• No results found

Designação abrev. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 Satisf.SIADAP 1 2 Satisf.Trab ,529** 1 3 Just. ,734** ,475** 1 4 Iden. ,606** ,593** ,598** 1 5 Inten.Saída -,353** -,639** -,484** -,591** 1 6 ValoresSIADAP ,719** ,361** ,671** ,543** -,258* 1 7 CMASIADAP ,570** ,394** ,661** ,643** -,449** ,554** 1 8 ContInd 0,244 0,227 ,372** ,417** -,255* 0,23 ,589** 1 9 Relev.Objec ,456** ,309* ,554** ,692** -,326** ,474** ,741** ,504** 1 10 Conhec. ,316* 0,237 ,344** ,327** -,314* 0,155 ,394** ,494** ,304* 1 11 Monit. ,398** 0,143 ,400** ,496** -,345* ,327* ,600** ,521** ,615** ,350* 1 12 Antig.FP -0,032 -0,005 -0,061 -0,209 0,03 -0,198 -0,033 -0,025 -0,136 -0,037 -0,108 1 13 Antig.Org -0,041 -0,086 -0,13 -0,102 0,047 -0,224 -0,023 0,07 -0,139 0,109 -0,045 ,796** 1 14 Idade -0,007 0,112 0,094 -0,038 -0,168 -0,07 0,044 0,149 -0,011 0,142 -0,001 ,748** ,760** 1 15 Índice_Processo ,608** ,385** ,682** ,700** -,433** ,613** ,878** ,746** ,815** ,620** ,747** -0,121 -0,059 0,057 1 16 Conc. quotas 0,095 0,062 0,204 0,004 0,027 ,339** 0,07 0,106 0,138 0,152 -0,096 -0,082 -0,15 -0,136 0,174 1

27

Face à limitação da análise de correlação, que fornece o grau de relacionamento linear entre apenas duas variáveis (não tendo em consideração outros fatores em simultâneo), apresenta-se de seguida, na Tabela V, a análise de regressão em virtude desta ser mais robusta por possibilitar integrar variáveis de controlo, como as variáveis sociodemográficas que podem estar relacionadas com as variáveis dependentes.

Tabela V - Regressão Linear

H1 H2 H3 H4 H5

Var. dependente

Satisf.SIADAP Satisf.Trab Just. Iden. Inten.Saída

Var. independente constante 0,706 2,106* 0,0639 2,018* 7,109*** 1,015 (0,91) (0,747) (1,137) (1,603) Antig.FP -0,002 0,016 -0,018 -0,052** 0,063* (0,023) (0,021) (0,017) (0,026) (0,037) Idade 0,005 0,024 0,022 0,04 -0,095** (0,027) (0,024) (0,02) (0,031) (0,043) Índice_Processo 1,144*** 0,463* 1,134*** 1,372*** -1,215*** (-0,291) (0,256) (0,21) (0,319) (0,45) Instrução -0,125 -125 -0,428 -0,083 1,407** (Ensino superior) (0,379) (0,339) (0,278) (0,423) (0,596) Género -0,095 0,141 0,23 -0,083 -0,053 (Feminino) (0,305) (0,279) (0,229) (0,349) (0,492) Grupo -0,651 0,071 -0,101 -0,615 1,095 (não dirigente) (0,476) (0,409) (0,335) (0,511) (0,72) N 62 65 65 65 65 R2 ajustado 0,167 0,004 0,302 0,248 ,177

Os asteriscos indicam os níveis de significância, ***p<0,01; **p<0,05; *p<0,1

Valor de coeficiente estimado através de uma regressão OLS e, entre parêntesis, o respetivo erro padrão.

Esta análise corrobora os resultados da análise de correlação. Mais especificamente, os resultados mostram que quanto mais favorável é a perceção do processo maior é a satisfação relativamente ao sistema de avaliação, maior é a satisfação com o trabalho, maior é a perceção de justiça processual, maior é a identificação com a organização, e menor é a intenção de saída.

Quanto à hipótese 6, que sugere que os trabalhadores que ocupam cargos dirigentes têm uma perceção mais favorável do processo de avaliação do que os trabalhadores que não ocupam cargos dirigentes, a mesma não é suportada pelo teste de médias, conforme apresentado na Tabela VI.

