Algumas amarrações históricas e editoriais podem nos ajudar a pensar origens e pa- rentesco do livro em suas facetas experimentais – antes mesmo da aparição da denominação livro-brinquedo – e acessibilidades à literatura infantil brincante. Mas não há uma pesquisa fria aqui, que flane por heranças e fundamentos, técnicas e artes, desde a Idade Média, sem absorver produções em seu fascínio e pioneirismo. A expressividade das obras observadas sinaliza um território de interdependência entre a escrita e a imagem, um passeio por composições e textos visuais, para além do puramente formalista e/ou catalográfico, algo como “olhar livros como paisagens”, como diria Gê Orthof (2011: 9-10).121 Objetivo e foco nos acompanham, mas o percurso de pesquisa sugere versões de uso das informações disponíveis no cotidiano sobre o objeto cultural livro e seus rumos contemporâneos.
120 Palestra “O campo e o tempo do jogo: onde está a literatura?”. Evento realizado dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011 na Faculdade de Educação (UFMG).
121 ORTHFOT, Gê. Prefácio “Com olhos bem abertos”. In: RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis. Caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
Imenso é o canal que nos coloca em contato com o acervo de obras de literatura infantil. Contudo, no caso desta investigação é mais interessante observar as reformas de certos conceitos do que o inventário descritivo completo de livros para a infância.
Livros são evoluções permanentes do pensar humano e deixam transparecer modos de
ler e de apresentar o mundo, formas de intervir pela relação texto e imagem. Livros constroem experiências, abrigam a união de linguagens, resgatam e avançam tendências, contextualizam propostas, fazem companhia no silêncio (leitura autônoma) e no acompanhamento ou comoção
coletiva (contações mediadas).
No entanto, quem se aventura pelo território da pesquisa teórica carrega consigo a adver- tência de que a teoria é muito maior do que o recorte analisado. “A teoria deve ser tratada como uma série de abordagens que competem entre si, cada uma com suas posições e compromissos teóricos” (culler: 1999, p. 8).
O estudo do livro-brinquedo não encontra explicação óbvia nem recente. Conforme será explicitado, evidencia-se na Europa uma multiplicação de usos performáticos através do suporte livro desde o século XVI. Mas as situações de uso, vale ressaltar, não eram infantis. Os propósi- tos eram prioritariamente integrados a estudos adultos, sobretudo anatômicos ou astronômicos.
Os livros denominados flap, volvelle e movable – com abas móveis e movimento integrado às páginas de leitura – envolvem toda uma teia de observações que nos fazem perceber o poder
das ações e de recursos interativos, e como estes suscitam a vontade de participação.
No Brasil, atualmente, vale observar que mesmo não chegando a ser comprados pelo PNBE por causa do alto custo de capa, os livros-brinquedo algumas vezes se beneficiam da engrenagem de subsídio ao livro escolar, pois segundo o princípio básico da Lei de Pareto122 basta que uma porcentagem (20%) da produção tenha bom escoamento de vendas – no caso, para a editora – para que o restante (80%) consequentemente possa ser produzido, estocado, colocado em circulação e distribuição. As editoras que emplacam a venda de um livro em alta tiragem podem alimentar seu catálogo editorial com outros títulos e tendências de mercado, seguindo o preceito de Pareto.
Nesta tese, observar nos será muito mais útil do que a divisão de dados entre categorias de livro infantil. O livro-brinquedo assinala uma mudança de ênfase, que provoca a ideia de ler manuseando, de aprender fazendo ou vivenciando, a linguagem interativa desde a tenra idade.
