• No results found

Materials and methods

No século XVIII, governantes de vários países já haviam reconhecido a importância dos produtos advindos das minas como fonte de rendimentos. Desses produtos, a grande exigência era por quantidade cada vez maior de ferro associada a uma melhor qualidade.

Ainda que as técnicas utilizadas para extração dos metais de seus minérios e posterior refino fossem conhecidas há tempo, elas já não se mostravam eficientes para atender a toda essa demanda. A consulta a textos bem conhecidos como os de Agricola e de Biringuccio já não resolviam muitas das questões então colocadas; dentre elas a fundamental questão do reconhecimento e classificação dos corpos minerais.

Embora, nas primeiras décadas do século XVIII, os homens focados em assuntos do reino mineral contassem com pelo menos três maneiras diferentes para explicar a formação mineral, nenhuma delas sozinha dava conta de solucionar os problemas de identificação e classificação mineral, ainda realizados levando-se em conta apenas as características externas e a disposição dos minerais no fogo.

Um método mais preciso de identificação e classificação mineral só pôde aparecer, depois que os conhecimentos químicos, que sempre estiveram associados às questões ligadas ao reino mineral, mostraram-se particularmente úteis para esse fim. Assim, como consequência da forte conexão entre química, mineralogia e metalurgia, surgiram muitos estudiosos

~ 124 ~

que se dedicaram a uma nova especialidade no trabalho de reconhecimento dos minerais e sua utilização em escala cada vez maior.

Embora a maioria desses estudiosos tivesse estudado em escolas médicas ou de administração, sua formação não se deu exclusivamente no âmbito das universidades; foi necessário aprender com os trabalhadores de minas, com os ensaiadores de minérios, com os fundidores etc. Portanto, essa especialidade nasce fora das universidades, tornando-se uma atividade organizada e capaz de criar suas próprias instituições.

Assim, fez surgir um corpo de conhecimentos oriundo da relação entre ‘teoria’ e ‘prática’.

Nesse contexto, J. A. Cramer, detentor de conhecimentos químicos advindos de várias ‘vertentes teóricas’ somados a conhecimentos práticos, propôs uma das primeiras classificações minerais baseada na composição química dos corpos que se mostrou especialmente útil para o reconhecimento dos minerais.

Uma das fontes utilizada por Cramer para criar seu método de análise mineral foi o trabalho de Stahl com sua teoria do flogístico, embora esta tenha servido também largamente para explicar, por exemplo, a revificação dos metais nos processos de extração. Curiosamente, Cramer verificou que as ideias tradicionais de inferir a composição de um corpo através do reconhecimento das características apresentadas por este era de pouca valia para o reconhecimento dos minerais; preferiu verificar as partes dos minerais

~ 125 ~

compostos através da separação de seus componentes que era realizada com o emprego de vários tipos de menstrua.

Se Stahl fornece muitas ideias para o trabalho de Cramer, o conceito de

menstrum, assim como várias outras noções (definição de fósseis, de sais

etc.), foi tirado do trabalho de Boerhaave. No entanto, Cramer nota a necessidade de combinar os menstrua de diferentes maneiras, de modo a observar especificamente a ação de cada material quando utilizado como

menstrua. Ele aborda exaustivamente as diferentes possibilidades de

combinação dos menstrua de cada uma das classes propostas por Boerhaave, dando ênfase especial aos metais. Ele pretendia justamente verificar e descrever o comportamento químico das diferentes misturas, pois tinha como hipótese que algumas propriedades características de um determinado metal ficavam mascaradas quando esse era misturado a outros materiais. Procurava, assim, de alguma maneira, imitar as misturas que poderiam ser encontradas pelos mineiros.

Considerar apenas que Cramer utilizou-se da ideia de menstrua proposta por Boerhaave nos fornece uma análise parcial do que ocorreu com o uso desse conhecimento. Foi somente verificando, através de toda a pesquisa que fizemos, em que medida Cramer se aproxima e se distancia dos conhecimentos utilizados para propor sua análise mineral, que pudemos nos certificar de que o conhecimento de menstrua de Boerhaave foi certamente utilizado, mas num contexto um tanto diferenciado. Também diferentes eram os objetivos de Cramer que pretendia estabelecer um método preciso e inequívoco para as análises minerais.

~ 126 ~

Comprovamos, através dessa pesquisa, que um ‘novo’ conhecimento a respeito dos ensaios minerais foi proposto com a utilização de várias fontes. Esse ‘novo’ conhecimento não se constitui por simples adição de conhecimentos anteriores nem por seu completo abandono, mais do que isso - esse ‘novo’ conhecimento traz, em sua elaboração, conhecimentos anteriores que além de se completarem se transformam.

