Kapittel IV: Likestillingsklimaet i barnehagen
7. Kvalitative intervjuer med styrer og pedagogiske leder
7.1 Menn i barnehagen – ikke for enhver pris?
Neste eixo, formado exclusivamente pela classe 1 - descrita abaixo- evidencia-se a defesa de método de investigação dialógica, que tem como base a necessidade urgente de construir, passo a passo, um programa ou método educativo, onde os educadores saiam da posição de meros transmissores de conteúdos e passem a trabalhar temas significativos para os educandos, possibilitando que os mesmos possam vislumbrar cada conteúdo como uma forma de representação da realidade, na qual, como indivíduos, aqui considerados sujeitos de aprendizagem, se encontram inseridos. Educadores e educandos têm pela frente a árdua tarefa de decifrar os fenômenos do mundo, num permanente processo de codificação e decodificação dos signos impressos nos conteúdos programáticos à disposição de ambos.
4.1.1.1.1 Classe 1 - A investigação crítica como estratégia político-
pedagógica.
Esta classe apresenta o programa da investigação temática como estratégia pedagógica; o foco é a fundamentação de um método, cuja aplicação seja significativa para os educandos, Para tanto, é imprescindível que tanto o educador, quanto os educandos sejam investigadores, predispostos e abertos ao diálogo e a crítica da área de saber ou conteúdo em questão; que ambos se comprometam com a representação significativa da realidade, a partir do desvelamento dos sentidos impressos em cada conteúdo.
Compete ao educador, portanto, enxergar os indivíduos aprendentes como sujeitos capazes de investigação, protagonistas na busca do saber; num processo permanente de representação dos conteúdos acumulados pela humanidade. Nessa perspectiva, o educador deve se colocar à disposição no processo de investigação
dos educandos, o que exige permanente circulo de codificação e descodificação dos sentidos impressos em cada conteúdo proposto. Educador, antes dono da área e do conteúdo, agora deve fazer a investigação temática com os educandos, na tentativa de compreender conjuntamente a representação da realidade; sem jamais abrir mão da problematização, do diálogo e da investigação permanente das temáticas que os afetam diariamente.
Uma investigação crítica não pode prescindir de uma visão totalizante da realidade objetiva. O mundo não é feito de partes desconexas entre si, devendo educadores e educandos tomar para si a responsabilidade de codificar e descodificar a realidade, num processo permanente, que lhes permita fazer as cisões do real, na análise das suas dimensões mais parciais e mais adiante, voltar a adentrar-se na totalidade. Este processo de idas e vindas, da parte para o todo e do todo para as partes, vai se ampliando e promovendo a compreensão da realidade, na sua totalidade, bem como a compreensão dela na interação de suas partes. O caráter crítico deste processo de investigação reside no fato de que o objeto cognoscível não deve, em nenhuma hipótese, ser analisado de forma fragmentada e desconexa da totalidade.
Por conta disso, deve-se considerar o fato de que os elementos da investigação crítica encontram- se necessariamente em interação na composição da realidade. Assim sendo, no processo de descodificação do real, os indivíduos, sejam educadores ou educandos, dialogam incessantemente, exteriorizando suas problemáticas e explicitando suas consciências da realidade objetiva. Este é um esforço que cabe realizar não apenas na metodologia da investigação temática proposta, mas também na educação problematizadora como um todo. O esforço de propor aos indivíduos dimensões significativas de suas realidades, cuja análise crítica lhes possibilite reconhecerem a interação de suas partes é pressuposto fundamental para qualquer investigação com pretensões críticas.
O processo investigativo, para ser crítico, deve possibilitar aqueles que investigam a percepção do inédito viável, que é um passo adiante da compreensão das situações limites, geradoras das necessidades de aprendentes e ensinantes. A percepção do inédito viável é imprescindível para que se conheça e se faça uma
crítica dos saberes já existentes; nesse sentido, qualquer conteúdo programático deve ser analisado em sua extensão, observando que ele é uma totalidade, cuja autonomia se encontra nas relações de suas unidades, que são, em si, também totalidades, ao mesmo tempo em que são parcialidades da totalidade maior.
A Investigação de temas geradores ou de temáticas significativas por parte de educadores e educandos deve ter como objetivo fundamental a captação dos temas básicos, significativos para ambos, para que a partir daí se faça a organização dos conteúdos programáticos para as ações seguintes. Percebe-se, portanto, que a base para a investigação crítica proposta é o estabelecimento de um processo dialógico e interdisciplinar, capaz de propiciar a educadores e educandos a exploração de um universo temático e a percepção problemática da realidade a ser investigada. Deve- se ter o cuidado de, em nenhuma das fases do processo de investigação, propor para aqueles que investigam, especialmente os educandos, representações da realidade que sejam estranhas as suas experiências e saberes.
A base da qual se deve elaborar qualquer programa educativo é o processo dialógico, onde educadores e educandos conjuguem suas ações cognoscentes sobre o mesmo objeto cognoscível, sem perder de vista, igualmente, a reciprocidade em suas ações. Em suma, educador e educando são aqui entendidos, como seres em busca de ser mais; como investigadores em busca de um conteúdo programático que seja gerador de aprendizagem significativa. Os educandos, antes submetidos às visões do educador, impedidos no seu processo de representação da realidade; sem acesso à área temática em estudo e tolhidos nos seus processos de investigação, podem, na perspectiva de Freire, reverter a situação e se apropriar de cada conteúdo, dando sentido aos mesmos.