• No results found

MERKNADER TIL DE ENKELTE OMRÅDER .1 Innledning

Nå river det i rettstatens bærebjelker

3 MERKNADER TIL DE ENKELTE OMRÅDER .1 Innledning

O cotidiano da Educação Infantil requer entre as várias tarefas atreladas ao cuidar que sejam efetivadas o ensinar, uma vez que essa etapa da educação básica deve dar garantias de desenvolvimento integral da criança dadas as especificidades de cada faixa etária. Desta forma preparar aulas é parte preponderante na rotina do professor e deve ser realizada considerando os documentos e base teóricas que orientam essa prática no cotidiano.

Atualmente quando se pensa em base legal na Educação Infantil volta-se a Base Nacional Comum Curricular e os Campos de Experiências (BNCC) os quais incorporam objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para a Educação Infantil. De acordo com a BNCC homologada por meio da Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017 “os campos de experiência constituem um arranjo curricular que acolhem as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e

seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural” (BRASIL, 2017, p. 38).

A base passa a ser então documento norteador para desenvolvimento do currículo em sala de aula, podendo ser vista como um referencial mínimo para o acervo de conteúdo dos vários sistemas de ensino. Cabe aos professores uma análise crítica de como intensificar a BNCC de forma a privilegiar tanto conteúdos quanto métodos de ensino, objetivando garantir a qualidade ao ensino e acesso aos ditos conhecimentos do patrimônio cultural.

Frente essa nova orientação o professor deve orientar sua prática a partir dos campos de experiência e objetivos de aprendizagem, logo para se chegar aonde é planejado dada determinado conteúdo, o mesmo deve ter claro onde se quer chegar, partindo da premissa dos conhecimentos prévios dos alunos. “Reconhecer o que o aluno sabe sobre algum assunto ou não acarreta o menosprezo a ciência: trata-se antes de um procedimento didático para desencadear o processo de ensino” (AGUIAR, 2016, p.14). Freire pontua que

O ensino deve sempre respeitar os diferentes níveis de conhecimento que o aluno traz consigo à escola. Tais conhecimentos exprimem o que poderíamos chamar de identidade cultural do aluno – ligada, evidentemente, ao conceito sociológico de classe. O educador deve considerar essa “leitura de mundo” inicial que o aluno traz consigo, ou melhor de si. Ele forjou-a no contexto do lar, de seu bairro, de sua cidade, marcando-a fortemente com sua origem social. (FREIRE; CAMPOS, 1991, p. 5 apud GASPARIN; 2012, p. 14)

Desta forma, por exemplo, se inicia em uma sala de aula o conteúdo “água”, partindo do pressuposto dos conhecimentos dos alunos e como esses compreendem a água nas suas relações sociais, terá provavelmente em uma sala vários pontos de vista diferente, uma vez que a relação com a água pode variar de acordo com as relações culturais daquele determinado grupo.

O trabalho na sala de aula com os temas relacionados ao Meio Ambiente toma dimensão social e cultural tanto quanto curricular, uma vez que o professor volta-se para um trabalho de conscientização de cuidados com o espaço em que está inserido.

Pensando, sobretudo, na relevância social, é correto afirmar que a relevância social dos conteúdos “significa incorporar no programa as experiências e vivências

das crianças na situação social concreta, para contrapor a noções de sociedade idealizado e de um tipo de vida e de valores distanciados do cotidiano das crianças.” (LIBÂNEO, 1994, p. 143-144). Sendo assim a prática social de considerar os saberes dos alunos dará relevância ao conteúdo, no caso específico aos Resíduos Sólidos e sua forma de descarte inadequado no meio ambiente.

Partindo da premissa que resíduo solido foi estabelecido na Lei Federal 12.305 de 2010 no seu art 3º, inc XVI

material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

Segundo a interpretação de Fellenberg (1980, p.111) os resíduos sólidos são “[...] todos os detritos sólidos e pastosos produzidos por atividades do homem”, a partir desta definição, foi utilizada como corte para iniciar a aula que todas as crianças, não apenas conhecem de forma simplória como também são agentes produtores de resíduos.

A escolha do conteúdo recorre da necessidade de conscientização das crianças para com o descarte correto e uso inadequado das mais variadas maneiras de se produzir resíduos, condição essa acarretada ainda pela forma consumista da sociedade atual.

Pode-se dizer que o “consumismo” é um tipo de arranjo social resultante da reciclagem de vontades, desejos e anseios humanos rotineiros, permanentes e, por assim dizer, “neutros quanto ao regime” transformando-os na principal força propulsora da sociedade (BAUMAN, 2007). Logo, o consumo exagerado e a ausência de consciência ambiental têm a cada dia poluído, tornado o destino desses resíduos fator de discussões e soluções urgentes para a quantidade de resíduos produzidos diariamente.

Portanto, olhando para o espaço geográfico, sob a luz do debate acerca das questões ambientais pode-se afirmar que, um dos grandes problemas da sociedade atual é a destinação irregular dos resíduos sólidos produzidos no nosso cotidiano.

Considerando o conteúdo e sua importância e as vivências das crianças e ainda sua atuação social com o meio, como recurso didático para construção da aula acerca de resíduos sólidos foi a utilização do vídeo, mais especificamente com os personagens da Turma da Mônica, com o título “um plano para salvar o planeta”. Ressalta-se que na instituição onde foi trabalhado o conteúdo, o plano de aula é construído a luz da Pedagogia Histórico-Critica, a qual considera o sujeito inserido em sociedade e seus conhecimentos prévios para posteriori sistematizar o conteúdo de forma cientifica saindo do senso comum e elevando o conhecimento a um processo mental elaborado e crítico, onde o mesmo possa atuar e modificar seu espaço social.

A escolha como o vídeo enquanto recurso deu-se devido ao grande contato que as crianças tem com esse determinado meio de comunicação, uma vez, que os pequenos se atentam e veem esse momento como algo prazeroso e logo pode se tornar um meio para se atingir objetivos, dadas as particularidades do plano de aula, e esse sendo pensando pelo professor de forma sistematizada. Os recursos audiovisuais podem, portanto, serem aliados do professor, Abud (2003) pontua o filme como uma atividade cognitiva que desenvolve estratégias de exploração.

[...] pode-se afirmar que o filme promove o uso da percepção, uma atividade cognitiva que desenvolve estratégias de exploração, busca de informação e estabelece relações. Ela é orientada por operações intelectuais, como observar, identificar, extrair, comparar, articular, estabelecer relações, sucessões e causalidades, entre outras. (ABUD, 2003, p. 191)

As linguagens visuais despertam interesse, e fazendo uso da comunicação midiática, desde que com objetivos claros e com plano de aula bem articulado o professor tem em mãos um meio de sistematiza o conteúdo, pois como menciona Moran (et. Al, 2001, 9.37) “televisão e vídeo combinam comunicação sensorial- cinestésica, com audiovisual, a intuição lógica, a emoção com a razão”.