Portanto, a História da Química é feita por transformações graduais que não se relacionam com as rupturas paradigmáticas propostas por Kuhn, nem por abordagens que, por serem excessivamente continuístas, pinçam ideias isoladas nos trabalhos de autores afastados por séculos de nossa época. Mas sim pelo entendimento do processo histórico em que determinados focos vão se articulando, ou, às vezes, desaparecendo para dar lugar a ‘novas’ concepções de cosmo e matéria.

~ 127 ~

Bibliografia

Agricola, Georgius. De Re Metallica. Trad. Herbert Clark Hoover e Lou Henry Hoover.Nova Iorque: Dover Publications, 1950.

_____ De Natura Fossilium (textbook of mineralogy). Trad. Mark Chance Bandy e Jean A. Bandy. Nova Iorque: Geological Society of America, 1955.

Alfonso-Goldfarb, Ana. M. Da Alquimia a Química. São Paulo: Landy, 2001. _____ A Magia das Máquinas: John Wilkins e a Origem da Mecânica Moderna.

São Paulo: Experimento, 1994.

_____ & Maria H. R. Beltran, orgs, Escrevendo a História da Ciência:

tendências, propostas e discussões historiográficas. São Paulo: Educ,

2004.

_____ & Márcia. H. M. Ferraz, “A Discussão sobre o Princípio Metalífico da Matéria na Royal Society e a Recepção das Memórias de H. Boerhaave sobre o Mercúrio”. Filosofia e História da Ciência no Cone

Sul: 3º encontro (2004): 29-35.

_____ & Márcia. H. M. Ferraz, “A Química Flogística no Século XVIII Francês”.

Enlaces 2 (1995): 19-26.

_____ & Márcia. H. M. Ferraz, “As Possíveis Origens da Química Moderna”.

Química Nova 16 (1993): 63-68.

_____& Márcia H. M. Ferraz, Piyo M. Rattansi. “Lost Royal Society Documents on Alkahest (Universal Solvent) rediscovered”. Notes and Records of

the Royal Society of London 64 (2010): 435-456.

_____& Márcia H. M. Ferraz, “Algumas Considerações sobre as Transformações na Visão de Mineração e Metalurgia Introduzidas no Século XVI”. In O Conhecimento Geológico na América Latina: Questões de História e Teoria, org. Maria Margaret Lopes & Silvia F. de M. Figueirôa, 151-158. Campinas: UNICAMP, 1990.

Aristotle. Meterologica. Trad. H. D. P. Lee. Cambridge: Harvard University Press, 1987.

Arruda, José J. Revolução Industrial e Capitalismo.São Paulo: Brasiliense, 1984.

~ 128 ~

Ashworth, William. “Backwardness, Descontinuity, and Industrial Development”.

The Economic History Review, New Series 23, no 1 (abril, 1970): 163- 169.

Babington, William. A New System of Mineralogy: in the formo f catalogue. Londres: T. Bensley, 1799.

Becher, Johann J. “Physicae Subterraneae”. In A Source Book in Chemistry

1400-1900, org. H. M. Leicester & H. S. Klickstein, 54-57. Nova Iorque:

Dover, 1956.

Bergman, Torben. Essay on the Usefulness of Chemistry: and its application to

the various occasions of life. Londres: J. Murray, 1776.

Birch, Alan. “Foreign Observers of the British Iron Industry During the Eighteenth Century”. The Journal of Economic History 15, no 1 (março,

1955): 23-33.

Boerhaave, Herman. Elements of Chemistry: being the Annual Lectures. Trad. T. Dallowe. Londres: J. and J. Pemberton, 1735.

_____ Medical Correspondece. Londres: John Nourse, 1745.

_____ A Method of Studying Physick. Trad. Samber, Londres: H. P. for C. Rivington & J. Sackfield, 1719.

Boyle, Robert. An Essay about the Origine & Virtues of Gems. Londres: William Godbid, 1672.

Bruns, Edward M. História da Civilização Ocidental. Trad. Lourival Gomes Machado, Lourdes Santos Machado & Leonel Vallndo. Porto Alegre: Editora Globo, 1954.

Camêdo, Letícia B. A Revolução Industrial. Campinas, Unicamp: 1985.

Canguilhem, Georges. Ideologia e Racionalidade nas Ciências da Vida. Trad. Emília Piedade. Lisboa: Edições 70, 1977.