28

Tabela VI - Testes de médias - cargo e Índice_Processo

Abrev. Variável Cargos N Média T-test sig.

Índice_Processo Cargo não dirigente 58 4,32 -1,058 0,294 Cargo dirigente 7 4,81

Relativamente às hipóteses 7 e 8, que testam a relação do grau de concordância com a existência de quotas de avaliação com a perceção de justiça processual e a satisfação com o sistema de avaliação, verifica-se que as mesmas não são suportadas conforme resultados da análise de correlação (valor de 0,095 e 0,204, respetivamente, ambos com um nível de significância superior a 0,05).

5. D

ISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os resultados para a primeira questão, obtidos através da estatística descritiva dos fatores, evidenciam que os trabalhadores têm uma perceção positiva da capacidade de iniciativa para se integrar no processo de avaliação (média de respostas situada em 4,89 no intervalo de 1-7, o que representa uma aproximação, em termos médios, à resposta “concordo”). Segue-se a relevância e adequação dos objetivos face às atividades desenvolvidas, com uma pontuação média de 4,79. O conhecimento do processo encontra-se, no entanto, em penúltimo lugar na lista, apresentando o valor de grau de concordância de 4,13 (valor próximo da resposta “concordo um pouco”). A perceção quanto ao cumprimento dos objetivos que nortearam o SIADAP revela a pontuação mais baixa, com uma média de grau de concordância de apenas 3,7 valores (que se situa na resposta “não concordo nem discordo”). Este resultado revela o incumprimento, percecionado pelos trabalhadores, sobre o alcance dos objetivos subjacentes à criação do SIADAP, que aludem à construção de processos de desenvolvimento individual e

29

organizacional, à melhoria dos processos e ao aumento da transparência administrativa, entre outros.

Quanto à segunda questão, as hipóteses formuladas são, à exceção das hipóteses 6, 7 e 8, sustentadas a partir das análises efetuadas.

Conforme resultados obtidos, a perceção face ao processo de avaliação (Índice_Processo) está relacionada com outras variáveis organizacionais. Especificamente a percepção face ao processo de avaliação está positivamente relacionada com a satisfação com o sistema de avaliação (Hipótese 1), a satisfação com o trabalho (Hipótese 2), a perceção de justiça processual (Hipótese 3), e a identificação/compromisso com a organização (Hipótese 4). Finalmente, a percepção face ao processo de avaliação está negativamente relacionada com a intenção de sair da organização (Hipótese 5).

Estes resultados estão de acordo com o sugerido na literatura anterior. Quanto à Hipótese 1, destacam-se alguns estudos em que se tem defendido que a satisfação com o sistema de avaliação é influenciada por fatores do processo de avaliação, nomeadamente, o feedback (Jawahar, 2006; Pearce e Porter, 1986), a relevância e adequação dos objetivos face às atividades desenvolvidas e a oportunidade dos avaliados se expressarem (Dipboye e Pontbriand, 1981: 250), bem como o processo em geral (Taylor et al., 1995).

A Hipótese 2 é suportada, apresentando uma correlação moderada entre a perceção face ao processo de avaliação e a satisfação com o trabalho. A satisfação com o trabalho tem sido relacionada, no âmbito da avaliação do desempenho, com as características do processo de uma forma geral (Taylor et al., 1995) e em particular com o feedback sobre o desempenho (Jawahar, 2006; Lam e Yik, 2002; Taylor e Pearce, 1999).

30

No que respeita à justiça processual (Hipótese 3), a mesma tem sido, em vários estudos, relacionada com o processo de avaliação, veja-se por exemplo, Landy et al. (1978) e Taylor et al. (1995). Estes últimos, em concreto, defenderam que a participação e o envolvimento dos trabalhadores no processo de avaliação melhora a perceção quanto à justiça processual. Esta variável foi ainda relacionada com o feedback sobre o desempenho (Lam e Yik, 2002; Taylor e Pearce, 1999).

Por fim, no que concerne à identificação com a organização e intenção de saída, de acordo com o estudo de Taylor et al. (1995) um sistema que promova a autoestima dos avaliados torna-os mais próximos da organização, aumentando assim satisfação geral com o trabalho, a identificação com a organização e consequentemente a diminuição da intenção de saída.

