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CHAPTER 2 THEORETICAL BACKGROUND

2.3 The media

ANANINDEUA

Em Belém, a Rede de Urgência conta com o SAMU e salas de estabilização11 (no distrito

de Mosqueiro, Outeiro e Belém). No pré-hospitalar fixo, a capital conta com onze unidades de saúde que atendem urgência 24 horas localizadas nos bairros do Jurunas, Terra Firme, Sacramenta, Marambaia, Icoaraci, Bengui I, Tapanã, Outeiro, Carananduba, Baia do Sol e Curió-Utinga. No componente hospitalar, Belém conta com duas principais portas de entrada com procedimentos de média e alta complexidade: os Prontos-Socorros Mário Pinotti e Humberto Maradey. Como componente intermediário entre as unidades de saúde e o componente hospitalar, o município conta com a UPA DAICO, em Icoaraci.

A retaguarda hospitalar, que recebe os pacientes que precisam dar continuidade ao tratamento após o atendimento de urgência em Belém é composta por onze hospitais entre públicos e privados: Barros Barreto, Beneficente Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Urgência e Emergência Galileu, Centro Hospitalar Jean Bitar, Hospital Ophir Loyola, Casa de Saúde Santa Clara, Hospital Santa Terezinha, Hospital Pio XXI e Clínica dos Acidentados.

Em Ananindeua, a Rede de Urgência conta com o Serviço Móvel de Urgência e com as duas Unidades Pronto Atendimento (UPA Dom Helder Câmara e Daniel Berg), além das unidades de saúde do município que possuem salas de estabilização espalhadas nos cinco polos de saúde. Quanto à retaguarda hospitalar, o município encaminha para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência os casos de traumatologia e para o Hospital de Clínicas Gaspar Viana, as urgências cardiológicas. Grande parte dos serviços de saúde do município são contratualizados com a iniciativa privada.

Segue a Tabela 1 com os municípios que tiveram pacientes atendidos pela UPA DAICO em 2014. Observa-se que a grande maioria dos pacientes atendidos na unidade é do próprio município.

11 Estrutura qualificada para receber e estabilizar pacientes graves para posterior encaminhamento para pontos de atenção mais avançados.

Tabela 1. Municípios de origem e quantidade de pacientes atendidos na UPA DAICO em 2014.

MUNICÍPIOS* QUANTIDADE DE ATENDIMENTOS

Belém** 129.643

Ananindeua 85

Não Soube informar 8

Marituba 6

Benevides 3

Salinas 1

São Francisco do Pará 1

Marapanim 1 Tome Açu 1 Mocajuba 1 Uruará 1 Vizeu 1 Marabá 1 Barcarena 1 Bragança 1 Tailândia 1 Outros estados Santa Catarina 2 Total 129.758

Nota: *A origem de outros estados e municípios diz respeito a pacientes de outras localidades de passagem por Belém, Pará; **Dentro deste valor existem 10.252 pacientes provenientes do bairro do Coqueiro. Este bairro transpassa os municípios de Belém e Ananindeua, logo não foi possível identificar de qual município os mesmos faziam parte.

Fonte: Banco de Dados da Unidade de Pronto-Atendimento do Distrito Administrativo de Icoaraci (UPA DAICO).

O Gráfico 1 apresenta a quantidade de atendimentos feitos pela UPA DAICO nos três primeiros meses de funcionamento da unidade. Segundo informações da diretora da unidade, prestadas na entrevista, neste período o Distrito de Icoaraci ainda era atendido pelo Hospital Abelardo Santos, que no momento passa por reformas. Isto justifica o baixo número de atendimentos realizados no período.

Gráfico 1. Quantidade mensal de atendimentos mensais da Unidade Pronto Atendimento do Distrito Administrativo de Icoaraci (UPA DAICO) no ano de 2012.

*O início das atividades ocorreu a partir de outubro de 2012, neste período o Hospital Abelardo Santos ainda estava em funcionamento e a média de atendimentos diários ainda era muito abaixo do que é previsto para o porte da UPA.

Fonte: Base de Dados da UPA-DAICO.

O Gráfico 2 apresenta os atendimentos realizados no ano de 2013. Neste período a unidade realizava uma média de 278 pacientes/dia ainda abaixo do teto para o qual a mesma foi projetada. No ano de 2013, o maior pico de atendimentos foi no mês de março, que totalizou 10.726 atendimentos. Isto coincide com os atendimentos máximos das outras UPAS de Ananindeua que, segundo as entrevistadas, nos meses de março e abril (período do inverno amazônico) ocorre uma sobrecarga de atendimentos de urgência, observando-se uma maior incidência de problemas respiratórios.

Gráfico 2. Atendimento mensal da Unidade Pronto Atendimento do Distrito Administrativo de Icoaraci (UPA DAICO) no ano de 2013.

Fonte: Base de dados da UPA DAICO. 3393

4888

5852

Outubro Novembro Dezembro

Meses Atendimento mensal 7103 7981 10726 10272 8640 7574 7939 8030 8295 7862 7370 8492

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Meses

Os atendimentos realizados pela UPA DAICO em 2014 (Gráfico 3), apresentam uma elevação considerável se comparado com os atendimentos em 2013, conforme mostrado no gráfico anterior. No entanto, os meses de março e abril continuam sendo os com maior número de atendimentos em virtude do inverno amazônico.

Gráfico 3. Atendimento mensal da Unidade Pronto Atendimento do Distrito Administrativo de Icoaraci (UPA DAICO) no ano de 2014.

Fonte: Base de Dados da UPA DAICO.

As características das UPAS de Ananindeua serão bem explicadas no capítulo 5 que trata dos entraves à implementação da PNAU, pois estas características estão associadas à localização destas unidades e influenciam diretamente na resolutividade das mesmas.

10338 9671 12688 11770 10281 9182 10334 11096 10429 11558 11352 11059

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA

Baseado nos parâmetros da obra de Creswell (2007) os métodos utilizados neste trabalho foram o método quantitativo e método qualitativo, também chamado de métodos mistos ou múltiplos. O mesmo foi desenvolvido de forma indireta através da análise bibliográfica e documental12, fontes estatísticas do Ministério da Saúde, do DATASUS e de

documentos levantados nas secretarias de saúde e unidades de pronto-atendimento de Belém e Ananindeua.

A pesquisa de campo, como assinala Marconi e Lakatos (2010) tem por objetivo compreende a fase na qual se procura conseguir informações e conhecimentos acerca do problema de pesquisa e também responder às possíveis hipóteses que se queiram comprovar, sendo possível também descobrir novos fenômenos e relações entre eles. Neste sentido, a pesquisa de campo se deu através de entrevistas semiestruturadas com os atores envolvidos na política e observações feitas em congressos municipais e estaduais de saúde, reuniões no conselho municipal de saúde, treinamento promovido pelo Ministério Público para os conselheiros municipais de saúde e reunião do departamento de urgência e emergência nos municípios do estudo e reunião com técnicos e auditores do TCE.