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MEASURES AND TOLERABILITY OF RISKS

In document Decision Makers (sider 47-51)

Um dos modelos mais conhecidos de design instrucional e utilizados é o ADDIE, sigla para Analyze, Design, Develop, Implement

e Evaluate (Análise, Projeto, Desenvolvimento, Implementação e

Avaliação) (FILATRO, 2008), muitas vezes também chamado de ISD (Intructional System Design), principalmente no meio acadêmico, que considera ADDIE o termo coloquial para o ISD (MOLENDA, 2003).

O modelo ADDIE é um processo genérico, usado por designers instrucionais e por desenvolvedores de treinamento. Esta metodologia é empregada para identificar as necessidades do público-alvo, projetar a solução e avaliar os resultados. A maioria dos modelos de design instrucional atuais são spin-offs ou variações do modelo ADDIE

(CLARCK, 1995;CASTAGNOLO, 2008). Suas cinco fases –

análise, projeto, desenvolvimento, implementação e avaliação – representam um guia dinâmico e flexível para o desenvolvimento de treinamentos e instrumentos de apoio (Figura 12). No modelo ADDIE, cada fase tem um produto que se encaixa na fase subseqüente.

Figura 12 - Modelo ADDIE

A seguir são descritas cada uma dessas fases, com base em trabalhos de Clarck (1995), Filatro (2008) e Intulogy (2009):

Análise:

Durante a análise, deve-se compreender qual é o problema educacional do público-alvo e, para isso, realiza-se um levantamento detalhado das necessidades de aprendizagem que corresponderão aos objetivos e metas instrucionais.

Também se procura identificar as características do público-alvo, levantando os conhecimentos e habilidades atuais dos alunos e suas restrições. Algumas questões que devem ser levantadas durante a fase de análise (INTULOGY, 2009):

1) determinar qual o objetivo que se deseja alcançar com o

curso, (porque ele é necessário?)

2) caracterizar o público-alvo;

3) determinar o conhecimento atual que o público-alvo possui

em relação aos tópicos que serão abordados no curso;

4) determinar os conhecimentos e habilidades que o público-alvo

deverá ter ao final do curso para realizar as tarefas associadas aos seus trabalhos;

5) listar metas/objetivos do curso em ordem de prioridade;

6) identificar os recursos disponíveis e as limitações técnicas,

orçamentárias e administrativas.

Para realizar a análise utiliza-se entrevistas e questionários, feitos por e-mail, telefone ou presencialmente, com os clientes/financiadores, especialistas do domínio de conhecimento e representantes do público- alvo. O resultado desta etapa é um relatório de análise (CLARCK, 1995; FILATRO, 2008; INTULOGY, 2009).

Projeto:

Segundo Clarck (1995), Filatro (2008) e Intulogy (2009), depois de ter as informações da análise documentadas e os objetivos definidos, começa a fase de projeto, onde o designer instrucional especifica como o curso deve ficar depois de produzido. É um momento de planejamento, muito importante para se alcançar o sucesso do projeto, já que muitos projetos falham por não terem sido adequadamente planejados.

Nesta etapa, realiza-se o mapeamento e seqüenciamento dos conteúdos que serão abordados, define-se as estratégias e atividades de aprendizagem apropriados para que se atinja os objetivos, seleciona-se as mídias, ferramentas e materiais que deverão ser providenciados para uso dos professores e alunos. Esta etapa normalmente gera um relatório de especificações que pode conter roteiros e storyboards.

Algumas questões que devem ser levantadas durante a fase de projeto (INTULOGY, 2009):

•Qual formato de distribuição deve ser usado?

•Qual tipo de atividades e exercícios mais indicada para ajudar os

alunos?

•Como o curso deve medir o progresso e performance dos

alunos?

Para isso, há basicamente três momentos na fase de projeto. •Planejamento do projeto instrucional: procura responder como o material do curso, módulo ou unidade será agrupado e qual o seqüenciamento dos conteúdos, quais métodos e táticas serão utilizados para a apresentação do material, e como será realizada a avaliação para medir o nível de sucesso dos alunos.

