CHAPTER THREE – HYBRID THREATS AND THE MCDC-REPORT
3.3 The MCDC-report’s three characteristics in relation to its analytical framework
Os dados apresentados no Quadro 2 ilustram a idade da primeira e segunda gestação das adolescentes, bem como o ano da primeira gravidez, trazendo a informação referente ao local de moradia das mães adolescentes quando engravidaram.
Quanto ao local de moradia, percebeu-se que 13 adolescentes eram residentes da área urbana do município quando engravidaram, enquanto 5 moravam na área rural na época da gravidez.
Por outro lado, quanto à primeira gestação (Figura 1), a faixa etária variou de 13 a 19 anos sendo a idade média de 16,7 anos. Em termos proporcionais, os dados mostraram ver (Figura 1), que os maiores valores percentuais foram nas idades de 15, 17 e 19 anos (4 adolescentes em cada idade). Além disso, 3 tornaram-se mães aos 18 anos e 2, aos 16 anos; existindo apenas 1 adolescente que foi mãe pela primeira vez aos 13 anos.
Pôde-se constatar que a maioria das adolescentes teve somente uma gravidez. Apenas 2 adolescentes tiveram mais de um filho, sendo que o segundo parto aconteceu em um período inferior a 2 anos do primeiro. Além disso, sendo que uma destas teve ainda um aborto espontâneo entre as duas gestações.
Quadro 2 – Caracterização da gravidez na adolescência, Rosário da Limeira/MG, 2007 a 2010 Idade da primeira gestação Local de moradia Nº de abortos Número de filhos vivos Duração da gestação (semanas) Realização do pré-natal (meses) Tipo de parto Local de nascimen to do bebê Estatura ao nascer (cm) Peso ao nascer (quilos)
13 Urbano 0 1 - 7 Normal Hospital 45 2,780
15 Rural 0 1 39 6 Normal Hospital 48 3,385
15 Urbano 0 1 41 5 Cesárea Hospital 48 2,830
15 Urbano 0 1 - 9 Normal Hospital 46 3,150
15 Urbano 0 2 38 9 Cesárea Hospital 49 3,550
16 Urbano 0 1 - 3 Normal Hospital 48 3,750
16 Rural 1 2 41 6 Normal Hospital 48 2,960
16 Rural 0 1 - 7 Normal Hospital 45 2,680
17 Rural 0 1 41 7 Cesárea Hospital 50 3,750
17 Urbano 0 1 - 5 Normal Hospital 48 3,450
17 Urbano 0 1 5 Cesárea Hospital 38 1,216
18 Urbano 0 1 - 6 Cesárea Hospital 49 3,100
18 Urbano 0 1 - 5 Normal Hospital 49 3,350
18 Urbano 0 1 - 8 Normal Hospital 51 3,800
19 Urbano 0 1 40 7 Normal Hospital 40 3,160
19 Urbano 1 1 42 6 Normal Hospital 43 2,615
19 Rural 0 1 40 7 Normal Hospital 41 3,375
19 Urbano 0 1 41 8 Cesárea Hospital 51 3,800
Figura 1 – Distribuição por idade da primeira gestação Rosário da Limeira/MG, 2007 à 2010.
Fonte: Dados da pesquisa.
Metade dos casos de reincidência da gravidez ocorreu na área urbana e a outra metade na área rural, mas os dois casos têm em comum o fato de que as duas adolescentes eram casadas e o motivo apontado por elas tanto da primeira quanto da segunda gestação, foi o não uso de métodos contraceptivos. Contrariamente ao observado neste estudo, Bruno et al. (2009) afirmam que o casamento funciona como um fator de proteção à reincidência da gravidez pelo fato de que, mantendo relações sexuais regularmente, as adolescentes sentem a necessidade de tomarem medidas adequadas de controle da concepção.
De todas as entrevistadas, duas adolescentes sofreram um aborto, ambas aos 17 anos e residentes da área rural.
