Supervia Eletrônica de Dados.
1ª CLASSE
Fonte: Elaboração do autor
Depois de levantados os dados relativos aos critérios/atributos, verificou-se que o Porto de Santos em relação à infraestrutura física classificou-se na terceira classe, pois a quantidade de atributos na primeira classe não foi suficiente para ser classificado na primeira classe, pois teria de ter todos os seis atributos classificados na 1ª classe. Então, utilizaram-se os três atributos da primeira classe para a segunda classe que somaram cinco atributos, sendo que teria de ter seis atributos na 2ª classe. Portanto, o Porto de Santos foi classificado na terceira classe.
Com relação à Atividade Econômica, o Porto de Santos possui atividades de 3ª e 4ª gerações, sistema de Serviços Eletrônico de Informação ao Cidadão – e – SIG, porto Kids e Exposição Oficina Santos, se classificando, segundo o método, em 1ª classe.
Em relação à carga, o porto possui cargas conteinerizada, carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos, portanto, classificando-se, segundo o método, na 1ª classe.
Com relação aos serviços ofertados, o porto possui serviços públicos, ao embarcado, ao armador, passageiros, serviços logísticos e cabotagem. Portanto classificando-se, segundo o método, na 1ª classe.
Em relação à Qualidade Ambiental, o Porto de Santos apresentou uma nota IQGAPO de 46,1 pontos, portanto, classificando-se, segundo o método, na terceira classe.
Em relação à Comunicação e Informação, o Porto de Santos possui o Porto sem Papel implantado e em funcionamento, além de ter a Supervia Eletrônica de Dados, portanto, classificando-se, segundo o método, em 1ª classe.
Agora, de posse dos dados levantados, o Método de Classificação poderá ser aplicado no Porto de Santos. O resultado é apresentado na Tabela 4.8.
Tabela 4.8 – Método para Classificação de Portos Organizados – Porto de Santos
PORTO DE SANTOS CRITÉRIOS
CLASSES
PRIMEIRA SEGUNDA TERCEIRA
INFRAESTRUTURA FÍSICA X ATIVIDADE ECONÔMICA X CARGA X SERVIÇOS X QUALIDADE AMBIENTAL X COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO X
Critérios por Classe 4 0 2
Quantidade critérios Resultado Classificação
4 Menos de 6 critérios na
1ª classe 1ª Classe Não
4 + 0 = 4 Menos de 6 critérios na
2ª classe 2ª classe Não
Senão ∑ ( 1ª + 2ª classe) < 6
Menos de 6 critérios na
2ª classe 3ª classe SIM
Fonte: Elaboração do autor
O método desenvolvido classifica o porto segundo critérios/atributos em três classes (1ª, 2ª e 3ª). Ao classificar o Porto de Santos em relação a cada critério, o Porto de Santos foi classificado na terceira classe, pois o porto não atingiu os seis critérios necessários para ser classificado na 1ª classe e nem os seis na 2ª classe.
Após um breve histórico do porto e levantado os dados necessários para a aplicação do método, criou-se uma tabela com os dados para classificação do Porto de Santos. Em relação à infraestrutura física o porto classificou-se em terceira classe, sendo os atributos que mais necessitam de atenção a utilização da área, a disponibilização de berço e a profundidade do canal.
Algumas obras do PAC 1 prevista para o Porto de santos já foram concluídas, como a margem direita do porto e a via expressa na margem direita da Avenida Perimetral de Santos, além da entrega de 5,5 quilômetros desta via expressa, com pista dupla e três faixas de tráfego em cada sentido, contando com viadutos em pontos estratégicos, resultando na eliminação dos recorrentes congestionamentos na área portuária. Também está em fase de conclusão a obra de dragagem de aprofundamento para 15 metros, e a de alargamento para 220 metros está praticamente concluída (MP, 2012).
Entre as obras previstas no PAC 2 está a construção da primeira e da segunda fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda, no município de Guarujá/SP. As obras da primeira fase foram iniciadas em agosto de 2011. O sistema viário da Margem Esquerda está sendo estabelecido ao longo do perímetro portuário, na região entre as instalações do Terminal para Contêineres da Santos Brasil S.A. até a Dow Química S.A, em uma extensão de, aproximadamente, 2,5 Km (MP, 2012).
Também faz parte, também, do conjunto de ações no PAC 2 o realinhamento e a construção do cais de Outeirinhos. O objetivo dessa obra é a melhoria da estrutura de atendimento à demanda por leitos na região durante a Copa de 2014. Com a execução de 1.320 metros de cais entre os armazéns 23 e 29, o Porto de Santos oferecerá a possibilidade de atracar até seis navios de passageiros na região de Outeirinhos, disponibilizando 15,4 mil leitos de alta qualidade (MP, 2012).
Embora os empreendimentos do PAC 1 e 2 tenha por objetivo permitir ao Porto de Santos ampliar sua capacidade de movimentação, possibilitando a navegação simultânea no dois sentidos de direção e condição de receber navios que carregam até 9 mil contêineres, até o momento o Porto de Santos ainda continua com profundidade de 13,30 m.
Em relação ao critério atividade econômica, carga e serviços, o Porto de Santos foi classificado, segundo o método de classificação de portos organizados, na 1ª classe.
Em relação ao critério qualidade ambiental o porto foi classificado em terceira classe, mostrando a necessidade de voltar sua atenção para atendimento das questões ambientais. O Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos tem como objetivo planejar as diretrizes necessárias a um futuro ambientalmente correto, levando em consideração as necessidades de crescimento do porto, sendo que, qualquer reforma, expansão ou reordenamento das atividades de movimentação no Porto Organizado levará em consideração a questão ambiental (PDZPS, 2006). No entanto, o IQGAPO mostrou que o Porto de Santos necessita rever sua política em relação ao critério qualidade ambiental. Já nos outros critérios - atividade econômica, carga, serviços e comunicação e informação o porto foi classificado na primeira classe, demostrando que o porto tem uma preocupação com os critérios apresentados. Assim, depois de classificar o porto segundo os atributos, aplicou-se o método de classificação.
Portanto, para ascender à primeira classe em todos os critérios, o porto necessitaria rever os critérios de infraestrutura física e qualidade ambiental. No que se refere à infraestrutura física, o que mais impactou negativamente foi a profundidade do canal, pois, mesmo após conclusão das obras de aprofundamento, dos atuais 13 m para 15 m, ainda assim não será suficiente para ser classificado na primeira classe. Também é preciso que o porto reavalie sua política de gestão ambiental para que consiga melhorar seu índice IQGAPO.