H. Om representativiteten
I. Vedlegg
4. Merknader til beregningene av enkelte gjennomsnittsdata
A adoção de estilos de vida saudáveis e a participação ativa no cuidado da própria saúde são importantes em todos os estágios da vida. Um dos mitos da velhice é ser tarde demais para se adotar esses estilos nos últimos anos de vida. Pelo contrário, o envolvimento em atividades físicas adequadas, alimentação saudável, abstinência do fumo e do álcool e acompanhamento médico sabidamente podem prevenir doenças e o declínio funcional, aumentar a longevidade e a qualidade de vida do indivíduo (OMS, 2005).
No século XX, o termo “doenças da urbanização” foi atribuído às condições crônicas que surgiram em função do crescente número de pessoas que migram para áreas urbanas e do marketing mundial. À época verificou-se extraordinário incremento na propaganda e promoção de produtos nocivos à saúde nos países em desenvolvimento. Paralelamente a essa circunstância surgiram de forma predominante comportamentos e padrões de consumo não saudáveis, como tabagismo, ingestão excessiva de alimentos não saudáveis, sedentarismo, abuso de bebidas alcoólicas, práticas sexuais de alto risco e estresse social descontrolado. A respeito das mudanças nos padrões de consumo e no estilo de vida, a OMS advertiu:
Indústrias de cigarro, álcool e alimentos identificaram países em que as regulamentações nacionais e os programas de educação em saúde pública são ineficazes ou, em muitos casos, inexistem. O sucesso dessas campanhas de marketing é proporcional à devastação que acarretam à saúde, à economia e ao bem-estar social dos países e suas populações. O mundo está passando por uma transformação incontestável em virtude desses comportamentos prejudiciais à saúde (OMS, 2003: 21).
É fato inconteste que o tabagismo é o fator de risco de doenças crônicas modificável mais importante para jovens e idosos, e representa a causa de morte prematura mais evitável. Por outro lado, a participação em atividades físicas regulares e moderadas diminui o aparecimento de enfermidades em idosos saudáveis ou com doenças crônicas, melhora a saúde mental, retarda
declínios funcionais, além de reduzir o risco de quedas; por vezes, promove contatos sociais. Apesar de todos os benefícios, grande proporção da populacão da maioria dos países, especialmente os segmentos de baixa renda, as minorias étnicas e as pessoas idosas com deficiências, leva uma vida sedentária (OMS, 2005).
Nos países menos desenvolvidos, boa parte da população executa trabalho físico árduo e tarefas que aceleram deficiências, causam lesões e agravam doenças existentes, especialmente à medida que se aproximam da velhice. As tarefas podem incluir grande responsabilidade, como no caso de cuidadores de idosos e de avós que cuidam de netos que, muitas vezes, não encontram oportunidades para o descanso e a recreação. Na maioria dos paises, as políticas públicas e programas que estimulam pessoas inativas a se tornarem mais ativas à medida que envelhecem, não garantem os meios para tal, e raramente (1) propiciam áreas seguras para caminhadas; (2) apoiam atividades comunitárias organizadas e lideradas pelos próprios idosos e culturalmente apropriadas; (3) contratam profissionais para orientar o idoso para a participação gradativa ou desenvolver reabilitação física, que ajudam a recuperar a mobilidade, de forma eficiente e eficaz em termos de custo- benefício (OMS, 2005).
Os problemas com o consumo de alimentos em todas as idades incluem a desnutrição (mais comum, mas não exclusivamente, nos países menos desenvolvidos) como o excesso de calorias. Nos idosos, a desnutrição seria causada pelo acesso limitado a alimentos, dificuldades socioeconômicas, falta de informação e conhecimento sobre nutrição, escolhas erradas de alimentos ricos em gordura, doenças e uso de medicamentos, perda de dentes, isolamento social, deficiências cognitivas ou físicas que inibem a capacidade de comprar comida e prepará-la, situações de emergência e falta de atividade física. O consumo excessivo de calorias aumenta grandemente o risco de obesidade, doenças crônicas e deficiências durante o processo de envelhecimento.92
92 O cálcio e a vitamina D em quantidade insuficiente estão associados à perda na densidade óssea durante a velhice,
e consequentemente, ao aumento de fraturas, em especial nas mulheres idosas. Em populações com alta incidência de fraturas reduzem-se os riscos pelo consumo adequado de cálcio e vitamina D e atividade física adequada (OMS, 2005).
Estudos demonstraram que uma saúde oral precária estaria associada à desnutrição e, portanto, ao maior risco de desenvolver várias doenças não transmissíveis. A promoção da saúde oral e programas de prevenção de cárie criados para estimular as pessoas a manterem seus dentes naturais precisam começar ainda cedo e continuar ao longo da vida. Devido à dor e pior qualidade de vida associadas aos problemas de saúde oral são imprescindíveis serviços básicos de tratamento dental e serviços especializados como os de prótese (OMS, 2005).
A prescrição balanceada de medicamentos é medida comportamental de fundamental importância, tendo em vista de um lado a situação do idoso e de outro os médicos de diferentes especialidades que atendem esse idoso. O idoso que faz tratamento medicamentoso está exposto ao aumento da ocorrência das reações adversas da absorção das drogas, que caracteriza resposta nociva e não intencional ao uso do medicamento para profilaxia, diagnóstico ou tratamento de doenças ou modificações de função fisiológica do organismo. Isso acarretaria a piora do quadro de saúde do idoso, que consome mais medicamentos, em comparação com as demais faixas etárias, e que, muitas vezes, mostra dificuldades de seguir o tratamento em casa, por confundir os medicamentos, dias e horários prescritos e/ou consumi-los sem receita médica (Albuquerque, 2012).93
A falta de comunicação entre os médicos de diferentes especialidades agravaria essa circunstância, principalmente quando prescrevem para o idoso cinco ou mais medicamentos, tornando-o susceptível aos riscos da chamada polifarmácia (Secoli, 2010). A polifarmácia aumenta o risco das reações adversas e pode precipitar a interação de drogas, que é um evento clínico no qual os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro, expondo o idoso à toxicidade cumulativa, a erros de medicação, à não adesão ao tratamento, a estados mórbidos e à mortalidade. Dentre os vários riscos da polifarmácia, destaca-se a alta incidência de quedas (com fraturas) entre esses
93 Muitos idosos associam ainda o uso de medicamentos com a ingestão de bebidas alcoólicas, o que exacerba a
influência negativa das drogas para a habilidade psicomotora e cognitiva, o que aumenta o risco de acidentes, ferimentos, isolamento e, finalmente, institucionalização; e torna os mais velhos vulneráveis à desnutrição e doenças do pâncreas, estômago e fígado (OMS, 2005; Oliveira; Marques; Lobo, 2009). Há evidências de que o álcool usado em pequenas quantidades (até uma dose por dia) pode oferecer alguma forma de proteção contra o AVE e doenças coronarianas, em indivíduos com 45 anos ou mais. Entretanto, em termos de mortalidade geral, os efeitos adversos da bebida prevalecem sobre qualquer proteção contra essas patologias, até mesmo em populações de alto risco (Jernigam, et al., 2000).
idosos, o que gera sofrimento pessoal e internações hospitalares evitáveis e onerosas, para o poder público, o idoso e seus familiares (OMS, 2005; Oliveira; Marques; Lobo, 2009).