“Eu tive um aborto, mas é porque eu não sabia que eu tava, né. Que eu tava grávida, aí eu senti umas dores muito fortes, ai a minha comadre lá de cima, já tinha tido um aborto quando morava em Belizário, aí eu puxava saco de café sabe, cheio assim, meu marido atrás, aí eu pegava saco de café, eu tive um aborto, mas sem saber que eu tava grávida” (Luca, mãe aos 19 anos).
Observou-se, conforme o Quadro 2, que todas as adolescentes realizaram o pré- natal, sendo que o tempo mínimo foi de 3 meses e o tempo máximo de 9 meses, obedecendo à seguinte distribuição: 5 adolescentes realizaram o pré-natal por 7 meses; 4 por 5 meses e outros 4 por 6 meses; 2 adolescentes que realizaram o pré-natal por 8 meses; e outras 2 adolescentes fizeram tal acompanhamento por 9 meses, ou seja, por todos os meses da gestação; 1 realizou tal acompanhamento médico por apenas 3 meses. Não foi observada correlação entre idade da adolescente e tempo de realização de pré- natal.
Quanto ao tempo gestacional, constatou-se a média de 39,9 semanas de gestação, porém vale ressaltar que apenas 55% das entrevistadas souberam fornecer este dado. Todos os partos informados são classificados como parto a termo6, que indica que as crianças nasceram no período considerado ideal.
O peso médio dos bebês ao nascer foi de 3,150kg, com peso máximo de 3,800kg e peso mínimo de 1,216kg. A prevalência de baixo peso7 ao nascer encontrado a neste estudo foi de 5%, inferior à média Brasil de 11%, segundo dados do relatório da Situação da Mundial da Infância de 2006, elaborado pela UNICEF. Tal fato vai contra a afirmação de Van Den Berg (1981), de que as maiores taxas de baixo peso ao nascer são dos filhos de mães adolescentes; mas corroboram com Battaglia (1963), no sentido de que o acesso aos serviços de saúde e ao atendimento pré-natal faz com que as deficiências, que podem estar relacionadas à idade da mãe, sejam sanadas de forma que os filhos de mães adolescentes não tenham maiores problemas do das mães em idade adulta.
Uma das adolescentes que não soube informar a duração da gestação em semanas, afirmando que o filho nasceu pré-maturo, ou seja, pré-termo, com estatura de 38 centímetros e peso de 1,216kg, enquadrando-se na categoria peso muito baixo ao
nascer.
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Definição e Classificação, pelo Código Internacional de Doenças (2010, assim classificados: Pela Idade
gestacional: A duração da gestação é medida a partir do primeiro dia do último período menstrual
normal. A idade gestacional é expressa em dias ou semanas completas. Pré-termo: Menos de 37 semanas completas (menos de 259 dias) de gestação. Termo: De 37 semanas a menos de 42 semanas completas (259 a 293 dias) de gestação. Pós-termo: 42 semanas completas ou mais (294 dias ou mais) de gestação. 7
Definição e Classificação, pelo Código Internacional de Doenças (2010), assim classificados: Peso ao
nascer: É a primeira medida de peso do feto ou recém-nascido obtida após o nascimento. Baixo peso ao nascer: Menos de 2 500 g (até 2 499 g, inclusive). Peso muito baixo ao nascer: Menos de 1 500 g (até 1
499 g, inclusive). Peso extremamente baixo ao nascer: Menos de 1 000 g (até 999 g, inclusive)
Quanto ao tipo de parto, a maioria das adolescentes 67% teve seu primeiro filho por parto normal, vale ressaltar que, para as demais (33%), o parto se deu por meio de cesariana, sendo que para apenas 1 das adolescentes tal cirurgia foi por opção da própria adolescente, enquanto as demais foram por orientação médica. Percebe-se que foi alta a taxa de cesariana quando comparada ao valor indicado pela OMS (2009), de 15%. Tal fato, como sugerido por Siugad e Veríssimo (1996), se deve à imaturidade fisiológica da adolescente para a maternidade.
Todas as adolescentes tiveram seus partos realizados no Hospital São Paulo ou na Casa de Saúde, ambos na cidade de Muriaé/MG.
6.2 Atuação e Percepção dos Agentes Comunitários de Saúde Quanto a Realidade