Produção descrita como transgressora pelos artistas do FILAC,123 porque inova e sur- preende em formatos, organização da experiência de acesso ao conteúdo e usos de recursos de
122 Atribui-se este conceito ao economista italiano Vilfredo Pareto (1848-1923).
linguagem plásticos, audiovisuais e enfáticos, que saltam aos olhos e à experiência tátil, a abor- dagem interativa, que dará existência ao livro-brinquedo, vai abrindo um espaço de visibilidade diferenciador sobretudo a partir dos anos 90, não tanto pela via de mediação da escola, mas pelas margens (premiações, legitimações, salões e bienais do livro, pontos de venda em livrarias de seção infantil, sites) de circulação social, assim como pela curiosidade que suscita e que parece existir em todos nós, sem ser propriedade de algum grupo social ou faixa etária.
Fig. 2.133 Quem não gostaria de dar ao menos uma olhadinha num livro neste formato? Paul Hanson. Omis Handtasche. Munique: Verlag/Ullman. 2009.
As maneiras de fazer arte são inúmeras e as descobertas das sensações que incitam muitas vezes colocaram os homens e suas obras a provocarem os espectadores, de modo pungente e original, relativo à refl exão da ação e dos usos de função comunicativa.
No caso da produção editorial de livros, a arte sempre esteve presente na projeção e composição das estruturas, para que estas tivessem estilo e originalidade, e também porque este suporte de transmissão cultural, tão variado ao longo dos tempos, desde a Antiguidade se vale da apropriação de materiais disponíveis, do apelo estético e da função objetal-conceitual. Arte é fundamento para o livro, mas este não deixa de ser fenômeno cultural sujeito a inspirações e
estados de consciência.
As produções no passado talvez não parecessem tão performáticas como as disponíveis na atualidade – a exemplo das obras de Susan Winn, Field of greens, e de Patricia Kaczmarek, Zelda –, sobretudo porque o homem ainda estava aperfeiçoando técnicas editoriais, maquinário industrial gráfi co, acabamentos especiais e descobrindo matérias-primas. Processo que aliás não se
interrompe no métier editorial moderno. Além disso, as funções modernas do livro permitem que
Fig. 2.134 Susan Winn, Field of greens.
Na obra New directions in altered books, de Gabe Cyr. Nova Iorque: Lark Books, 2006.
Fig. 2.135 Patricia Kaczmarek, Zelda.
Mas o fato é que delírios imaginativos são também, cada vez mais, presentes nos títulos circulantes da atualidade, muitos deles comercializados. A Editora Cosac Naify, acreditando que nem só da palavra impressa é feito o livro, lançou Bartleby, o escrivão – uma história de Wall Street, do escritor estadunidense Herman Melville. O livro vem lacrado e com um instrumento, semelhante a um marcador de páginas. Com esta lâmina de plástico é que o leitor pode superar a costura na lateral e partir para o desvendamento do conteúdo. No catálogo da mesma editora, há obras tão excêntricas ou originais, como a edição de um livro em que as letras vão sumindo
Mas os antecessores dos livros em códex – os pugillares ou livros de tabuletas de madeira,
os livros acordeon batak (Sumatra), as fl autas de registro em bambu (Indonésia), os livros de folha
de palma (Índia), os livros em cortiça, os papiros de velino em volumen – e os livros artísticos alceados, a exemplo do livro de Kells e de Lindisfarne, chef d’œuvre da exuberância plástica celta no fi nal do século VII e início do VIII, já valorizavam uma estética experimental nova.124 A arte intrincada celta, por exemplo, adaptada à linguagem dos livros, tem aspecto resplandescen- te, inova em caligrafi a original, bestiários, refi namento geométrico. Adorna, fl oreia, interroga, imprimindo nos desenhos estilo e intensidades. A surpresa visual e reinvenção do real fi gurativo
também são acompanhadas de pesquisa de proporções, colorações e insumos, assim como de
presteza para se lidar com ferramentas e suportes, molduras de cena convencionais e roubos de cena surpreendentes adaptados a manchas gráfi cas hipnóticas-exploratórias e seus repertórios visuais expansivos e muitas vezes transfi gurados. As iluminuras, as incrustações de pedrarias nas capas e suas opções em marfi m, couro, metal, tecido: tudo, de modo interdependente, con- tribui para uma evolução em curso de formas tradicionais e de concepções vanguardistas para o livro. Até pelo fato de haver livros que suscitam o toque e enrolam-se nos corpos, cinturados e preparados para a locomoção e viagem, como os girdle books da Europa Medieval, observamos deslocamentos e aproximações na relação homem-livro e adaptabilidades as quais nos ajudam hoje a entender transformações do livro.125
Fig. 2.136 Livro de Kells, 800 d.C, exuberância no uso de cores decorativas.