Chambers, Ephraim. Cyclopaedia: or, an Universal Dictionary of Arts and

Sciences. 5 vols. Londres: J.F. and C. Rivingtons, 1786-1788.

Chang, Ku-Ming. “Fermentation, Phogiston and Matter Theory: Chemistry and Natural Philosophy in Georg Ernst Stahl´s Zymotecnia Fundamentalis”.

Early Science and Medicine 7, no 1 (2002): 31-64.

Cohen, I. Bernard. Revolution in Science. Cambridge: Harvard University Press, 1985.

~ 129 ~

Cramer, Johann A. Elements of the Art of Assaying Metals. Londres: Goldsmith, 1741.

Craufurd, George. An Essay on the Actual Resources, for Reestablishing the

Finances of Great Britain. 2 vols. Londres: J. Debrett, 1776.

Cronstedt, Axel F. An Essay Towards a System of Mineralogy. 2 vols. Trad. Gustav von Engestrom. Londres: Charles Dilly, 1783.

Debus, Allen G. The Chemical Philosophy. Nova Iorque: Dover, 1977.

_____ Man and Nature in the Renaissanse. Nova Iorque: Cambridge University Press, 1980.

_____”The Significance of Early Chemistry”. Journal of Word History 9 (1965): 39-58.

Davis, Tenney L. “The Vicissitudes of Boerhaave´s Texbook of Chemistry”. Isis 10, no 1 (1928): 33-46.

Donovan, Arthur. “British Chemistry and the Concepto f Science in the Eighteenth Century”. Records of the Columbia Historical Society 4 (1901): 15-17.

Duncan, Alistair. Law and Order in Eighteenth-Century Chemistry. Nova Iorque: Oxford University Press, 1996.

Evans, Chris. “Baltic Iron and brithish Iron Industry in the Eighteenth Century”.

The Economic Review, New Series 55, no 4 (novembro, 2002): 642-

665.

Ferraz, Márcia H. M. “O Processo de Transformação da Teoria do Flogistico no Século XVIII.” Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, 1991.

Fraser, Kevin J. “John Hill and the Royal Society in the Eighteenth Century”.

Notes and Records of the Royal Society of London 48 (1994): 43-67.

Gellert, Chrislieb E. Metallurgic Chemistry Being a System of Mineralogy in

General and all the Arts Arising from this Science. Londres: T. Becket,

1776.

Gibbs, Josian W. “Cromwell Mortimer, F.R.S. Secretarry Royal Society, 1730- 1752”. Notes and Records of the Royal Society of London 7 (1950): 259-263.

Gillispe, Charles C. “The Natural History of Industry”. Isis 48, no 4 (dezembro,

~ 130 ~

Greene, Mott T. “History of Geology”. Osiris 1 (1985): 97-116.

Hall, Marie B. “The Enlightening of Science”. Notes and Records of the Royal

Society of London 50 (1996): 258-260.

Hamilton, Hungh. “A Dissertation on the Nature of Evaporation and Several Phaenomena of Air, Water and Boiling Liquors: In a letter to the Rev. Charles Dodgson, D.D.F.R.S. from the Rev. Hung Hamilton, D.D.F.R.S. Professor of Natural Philosophy in the University of Dublin.”

Philosophical Transaction of the Royal Society of London 55 (1765):

146-181.

Hammersley, George. “The Charcoal Iron Industry and its Fuel, 1540-1750”.

The Economic History Review, New Series 26, no 4 (1973): 593-613. Hannaway, Owen. The Chemists and the Word: the didactic origins of

chemistry. Londres: Johns Hopkins, 1975.

Henckel, Joachim F. Pyritologia: or a History of the Pyrites, the Principal Body

in the Mineral kingdom. Londres: A. Millar, 1757.

Hill, John. A General Natural History: or, new and accurate descriptions of the

animals, vegetables, and minerals of the different parts of the world; with their virtues and uses, as far as hitherto certainly know, in medicine and mechanics. Londres: Thomas Osborne, 1748.

Hobsbawm, Eric J. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Trad. de Donaldson Magalhães Garschagen. 5ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

_____ A Era das Revoluções 1789 – 1848. Trad. de Maria Tereza Lopes

Teixeira & Marcos Penchel. 18ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. _____ As Origens da Revolução Industrial. Trad. De Percy Galimberti. São

Paulo: Global Editora, 1979.

Homes, Frederic.”Analysis by Fire and Solvent Extractions: The Metamorphosis of a Tradition”. Isis 62, no 2 (verão, 1971): 128-148.

Huberman, Leo. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1983. Hufbauer, Karl. The Formation of the German Chemical Communit 1720-1795.

