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Det nasjonale aspektet ved messehaklen

4.4 Eksterne betydninger

4.4.3 Det nasjonale aspektet ved messehaklen

Na pesquisa narrativa, chamamos de composição de sentidos a interpretação que atribuímos aos eventos ocorridos durante a pesquisa e que serão narrados pelo participante, por intermédio dos textos de campo, que são compostos ao longo da pesquisa. No entanto, posso dizer que é no vivenciar da experiência, com o fazer do pesquisador narrativo e com a complexidade dos eventos narrados que descobrimos as tensões e atribuímos sentido aos textos de campo. Clandinin e Connelly (2000; 2011) chamam a atenção para o cuidado ao compor os textos de pesquisa.

Se compusermos um texto de pesquisa sem atenção suficiente ao campo e aos textos de campo, corremos o risco de escrever um texto desconectado a partir da experiência da pesquisa, um texto que serve de interesse e motivação para o pesquisador, mas sem conexões claras com as experiências dos participantes (CLANDININ; CONELLY, 2000; 2011, p. 186).

Clandinin e Connelly (2000; 2011) chamam atenção para o cuidado que o pesquisador narrativo deve ter ao compor os textos de pesquisa. Se compusermos um texto de pesquisa que atenda aos interesses do pesquisador, estaremos descartando o que é mais valioso para o pesquisador narrativo, a experiência do participante. Digo isto, pensando na base teórica da pesquisa narrativa, advinda de Dewey (1938; 2011), que aponta a experiência como um caminho teórico.

A composição de sentidos dos textos de campo compostos durante esta pesquisa, foi realizada em uma perspectiva abordada por Ely; Vinz; Downing, Anzul (1997; 2001). De acordo com essas autoras, os textos de campo passam pelos “olhos do Pesquisador”. As autoras apontam para o cuidado que o pesquisador narrativo deve ter ao compor sentido das experiências historiadas. Para isso, citam Laurel Richardson‟s (1994), quando dizem que é preciso reconhecer que, na maioria das vezes, não há uma realidade fixa. Ainda sobre essa questão, as autoras chamam a atenção para o que chamam de “Angles of Reposes”, que são aqueles ângulos que não foram explorados, que não foram levados em consideração na hora de compor sentidos da experiência vivida. Se adotarmos essa perspectiva dos ângulos que não

foram explorados, podemos dizer que o sentido que damos aos textos de campo pode ter outros vários sentidos, dependendo do ângulo pelo qual o vemos e interpretamos. Isso possibilita a reflexão do pesquisador na hora de compor sentido das experiências vividas. Para ilustrar o que discuti neste parágrafo, apresento a imagem abaixo:

Figura 4 – Mapa conceitual sobre os possíveis ângulos na pesquisa narrativa

Fonte: Mapa conceitual elaborado pela autora desta dissertação com base em Ely; Vinz; Downing, Anzul (2001).

A imagem elaborada por mim, após a leitura que fiz sobre composição de sentidos de acordo com Ely; Vinz; Downing, Anzul (2001), serviu para que eu pudesse entender os ângulos explorados por mim durante minha experiência como professora tutora e, também, no momento da composição de sentido dos textos de campo. A partir da leitura e da elaboração da figura, os ângulos explorados por mim foram: os de professora tutora em contexto de EaD, no qual narrei e compus sentido das experiências de acordo com minha perspectiva de professora tutora do curso; o de pesquisadora, entendendo a pesquisa narrativa, os caminhos teóricos e metodológicos, as concepções sobre tutoria e tutor, o conhecimento prático- profissional e o conhecimento prático-pessoal; o de professora do ensino médio, aprendendo com os alunos em sala de aula e o de mestranda, aprendendo na academia com professores, colegas de grupo e sala de aula. Provavelmente outros ângulos seriam possíveis de ser explorados se levasse em consideração as histórias de alunos, professores, coordenadores e do leitor desta dissertação. No entanto dar conta de todos esses ângulos é uma tarefa quase que impossível, além disso, poderia haver tantos outros que não foram sequer observados durante a experiência.

metodológica, em um segundo princípio, o da interação (seriam as condições objetivas e condições internas) que, a meu ver, estão ligadas à questão do “olhar do pesquisador”, a forma como ele vê o evento vivido em uma dada situação. Portanto, para a composição de sentidos, utilizei também Dewey (1938; 2011), que aponta a experiência como base da sua literatura. E como esta pesquisa perpassa por esse viés, Dewey foi primordial para a composição do texto desta pesquisa.

Além do princípio da interação abordado no parágrafo anterior, Dewey (1938; 2011, p. 36) discute também o princípio da continuidade experiencial. Segundo ele, “o princípio da continuidade da experiência tanto toma algo das experiências passadas, quanto modifica de algum modo as experiências que virão”. Pensando nesse princípio e a partir da afirmativa de Dewey (1938; 2011) e com os textos de campo em mãos, procurei entender que eventos ocorridos durante a minha experiência constituíam esse princípio da continuidade experiencial.

Foi a partir da experiência com a tutoria em contexto de Educação a Distância, tendo como base teórico-metodológica a pesquisa narrativa de Clandinin e Connelly (2000; 2011) e levando em consideração Dewey (1938; 2011), que os textos de campo produzidos durante a pesquisa foram compostos em textos de pesquisa, tendo como luz, foco, os conhecimentos teóricos e metodológicos das autoras Ely; Vinz; Downing, Anzul (2001).

Ao dialogar com os textos de campo produzidos durante a minha vivência como professora tutora, acredito que muitos elementos referentes à tutoria que observei me ajudaram a repensar as experiências vivenciadas. Essas experiências estão relacionadas à interação, à mediação e à construção de conhecimentos. Pensar nessa possibilidade é realizar os movimentos feitos pelo pesquisador narrativo, segundo Clandinin e Connelly (2000; 2011), buscando na temporalidade, no espaço e no social a reconstrução da experiência vivida, a fim de entender outras possíveis experiências relacionadas à formação profissional do professor tutor em contexto de EaD. E para entender esse processo de formação profissional os conceitos de conhecimentos prático-profissional e prático-pessoal me ajudaram na composição de sentido dos textos de campo.

Exposta a metodologia de pesquisa, no próximo capítulo apontarei as teorias que utilizei durante a construção desta dissertação. São alguns caminhos teóricos que me ajudaram a entender questões relacionadas à concepção de professor tutor e tutoria; aos conceitos de conhecimento prático-pessoal e profissional e às bases legais acerca da tutoria em contexto de EaD.

CAPÍTULO II – OS CAMINHOS TEÓRICOS PERCORRIDOS DURANTE A MINHA