Fingerprint Image Enhancement
4.3 Methods of Image Enhancements
5.8.1. Validação semântica.
Em consulta ao sítio do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos:
http://satepsi.cfp.org.br/, sítio criado e alimentado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) que tem por função divulgar informações sobre os testes psicológicos à comunidade e aos psicólogos brasileiros, verificou-se que a escala EVA (Escala de Vinculação do Adulto) e o questionário QVPM (Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe) não se encontram
presentes, e como tal não podem ser usados para avaliação clínica. No entanto, os testes não aprovados e não validados para a população brasileira podem ser usados desde que apenas num carácter de investigação. Ou seja, estes instrumentos, EVA e QVPM, poderão ser usados apenas para pesquisa científica, em virtude de não se encontrarem validados para a população brasileira.
Uma vez que a escala EVA e o questionário QVPM estão apenas validados para a população portuguesa, e o facto de precisarmos de os aplicar a uma população brasileira, levou à necessidade de se efetuar uma validação semântica em ambos os instrumentos em virtude da existência de diferenças entre o idioma português de Portugal e ao idioma
português do Brasil. Esta adaptação e validação semântica e idiomática tornou-se necessária por forma a corrigir pequenas diferenças e a manter o mesmo sentido e significado dos originais. O objetivo da validação semântica foi aumentar a compreensão e clarificação dos
itens dos dois instrumentos para a população brasileira.
O uso dos mesmos instrumentos em dois países diferentes presta-se a se poder fazer comparações e relacionamentos entre os países em causa. Neste estudo, como se visava comparar e relacionar os resultados de dois países, os instrumentos precisavam de ser os mesmos, devendo-se para o efeito fazer a validação semântica e idiomática de maneira que os instrumentos transmitissem o mais fielmente possível o sentido e conceito original.
Acrescente-se que vários autores chamam a atenção para o fato de que nem sempre existe uma equivalência funcional entre o significado das palavras entre duas línguas e que podem existir conotações próprias de cada país ou região que alteram o sentido e significado das palavras, o que pode levar a frases com significados diferentes (Hunt et al., 1991; Mills, 1939). Em Hambleton, Merenda e Spielberger (2005), podemos encontrar várias advertências acerca dos múltiplos problemas com que podemos nos deparar na adaptação de instrumentos de uma língua para outra, assim algumas normas a ter em atenção aquando de um trabalho de adaptação de instrumentos. Também Beaton, Bombardier, Guillemin e Ferraz (2000); Borsa, Damásio e Bandeira (2012) e Fonseca et al. (2011), assim como outros, dão-nos indicações acerca de como fazer a adaptação dos instrumentos sobretudo quando os mesmos são
traduzidos de outra língua. No nosso caso em virtude da língua ser a mesma, optamos apenas por se fazer a equivalência semântica e a idiomática. No entanto, deve salientar-se os efeitos culturais que podem influenciar a linguagem e a equivalência de conceptualização dos itens dos instrumentos e que a serem avaliados e tidos em consideração, exigiriam um esforço bastante significativo e implicaria uma validação dos instrumentos em diversos tipos de populações e em diversas regiões. Na nossa pesquisa, e em virtude de trabalharmos com estudantes de graduação e acima, optou-se apenas pela validação semântica e idiomática, uma vez que esta é uma população com conhecimentos avançados de leitura, escrita e
compreensão e se considerou que este tipo de validação seria suficiente para o propósito da investigação em causa.
Esta validação semântica foi efetuada por sete indivíduos de nacionalidade brasileira, sendo três indivíduos do sexo masculino e quatro indivíduos do sexo feminino, tendo todos eles naturalidade e residência no Brasil. Todos estes indivíduos são portadores de nível acadêmico de graduação, mestrado, doutorado ou acima, a quem foi pedida a leitura das instruções e dos itens dos instrumentos e a sua respectiva correção, sempre que necessária, de qualquer item, frase ou palavra que não fosse clara ou que apresentasse alguma dúvida. Após esta correção feita por nativos brasileiros, verificaram-se as suas respectivas correções e as alterações sugeridas foram incorporadas sempre que se verificaram que dois ou mais indivíduos assinalavam correções no mesmo sentido.
As instruções de preenchimento, da escala EVA e do questionário QVPM
permaneceram inalteradas. Quanto às outras correções e alterações efetuadas, elas ficaram como se segue:
Na escala EVA e no item 2, foi alterada a palavra “dificuldades” para “dificuldade”; no item 5 foi alterada a palavra “bem” para “bastante”; no item 14 foi alterada a palavra “precisar” para “preciso”. Os restantes itens da escala permaneceram inalterados.
