON, G. Carotenoids. In: HENDRY, G. F. (Ed.) Natural foods colorants. New York: Blackie, p.141-182, 1992.

22. BUCKIN, V.; O’DRISCOLL, B.; SMYTH, C. Ultrasonic spectroscopy for material analysis: recent advances. Spectrosc. Eur., v.15, p.20–25, 2003.

23. CAMINITI, I. M., NOCI, F., MUÑOZ, A.,WHYTE, P., MORGAN, D. J., CRONIN, D. A. Impact of selected combinations of non-thermal processing Technologies on the quality of an apple and cranberry juice blend. Food Chemistry, v. 124, n.4, p. 1387- 1392, 2011.

24. CÁRCEL J.A., GARCÍA-PÉREZ J.V., BENEDITO J., MULET A. Food process innovation through new technologies: Use of ultrasound. Journal of Food Engineering, v.110, p. 200–207, 2012.

25. CASTENMILLER, J.J.; WEST, C.E.; LINSSEN, J.P.; VAN HET HOF, K.H.; VIRAGEN, A.G.; The food matrix of spinach is limited factor in determinig the bioavailability of -carotene and to a lesser extent of lutin in humans. J. Nutr. v. 129, p. 349-355, 1999.

26. CHITARRA, M.I.F.; CHITARRA, A.B. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. Lavras: ESAL-FAEPE,p. 320, 1990.

27. CUCHEVAL, A.; CHOW, R. C. Y. A study on the emulsion of oil by power ultrasound. Ultrasonics Sonochemistry, v.15, p. 916-92, 2008.

44 28. CHUN, J.; LEE, J.; YE, L.; EXLER, J.; EITENMILLER, R. R. Tocopherol and tocotrienol contents of raw and processed fruits and vegetables in the United States diet. Journal of Food Composition and Analysis, v.19, p.196–204, 2006.

29. CRUZ, R. M. S., VIEIRA, M. C., & SILVA, C. L. M. Modelling kinetics of watercress (Nasturtium officinale) colour changes due to heat and thermosonication treatments. Innovative Food Science e Emerging Technologies, v. 8, n. 2, p. 244-252, 2007. 30. CZECHOWSKA-BISKUP, R., ROKITA, B., LOTFY, S., ULANSKI, P., e ROSIAK, J.

M. Degradation of chitosan and starch by 360-kHz ultrasound. Carbohydrate Polymers, v. 60, n. 2, p. 175-184, 2005.

31. DAMODARAN S., PARKIN K.L; FENNEMA, O.R. Química de Alimentos de Fennema. 4°ed, Porto Alegre:Artmed, 2010.

32. DENU, J. Vitamin B3 and sirtuin function. TRENDS in Biochemical Sciences, v. 30, p. 479 – 483, 2005.

33. DIÉGUEZ, A.; HIERREZUELO, J. Tiamina. Medisan, v.1 n.1, p.23-29, 1997. Diseases. Canadian Medical Association Journal, v. 163, n. 6, 1997.

34. DIMASICO, P., KAISER, S., e SIES, H. Lycopene as the most efficient biological carotenoid singlet oxygen quencher. Archives of Biochemistry and Biophysics, v. 274, p. 532–538, 1989.

35. DING, H., CHIN, Y. W., KINGHORN, A. D.; D’AMBROSIO, S. M. Chemopreventive characteristics of avocado fruit. Seminars in Cancer Biology, Stockholm v.17, n.5, p.386–394, 2007.

36. DJURIC. Z.; POWELL. L.C. Antioxidant capacity of lycopene-containing foods. Int. J. Food Sci. Nutr., v. 52 p.143-9, 2001

37. DUKHIN, A.S.; GOETZ, P.J.; TRAVERS, B. Ultrasound for characterizing liquid based food products. 1 – acoustic spectroscopy. Mount Kisco: Dispersion Technology, . 26f, 2003.

38. EH, A. L.-S., e TEOH, S.-G. Novel modified ultrasonication technique for the extraction of lycopene from tomatoes. Ultrasonics Sonochemistry, v. 19, n.1, p. 151- 159, 2012.

