Com o advento dos servidores em nuvens, várias empresas começaram a fornecer serviços de armazenagem de dados em sites externos. São empresas como a IBM, a Parse.com, a Google, entre outras, que prestam serviço de armazenagem de dados, garantindo segurança às aplicações feitas pelos usuários e ao dos dados que trafegam entre os aplicativos e os servidores externos. Isto se faz pelo uso de bibliotecas fornecidas ao programador pela empresa da nuvem.
A Parse é uma das empresas fornecedoras deste tipo de serviço. Para fazer uso do serviço, basta cadastrar-se como usuário, que pode ser gratuito ou não conforme a quantidade de tráfego que se deseje usar no Parse. Visitando-se o site parse.com e clicando-se em products pode-se ver algumas das características de programação que são oferecidas às aplicações. Parse trata-se basicamente de um servidor backend como uma prestação de serviço. A Figura 21 mostra a página inicial.
Isto significa que a Parse trata das componentes de rede para as aplicações, cuidando de tudo que é necessário para armazenamento de dados na nuvem, passando por notificações do tipo push, integração com o framework do facebook ou twitter, quando assim se desejar, além do que se costuma chamar de cloudcode ou código nas nuvens que é uma maneira de se colocar a lógica do negócio, ou business logic, como se fosse uma camada para interfacear os dados na nuvem e a sua aplicação.
Para este trabalho usou-se apenas os produtos relativos à armazenagem de dados nos servidores Parse. Para isto fez-se o cadastro através de conta pessoal de email e em seguida pode-se cadastrar os mais variados aplicativos, seja para
Android, IOS, Java, entre outras plataformas de desenvolvimento dentro da sua conta pessoal, conforme ilustrado na Figura 22.
Figura 21 – Página principal de parse.com Fonte: parse.com
Figura 22 – Plataformas para Parse Fonte: parse.com
Tem-se as mais variadas plataformas para as quais existem bibliotecas disponíveis para o interfaceamento com Parse. Neste trabalho escolheu-se a plataforma android devido a ser aberta além de estar presente na maioria dos sistemas móveis pessoais. Clicando-se no ícone android da Figura 22, abre-se uma tela como mostra a Figura 23.
Figura 23 – Escolha da Plataforma Parse Fonte: parse.com
A Figura 23 deixa claro que Parse fornece bibliotecas apropriadas para as várias plataformas hoje existentes, de modo que apenas incorporando-as no projeto do aplicativo, pode-se usar suas classes e métodos para se ter acesso aos servidores da Parse para armazenagem de dados na nuvem.
Existem algumas características do parse.com que seriam muito úteis no controle de dados pessoais que um determinado aplicativo utilize:
• Criação de usuários para a nuvem;
• Conexão e desconexão de usuários da nuvem;
• Correlação de dados entre usuários da nuvem: é um serviço que permite que um usuário siga outro usuário como se fosse um aplicativo parecido com twitter;
• Armazenamento de dados de usuários na nuvem; • Recuperação de dados de usuários da nuvem.
Para começar o uso destes serviços, deve-se começar com o cadastro pessoal do programador no parse.com, conforme ilustrado na Figura 24.
Figura 24 – Tela de Assinatura do serviço na nuvem Fonte: parse.com
Desta tela segue-se para a Figura 25, onde se clica em Cloud Store Data.
Figura 25 – Tela para Armazenamento de Dados Fonte: parse.com
Em seguida faz-se o cadastro do aplicativo, conforme apresenta a Figura 26, em desenvolvimento. Pode-se baixar também para um projeto já existente, quando se faria uso apenas das bibliotecas.
Figura 26 – Tela para escolha do aplicativo a receber o serviço na nuvem Fonte: parse.com
Logo mais, como mostra a Figura 27, basta baixar o arquivo zipado no qual se obtém uma estrutura básica, esqueleto básico de um aplicativo que use as bibliotecas para armazenamento em parse.com.
Figura 27 – Tela de download do kit da nuvem Fonte: parse.com
O arquivo zipado que foi baixado contém várias coisas, dentre as quais:
• Algumas bibliotecas a serem importadas no projeto, dentro do ambiente de desenvolvimento;
• Um objeto identificador parse; • Um projeto novo para android.
O projeto chamado ParseStarterProjetct deve ser importado para dentro do ambiente eclipse, o ambiente de desenvolvimento android. Ao importar-se, ainda
assim alguns erros aparecerão, pois falta inserir em tal projeto o objeto android que também foi fornecido ao se fazer a inscrição no Parse. Este objeto aparece na Figura 26, item 7, e corresponde à identificação do cliente programador e do aplicativo em questão junto ao Parse. É desta forma que a nuvem sabe quem é o aplicativo que solicita os vários métodos existentes sobre objetos de armazenamento.
Feito isto, basta criar objetos do tipo parse para manipulação de dados. Estes objetos podem ser compostos de conjuntos de pares de valores key e value. O valor de key corresponde a um nome de variável, como o que costuma usar em linguagem C. Value é o valor atribuído à variável key. Vários conjuntos de pares key, value podem ser utilizados em um único objeto tipo parse, de modo que o objeto compreenda uma estrutura complexa de variáveis. Após estes passos, precisa-se armazenar estes dados na nuvem e para isto existem várias maneiras. A forma mais simples é usar-se um método atrelado a objetos parse chamado saveinbackground(). Ele se encarrega de toda a parte relativa aos acessos a servidores, assim como a fazer o armazenamento do objeto criado anteriormente nos servidores Parse.