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8.2 Hva kan forklare funnene fra kapittel 6 og 7?

8.2.2 Meritter

A leitura necessita está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento cognitivo, mas também ao prazer que ela proporciona. Considerando-se mais atrativa e passando uma conotação de incentivo, ao contrário de uma ação mecânica que nos parece mais uma imposição e obrigação. Para termos um ponto de partida e uma reflexão sobre como tudo começou no mundo da leitura, precisamos retroceder ao início de nossa civilização, onde a narrativa oral foi por muitos tempo a única forma de comunicação, que permitia a transmissão e a perpetuação de muitas das tradições e conhecimentos, antes do surgimento de alguma forma e suporte para a escrita.

Assim, ler a história da escrita, entremeada de fatos, de processos correlacionados, pressupõe que alguém a escreveu. Recortar a história da escrita, ainda que de uma maneira informal de composição, é caminhar no tempo, voltar às pinturas rupestres, aos tijolos de barro e pergaminhos até chegarmos aos modernos programas de computadores aos engenhos eletrônicos para facilitar a vida e perpetuar o conhecimento.

O voltar às paredes rochosas, marcadas com a escrita pré-histórica, na forma de sinais desenhados ou esculpidos, signos de uma linguagem cifrada, criada para a comunicação e expressão entre os membros do grupo humano ou para gerações futuras é sem dúvida um convite a um olhar da primeira forma de leitura que nossos ancestrais nos deixaram.

Com o passar dos tempos e as sociedades em mudanças permanentes, não sabemos quando a linguagem se diversificou em idiomas, não sabemos também como e em que momento a linguagem auditiva se transformou em linguagem visual e como surgiram os primeiros sistemas de escrita. São questões até agora não resolvidas definitivamente.

Martins, citando Sapir nos mostra:

História da escrita é em essência uma longa tentativa para desenvolver um simbolismo independente com base na representação gráfica seguida da lenta e amargurada constatação de que a linguagem falada é de um simbolismo mais poderoso do que qualquer espécie de gráfico e que o verdadeiro progresso na arte da escrita repousa no abandono virtual do princípio de que originalmente partiu (MARTINS, l996, p. 33).

A evolução da escrita não se cristalizou de uma única vez. Longas foram as etapas, e não são sucessivas em espaço e tempo, pois foram necessários longos séculos para se produzir, se completar, e se aperfeiçoar, visto que cada sistema de escrita era independente dos demais e não era aperfeiçoamento de nenhum anterior. Assim, dado o devido tempo de aperfeiçoamento de cada um deles, pode-se dizer que foram criados independentes e que nenhum produziu o seguinte.

O homem em seu rude conhecimento vai deixando suas marcas no tempo onde "a linguagem pictórica antecede a escrita. Assim, a historia da humanidade registra as primeiras comunicações gráficas por símbolos ideográficos, e o próprio homem, em seus primeiros anos de vida, vai fazendo suas marcas na areia, na terra, na parede..."(WERNECK,1998, p.102).

informa mais apuradamente como a palavra falada, não registrada, seguramente precede em alguns milênios a palavra escrita. Assim, "a palavra escrita teria surgido há uns seis mil anos, por meio de sinais gráficos representando palavras e idéias, permitindo a fixação da linguagem articulada".

As primeiras formas de representar à escrita foram os pictogramas e os ideogramas. Portanto a comunicação e a escrita contribuíram lentamente para a evolução e formação do que hoje chamamos de livro, suporte mais utilizado para a leitura.

Os primeiros suportes para a escrita são também um marco para o inicio da leitura, visto que o homem não iniciou escrevendo nos materiais que hoje portam a escrita e nem sempre leu como o faz hoje. Portanto, há seis mil anos, os escritos eram realizados sobre tiras de papiros e, mais tarde sobre o pergaminho, que formavam rolos que eram desenrolados para serem lidos e enrolados novamente para serem guardados.

As primeiras bibliotecas surgiriam muito mais tarde e devemos ao rei Assurbanipal, da Grécia, no século VII AC o primeiro ensaio do que seria uma biblioteca, com um acervo de 22.000 tábuas de argila. (Vaz, 1996)

Os grandes pensadores e filósofos como Platão e Aristóteles, bem como os gênios da arte, literatura e ciências, tinham suas bibliotecas, sendo a mais importante da época a biblioteca de Alexandria, século IV AC. A mesma foi queimada pelas tropas de Júlio César, continha rolos de papiros da literatura grega, egípcia, assíria e babilônica.

e romano perdeu a facilidade de acesso ao material escrito, visto que o monopólio da escrita passou para a igreja. Se gregos e romanos tiveram suas bibliotecas abertas ao público, mas foram destruídas pelos bárbaros e pela queda do império romano, perderam aqui o livre acesso a elas.