Curiosamente, a hipótese 6 não é suportada. Esta hipótese sugere que os trabalhadores que ocupam cargos dirigentes têm uma perceção mais favorável do processo de avaliação do que os trabalhadores que não ocupam cargos dirigentes. De acordo com Russel e Dorothy (1988), esta hipótese seria suportada pelo facto de que, os dirigentes na qualidade de avaliados e avaliadores têm um maior envolvimento e conhecimento do processo, estando mais satisfeitos com o sistema de avaliação do que os trabalhadores que apenas são avaliados. Apesar de se verificar diferenças no valor médio de concordância com processo de avaliação (4,81 por parte dos dirigentes e 4,32 por parte dos não dirigentes), não existem diferenças estatisticamente significativas entre estes grupos face ao Índice_Processo. Salienta-se no entanto, que o grupo não dirigente é composto por 58 e o dirigente por apenas 7 observações. Tão reduzido número de observações limita a capacidade do teste para encontrar diferenças que sejam estatisticamente significativas.

31

As hipóteses 7 e 8 não são, igualmente, suportadas. Assim, ao contrário do sugerido na literatura, a opinião dos avaliados face às quotas não influencia a satisfação com o sistema de avaliação e perceção quanto à justiça processual.

Por fim, destacam-se os baixos valores (valores médios) relativos à perceção de justiça processual e à satisfação com o SIADAP. É possível que estes resultados estejam relacionados com a ausência de efeitos da AD em sede de SIADAP, desde 2011. Estes efeitos dizem respeito à alteração de posicionamento remuneratório, de atribuição de prémios de desempenho e efeitos disciplinares, conforme previsto na Lei que cria o SIADAP e na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas. No entanto, em virtude das alterações legislativas que têm vindo a ser introduzidas a estas matérias, atualmente não é possível atribuir prémios de desempenho nem alterar o posicionamento remuneratório em que o trabalhador se encontra (única forma de progredir na carreira). Relativamente aos efeitos disciplinares, está prevista a instauração de um processo de averiguações que pode culminar com a instauração de um procedimento disciplinar por violação de deveres funcionais caso o trabalhador tenha duas menções de desempenho negativas (inadequado) consecutivas.

6. C

ONCLUSÕES

,

LIMITAÇÕES E INVESTIGAÇÃO FUTURA

Este estudo analisa a perceção face ao processo de avaliação e a relação entre esta perceção e outras variáveis de interesse para a organização, tais como a satisfação com o sistema de avaliação, a satisfação com o trabalho, a perceção de justiça processual, a identificação/compromisso com a organização e a intenção de sair da organização. No que respeita à perceção face aos fatores do processo de AD, os resultados mostram que os trabalhadores têm uma perceção positiva da capacidade de iniciativa para se integrar no processo de avaliação mas uma perceção relativamente baixa do

32

cumprimento dos objetivos que nortearam o SIADAP. Este resultado é preocupante uma vez que existe a perceção generalizada de que, com o sistema implementado, não estão a ser alcançados os objetivos subjacentes à criação do SIADAP, que aludem à construção de processos de desenvolvimento individual e organizacional, à melhoria dos processos, ao aumento da transparência administrativa, entre outros. Estes resultados vão de encontro ao defendido por Geiger e Ittner (1996) relativamente aos sistemas de controlo serem adotados pelo Governo apenas para satisfazer requisitos de ordem regulamentar e legitimar a atividade dos organismos em vez de serem utilizados para suportar a tomada de decisão.

Complementarmente, este estudo debruça-se sobre a relação entre o processo de avaliação em sede de SIADAP e variáveis de interesse para a organização, nomeadamente, a satisfação com o sistema de avaliação, satisfação com o trabalho, perceção de justiça processual, identificação com a organização e a intenção de saída da organização.

De acordo com os resultados apresentados, os trabalhadores com perceção mais favorável dos diferentes fatores do processo (variáveis independentes) revelam níveis mais elevados de satisfação com o sistema de avaliação e com o trabalho, maior perceção de justiça processual, maior grau de identificação com a organização, e menor intenção de saída.

