2. Teoretisk rammeverk
2.1 Hva er merkemening
2.1.4 Merkemening som «living the brand»
Na fase de Análise, são identificados serviços candidatos a partir dos modelos de negócio fornecidos. Ainda nesta fase, decide-se como cada serviço será realizado, analisando-se possibilidades de reuso para cada um, chegando a um conjunto de serviços finais.
5.3.1 Identificação de Serviços Candidatos
A atividade de identificação de serviços candidatos é a primeira atividade de Análise e recebe como entrada um modelo de processo to-be ou modelo de casos de uso de negócio produzido durante a Modelagem de Negócio.
O modelo de processo to-be deve ser decomposto em uma série de passos de baixa granularidade e então devem ser identificados quais os passos poderão ser automatizados. Passos não computacionais (execução de tarefas humanas) do processo não serão considerados nesta etapa, pois não poderão ser executados por operações de serviços.
Em um modelo de casos de uso, deve-se analisar as descrições dos fluxos de trabalho de cada caso de uso, separando os passos executados pelo ator usuários dos passos automatizados, ou seja, executados por algum sistema ou aplicação. O Analista de Serviços deve listar os passos que serão automatizados, de modo que cada um destes passos poderá ser mapeado para uma operação de um serviço sendo invocada. As operações relacionadas devem então ser agrupadas, de modo que cada grupo de operações pertença a um serviço candidato.
Devem ser agrupadas operações que compartilhem um mesmo contexto lógico (semântico) ou que trabalhem com as mesmas entidades de dados (ERL, 2005). Em caso de operações identificadas a partir de um modelo de processo, podem ser agrupadas operações executadas por um mesmo papel. Em caso de operações identificadas de um caso de uso, podem ser agrupadas operações relacionadas a um mesmo ator do caso de uso.
Por utilizar um modelo de processo como fonte para identificação de serviços, o método procura atender ao requisito R2, ou seja, ser compatível com a abordagem BPM. E o requisito R5 também é atendido, pois é possível identificar serviços a partir de processos ou casos de uso. Ao utilizar o conceito de serviços e operações candidatos, o método proposto atende ao requisito R7.
Papel: Analista de Serviços
Artefato utilizado: Modelo de Processo to-be Artefato gerado: Modelo de serviços candidatos
5.3.2 Análise de Gap
A Análise de Gap tem como objetivo comparar os serviços candidatos identificados com os recursos já existentes na infra-estrutura de TI da organização e avaliar as possibilidades de reuso (PAPAZOGLOU; VAN DEN HEUVEL, 2006). Para cada operação candidata (pertencente a um serviço candidato), deve-se verificar se já existe algum serviço ou aplicação de software legada que execute total ou parcialmente sua funcionalidade. Para realizar esta busca, pode ser consultado um repositório de serviços e recursos reusáveis ou documentações de aplicações existentes.
Assim, para cada operação analisada, pode-se identificar um dos seguintes cenários de reuso:
Operação realizada por um serviço: A funcionalidade da operação avaliada já está implementada por um serviço existente no repositório de serviços da organização, que pode então ser reusado.
Operação realizada parcialmente por um serviço: A funcionalidade da operação avaliada é parcialmente realizada por um serviço existente. O serviço pode ser reusado, mas será necessário alterar o serviço existente ou implementar uma mediação para utilizar o serviço.
Operação realizada por uma aplicação legada: A funcionalidade da operação avaliada já está implementada por uma aplicação legada. Para poder ser usada pelo processo, esta funcionalidade deverá ser encapsulada na forma de um serviço.
Operação realizada parcialmente por uma aplicação legada: A funcionalidade da operação avaliada é parcialmente realizada por uma aplicação legada. Para poder ser usada pelo processo, esta funcionalidade deverá ser encapsulada na forma de um serviço e deverá ser implementado algum tipo de lógica de mediação ou integração.
Operação não existente: A funcionalidade da operação não existe em nenhum recurso existente e deve, portanto, ser realizada por um novo serviço a ser criado ou por uma nova operação a ser criada para um serviço existente.
