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2. Mecanismos de formación de los cálculos

2.6. Mecanismo de formación y estructura de cálculos poco frecuentes

Neste passo, foi realizada uma sessão com os seguintes objetivos: (a) manter o

rapport, identificando a forma como a criança se comporta em função da inserção de algumas regras especificadas para brincar em ambiente domiciliar; (b) caracterizar o comportamento do responsável diante do filho em condição de estabelecimento de regras em ambiente domiciliar; (c) TP funcionar como modelo para o responsável no manejo com a criança, principalmente no que se refere à descrição de regras e conseqüenciações para comportamentos correspondentes e não correspondentes às regras especificadas. Caso o comportamento não correspondesse às instruções e regras especificadas, submetia tais comportamentos à extinção não os conseqüenciando.

Os brinquedos disponíveis nesta condição foram: Lince-alfabético, Money, Pula- Macaco e Roda-Pião.

O responsável e a criança foram informados que, a partir de então, as brincadeiras que fossem realizadas nas sessões subseqüentes seriam pré-estabelecidas pela TP, de forma que a criança poderia escolher o brinquedo com o qual iniciaria, sendo que a outra escolha seria feita pelo responsável, seguindo o mesmo padrão utilizado nas sessões que ocorreram no ambulatório. Do mesmo modo, a TP e o responsável participaram de todas as

brincadeiras que necessitassem de mais de uma pessoa, sendo que a criança só poderia passar para outro brinquedo, após concluir a tarefa de brincar com o brinquedo anterior e guardá-lo.

A TP descrevia, sempre que julgava necessárias, as regras descritas em vigor e liberava reforços verbais a cada comportamento emitido que fosse compatível com as categorias de autocontrole.

Passo 2: Manutenção das regras e instalação de comportamentos de auto-observação e de verbalizações da criança e do responsável

Neste passo foram realizadas duas sessões de observação consecutivas, nas quais foram mantidas as mesmas instruções descritas no Passo 1, com o acréscimo de que, a partir daquele momento, o critério para que a criança mudasse de uma atividade para outra seria ser bem sucedida na atividade em vigor. Novamente, foi considerada como atividade bem sucedida aquela na qual a criança apresentasse comportamentos de brincar correspondentes às instruções do jogo, as quais eram descritas ao início de cada brincadeira, devendo concluir a atividade que estivesse executando. Caso a criança não fosse bem sucedida, repetiria a atividade com o mesmo brinquedo, até o máximo de duas tentativas.

Nessas duas sessões os brinquedos que estiveram disponíveis para escolha foram os mesmos utilizados para os participantes em ambiente do setting terapêutico para as sessões de manutenção das regras e instalação de comportamentos de autocontrole, isto é, Morcegos Equilibristas, Caça-animais, Dominó e Jogo do Mico, na primeira sessão. Na segunda sessão, estavam disponíveis: Maça Maluca, Memória, Caça Casal e Caça Figuras. No ambiente domiciliar, manteve-se a escolha variada de brinquedos semelhante à utilizada em setting terapêutico, com fins de manutenção do interesse das crianças pelas interações nos jogos.

A instrução que fez parte destas sessões seguiu o mesmo padrão da que foi utilizada em setting terapêutico (Condição 1: Consultório), quanto ao uso da gravação com a frase:

Veja o que você está fazendo agora.

Ao final de cada sessão, solicitava-se que a criança verbalizasse como havia sido a sessão para ela. O mesmo pedido era feito ao seu responsável. A TP fornecia conseqüências na forma de elogios a esses comportamentos verbais específicos. O objetivo

de tal solicitação era levantar dados sobre a habilidade de ambos em descrever as contingências presentes durante o atendimento em domicílio (as regras, as conseqüências para o seu seguimento ou não, os estímulos discriminativos vigentes na sessão, os comportamentos apresentados, alterações discriminadas, em especial, a presença da gravação com a instrução para a criança).

ETAPA 4: Avaliação

Ao final da última sessão de intervenção, tanto em consultório quanto em ambiente domiciliar, foi entregue uma cópia da Ficha de Monitoramento (Anexo3) ao responsável para que este registrasse durante uma semana os comportamentos da criança, de acordo com as categorias de hiperatividade e de autocontrole, que deveria ser entregue à TP na sessão seguinte de avaliação (Anexo 5). Essas fichas de monitoramento, quando entregues corretamente preenchidas e dentro dos prazos estabelecidos, eram analisadas e subsidiavam orientações e feedback que eram fornecidas aos pais na avaliação.

Nesta etapa, a TP forneceu algumas informações sobre o TDAH, esclarecendo possíveis dúvidas sobre o diagnóstico e orientações sobre manejos em situações cotidianas que pudessem otimizar a relação entre responsáveis e filhos(a), considerando como referência as características da interação criança-responsável observadas durante as sessões de intervenção.

ETAPA 5: Reversão

Uma semana após a avaliação era marcada a primeira sessão em outro contexto que caracterizava a reversão: domicílio (para os participantes que iniciaram o treino na Condição 1) e consultório (para os que iniciaram na Condição 2), onde se aplicou de modo similar o procedimento, materiais, equipamentos e número de sessões (duas de observação direta de atividades livres, uma de habituação às regras e duas de manutenção das regras) do primeiro treino em que os participante foram expostos, diferindo apenas o ambiente. Em ambas as condições, no final da última sessão de reversão foi fornecida às responsáveis uma cópia da Ficha de Monitoramento (Anexo3) para registro durante uma semana de comportamentos de hiperatividade e de autocontrole apresentados pela criança, entregando-a a TP na sessão seguinte de avaliação final.

Destaca-se que os resultados e discussão dos dados obtidos na reversão não são apresentados nesse estudo em função de problemas técnicos de informática que ocasionaram perdas de arquivos nesta etapa.