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Konklusjon og tiltak

In document Omdømmebygging for Saab i Norge (sider 47-0)

O atributo “Coordenação”, sugere a habilidade de garantir a continuidade da assistência, seja por meio do mesmo profissional de saúde, seja pelos registros nos prontuários ou por ambos, proporcionando informações de acompanhamento dos problemas novos e antigos e referenciando e acompanhando as contrarreferências dos outros níveis de atenção (STARFIELD, 2002).

A articulação harmônica promovida por este atributo entre os diversos níveis de atenção, serviços e ações de saúde, objetiva ofertar ao usuário um conjunto de serviços e informações que atendam às suas necessidades, de modo contínuo e integrado, humanizado e aperfeiçoado, mediante a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) (MENDES, 2009). Conforme a Portaria GM nº 4.279/2010, que criou as RAS no SUS, este têm entre seus objetivos promover relações horizontalizadas, mediante a responsabilidade de coordenar a trajetória dos usuários pelos diversos níveis de atenção caso suas necessidades não puderem ser atendidas por ações da APS, por meio das estratégias da referência e contrarreferência para serviços especializados (BRASIL, 2011c; BRASIL, 2010a; ALMEIDA et al., 2010).

A coordenação tem como essência o conhecimento de informações sobre os problemas das populações para melhor execução de ações que atendam às necessidades atuais. Na possibilidade de avaliação negativa do atributo da coordenação, isto afetaria a efetividade da longitudinalidade e da integralidade, bem como o primeiro contato apresentaria significado basicamente administrativo (STARFIELD, 2002; BRASIL, 2011c). Vários são os benefícios de uma assistência baseada na coordenação: melhor diagnóstico dos problemas do usuário; com tratamentos mais eficazes, e com redução de riscos; diminuição de procedimentos/intervenções complexos e desnecessários e redução de custos com hospitalizações.

Para que ocorra a continuidade da informação, imprescindíveis são os adequados registros dos atendimentos e mecanismos de referência e contrarreferencia que garantam a comunicação entre os diversos níveis de atenção/serviços, visando a uma atenção integral, focalizada nas necessidades do usuário (ALMEIDA; FAUSTO; GIOVANELLA, 2011; BRASIL, 2011c). Para Cunha e Giovanella (2011), estudos dirigidos para a melhoria informacional ainda são pouco disseminados.

O surgimento, na contemporaneidade, de novas tecnologias de informação, e o emprego destas na organização do sistema de saúde opera de modo atrelado para dar continuidade a informação, promovendo a agilidade das anotações, processamento e acesso às

informações, concorrendo, consequentemente, para a melhor orientação terapêutica e avaliação mais satisfatória (FERREIRA et al., 2017; SOUZA et al., 2015; ALMEIDA et al., 2010; CUNHA; GIOVANELLA, 2011). Deste modo, constata-se que o processo de modernização e utilização de novas técnicas e registros beneficia a melhoria do cuidado, objetivando tornar o sistema de saúde menos fragmentado e garantindo maior integralidade e acesso universal ao direito à saúde de qualidade.

Os resultados desta pesquisa apresentaram elevado escore, expressando intensa orientação aos princípios da APS. Essa avaliação positiva do atributo “Coordenação”, foi originada tanto pelo escore acima do ponto de corte do componente estrutura – “Sistema de Informações”, e igualmente da dimensão do processo – integração de cuidados, que alcançou a média elevada. Em estudo de Prates et al (2017), este atributo obteve avaliação abaixo do ponto de corte.

Quando questionados quanto ao atributo “Coordenação – Integração de Cuidados” as UBS receberam avaliações positivas dos entrevistados que afiançaram que os profissionais recomendaram que fossem procuradas consultas com especialistas, orientando-os sobre o serviço onde poderiam ser assistidos, registrando algumas informações sobre o motivo da consulta, inclusive que o profissional conhece dos resultados do atendimento pelo especialista, indagando sobre a consulta no serviço especializado. A demanda dos usuários para especialistas no período em que estavam em acompanhamento na UBS significa que há atrelamento da UBS ao segundo nível de atenção, indicando baixa resolubilidade da atenção da APS, com desnecessárias referências. Corroborando com estes resultados, estudos de Ferreira et al (2017) levantaram que 5,9% (11) dos usuários procuraram o atendimento de especialistas, mesmo estando em acompanhamento pelo serviço de atenção primária.

Buscando-se resultados em outras pesquisas avaliativas, elenca-se a avaliação de Sala et al (2011), realizada em São Paulo, em que obtiveram achados positivos para esses dois componentes do atributo “Coordenação”. No mesmo sentido, ocorreu em outros trabalhos realizados em cidades de grande porte (PEREIRA et al., 2011; VIANA, 2012).