Estados Unidos da América: university of California, 1982.

Hull, David L. “A Matter of Individuality”. Philosophy of Science 45 (setembro, 1978): 335-360.

~ 131 ~

_____ “Are Species Really Individuals”. Systematic Zoology 25,no 2 (junho,

1976): 174-191.

Isard, Walter. “Some Locational Factors in the Iron and Steel Industry since the Early Nineteenth Century”. The Journal of Political Economy 56, no 3

(junho, 1948): 203-217.

James, Robert. The Modern Practice of Physic; as improved by the celebrated

professor, H. Boerhaave, and F. Hoffman: physician to the late and present King of Prussia. 2vols. Londres: J. Hodges, 1746.

Kirwan, Richard. Elements of Mineralogy. 3a ed. 2 vols. Londres: J. mackinlay,

1810.

_____ An Essay on the Elements, Principles, and Diferent Modes of Reasoning. Londres: Payne and Mackinlay, 1807.

Krause, John T. “Some Neglected Factors in the English Industrial Revolution”.

The Journal of Economic History 19, no 4 (dezembro, 1959): 528-540.

Krunitz, Johann G. Oeconomische Encyclopadie, vol 3. Berlin: Pauli, 1776. Kuhn, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo:

Perspectiva, 2003.

_____ A Tensão Essencial. Trad. Rui Pacheco.Lisboa: Edições 70, 1977.

Lane, T. “A Letter from Mr. Lane, Apotecary, in Aldesgate-Street, to the Honorable Henry Cavendish, F.R.S. on the Solubility of Iron in Simple Water, by the Intervention of Fixed Air.” Philosophical Transaction of the

Royal Society of London 59 (1769): 216-227.

Laudan, Rachel. From Mineralogy to Geology the Foundations of a Science,

1650-1830. Chicago: University of Chicago Press, 1987.

Leicester, Henry. M. & Herbert. S. Klickstein. A Source Book in Chemistry 1400

- 1900. 4ª ed. Massachusetts: Harvard University Press, 1952.

Lémery, Nicolas. Cours de Chymie. 11a ed. Leyden: Theodore Haak, 1716. Lewis, Willian. The Chemical Works of Caspar Newmann. 2 vols. Londres: Jand

F. Rivington, 1778.

Linnaei Caroli. Systema Naturae in quo natura regna tria, secundum classes,

ordines, genera, species systematice proponuntur. Londres:

~ 132 ~

_____ Fundamenta Botanica in qvibus theoria botanices aphoristice traditvr. Londres: Stockholmiae apud Gottfr. Kiesewetter, 1740.

_____ A General System of Nature, though the three grand kingdoms of

animals, vegetables and minerals: systematically divided in their several classes, orders, genera, species and varieties. Trad. William Turton,

vol. V. Londres: Z. B. Morris, 1802.

Long, Pamela O. “The Openness of Knowledge: an ideal and its context in 16th

century writings on mining an metallurgy”. Technology and Culture 32, no 2 (abril, 1991): 318-355.

Mantoux, Paul. A Revolução Industrial no Século XVIII. Trad. Sônia Rangel. São Paulo: UNESP, 1997

Marson, Stephen F. “Jean Hyacinthe de Magellan, F.R.S. and the Chemical Revolution of the Eighteenth Century”. Notes and Records of the Royal

Society of London 45 (1991): 155-164.

_____ “From Phlogiston to Caloric and Oxygen”. Notes and Records of the

Royal Society of London 49 91995): 338-340.

Merton, Robert K. “Science, Tecnology and Society in Seventeenth Century England”. Osiris 4 (1938): 360-632.

Meynell, Guy. “Locke, Boyle and Peter Stahl”. Notes and Records of the Royal

Society of London 49 (1995): 185-192.

McEvoy, John G. “Continuity and Discontinuity in the Chemical Revolution”.

Osiris 4 (1988): 195-213.

Multhauf, Robert. “The Beginning of Mineralogical Chemistry”. Isis 49, no 1

(março, 1958): 50-53.

Nef, John U. “The Progress of Tecnology and the Growth of Larg-Scale Industry in Great Britain, 1540-1640”. The Economic History Review 5, no 1

(outubro, 1934): 3-24.

Nicholson, William. An Introduction to Natural Philosophy. Londres: J. Johnson, 1796.

Oldroyd, David R. “Some Neo-Platonic and Stoic Influences on Mineralogy in the sixteenth and seventeenth centuries”. Ambix 21(1974): 128-156. _____ “Mecanical Mineralogy”. Ambix 21 (1974): 157-178.