O cargo ocupado não tem correlação com a satisfação com o sistema. Ao contrário do sugerido na literatura (Russel e Dorothy, 1988), o facto de o trabalhador ter o papel simultâneo de avaliador e avaliado, não interfere com a sua satisfação face ao sistema de avaliação em vigor na organização.

33

Complementarmente, ao contrário do sugerido na literatura (Waite e Stites-Doe, 2000), a opinião dos avaliados face às quotas não influencia a satisfação com o sistema de avaliação e perceção quanto à justiça processual.

Desta forma, este estudo contribui para a literatura ao caracterizar as perceções dos trabalhadores e dirigentes da AP relativamente ao SIADAP.

Como na maioria dos estudos deste tipo, na presente análise existem limitações. Algumas decorrem da utilização do método baseado no questionário (Dillman, 2000), destacando-se, desde logo, a obtenção de taxas de respostas aceitáveis. Para mitigar estas limitações, foram tomadas diversas precauções tais como a realização de um questionário piloto, garantido o anonimato de respostas, utilização de questões/variáveis validadas por estudos anteriores, ente outros. Por outro lado, o estudo incide apenas em um organismo da AP, com relativa autonomia face ao poder central, pelo que é necessário prudência quanto à generalização dos resultados obtidos face à diversidade de cenários vigentes na AP.

Futuras análises poderão estender este estudo a diferentes organismos da AP e ao impacto das medidas políticas sobre o sistema, nomeadamente, os efeitos das alterações legislativas que têm ditado a falta de consequências do resultado de avaliação, muito embora mantenham a obrigatoriedade de se diferenciar o desempenho dos trabalhadores. Outra linha de investigação relevante, seria a utilização de dados longitudinais que permitissem aferir efeitos de causalidade, nomeadamente entre a utilização do SIADAP e a motivação, satisfação, identificação e intenção de saída dos trabalhadores.

34

R

EFERÊNCIAS

B

IBLIOGRÁFICAS

Araújo, J. F. (2004). A reforma administrativa em Portugal: em busca de um novo paradigma. Eixo Atlântico 6, 83-91.

Araújo, J. (2009). A experiência da Implementação da gestão Orientada para os Resultados em Portugal. Revista Enfoques: Ciência Política y Administración Pública 7 (11), 131-153.

Caiado, A. e Pinto, A. (2001). Manual do plano oficial de contabilidade pública. 2ª Ed. Lisboa: Áreas Editora.

Cavalluzzo, K. e Ittner, C., (2004). Implementing performance measurement innovations: evidence from government. Accounting, Organizations and Society 29 (03), 243–267.

Chenhal, R. (2003), Management Control Systems Design within its organizational context: findings from contingency-based research and directions for the future.

Accounting, Organizations and Society 28 (2-3), 127-168.

Cook, J., e Wall, T. (1980). New work attitude measures of trust, organizational commitment and personal need non-fulfillment. Journal of Occupational Psychology 53 (1), 39-52.

Dillman, D. A. (2000). Mail and internet surveys: the tailored design method. 2ª Ed. New York: John Wiley & Sons.

Dipboye, R. e Pontbriand, (1981). Correlates of employee reactions to performance appraisal systems. Journal of Applied Research 60 (2), 248-251.

Folger, R.; Konovsky, Mary A. e Cropanzano, R. (1992). A due process metaphor for performance appraisal. Research in Organizational Behavior 14 (1), 129-177.

Fonseca, F. e Carapeto, C. (2005). Administração Pública – Modernização, Qualidade e

Inovação. 3ª Ed. Lisboa: Edições Sílabo.

Geiger, D. e Ittner, C., (1996). The influence of funding source and legislative requirements on government cost accounting practices. Accounting, Organizations and

Society 21 (6), 549-567.

Gosselin, A., Werner, Jon M., e Hallé, N., (1997). Ratee Preferences Concerning Performance Managemetn and Appraisal. Human Resource Development Quarterly 8 (4), 315-333.

Gow, J. e Dufour, C., (1980). Is the new public management a paradigm? Does it matter? International Review of Administrative Sciences 66 (4), 573-597.

Hartmann, F.G.H. e Slapnicar, S. (2009). How formal performance evaluation affects trust of subordinate managers in their superior. Accounting, Organizations and Society 34 (6/7), 722-737.