124 paiva, Ana Paula M. de. A aventura do livro experimental. Belo Horizonte: Edusp/Autêntica, 2010. 125 paiva, Ana. “Linhas vivas para o livro experimental”. Revista Dezfaces, dez. 2010.p. 24-27.
Fig. 2.137 Girdle book. Livro de cintura usado no final da Idade Média. Coleção Spencer, New York Public Library.
Entretanto, devemos evitar na pesquisa a falsa impressão de homogeneidade. O livro- -brinquedo é uma experimentação cultural moderna de usos editoriais-lúdicos com finalidade e endereçamento, sua narrativa visual é muito peculiar assim como seu incentivo a ações intera- tivas e de entretenimento. Os suportes decorativos e originais que inicialmente circularam por volta de 800 d.C., na Idade Média126 e mesmo depois, na Idade Moderna (séculos VX a XVIII),
serviram a outros fins, ensaios e expectativas de apreciação e circulação do saber.
O fato é que foram surgindo na história editorial livros de materiais variados – madeira, marfim, bambu, couro, papel –, o que repercute em efeitos e reações de leitura, e evidentemente em sentimentos e sensações em relação a objetos culturais literários ou não-literários, contextu- alizados a cotidianos e demandas correntes.
Os livros medievais não tinham apenas a função de informar, mas acresciam-se da in- tenção de ornar para decorar e encantar. Representavam ainda habilidades humanas em pleno desenvolvimento comparativo. Iluminuras de extremo requinte, motivos copiados de peças em bronze, pesquisa com óxidos para a busca de cores, formas de apresentação plástica (relevo, montagem, entalhe, encadernação) e inspiração religiosa são exemplos de engrenagens para um experimentalismo editorial de origem.
No século XII, na Europa Ocidental, a escala e a demanda de produção editorial cambiam com as evoluções técnicas, invenções, importações de tecnologias,127 o aumento populacional, as
126 O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos. Nesses termos, inicia-se com
a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (em 476 d. C.) e termina com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 d.C.) ou com a descoberta da América (em 1492).
novas oportunidades de trabalho, o crescimento do comércio,128 a renovação da vida urbana e a emergência da burguesia. Impulsiona-se, paralelamente, a transição do livro religioso para o laico devido à multiplicação das escolas e a difusão do saber nas cidades – período que ficou
conhecido como Renascimento Cultural.
Assim, se antes tudo girava em torno de castelos e mosteiros, e eram os monges que deti-
nham o savoir-faire da produção de livros, realizando as mais belas obras-primas nos scriptoria,
assiste-se a partir deste momento a um ambiente e ritmo novos. Nas redondezas das universidades europeias nascentes, no século XIII, cria-se um mercado novo e ventilado para o livro. Agentes
e livreiros da época, os stationnaires, se prontificam a transgredir o padrão de confecção do
livro – imprimindo por exemplo capítulos à parte –, a fim de torná-lo mais acessível, evitando assim a imobilização e inacessibilidade a obras de destaque.
No campo intelectual, as mudanças são também fruto do contato mais próximo com o mundo oriental e árabe, através das Cruzadas e do movimento de Reconquista da Península Ibérica. O mundo islâmico se encontrava bastante avançado em termos intelectuais e científicos. Os autores árabes, por exemplo, tinham mantido durante muito tempo um contato regular com as obras clássicas gregas, tendo feito um trabalho de tradução que se tornaria valioso para os
povos ocidentais. As trocas de bens materiais e de ideias vão propiciar avanços importantes em
conhecimentos como a astronomia, a matemática, a biologia, a filosofia, a medicina etc.