~ 133 ~

_____ “Some Phlogistic Mineralogical Schemes, Illustrative of the Evolution of the Concept of the ‘Earth’ in the 17th and 18th centuries”. Annals of

Science 31 (1974): 269-305.

_____ “An Examination of G. E. Stahl´s Philosophical Principles of Universal Chemistry”. Ambix 20 (1973): 36-52.

_____ “From Renaissance Mineral Studies to Historical Geology: in the Light of Michel Foucaul´s The Order of Things”. The British Journal for the

History of Science 10 (novembro, 1977): 187-215.

_____ “A Note on the Status of A. F. Cronstedt´s Simple Earths and His Analytical Methods”. Isis 65, no 4 (dezembro, 1974): 506-512.

Plum, Werner. Ciências Naturais e Técnica a Caminho da Revolução Industrial. São Paulo: Friedrichich-Ebert-Stiftung, 1979.

Pollard, Sidney. “Factory Discipline in the Industrial Revolution”. The Economic

History Review New Series 16, no 12 (1963): 254-271.

Porter, Theodore M. “The Promotion of Mining and the Advancement of Science: the chemical revolution of mineralogy”. Annals of Science 38 (1981): 543-570.

Porto, Paulo A. Van Helmont e o Conceito de Gás Química e Medicina no

Século XVII. São Paulo: EDUSP/EDUC, 1995.

_____ “Michael Sendivougius On Nitre And The Preparation of The Philosofhers´Stone”. AMBIX, 48, parte 1, (Março, 2001): 1-16.

Pringle, John. “Some Experiments on Substances Resisting Putrefaction; By John Pringle M.D.F.R.S.” Philosophical Transaction of the Royal

Society of London, 46 (1749-1750): 480-488.

Pryce, William. Mineralogia Cornubiensis: A Tratise on Minerals, Mines and

Mining. Londres: James Phillips, 1777.

Riden, Philip. “The Output of the British Iron Industry before 1870”. The

Economic History Review, New Series 30, no 3 (agosto, 1977): 442- 459.

Rogers, Joseph. Some Observations on the Translation and Abridgment of Dr.

Boerhaave´s Chymistry: learned professor is vindicated, from the unjust representations and weak criticisms of his abridger. Londres: John

~ 134 ~

Rudwick, Martin J.S. “The Geohistorical Revolution: the Emergence of Geology as an Historical Science”. Annals of Science 63, no 4 (2006): 493-501.

Scneer, cecil. “The Rise of Historical Geology in the Seventeenth Century”. Isis 45, no 3 (setembro, 1954): 256-268.

Scott, James.”Theory and Practice Metalliferous Mining in the British Isles: some commentson the state of geological knowledge in tudor and Stuart times”. A Quarterly Journal Concerned with British Studies 5, no 3

(outono, 1973): 211-225.

Siegfried, Robert. “The Chemical Revolution in the history of Chemistry”. Osiris 4 (1988): 34-50.

Smith, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre a natureza e suas

causas. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

Smith, Cyril S. “The Discovery of Carbon in Steel”. Tecnology and Culture 5, no

2 (primavera, 1964): 149-175.

_____ “The Interaction of Science and Practice in the History of Metallurgy”.

Tecnology and Culture 2, no 4 (outono, 1961): 357-367.

Stahl, George E. Philosophical Principles of Universal Chemistry. Trad. Peter Shaw, Londres: John Osborn e Thomas Longman, 1730.

Sweet, Jesse M. “Sir Hans Sloane´s Metalline Cubes”. Notes and Records of

the Royal Society of London 10 (1953): 99-100.

Waite, Arthur E. Hermetic and Alchemical Writings of Paracelsus. Trad. L.W. de Laurence. Chicago: Kessinger Publishing Co., 1910.

Watson, R. “Experiments and Observations on Various Phaenomena Attending the Solutions of Salts: By R. Watson, A.M.F.R.S. Fellow of Trinity College and Professor of Chemistry, in the University of Cambridge.”

Philosophical Transaction of the Royal Society of London 60 (1770):

325-354.

Weeks, Mary E. Discovery of the Elements. 6ed. Estados Unidos da América: Mack Printing Company, 1956.

Werner, Abraham G. New Theory of the Formation of Veins. Londres: Hunter & Park, 1809.

_____ A Tratise on the External Characters of Minerals. Londres: Wernerian Club, 1849.

~ 135 ~

Woodwards, John. An Essay Towards a Natural History of the Earth, and

Terrestrical Bodyes Especialy Minerals. Londres: A. Bettesworth and