Hood, Christopher (1991). A Public Management for all Seasons? Public

35

Ittner, Christopher D; Larcker, David F., e Meyer, M. W. (2003). Subjectivity and the Weighting of Performance Measures: Evidence from a Balanced Scorecard. The

Accounting Review 78 (3), 725-758.

Ittner, Christopher D, e Larcker, David F. (1998). Innovations in performance measurement: Trends and research implications. Journal of Management Accounting Research 10 (1), 205-238.

Jawahar, I. M. (2006). Correlates of Satisfaction with Performance Appraisal Feedback.

Journal of Labour Research 27 (2), 213-236.

Kaplan, R. S. e Norton D.P., (1992). The Balanced Scorecard – Measures that drive performance. Harvard Business Review 70 (1), 71-79.

Kaplan, R. S. e Norton D.P., (1996). Using the Balanced Scorecard as a Strategic Management System. Harvard Business Review 74 (1), 75-85.

Kaplan, R. S. e Norton D.P., (1993). Putting the Balanced Scorecard to Work. Harvard

Business Review 71 (5) 135-147.

Kaplan, R. S. (2010). Conceptual Foundations of the Balanced Scorecard. Harvard business school working paper 10-074.

Lam, Simon S. K. e Yik (2002). Responses to Formal Performance Appraisal Feedback: The Role of Negative Affectivity. Journal of Applied Psychology 87 (1), 192-201. Landy, Frank J., Barnes, Janet L. e Murphy, Kevin R. (1978). Correlates of Perceived Fairness and Accuracy of Performance Evaluations. Journal of Applied Psychology 63 (6), 751-754.

Malmi, T. (2001). Balanced Scorecards in Finnish companies: a research note.

Management Accounting Research 12 (2), 207-220.

Malina, M. A. e Selto, F.H. (2001). Communicating and Controlling Strategy: An emprirical study of the effectiveness of the Balanced Scorecard. Journal of Management

Accounting Research 13 (1), 47-89.

Nunnally, J. C. e Bernstein, I. H. (1994). Psychometric theory. 3ª Ed. New York: McGraw-Hill.

Nykodyn, C., (1996). Public Sector Performance Appraisal Effectiveness: a case study.

Public Personnel Management 25 (2), 151-163.

OCDE (1996). Management Control in Modern Government Administration – Some

Comparative Practices. Sigma Papers. OECD Publishing 4.

Otley, David (1999). Performance management a Framework for management control systems research. Management Accounting Research 10 (4), 363-382.

Pearce, Jone L. e Porter, Lyman, W., (1986). Employee Responses to Formal Performance Feedback. Journal of Applied Psychology 71 (2), 211-218.

Prendergast, Canice e Topel, Robert (1993). Discretion and bias in performance evaluation. European Economic Review 37 (2-3), 355-365.

Rego, Arménio; Marques, Carla; Leal, Susana; Sousa, Filipa; e Cunha, Miguel Pina (2010). Psychological capital and performance of Portuguese civil servants: exploring neutralizers in the context of an appraisal system. The International Journal of Human

36

Russel, James S. e Goode, Dorothy L. (1988). An Analysis of Managers’ Reactions to Their Own Performance Appraisal Feedback. Journal of Applied Psychology 71 (1), 63- 67.

Silk, Scott (1998). Automating the Balanced Scorecard. Strategic Finance 79(11), 38- 42.

Simons, R. (1987). Accounting control systems and business strategy: an empirical analysis. Accounting, Organizations and Society 12 (4), 357-374.

Simons, R. (1994). How new top managers use control systems as levers of strategic renewal. Strategic Management Journal 15 (3), 169-189.

Taylor, Paul J. e Pierce, Jon L. (1999). Effects of Introducing a Performance Management System on Employees’ Subsequent Attitudes and Effort. Public Personnel

Management 28 (3), 423-452.

Taylor, M. Susan, Tracy, Kay B., Renard, Monika K., Harrison, J. Kline, e Carroll, Stephen J. (1995). Due Process in Performance Appraisal: A Quasi-Experiment in Procedural Justice. Administrative Science Quarterly 40 (3), 485-523.