Seleção do formato do curso: a forma em que o curso será oferecido precisa ser definido logo no início da etapa de projeto porque esta decisão influenciará diversos aspectos do documento de design. O formato do curso deve estar compatível com as necessidades e características dos alunos. Alguns exemplos de formatos podem ser citados, como aulas presenciais, aulas a distância com material baseado em livros e apostilas, e-learning síncrono, e-learning assíncrono, jogos educacionais, entre outros.

Redação do documento de projeto instrucional: é um relatório que contém uma visão geral de todo o projeto instrucional, trazendo informações de como o curso, módulo ou unidade deve ser construído. Ele descreve a abordagem de aprendizagem a ser utilizada, identifica as opções de mídias instrucionais, agrupa e sequencia objetivos, descreve os exercícios, atividades a serem realizadas e avaliações dos cursos e módulos.

O relatório resultante da etapa de projeto contém a descrição do curso, mas não contém o conteúdo dele. É um documento similar às plantas de engenharia e arquitetura, ou ao projeto da engenharia de

software. Os materiais e conteúdos serão criados na fase de

desenvolvimento, que será apresentada a seguir. O resultado da fase de projeto é um documento de especificação do curso que geralmente indica:

• um cronograma de criação e execução do curso;

• a equipe do projeto e seus papéis;

• detalhamento das tecnologias e especificação de mídias do

• ementa dos cursos;

• detalhamento do controle de versões e configurações dos

materiais.

Desenvolvimento:

Nesta fase os desenvolvedores criam e montam os conteúdos, que devem seguir as especificações da etapa de projeto, sempre buscando atender aos objetivos e necessidades que foram levantados durante a análise. Ao chegar na etapa de desenvolvimento, já deve haver definição sobre o propósito do curso, estrutura e conteúdo. Os desenvolvedores trabalham para criar e integrar materiais didáticos impressos e/ou digitais, configuram ambientes virtuais e preparam suporte tecnológico e administrativo. Há também a possibilidade de se envolver testadores, que fazem a conferência dos conteúdos, e assim, o projeto é revisado de acordo com o feedback recebido. Nesta etapa, pode haver a criação de protótipos e execução de pilotos de testes (CLARCK, 1995; FILATRO, 2008; INTULOGY, 2009).

Implementação:

É na fase de implementação que os alunos ganham acesso aos conteúdos para interagirem com os materiais didáticos, ferramentas, professores e outros alunos, visando à realização das atividades que foram programadas no projeto do curso. Neste momento, deve-se assegurar que materiais estão disponíveis e o ambiente de ensino totalmente funcional.

Nas situações em que houver demanda por facilitadores, estes devem receber treinamento antecipado sobre o currículo do curso, utilização do material de ensino e procedimentos de testes.

Quando existir uso de softwares e hardwares, deve-se preparar os alunos oferecendo treinamento e informações sobre a utilização da plataforma de aprendizagem.

Feito isso, os alunos são convocados e o curso, módulo ou unidade começa a ser executado conforme o planejado (CLARCK, 1995; FILATRO, 2008; INTULOGY, 2009).

Avaliação:

A etapa de avaliação busca medir o nível de sucesso de uma solução educacional, ou seja, se ela possibilita alcançar os objetivos que foram estabelecidos. Para isso, são avaliados tanto a aprendizagem dos alunos (com testes e acompanhamentos, etc.) como o projeto

instrucional em si, onde o designer instrucional deve fazer considerações, por exemplo, sobre o relatório de análise, storyboards, roteiros, interfaces ou diagramação dos materiais de estudo, relatórios de acompanhamento e relatórios finais de avaliação. Às vezes, a avaliação pode iniciar até mesmo antes do design instrucional, por meio de um diagnóstico da competência atual de um público-alvo sobre determinados tópicos.

Nas avaliações são utilizadas técnicas de coleta de dados como questionários, entrevistas, observação e experimentos (CLARCK, 1995; FILATRO, 2008; INTULOGY, 2009).

3 A AVALIAÇÃO DE JOGOS EDUCACIONAIS

Este capítulo apresenta como os jogos educacionais vêm sendo avaliados, com base em artigos que apresentam revisões sistemáticas realizadas por pesquisadores ligados à área de ensino da engenharia de software. Visando ampliar a abrangência sobre este tema, também foram analisados artigos com revisões sistemáticas sobre uso dos jogos em outras áreas. Alguns estudos de modelos de avaliação são brevemente apresentados.

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