O agrupamento das operações candidatas em serviços pode necessitar ser revisado em vista do resultado da Análise de Gap. Serviços candidatos podem ser alterados caso haja sobreposição com algum serviço já existente. Por exemplo, uma operação que já é realizada por um serviço existente passará a pertencer a ele. Ou ainda, uma nova operação a ser criada pode pertencer ao mesmo contexto lógico de um serviço existente, sendo portanto acrescentada a ele.
Esta atividade busca atender ao requisito R3 ao considerar os recursos existentes para a realização das operações dos serviços candidatos. Por confrontar os serviços candidatos identificados de modo top-down com os recursos existentes levantados de modo bottom-up, a atividade caracteriza uma abordagem meet-in-the-middle, atendendo ao requisito R1. Juntamente com a atividade de Identificação de Serviços Candidatos, atende ao requisito R5 permitindo que serviços sejam identificados a partir de modelos de processos e aplicações existentes.
Papel: Analista de Serviços
Artefatos utilizados: Modelo de serviços candidatos, Documentação de aplicações
existentes
Artefato gerado: Não aplicável
5.3.3 Análise de Realização
Uma vez identificados os cenários de reuso para cada operação candidata em relação aos recursos existentes, devem então ser analisadas as alternativas de realização possíveis para cada uma delas e decidir qual será adotada para realizar o serviço.
A Análise de Realização tem por objetivo avaliar as alternativas para realização de cada operação candidata em termos de viabilidade técnica, custos, riscos técnicos e de projeto, esforço e retorno de investimento. Para cada cenário de reuso identificado, as seguintes considerações devem ser feitas:
Operação realizada por um serviço: Não é necessário especificar o serviço, uma vez que ele poderá ser utilizado diretamente pelo processo de negócio sem a necessidade alteração ou integração. Este é o cenário com menor
risco de ser realizado, acarretando apenas no custo de reuso. É o cenário que aumenta o retorno sobre o investimento já realizado anteriormente.
Operação realizada parcialmente por um serviço: Neste cenário, duas opções devem ser analisadas. Pode-se alterar o serviço existente, o que traz um risco a ser considerado (impacto em outros processos e serviços existentes), ou implementar uma lógica de mediação para reusar o serviço em seu estado atual.
Operação realizada por uma aplicação legada: Este cenário exige a criação de um serviço que encapsule a funcionalidade da aplicação legada. Para tal, é necessário verificar a existência de APIs ou adaptadores para acessar o legado e, caso contrário, avaliar a viabilidade e o custo de se implementar este acesso.
Operação realizada parcialmente por uma aplicação legada: Este cenário levanta as mesmas questões que o cenário anterior, mas também oferece a possibilidade de se alterar o legado para corresponder à operação candidata, sendo necessária apenas a criação do serviço encapsulador. Deve-se avaliar se os custos e o risco tornariam esta alternativa viável.
Operação não existente: Como a operação deverá ser implementada a partir do zero, o risco é baixo, pois se tem controle sobre sua especificação e realização. O custo resume-se ao esforço necessário para se especificar e implementar a nova funcionalidade.
Para cada cenário de reuso, ainda podem ser levantadas outras alternativas de realização específicas de cada caso analisado.
Após a análise de todas as operações candidatas, o Analista de Serviços deve decidir se será viável a realização dos serviços candidatos conforme as considerações feitas. Para a tomada da decisão final, pode ser necessário o apoio do Gerente de Projeto, pois são avaliados aspectos como risco, custo e esforço, e do Arquiteto Corporativo, pois pode haver alterações em aplicações e serviços existentes.
Caso seja definida uma alternativa de realização viável, o método prossegue com a especificação dos serviços. Caso contrário, os resultados da Análise de Realização devem ser passados para o Analista de Processos para que a modelagem de processo to-be seja revisada e as atividades de Análise repetidas.
Esta atividade busca atender ao requisito R6 ao oferecer diversos cenários de realização de serviços, dependendo da disponibilidade de recursos reusáveis.
Papéis: Analista de Serviços, Gerente de Projeto, Arquiteto Corporativo
Artefatos utilizados: Modelo de serviços candidatos, Documentação de aplicações
existentes
Artefato gerado: Não aplicável