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Para as escolas confessionais é imprescindível a presença da capelania. O serviço dos capelães e as aulas de ER (cristão) são o que, fundamentalmente, diferencia uma escola confessional.

A escola é um campo missionário. Os capelães e seus auxiliares constituem- se em edicadores-missionários. Não é um simples emprego, é uma missão. Milhares de jovens e seus familiares podem ser influenciados e ajudados com um trabalho bem feito pela capelania.

São relacionados abaixo, de “a” a “z”, os objetivos e a necessidade da existência da capelania e de sua importância vital numa escola cristã evangélica. Esses objetivos foram relacionados a partir das entrevistas com os capelães e das

70 Palestra escrita “O trabalho da Capelania no Sistema Batista Mineiro de Educação”, proferida por Rubens Eduardo Cordeiro em 11.12.2008, no auditório da Direção-geral do SBME

leituras de livros e textos relacionados ao assunto71. São os seguintes, na visão

deste autor:

a) Mostrar a fé e a espiritualidade através das atividades e palavras dos capelães e professores de Educação Cristã.

b) Compartilhar a fé através dos aconselhamentos, atendimentos de cunho espiritual e orações individuais.

c) Inovar em sua prática pedagógica para que a rica mensagem que possui possa chegar aos alunos com beleza, criatividade e inteligência, despertando-lhes o interesse.

d) Ser um espaço de aconselhamento e de despertamento de consciência e de vocação.

e) Ser um lugar de ministração de palavras de consolo, exortação e conforto para quem está passando por momentos de tensão e necessidade.

f) Também ser uma área responsável por ministrar e reforçar princípios de ética e fé ligados à confissão para que esses atuem preventivamente para que o seu público-alvo seja instrumentalizado quando lidar com as situações estudadas.

g) Respeitar o direito do indivíduo quando este não aceitar ajuda.

h) Ser um espaço de encorajamento de alunos e funcionários, ajudando-os a se fortalecerem nos momentos de crise.

i) Trabalhar em conjunto com psicólogos e coordenadores da escola.

j) Ser um lugar de debate dos fundamentos da pedagogia e do projeto pedagógico da escola, para aperfeiçoar seu trabalho e estar em sintonia com outros profissionais.

k) Contribuir para que toda a comunidade acadêmica tenha oportunidade de vivenciar a espiritualidade e a comunhão entre si.

l) Estimular o desejo da pessoa de se relacionar com Deus.

m) Ser uma voz profética dentro da escola para a necessidade das pessoas buscarem o reino de Deus e a sua justiça.

n) Ensinar princípios de autoridade responsável, sábia e influenciadora aos pais, líderes e mestres.

o) Um lugar de auxilio amoroso, sempre que necessário, dando orientação ao

71 Alguns desses objetivos constam nos Livros “Manual do Capelão Escolar”, “Capelania Escolar Evangélica”, na monografia de graduação “Capelania Escolar na ótica dos Batistas” e aqui foram modificados livremente.

aluno sobre o procedimento inadequado que teve, levando-o a uma reflexão bíblica sobre os seus atos.

p) Ouvir as pessoas aflitas. Muitas só desejam ser ouvidas.

q) Ser responsável pelo gerenciamento de todo o projeto Ética e Caráter na Escola, desde sua tradução até sua divulgação, incluindo capacitação dos professores para usá-lo. Ver no Projeto um grande diferencial da escola cristã, cuidando para que ele seja sempre de caráter cristão e não humanista.

r) Ajudar a direção-geral a ser guardiã dos princípios e doutrinas que rezam a confessionalidade da escola.

s) Ser a parte da escola, inserida no todo, que diferencia uma escola confessional de outra não confessional, assumindo sua função diferencial com responsabilidade, compromisso cristão e espírito de missão.

t) Uma área de envolvimento dos professores no Projeto do Caráter e ajudar, em particular aos que tiverem mais dificuldade, a aplicá-lo à mensagem cristã.

u) Cuidar para que os cultos que acontecem nas solenidades de formatura, abertura e encerramento do ano letivo etc. sejam bem elaborados e tenham uma significativa mensagem cristã.

v) Ser um canal de mediação de conflitos e tensões, principalmente quando eles podem ser resolvidos por uma mediação pastoral e espiritual.

w) Dar suporte espiritual à direção-geral e aos diretores de unidade, intercedendo por e com eles.

x) Zelar para que músicas, festas, cartazes, textos etc. que são produzidos pela escola expressem adequadamente a mensagem cristã.

y) Procurar ajudar a toda a estrutura de pessoal a manter um bom clima organizacional e, se necessário, intervir junto ao setor competente para que algo que esteja trazendo mal-estar seja resolvido.

z) Ser uma espécie de espaço do sagrado na escola.

Paulo Roberto Sória, Capelão por mais de 15 anos dos Colégios Batistas Shepárd, no Rio de Janeiro e Colégio Batista Brasileiro, em São Paulo, entende que os objetivos da capelania são assim descritos:

1. A Capelania do Colégio Batista como componente básico da estrutura escolar e como agente da formação integral da criança e do adolescente, visa:

conforme os ensinamentos do Evangelho, criando no Colégio um ambiente de integração fraterna e de sadia espiritualidade;

b. a reflexão e a prática dos fundamentos cristãos no espaço da vida, de acordo com os princípios revelados nas Sagradas Escrituras.

2. O Capelão assume a responsabilidade pastoral do Colégio e é nomeado pela Junta de Educação em comum acordo com o Diretor Geral, ou contratado por este com anuência daquela.

3. A orientação pelo Capelão do colégio far-se-á sistematicamente, individual e coletiva mente, utilizando para tanto os meios de comunicação e os recursos didático-pedagógicos que se fizerem necessários.

4. Para planejar e executar o programa de Educação Religiosa, o Capelão contará com uma Equipe Pedagógica. Tal equipe constituir-se-á de um supervisor e de todos os professores de Educação Religiosa, bem como de auxiliares de capelania nas áreas de música, aconselhamento, acampamentos, secretaria, etc. - Os professores de Educação Religiosa serão selecionados pelo Capelão e nomeados pelo Diretor Geral.

5. Como parte integrante das grades curriculares, a Educação Religiosa, em forma de atividade eminentemente educativa e formativa, tem freqüência obrigatória e indispensável para a permanência do aluno no Colégio. - A dispensa de algum aluno da freqüência na atividade regular de Educação Religiosa será de responsabilidade exclusiva do Diretor Geral, obedecidos os dispositivos constitucionais de liberdade religiosa. 72