Por volta de 1150, são fundadas as primeiras universidades medievais em Bolonha (1088), Paris (1150) e Oxford (1167). Em 1500 já seriam mais de setenta espalhadas pelo mundo. Tais fatos e suas consequências repercutem no mundo livresco.
Fig. 2.138 Escriba do século XII.129 Um forte movimento
de tradução de textos gregos e árabes marca o fortalecimento da intelectualidade europeia.
128 Com o crescimento comercial, as regiões norte e sul da Europa foram interligadas por rotas terrestres e fluviais criadas pelas
atividades comerciais. As feiras eram os locais de compra e venda de produtos dos negociantes. Houve também fortalecimento das relações comerciais com o Oriente pelas Cruzadas. Afinal, os viajantes mercadores iam também nas expedições cruzadistas, e assim serviam como abastecedores dos peregrinos com seus produtos.
Assim, o objeto livro se transfigura no fluxo das novas inquietudes e mudanças sociais, culturais e econômicas, experimentando nos ateliês editoriais recém-fundados maneiras di- ferentes de uso de um suporte de leitura adequado à acessibilidade e a um comércio embrio- nário mas abrangente pela abertura de rotas. As universidades medievais, surgidas no século XII, servirão de modelo em muitos aspectos para as universidades que temos hoje. Debate,
pesquisa e produção do saber atraem adeptos. Neste cenário, o livro é um instrumento vital, de valor reconhecido.
A literatura popular tem origem a partir do século XII como manifestação independente do sistema de comunicação eclesiástico. Sua principal característica é a apropriação da linguagem regional e não oficial, quer dizer, a linguagem da literatura popular era a falada no âmbito regional, sem priorizar a língua oficial que era o latim. A literatura popular medieval nasceu de uma oposição aos dogmas da Igreja, quanto à escritura, e com o passar do tempo se fortaleceu com a cultura popular e começou a dar foco ao uso de línguas nacionais – como o italiano, o francês provençal, o português galático etc. […] Entretanto, foi na passagem do século XVIII para o século XIX que a literatura popular se consolidou em livros e periódicos (luyten: 1983, p. 17).130
Os meios pelos quais o consumo do livro inicia funcionamento e se prolifera interferem nas produções e neste momento surgem vínculos importantes entre livro, literatura e educação. Ambientes dilatados, enfim, abarcam o livro.
Se observarmos, mesmo sem falar em literatura infantil, a arte editorial se move neste diálogo, assim como os meios e as mensagens. Assistimos a mudanças nas práticas de comer- cialização e produção, as quais também sugerem mudanças de valor – o livro antes nem era precificado. Não só o suporte de leitura, mas a ação de ler se convertem em tema de interesse saído da reclusão das abadias e dos mosteiros.
O livro deixa de ser propriedade inalienável das instituições religiosas e suas censuras. Estava agora disponível, nos idos do século XIII, para encomenda e venda, também em formatos econômicos, e começava a ser distribuído por novas linhas editoriais. Com a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na metade do século XVIII, as publicações periódicas de banca de jornal igualmente vão incrementar a acessibilidade à leitura. Se desde 1605 temos registro do primeiro jornal da Europa (Nieuwe Tijdinge, Anvers), os anos de 1700 e 1800 promovem um boom no setor.
O século XIX também aumenta o acesso à cultura de uma maneira ampla: espetáculos, museus, exposições universais. Propaga-se o gosto por autores como La Fontaine, Racine, Molière, Rousseau, Voltaire, Zola, Julio Verne. Fábulas, romances, discursos sobre as origens,
130 l
gramáticas, edições históricas etc. caem no gosto dos leitores. Chama-se este período de mo-
mento da literatura industrial.
