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Merknader til de enkelte bestemmelsene i lovforslaget

Ao terminar esta primeira prática realizada em contexto de primeiro ciclo, torna-se necessária uma reflexão acerca do trabalho desenvolvido.

Ao nível das atitudes considero que manifestei bastante empenho ao longo de tona a prática. Desde o início da prática que procurei criar uma relação positiva com as crianças, tentando conquistar a confianças das mesmas, pois considero que este tipo de relação tem extrema importância. Ao conhecer as crianças desta forma, considero que muitas das vezes me permitiu agir de forma mais correta com as mesmas, pois procurei “colocar-me no seu lugar”, perceber as suas dificuldades e até mesmo compreender as suas atitudes e formas de agir. Por outro lado, penso que foi mais fácil para os alunos perceberem que estava ali para os ajudar, quando podíamos brincar, brincávamos mas também quando era necessário chamar à sua atenção, chamava, não deixando de “gostar deles” e os próprios alunos chegaram mesmo, por várias vezes, a assumir esta relação dizendo com frequência “gosto de ti Teresa” e pedindo várias vezes “vem jogar à bola Teresa, és da minha equipa”. De acordo com Arends (2008) “ (…) é importante que os professores tenham disposições afectuosas em relação às crianças e aos jovens, e que acreditem nas capacidades de aprendizagem de todas as crianças” (p. 20).

Também ao longo da prática procurei ser recetiva à crítica no sentido em que fiz um esforço para tentar melhorar os aspetos, que através do feedback que me era dado, percebia que não estariam tão bem. Por exemplo, fui tentando melhorar ao nível das reflexões, procurando colocar algumas frases ou ideias das crianças. Também por diversas vezes tentei procurar uma nova organização das atividades, nomeadamente atividades em grupo, de forma a conseguir uma melhor gestão das mesmas, tentando mudar de estratégia e procurando não cometer os mesmos erros.

Relativamente à planificação e estratégias que fomos utilizando enquanto grupo, penso que houve uma evolução e bastante empenho da nossa parte. Com o decorrer do tempo, procurámos criar fios condutores, por exemplo criando vários mini projetos como foi o caso das “Formigas”, dos “Caracóis”, “Desafios do Sismarito”, entre outros. Desta forma, tentámos e penso que de certa forma conseguimos, motivar os alunos, fazendo com que estes muitas vezes referissem com entusiasmo aquilo que tinham aprendido sobre determinado assunto. Os alunos chegaram mesmo a apelidar-me de “professora das experiências”. De acordo com Gomez, Vir & Serrats (2000) “A aprendizagem deve levar-se a cabo de uma forma livre e singela, descobrindo a diversão através do jogo, e não pela imposição de actividades sem interesse que tendam a desembocar num ambiente «indisciplinado» (p. 59). Também neste ponto realço algumas estratégias criadas ao nível do comportamento, realçando aquelas que considero terem sido mais marcantes. Por exemplo, implementação de diplomas de bom comportamento e o registo das atividades que os alunos tinham para cada dia no quadro. No caso dos diplomas, mesmo os alunos que referiam que os mesmos não tinham importância, aquilo que verifiquei foi que muitas vezes surgiam comentários como “Professora, achas que posso ganhar um diploma?” ou “Hoje vou receber um diploma!”. Relativamente ao registo que era feito no quadro acerca das tarefas, era também frequente os alunos pedirem com entusiasmo para fazer um “certo” à frente da tarefa que tinham terminado de concretizar.

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Assim sendo, considero que os alunos sentiram uma motivação extra para terem cuidado com o seu comportamento e fazerem um esforço para realizar o trabalho que era pedido. Neste ponto considero ainda importante salientar que o trabalho em grupo foi fundamental. O facto de trabalharmos em grupo neste sentido foi bastante importante uma vez que considero que beneficiou bastante os alunos.

Enquanto grupo da Prática Pedagógica, o facto de eu e a minha colega trocarmos impressões acerca daquilo que observávamos uma da outra, discutirmos formas de melhorar as atividades e o apoio entre nós foram aspetos fundamentais. Sendo os alunos o nosso principal foco, considero que esta união beneficiou a nossa prática e consequentemente os alunos e as suas aprendizagens através das propostas educativas que apresentámos.

Uma preocupação que tive ao longo da prática e que considero ter sido bastante importante relacionou-se com a minha preparação para as diferentes intervenções. Tive o cuidado de investigar e procurar utilizar a linguagem mais adequada, uma linguagem que fosse percetível para os alunos e ao mesmo tempo, que não apresenta-se lacunas a nível científico.

Ao nível da reflexão considero que apresento ainda bastantes dificuldades uma vez que o feedback que tenho recebido me permitiu perceber que muitas das vezes não reflito o suficiente. Ou seja, por vezes sinto bastante dificuldade em esmiuçar ideias, apresento as ideias mas fica a faltar as evidencias. Este é um parâmetro que sinto precisar ainda de melhorar muito, ainda que ao longo do tempo tivesse tentado melhorar, considero não ter conseguido ter sucesso nesta tarefa.

Para terminar, faço um balanço positivo desta prática, tendo sentido várias melhorias na na minha forma de estar, empenhando-me em refletir sobre a minha prestação e tentando melhorar na intervenção seguinte. Aprendi muito, havendo no entanto ainda muito a aprender e muito para melhorar. Este contexto exigiu que procurássemos mais informação, mais estratégias. Uma vez que era uma turma com bastantes dificuldades relativamente a hábitos de trabalho e em que os alunos apresentavam comportamentos que revelavam que não estariam motivados, foi ainda mais exigente. Essa exigência permitiu que aprendesse muito. Foi uma prática marcante sem dúvida, recheada de oportunidades para aprender e por isso muito especial para mim!

Referências Bibliográficas:

Arends, R. (2008). Aprender a ensinar. Aravaca: McGraw-Hill.

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Anexo IV - Reflexão de 19 a 21 de maio de 2014 em contexto de 1.º CEB I