4 Avslutning
4.2 Mer varierte og spennende oppgaver, men for lite ressurser
No geral, a reprodução ocorre apenas quando uma geração produz filhos vivos, saudáveis e capazes de perpetuar a espécie. Este é um processo complexo em mamíferos. Como objetivos das estimativas de fertilidade visa-se obter, normalmente, a média e a variação, para estabelecer prováveis diferenças. O conhecimento tem se expandido rapidamente com a explosão de técnicas moleculares, genômicas e computadorizadas, embora o conhecimento sobre a fertilidade continue longe de ser completo (Foote, 2003).
Os parâmetros determinantes da fertilidade de um varrão são as taxas de gestação e o tamanho da leitegada nascida. Atualmente, na produção de suínos tem-se aceitado que a combinação do exame clínico completo do macho e de avaliações convencionais do sêmen (concentração, motilidade e morfologia) podem ser uma alternativa para os dados reais de fertilidade. Embora estas avaliações sejam capazes de identificar tanto machos sub-férteis quanto inférteis, não são refinadas o suficiente para identificar a fertilidade relativa dos varrões que alcançam os parâmetros aceitos pela indústria para qualidade espermática. Os parâmetros ditos como “indicadores do sêmen utilizável”, normalmente, usados na maioria das centrais de inseminação artificial, fornecem uma estimativa muito conservadora da fertilidade individual dos varrões. Além disso, o número
relativamente alto de espermatozoides usados nas inseminações (normalmente ≥ três bilhões por dose de 100 mL) e a mistura de ejaculados oriundos de varrões com fertilidade diferentes, mascaram, provavelmente, a reduzida fertilidade de alguns machos, que poderia ser demonstrada na presença de um reduzido número de espermatozoides dos mesmos para as inseminações e/ou quando eles fossem usados individualmente (Foxcroft et
al., 2008).
O que se observa atualmente é que o alto custo dos experimentos in vivo, visando avaliar o efeito dos tratamentos seminais sobre a fertilidade das fêmeas, tem limitado sua execução (Palhares, 1997). Soma-se a isso o complicador tempo, uma vez que os trabalhos realizados a campo, envolvendo a inseminação de fêmeas e acompanhamento das taxas de gestação, de parto e das características de leitegada, demandam mais tempo para a sua execução e são muito mais onerosos.
Desta forma, muitos trabalhos têm procurado associar a manutenção das características espermáticas in vitro, após diferentes tratamentos, como prova de sua eficiência (Palhares, 1997). No entanto, encontrar um teste laboratorial confiável o suficiente para predizer a fertilidade potencial de uma determinada amostra de sêmen ou de um determinado macho, para uso em programas de IA ainda é considerada uma utopia. Vale salientar, neste sentido, as modestas correlações encontradas entre os resultados observados
in vitro e a fertilidade a campo (Rodriguez-
Martinez, 2003).
Proteínas específicas do plasma seminal têm sido identificadas como marcadores potenciais de fertilidade do macho ou da infertilidade em humanos (Yamakawa et
al., 2007; Novak et al., 2010). No suíno, a
caracterização inicial das proteínas do plasma seminal do varrão tem começado a ser feita (Strzezek et al., 2005). Entretanto,
65 até o presente momento, nenhuma destas
proteínas tem sido associada à fertilidade in
vivo (Novak et al., 2010).
Como parte do processo de fertilização, as proteínas do plasma seminal têm um importante papel na formação do reservatório espermático, na capacitação espermática e na interação espermatozóide- oócito (Foxcroft et al., 2008; Rodriguez- Martinez et al., 2008). Novak et al. (2010) identificaram proteínas específicas do plasma seminal da FRE, tais como a PSP-I e GPX-5, que poderiam estar associadas, tanto negativamente quanto positivamente, com a fertilidade do varrão in vivo. As bases para o seu uso de uma maneira complementar na identificação de machos de alta ou baixa fertilidade, teria grande efeito na eficiência reprodutiva do rebanho. De acordo com Zhu et al. (2000), a P1 (primeiros 10 - 15 mL da FRE) contém menos proteínas totais do que o restante do ejaculado. Uma explicação para essa diferença é a origem dos componentes do plasma seminal, no que diz respeito às diferentes glândulas sexuais acessórias e, assim, da contribuição sequencial das proteínas seminais. Desta forma, as primeiras secreções presentes no ejaculado seriam as oriundas da próstata, que servem para limpar o sistema uro-genital do macho, sendo esta secreção seguida pela P1. O ejaculado torna-se então progressivamente diluído pelo fluido advindo das vesículas seminais (próximos 30-70 mL). A secreção prostática contém baixas concentrações de PSP-I e AWN-1 (Manásková et al., 2002). Estas diferenças qualitativas e quantitativas na composição protéica da P1 e da P2 poderiam explicar, parcialmente, porque os espermatozoides da P1 são mais resistentes ao resfriamento e sobrevivem em maiores proporções, quando comparados aos espermatozoides da P2. Sabe-se que os espermatozoides do epidídimo do varrão resistem melhor aos protocolos de congelamento, quando comparados aos
espermatozoides ejaculados (Lasley e Bogart, 1944). Desta forma, o fato da P1 ainda conter relativamente grandes proporções dos componentes do fluido epididimário, pode explicar, parcialmente, o melhor desempenho dos espermatozoides contidos nesta porção (Saravia et al., 2009). Além disso, a alta concentração espermática na P1 pode favorecer a retenção de uma maior proporção de proteínas em suas membranas, reduzindo desta forma a quantidade residual de proteínas totais do PS.
Neste sentido, Metz et al. (1990), verificaram que os espermatozoides do epidídimo adsorveram 14 pg de proteína individualmente, em um período de 10 minutos e que 82% das proteínas retidas eram de baixo peso molecular. Segundo estes autores, os espermatozoides considerados de baixa qualidade adsorveram, significativamente, menos proteínas (3 pg de proteínas/espermatozóide em 10 minutos).
Novak et al. (2010) coletaram o semen de forma fracionada, visando a separação da fração rica em espermatozoides, sendo a P1 coletada separadamente. A fertilidade dos varrões foi avaliada in vivo utilizando-se a inseminação com 1,5 bilhões de espermatozoides/ dose. Em seguida, os autores correlacionaram os dados de fertilidade com a quantidade de proteína presente no PS de cada varrão e em cada dose inseminante. Neste trabalho, estudou- se as características do sêmen dos dois machos apresentando as maiores taxas de gestação e de parto, bem como maior número de leitões nascidos. Verificou-se, nestes varrões, que a concentração de proteína total (mg/mL) foi menor, assim como a concentração de proteínas/dose inseminante, bem como a concentração de PSP-I.
Alkmin (2010) coletou os primeiros 15 mL da fração rica (P1) e o restante do ejaculado (P2) de varrões da raça landrace,
66 submetendo as duas frações à dois
diferentes protocolos de resfriamento, a saber diluição da P1 e P2 no diluidor GGO e resfriamento a 5°C, e diluição da P1 e P2 no diluidor comercial MR-A®, acompanhada pelo resfriamento a 17°C. As doses preparadas para as inseminações apresentavam três bilhões de espermatozoides em 100mL. Neste trabalho, o autor não observou influência (p>0,05) da fração do ejaculado, nem do protocolo de resfriamento sobre as taxas de gestação e as características das leitegadas. Diante disso, o autor afirmou que as duas frações do ejaculado poderiam ser utilizadas para a preparação de doses inseminantes, sem prejuízo à fertilidade das fêmeas inseminadas.