O folhetim – a exemplo de La vieille fille, de Balzac, publicado em La Presse, de 23 de outubro a 4 de novembro de 1847 – chega ao mercado editorial para cumprir o papel de popularizar certos romances e autores, assim como para levar alguns leitores a obras e autorias. Inserido no jornal, que podia ser comprado a preço acessível, o folhetim fragmenta a história e a oferece em etapas. O livro resgata a completude, a história integral. Desta forma, no século XIX, os jornais acabam fazendo publicidade para as obras, seus autores e editores. O universo editorial se retroalimenta. […] Para concorrer com o folhetim, editores adotam a técnica de imprimir, a baixo custo e a altas tiragens (10.000), textos em fascículos, como romances populares, acompanhando a tendência do texto reunido em partes, divulgado em sequência, segundo tempos de espera.131
No século XIX vale uma menção a Louis Hachette, editor que se especializa com o triunfo da escola obrigatória na França e a necessidade de livros escolares. Valendo-se desde o início do apoio governamental – Lei Guizot –, Hachette recebe encomendas públicas de até 500.000
(Alphabet des écoles) e transita entre outras de 100.000 (Livret élémentaire de lecture) e 40.000
(Arithmétique de Vernier), numa casa editora que em 1833 tem cinco empregados e em 1881
alcança a marca de 434 empregados.
Um dos grandes méritos de Hachette foi perceber demandas. Ainda no século XIX, este editor publica, para os jovens leitores, títulos de leitura corrente, fácil, agradável, como La semaine des enfants (1857), e um dos best sellers do século, Le tour du monde (1860). Outro editor desta época, igualmente importante para a história do livro de apropriação infanto- -juvenil, é Pierre Jules Hetzel que publica a partir de 1843 coleções ilustradas bem acabadas
para o entretenimento dos iniciantes, como Le magasin d’education et de récréation (1864) e Nouveau magasin des enfants (1843).
Nesta trajetória artesanal, cambiante à mecanização, o livro, muitas vezes seguindo uma estrutura tradicional de capa e miolo, mas inovando em formato, substrato ou acabamento, co- munica a história da qual faz parte. Profissões urbanas são criadas e convidam escribas, artistas iconográficos (ilustradores e gravadores), editores, agentes/mercadores e mais tarde tipógrafos
a uma arte menos restritiva.132
O livro ansiava por lançar-se a uma escala nunca vista, num mercado nascente que passa
a vender livros de assuntos variados, inicialmente para adultos.133
131 paiva, Ana Paula M. de. A aventura do livro experimental. Belo Horizonte: Edusp/Autêntica, 2010.
132 Com a mecanização passa a ter valor o rendimento, o volume, a tiragem, a larga escala, a quantidade de títulos. Os livros
experimentais artísticos muitas vezes são publicados na contra-mão desta tendência, pois fazem parte de uma produção que se industrializa, mas que mantêm características de feitura artesanais.
Fig. 2.139 Livro fl ap de anatomia, de Georg Bartisch, Ophthalmodouleia (1583). A imagem se abre em até sete. Duke University Medical Center Library.
http://blog.whitneyannetrettien.com/search/label/fl apbook.
Fig. 2.140 Coleção Opie, Biblioteca
Bodleian da Universidade de Oxford, seção de livros fl ap e movable.134
O que é verdadeiramente incrível é a maneira pela qual movable books contam uma história através de palavras, imagens e partes móveis. O leitor/usuário destes objetos torna-se um agente, mais do que apenas um observador. Suas ações e interações tornam-se parte da história descoberta na ação. Além disso, esses objetos não estavam limitados a um escalão de elite da sociedade. Eles eram relativamente baratos no século XVII e muitas vezes eram oferecidos em duas versões: uma de cor azul (mais cara) e uma versão em preto e branco liso ainda não colorida (menos cara).135
134 Para saber mais, procure em Jacqueline Rios Walsh, pesquisa sobre livros fl ap ou livros retalhos móveis dos séculos XVII,
XVIII e XIX, Coleção Opie, na Universidade de Oxford.