O estudo de Pereira et al (2011), utilizando o PCATool, indicou resultados insatisfatórios, principalmente para as questões em que o médico não discutiu com o usuário sobre a consulta especializada, com 42,2%, a falta de interesse dos profissionais pela qualidade dos serviços especializados, com 45,8%, e o profissional pouco se interessa pelos resultados da consulta com especialistas, com 46,7%.

Nas três perguntas do atributo “Coordenação – Sistema de Informação”, os usuários afirmaram que ele leva para a consulta registros, receitas, carteira de vacinação e

exames passados que devem ter favorecido a avaliação positiva. Informaram, também, que ao serem consultados os prontuários estão disponíveis e eles podem ter acesso às anotações constantes no prontuário. Tal resultado se assemelha aos do estudo de Ferreira et al (2017), em que 99,5% (185) dos acompanhantes informaram que o prontuário da criança sempre está disponível na consulta e 51,6% dos usuários têm a liberdade para consultar as anotações do mesmo, caso queiram. Essa cultura ainda é incipiente e ou inexistente na prática da maioria dos profissionais de saúde, porque ainda existe a ideia de que o prontuário pertence ao médico.

O acesso às anotações constantes nos prontuários das famílias ajuda na concretização dos registros de todos os seus membros, revelando-se uma importante ferramenta para a integração da equipe, na conquista de uma atenção integral à saúde da pessoa (SOUZA et al., 2015). Na mesma direção são os resultados da pesquisa de Carneiro et al (2014) que evidenciara avaliação positiva por parte dos usuários quanto às anotações e á existência do prontuário no momento das consultas.

Para o CONASS, a disponibilidade e o uso da informação restam imperiosos para a efetividade do atributo Coordenação (BRASIL, 2011f). Esse atributo necessita ser reconhecido no Brasil, pelos gestores e profissionais, em especial, por traduzir um atributo organizacional, possibilitando a continuidade e a integralidade dos cuidados aos usuários e assim concorra para o fortalecimento da APS.

Estudo de Almeida et al (2010) enfatiza que a referência e a contrarreferência são facilitadoras do processo de integração dos serviços entre os diversos níveis de atenção à saúde. Observaram, ainda, que essas estratégias entre a atenção primária e o nível secundário e terciário estão formalmente declaradas, porém, não são praticadas rotineiramente. Na realidade, existem barreiras a serem enfrentadas quanto à comunicação entre os níveis de atenção (CARNEIRO et al., 2014). Problema que pode ser reduzido com a maior implementação da RAS no Município.

Ferrer (2013) considera que este atributo não tem como ser avaliado pelos usuários, citando como exemplo a qualidade das anotações e a existência de novas tecnologias informacionais que favoreçam o fluxo dos dados sobre os usuários entre os serviços e profissionais. Com essa percepção, a autora sugere que o julgamento desse atributo, sob a óptica dos usuários, não deve ser tão valorizado. No mesmo sentido, Araújo et al (2014) salientam que os resultados devem ser analisados com limitações, pois indicam somente a visão dos usuários, sendo necessário incluir a óptica de profissionais que exercem ações na APS. Do mesmo modo, elencam-se as restrições desta investigação, quanto aos aspectos

sociodemográficos, da baixa escolaridade, usuários jovens de baixa renda, o que pode estar concorrendo para uma análise menos crítica por parte dos usuários.

O prontuário representa um documento relevante para o desenvolvimento do atributo de “Coordenação”, para que os gestores e profissionais possam garantir a comunicação entre a equipe de saúde, objetivando alcançar a atenção integral ao usuário, além de ser fonte de pesquisa (SANTOS; FERREIRA, 2012). Assim, a atuação da Atenção Primária como organizadora do processo de trabalho multiprofissional, com enfoque integral, garante o acesso universal e igualitário a qualquer nível de atenção, por meio de uma coordenação da rede de atenção, uso de mecanismos, como registros, sistema de regulação e marcação de consultas, na busca de atender as necessidades de cada usuário (LAVRAS, 2011; ALMEIDA et al., 2010).

Por fim, entende-se, conforme Starfield, Shi e Xu (2001), que o gestor da AP deve ser capaz de articular todos os serviços, em todos os níveis de atenção, por meio da Coordenação. Nesse desafio, destaca-se o fato de que o enfermeiro, como coordenador dos serviços de saúde da APS, assume a responsabilidade nas transformações do perfil de saúde de seu território, contribuindo para novos conhecimentos e práticas da APS (BANDEIRA, 2016).

Enfim, este resultado positivo do atributo “Coordenação” solicita novas pesquisas do Município sobre se as causas das referências realizadas pela Atenção Primária, buscando se foram indispensáveis e resolutivas e conhecer eventuais demandas espontâneas dos usuários para outros serviços. Dentro dessa lógica, espera-se que outros estudos sejam desenvolvidos.

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