As bibliotecas passaram a ser enclausuradas nos mosteiros, onde os monges agora eram chamados copistas e ilustradores. Com enorme sala iluminada por grandes janelas chamada de scriptorium, os monges mesmo sozinhos liam em voz alta, visto que a não segmentação das palavras obrigava-os a oralizar para compreender. Como o trabalho era apenas diurno, devido ao perigo de incêndios, os monges se dedicavam ao trabalho editorial que era árduo lento e cansativo. (FEBRVE, 1998)

O acesso à leitura tornou-se restrito, deixou de ser democrático, podendo levar a morte quem não seguisse as regras impostas. Inclusive esse fato foi romanceado na obra “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco.

Foi no período medieval que ocorreu a substituição do volumen pelo códex, com suas folhas de pergaminho dobradas semelhantes ao livro atual. Mas ao final da Idade Média, surge uma das invenções que mais marcaram a humanidade, a Prensa de Gutemberg, cuja primeira obra foi a Bíblia de 42 linhas, impressa em torno de 1460, é sua também a invenção e aperfeiçoamento da tinta a óleo para tipos móveis para a impressão(MELLO, 1972, 34).

A invenção de Gutemberg permaneceu quase inalterada por 300 anos. Iniciou também Gutemberg a base da publicidade moderna, barateando custos e permitindo correções e revisões em textos impressos menores que poderiam ser distribuídos.

a descoberta do papel, por Ts'ai Lun, no ano de 105 da nossa era. Utilizando matéria prima como fibras vegetais, casca de árvores e trapos, que batidas, separavam-se as fibras e recolhidos em peneiras e postas para secar, resultava em papel. Ao "experimentar o emprego de outros materiais diferentes da seda na fabricação do papel: como casca de plantas, resíduos de algodão, rede de pesca usadas. Com essas e outras substâncias, ele criou , talvez sem o saber, o papel de celulose"(MARTINS, l996, p. 112).

Com as invenções como a imprensa de Gutemberg, a fabricação do papel, a tinta a óleo e dos tipos móveis para a impressão, iniciamos uma nova era para a leitura.

Nascida na Alemanha, à imprensa espalhou-se pela Europa. Estávamos na idade moderna e já nascia um outro tipo de leitor. A igreja havia perdido o monopólio, mas o livro ainda continuaria caro e raro.

Mas somente com a formação de mais leitores é que o livro e o jornal (surgido no século XVII) viriam a se popularizar no século XIX. Com a democratização do ensino básico e com os novos avanços tecnológicos, multiplicaram-se os materiais escritos, passando assim a leitura a ganhar novos espaços. Passando a acontecer no interior das casas, a leitura passa a ser plural e vinculada aos interesses das pessoas. As mudanças continuam acontecendo e a leitura e a escrita tomam outros espaços, com a troca da vida rural pela urbana surgem novos sinais visuais, placas, sinais de trânsito, out-doors entre outros símbolos gráficos. As pessoas passam a ter que conviver e saber ler os novos sinais à sua volta, sem o qual a vida com dignidade fica quase impossível.

ótica, transmissão de dados on-line, e a leitura passa a acontecer também na tela dos computadores. O verbo escrever ou datilografar passa a se chamar teclar ou digitar, os erros não são mais incorrigíveis, basta deletar, que não deixam suas marcas impressas, tudo pode ser deletado. Surge uma nova linguagem universal para os usuários da rede, palavras e frases cifradas, novos símbolos, novas linguagens e novas leituras.

Essas transformações nas possibilidades de construção de leituras e de leitores necessitam serem pensadas dentro de uma perspectiva pedagógica. A Educação das novas gerações incorpora os novos elementos presentes na chamada sociedade da informação e da comunicação.

Surge um novo um público que está acostumado a ler mensagens com imagens, sons e com movimentos, que quebram as regras da linearidade e “navegam” livremente passando, com um simples clicar, de um universo temático para outro instantaneamente. As novas práticas de leitura dos novos leitores não podem deixar de sofrer as influências dos novos comportamentos culturais. Assim, a seguir iremos refletir sobre a leitura no atual contexto da tecnologia eletrônica digital.