Van der Stede, W. A.; Young, S. M; e Chen, C. X. (2007). Doing Management Accounting Survey Research. In C. S. Chapman, A. G. Hopwood e M. D. Shields (Eds)

Handbook of Management Accounting Research 1ª Ed. Oxford: Elsevier, 445-478. Waite, Melissa L. e Stites-Doe, Susan (2000). Removing performance appraisal and merti pay in the name of quality. An empirical study of employees’ reactions. Journal

of Quality Management 5 (2), 187-206.

Wanous, John P., e Reichers, Arnon E. (1997). Overall Job Satisfaction: How good are single-item measures? Journal of Applied Psychology 82 (2), 247-252.

Wong-On-Wing, B.; Guo, L.; Li, W.; Yang, D. (2007). Reducing conflict in balanced scorecard evaluations. Accounting, Organizations and Society 32 (4-5), 363-377.

37

A

PÊNDICE I

DESCRIÇÃO DA AMOSTRA

Seleção da Amostra N %

População-alvo 350 100,0%

N.º de questionários respondidos 65 18,6%

A

PÊNDICE

II-P

ERFIL DOS INQUIRIDOS

Cargo/função desempenhada N Experiência na Função Pública (média do n.º de anos) Experiência no Organismo (média do n.º de anos) Género (n.º de participantes) F M

Assistente técnico e operacional 10 10,7 10,3 4 6

Técnico 48 11,1 8,69 38 10

Dirigente 7 14,86 12,85 6 1

Total 65 48 17

A

PÊNDICE

III–A

NÁLISE

F

ATORIAL VARIÁVEIS DEPENDENTES

Variável original KMO esfericidade Teste de (sig.)

Valores

próprios Variância explicada Item Factor 1 Communalities

Satisf.SIADAP Q6.5 Satisf.Trab Q5.1 Justiça processual 0,591 0,000 2,674 66,857 Q6.10 0,78 0,608 Q6.3 0,81 0,656 Q6.11 0,831 0,691 Q6.12 0,848 0,719 Identificação 0,644 0,000 2,095 69,844 Q8.8 0,898 0,807 Q8.7 0,838 0,708 Q7.7 0,765 0,586 Intenção de saída 0,79 0,000 3,133 78,323 Q9.1 0,871 0,758 Q8.5 0,834 0,696 Q8.6 0,955 0,912 Q8.4 0,876 0,767

38

A

PÊNDICE

IV-

A

NÁLISE

F

ATORIAL VARIÁVEIS INDEPENDENTES

Questão Nome fator ValoresSIADAP CMASIADAP ContInd Relev.Objec Conhec. Monit. TOTAL

O processo de avaliação de desempenho contribui para a melhoria da gestão da Administração Pública.

Cumprimento dos obj. que nortearam o

SIADAP (ValoresSIADAP)

,623 ,397 ,149 ,273 ,009 -,171 O SIADAP permite identificar as necessidades de formação e

desenvolvimento profissional adequadas à melhoria do desempenho. ,872 ,152 ,054 ,017 -,219 -,019 O SIADAP permite reconhecer e distinguir serviços, dirigentes e

trabalhadores pelo seu desempenho e pelos resultados obtidos. ,925 ,090 ,097 ,148 -,007 ,013 A avaliação de desempenho permite a melhoria dos processos, numa

ótica de tempo, custo e qualidade. ,689 ,379 ,268 ,286 ,116 -,008

O SIADAP permite melhorar a prestação de informação e a

transparência da ação dos serviços da Administração Pública. ,854 ,179 ,181 ,123 -,173 ,062 É importante para mim a nota que obtenho/irei obter em sede de

SIADAP. ,533 ,114 ,065 ,312 -,459 -,190

Existe justiça na atribuição de notas dentro da minha equipa. ,754 ,425 ,060 ,003 ,163 ,195 O SIADAP permite premiar ou penalizar o trabalhador pelo trabalho

desenvolvido. ,860 ,069 -,005 ,144 ,329 ,039

O SIADAP permite identificar o que os trabalhadores têm de fazer

para atingir a excelência das suas capacidades e do seu potencial. ,882 ,184 -,021 ,082 ,310 -,052 A avaliação que é feita dos meus objetivos / competências é clara e

transparente. Contratualização, monitorização e avaliação em sede de SIADAP (CMASIADAP) ,334 ,824 ,168 ,114 ,024 ,139

No geral, concordo com a avaliação que é feita ao meu desempenho

por parte do avaliador. ,277 ,771 ,132 ,227 ,057 ,214

A contratualização dos meus objetivos/competências foi transparente

e clara. ,307 ,794 ,360 ,194 -,077 ,055

Sinto que tenho poder de negociação na contratualização dos

objetivos/competências. ,328 ,709 ,395 ,279 -,013 -,145

O organismo onde trabalho e a minha chefia proporcionam-me as condições para cumprir os meus objetivos/competências

contratualizados.