39. EITENMILLER, R.R., LEE, J., Vitamin E: Food Chemistry. Composition and Analysis. Marcel Dekker, New York, 2004.

40. FENNEMA, O.R. Food Chem.. 3 ed.; Marcel Dekker, Inc.; New York, p. 663- 665, 1996.

41. FERNANDES, F. A. N.; GALLÃO, M.I.; RODRIGUES, S.Effect of osmotic dehydration and ultrasound pre-treatment on cell structure: Melon dehydration. LWT - Food Science and Technology, v.41, p.604-610, 2008.

45 42. FRAGA, C. G.; OTEIZA, P. I. Iron toxicity and antioxidant nutrients. Toxicology, v.

180, p. 23-32, 2002.

43. FRANCO, G. Tabela de composição dos alimentos; ed. Atheneu, Rio de Janeiro - RJ, p. 307. 1992.

44. FRANCO, G. Tabela de composição dos alimentos; ed. Atheneu, Rio de Janeiro - RJ, p. 21-22. 2008.

45. FUENTE-BLANCO, S.; SARABIA, E. R. F.; ACOSTA-APARICIO, V. BLANCOBLANCO, A.; GALLEGO-JUAREZ, J. A. Food drying process by power ultrasound. Ultrasonics Sonochemistry, v. 44, p. 523–527, 2006.

46. GARCIA-ALONSO, F.J.; BRAVO, S.; CASAS, J;. PEREZ-CONESA, D.; JACOB, K.; PERIAGO, M.J. Changes in Antioxidant Compounds during the Shelf Life of Commercial Tomato Juices in Different Packaging Materials. J. Agric. Food Chem. v. 57, p. 6815– 6822, 2009.

47. GIOVANNUCCI, E. Tomatoes, tomato-based products, lycopene, and cancer: review of the epidemiologic literature. J. Natl. Cancer Inst., v. 91; p. 317-331, 1999.

48. GIOVANNUCCI, E.; ASCHERIO, A.; RIMM, E.B.; STAMPFER, M.J.; COLDITZ, G.A.; WILLETT, W.C.; Intake of carotenoids and retinol in relation to risk of prostate cancer. J. Natl. Cancer Inst. v. 87, p. 1767-1776, 1995.

49. GÓMEZ-LÓPEZ, V. M., ORSOLANI, L., MARTÍNEZ-YÉPEZ, A., & TAPIA, M. S. Microbiological and sensory quality of sonicated calcium-added orange juice. LWT, Food Science and Technology, v. 43, n. 5, p. 808-813, 2010.

50. GREGORY III, J. F. Vitamins. IN: FENNEMA O. R. Food Chemistry. 3ª ed. Series Food Science and Technology; v. 76. p. 531-616, 1996.

51. GROPPER, S. The water-soluble vitamins. Em: Advanced nutrition and human metabolism. Wadsworth Cengage Learning. USA, p. 309 – 372. 2009.

52. GUIL-GUERRERO, J.L, REBOLLOSO-FUENTES M.M. Nutrient composition and antioxidant activity of eight tomato (Lycopersicon esculentum) varieties. Journal of Food Composition and Analysis. p. 123-129, 2009.

53. HEMEDA HM, KLEIN BP. Effects of naturally antioxidants on peroxidase activity of vegetable extracts. J Food Sci. V. 55 n. 1, p.184-185, 1990.

54. HUNTER, G.; LUCAS, M.; WATSON, I.; PARTON, R. A radial mode ultrasonic horn for the inactivation of Escherichia coli K12, Ultrasonics Sonochemistry, v.15, p.101- 109, 2008.

55. INSEL, P. ET AL.Water – Soluble Vitamins. Em: Nutrition – 4th ed.. Jones and Bartlett Publishers. USA, p. 429 – 466, 2007.

56. JACOB, R. A. Present knowledge in nutrition; bowman, B. A.; RUSSELL, R. M., eds.; International Life Sciences institute: washington, cap. 20., 2006.

