• No results found

3.3 Hva påvirker låneprosesser?

3.3.3 Mentale forhold

Uma vez que aos defeitos no betão correspondem zonas de menor densidade ou até mesmo vazios, nestes ensaios pretende-se utilizar a velocidade de propagação de ondas ultrassónicas para a deteção das fendas introduzidas nos provetes de betão e, portanto, já conhecidas. As fendas influenciam o tempo de propagação das ondas ultrassónicas apenas na direção x. Assim, nos provetes V3.1 e V4.1 não foram realizadas leituras diretas na direção z, pois admite-se que, de uma maneira geral, os resultados obtidos seriam iguais aos obtidos nos provetes V3 e V4. Só se fez a comparação dos resultados com os transdutores de 24 kHz e de 54 kHz nos provetes V3.1 e V4.1. Para as velocidades obtidas em todos os provetes (3306-4486 m/s) o comprimento de onda encontra-se entre 150 mm e 187 mm para a frequência de 24 kHz, cumprindo as condições referidas no subcapítulo 3.4.8, visto que a dimensão lateral do provete é de 200 mm. Para o caso dos transdutores de 54 kHz, os limites daquele intervalo são 67 mm e 83 mm, pelo que automaticamente as condições estão verificadas.

De maneira a detetar os defeitos nos provetes de betão utilizando as leituras diretas e semi-diretas realizadas, utilizaram-se duas ferramentas de representação gráfica. As leituras diretas foram apresentadas graficamente através de um mapeamento de isolinhas de velocidade de propagação. Nesta representação encontram-se as leituras na direção x e na direção z com a identificação das fendas e identificação da malha utilizada nos ensaios. Para as leituras semi-diretas, nos provetes V3, V4, V3.1 e V4.1 foi utilizado um sistema diferente. Recorrendo a um programa de desenho assistido, foram traçadas linhas coloridas com a trajetória direta entre os transdutores. A cada cor de linha corresponde um intervalo de velocidades de propagação. Nesta representação são visíveis, em tons de cinzento, três das faces dos provetes e as duas fendas representadas à escala.

Na Figura 4.6 apresentam-se as velocidades de propagação das ondas nos ensaios de propagação direta nas direções x e z nos provetes V1 e V2. Na mesma figura representa-se também a geometria das fendas existentes nos provetes. A análise das figuras permite verificar que em ambos os provetes as velocidades de propagação das ondas, na direção x, são menores na proximidade da face superior do provete, onde se encontram as fendas. As velocidades de propagação aumentam à medida que se afastam desta zona. No provete V1, na direção z (Figura 4.6 b), também se verifica que as velocidades de propagação são menos elevadas, neste caso, sem a presença de qualquer fenda nesta direção de propagação.

42 V1

a) Propagação na direção x b) Propagação na direção z

V2

c) Propagação na direção x d) Propagação na direção z

(m/s)

Figura 4.6 – Isolinhas das velocidades de propagação direta das ondas ultrassónicas nos provetes V1 e V2.

No provete V2 na direção z (Figura 4.6 d)) existe uma zona próxima da fenda de 9,5 cm com velocidades de propagação mais baixas, que poderá indicar a presença de um defeito ou heterogeneidade desconhecidos no provete de betão.

No provete V3 (Figura 4.7 a) e b)), os valores das velocidades de propagação variam de forma radial, diminuindo do centro para a periferia. Na direção x é evidente que a velocidade de propagação é mais elevada na zona não influenciada pela presença de fendas, e afastada das faces do provete. No provete V4 (Figura 4.7 c)) a presença das fendas não é notória nas leituras diretas na direção x.

A análise dos valores de velocidade obtidos nas leituras semi-diretas nos provetes V3 e V4 (Figura 4.8 e Figura 4.9), permite obter alguma informação adicional. As cores foram definidas tendo em conta as utilizadas na escala de velocidades das leituras diretas, embora com diferentes intervalos de valores. Analisando as figuras é visível a variação radial das velocidades de propagação, aumentando da zona exterior do provete onde se determinaram as velocidades mais baixas, para a zona interior do provete, onde se registam as velocidades mais elevadas. É interessante verificar que as velocidades de propagação mais elevadas são obtidas para trajetórias que não intercetam as fendas.

43 V3

a) Propagação na direção x b) Propagação na direção z

V4

c) Propagação na direção x d) Propagação na direção z

(m/s)

Figura 4.7 - Isolinhas das velocidades de propagação das ondas ultrassónicas nos provetes V3 e V4

<3974 ; 3974–4014; 4014 – 4053; 4053 – 4093 ; 4093 – 4133 ; > 4133 (m/s) Figura 4.8 – Velocidade de propagação nas leituras semi-diretas no provete V3 (direção x)

< 4284 ; 4284 – 4316 ; 4316 – 4349 ; 4349 – 4381 ; 4381 – 4413 ; > 4413 (m/s) Figura 4.9 – Velocidade de propagação nas leituras semi-diretas no provete V4 (direção x)

44

Na Figura 4.10 apresentam-se as isolinhas das velocidades de propagação direta das ondas ultrassónicas nos provetes V3.1 e V4.1, obtidas utilizando os transdutores de 24 kHz e de 54 kHz. No caso dos provetes V3.1 e V4.1, a presença da fenda de 7 cm, apesar da sua profundidade ser superior ao diâmetro do transdutor (5 cm), não se torna evidente nas leituras diretas (Figura 4.10 a) e c)). Como já foi referido anteriormente, observa-se que as velocidades de propagação não variam com a alteração da frequência dos transdutores. Nas leituras semi-diretas realizadas nos provetes V3.1 e V4.1 (Figura 4.11, Figura 4.12) é visível o afastamento das linhas de velocidades de propagação mais elevadas da zona de aprofundamento da fenda. Constata-se também o aumento do número de velocidades menos elevadas determinadas na zona das fendas de 7 cm, evidenciando a sua presença.

V3.1

a) Propagação na direção x com transdutores de

24 kHz b) Propagação na direção x com transdutores de 54 kHz

V4.1

c) Propagação na direção x com transdutores de

24 kHz d) Propagação na direção x com transdutores de 54 kHz

(m/s) Figura 4.10 - Isolinhas das velocidades de propagação direta das ondas ultrassónicas nos provetes

V3.1 e V4.1

<3974 ; 3974–4014; 4014 – 4053; 4053 – 4093 ; 4093 – 4133 ; > 4133 (m/s)

Figura 4.11 - Velocidade de propagação nas leituras semi-diretas no provete V3.1 para transdutores de 24 kHz (direção x)

45

< 4284 ; 4284 – 4316 ; 4316 – 4349 ; 4349 – 4381 ; 4381 – 4413 ; > 4413 (m/s)

Figura 4.12 - Velocidade de propagação nas leituras semi-diretas no provete V4.1 para transdutores de 24 kHz (direção x)