,109 ,763 ,183 ,240 ,030 ,264

Caso tenha a necessidade de reformular objetivos (mudança de atividade, função, tarefas), tomarei a iniciativa de solicitar ao meu avaliador a reformulação dos mesmos.

Capacidade de iniciativa individual

(ContInd)

39

Questão Nome fator ValoresSIADAP CMASIADAP ContInd Relev.Objec Conhec. Monit. TOTAL

Na reunião de negociação, sugeri alguma(s) alteração(ões) aos

objetivos/competências propostos pelo avaliador. ,034 ,259 ,788 ,153 ,068 ,267

Conheço os objetivos previstos no QUAR, referente a 2015, para os

quais a minha equipa contribui. ,138 ,404 ,759 -,075 ,178 -,262

Tenho conhecimento dos resultados trimestrais do organismo. ,100 ,204 ,791 ,076 ,181 -,115 Conheço as ferramentas utilizadas para medir os resultados atingidos. ,225 ,356 ,723 ,049 ,243 ,049 Os meus objetivos estão alinhados com os objetivos da equipa.

Relevância e adequação dos obj. face

às atividades desenvolvidas (Relev.Objec)

,094 -,058 ,540 ,674 ,056 ,138

É claro para mim o contributo dos meus objetivos para o

desempenho global da organização. ,114 ,294 ,099 ,781 ,144 -,134

Os meus objetivos são mensuráveis. ,119 ,391 ,080 ,811 -,044 ,016

Trabalho em função dos objetivos/competências contratualizados. ,319 ,005 ,092 ,682 -,139 ,075 Os objetivos que contratualizei refletem as principais atividades que

desempenho ao longo do período de avaliação. ,118 ,483 ,050 ,740 ,159 ,217

Estou esclarecido sobre as competências, direitos e deveres dos intervenientes no processo SIADAP (avaliador; avaliador; conselho coordenador de avaliação; comissão partitária; e o dirigente máximo

do serviço). Conhecimento do

processo (Conhec.)

,016 ,075 ,383 ,208 ,717 ,025

Em qualquer organização, pública ou privada, deve existir a

distribuição forçada dos resultados de avaliação (quotas).* ,330 -,189 -,165 -,075 ,513 -,448

Fui devidamente esclarecido sobre o que consiste a "harmonização

das propostas de avaliação", em sede de SIADAP. ,071 ,091 ,416 -,024 ,734 ,060

Monitorizo o cumprimento dos meus objetivos ao longo do período de avaliação.

Monitorização do processo (Monit.)

-,021 ,078 ,560 ,027 ,190 ,629

A minha chefia monitoriza o cumprimento dos

objetivos/competências dos trabalhadores ao longo do período de avaliação.

,105 ,458 -,045 ,084 -,022 ,775

* esta questão foi retirada do fator por dever ser tratada de forma independente.

O alpha deste fator passou de 0,63 para 0,86.

Valores Próprios 6,342 4,727 4,436 3,485 2,096 1,751

Variância Explicada 21,868 16,302 15,295 12,018 7,228 6,036 78,75 Alpha de Cronbach 0,94 0,93 0,88 0,90 0,86 0,60

40

A

PÊNDICE

V

–T

ESTES DE NORMALIDADE

Abrev. Variável Índice_Processo 2 classes Shapiro-Wilk nível de significância Satisf.SIADAP P- 0 P+ 0,021 Satisf.Trab P- 0 P+ 0 Just. P- 0,101 P+ 0,281 Iden. P- 0,24 P+ 0,052 Inten.Saída P- 0,04 P+ 0,035

Perceção menos positiva do Índice_Processo = P- Perceção mais positiva do Índice_Processo = P+