46 57. JAMBRAK, A. R., HERCEG, Z., SUBARIC, D., BABIC, J., BRNCIC, M., BRNCIC, S. R., Ultrasound effect on physical properties of corn starch. Carbohydrate Polymers, v. 79, n.1, p. 91-100, 2010.

58. KNORR, D., FROEHLING, A., JAEGER, H., REINEKE, K., SCHLUETER, O., SCHOESSLER, K., Emerging technologies in food processing. Annual Review of Food Science and Technology, v. 2, p. 203–235, 2011.

59. KOHLMEIER, M. Water-soluble vitamins and non-nutrients. Em: Nutrient metabolism. Elsevier Ltd. UK., P. 539 – 643. 2006.

60. KORN, M.; ANDRADE, M.V.A.S.; BORGES, S.S. Procedimentos analíticos assistidos por ultrassom. Revista Analytica, n. 3, p. 34-39, 2003.

61. KRINSKY NI. Carotenoids as antioxidants. Nutrition. v. 17 p.815-817, 2011.

62. KRIS-ETHERTON, P.M. Bioactive compounds in foods: their role in the prevention of cardiovascular disease and cancer. Am. J. Med., v.113, n.9B, p.71-88, 2002.

63. LEE, J. W., FENG, H., e KUSHAD, M. Effect of Manothermosonication (MTS) on quality of orange juice. Presented at AIChE Annual Meeting, (Cincinnati), 2005.

64. LEHNINGER, A. L.; NELSON, D. L.; COX, M. M.; Principles of Biochemistry, 2nd ed., Worth Publishers: New York, 1995.

65. LÓPEZ, P.; BURGOS, J. Lipoxygenase inactivation by manothermosonication: effects of sonication physical parameters, pH, KCl. Sugars, glycerol and enzyme concentration. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v.43, p.620-625, 1995a.

66. LOPEZ-MALO, A.; GUERRERO, S.; ALZAMORA, S. M. Saccharomyces cerevisiae, thermal inactivation kinetics combined with ultrasound. Journal of Food Protection, v.62, p.1215-1217, 1999.

67. MACHLIN, L. J. Vitamin E. IN: MACHLIN, L. J. Handbook of vitamins. 2 ed., p. 99- 144, 1990.

68. MAHAN, L. K., ARLIN, M. T. K. Alimentos, nutrição e dieta-terapia. 8. ed. São Paulo: Roca, 957 p., 2002.

69. MIRANDA, LS. Estabilidade das vitaminas A e E em alimentos enriquecido com diferentes fontes de ferro, Campinas, SP: p.127, 2004.

70. MORITZ, B.; TRAMONTE, V.L.C. Biodisponibilidade do licopeno. Revista de Nutrição, Campinas, v. 19, n. 2, p. 265-273, 2006.

71. MURRAY, R. K.; GRANNER, D. K.; MAYES, P. A.; RODWELL, V. W.; Harper: Bioquímica, 8a ed., Atheneu Ed. Ltda.: São Paulo, 1998.

72. NASCENTES, C.C. et al. Use of ultrasonic baths for analytical applications: A new approach for optimization conditions. J. Braz. Chem. Soc., v. 12, n. 1, p. 57-63, 2001.

47 73. NASCIMENTO, P. Avaliação de retenção de carotenóides de abóbora, mandioca e batata doce. São José do Rio Preto. Dissertação de Mestrado – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – Universidade Estadual Paulista, 67p., 2006.

74. NATIONAL RESEARCH COUNCIL; Recommended Dietary Allowances, 10th ed., National Academic Press: Washington, 1989.

75. NAWAR, W. W. Lipids. IN: FENNEMA O. R. Food Chemistry. 3ª ed. Series Food Science and Technology; v. 76. p. 225-320, 1996.

76. NELLIGAN, T.J. An introduction to ultrasonic material analysis. Waltham: General Electric, 3f, 2003.

77. NGUYEN, M. L.; SCHWARTZ, S. J. Lycopene: chemical and biological properties.