Já as alterações nos itens do QVPM são as seguintes: no item 1 foi alterado “a interferir” para “interferindo”; no item 2 foi alterada a expressão “se mantivesse no tempo” pela expressão “fosse duradoura”; no item 8 foi alterado “conheciam-me” por “me
conheciam”; no item 16 foi alterado “dos” por “daqueles”; no item 17 foi alterado a palavra “neles” pela palavra “deles”; no item 19 foi alterada a palavra “lado” pela palavra “lugar”; no item 27 foi alterada a palavra “próprio” pela palavra “mesmo”. Todos os restantes itens permaneceram iguais aos originais.
5.8.2. Procedimentos de Ética na Pesquisa.
Elaborou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para informar e obter o consentimento dos participantes. O TCLE, pretende informar e esclarecer o objetivo da pesquisa assim como as condições da mesma. Ele também pretende obter o consentimento da pessoa à sua participação nesta pesquisa. Este foi assinado em duas vias ficando uma com a pessoa e outra com o pesquisador.
Submeteu-se o projeto ao Comitê de Ética de Ciências Humanas e Sociais da UnB e após a obtenção da aprovação por este Comitê – parecer nº 1.822.440, avançamos com o nosso projeto de pesquisa. (ver Anexo A).
Aplicação dos instrumentos:
Cumpridas todas as formalidades éticas e legais, solicitou-se a vários professores a colaboração e permissão para se poder fazer a apresentação do projeto em sala de aula e solicitar a colaboração dos seus alunos no preenchimento dos questionários. Desta maneira, e após as respectivas autorizações, foi dada uma explicação oral acerca do objetivo do estudo, assim como do preenchimento dos questionários. Os questionários foram passados em várias turmas de vários semestres, onde foi solicitada a colaboração dos alunos no preenchimento dos questionários e feito o pedido de consentimento informado, que foi assinado por todos aqueles que se dispuseram a participar.
5.8.3. Análises estatísticas.
As análises estatísticas foram realizadas com o programa IBM SPSS Statistics, versão 20 (IBM, 2011). Para além das estatísticas descritivas, como médias e desvios-padrão, usámos o Modelo Linear Geral (Análise de Regressão/Análise de Variância) para analisar os nossos
dados.
O exame realizado às variáveis deste estudo, nomeadamente, aos resíduos das análises de regressão, permitiu ver que, em alguns casos, as suas distribuições apresentavam alguma assimetria. Embora o Modelo Linear Geral seja considerado robusto face a violação dos seus pressupostos, em particular no que respeita ao pressuposto de normalidade (ver, por exemplo, Cohen, Cohen, West & Aiken, 2003, pag. 120), decidimos complementar os seus resultados inferenciais com a técnica bootstrap.
O bootstrap é uma abordagem não-paramétrica à inferência estatística que substitui os pressupostos distribucionais e resultados assintóticos por computação intensiva (Efron & Tibshirani, 1993; Davison & Hinkley, 1997). O bootstrap pode fornecer inferências mais precisas quando os dados não são bem-comportados, ou seja, quando não se verificam os pressupostos distribucionais que o Modelo Linear Geral exige, tal como a distribuição normal dos erros.
Assim, em todas as análises que realizamos, quando comparamos as médias das dimensões das escalas EVA e QVPM por nacionalidade e tempo da relação, e quando avaliamos a influência das dimensões do questionário QVPM sobre cada dimensão da escala EVA, assim como quando avaliamos essa influência moderada pela nacionalidade e pelo
tempo da relação, só considerámos um resultado significativo, do ponto de vista estatístico,
quando os valores de significância obtidos com a técnica bootstrap permitiram a mesma decisão que a dos testes da Análise de Regressão/Análise de Variância.
Estabelecemos também para todos os testes, como probabilidade de cometer um Erro de Tipo I, o valor de .05.
Resultados
Os resultados vão estar separados em diversas seções, de acordo com cada situação analisada, e de maneira que os mesmos possam ser facilmente vistos e interpretados. Nos apêndices A a J podemos ver os resultados estatísticos. Eles contêm um pequeno resumo, como forma de sintetizar os dados neles apresentados. Em cada apêndice encontram-se os resultados estatísticos quer para o pai quer para a mãe. O apêndice K é um resumo geral como forma de síntese geral. Os apêndices L e M contêm o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o Questionário de dados sócio demográficos, respetivamente. O anexo A contém o parecer do Comitê de Ética e os instrumentos usados. Já o anexo B contém o artigo publicado na revista Psychology da Scientific Research Publishing com o título : “Attachment to Peers and Perception of Attachment to Parents in Adults”.
5.9. Estatísticas Descritivas do Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (QVPM)